15 outubro 2013

Rio-SP/1993

Um título que vale quase que integralmente porque conquistado sobre o nosso maior rival, em situação adversa e com um toque de dramaticidade nos dois jogos decisivos.

O Rio-SP de 1993 foi o primeiro a ser disputado desde 1966. Mas não teve assim tanta adesão dos grandes times do país, em especial porque muitos deles estavam desfalcados, com seus jogadores servindo a seleção brasileira em jogos da Copa América ou das Eliminatórias para a Copa de 1994 (lembrem-se que o sistema de disputa era diferente, com o Brasil se classificando apenas na última partida, e que a seleção tinha um outro significado naqueles tempos).

O Palmeiras entrou na disputa menos de um mês depois do título paulista de 1993, que encerrou 17 anos de jejum. A torcida estava, portanto, em êxtase. Entre idas e vindas, perdemos atletas como Mazinho, Antonio Carlos, Sampaio, Zinho e Evair. O título foi conquistado praticamente com um time misto.

O primeiro Rio-SP em quase 30 anos teve regulamento bem simples: dois quadrangulares, dois cariocas e dois paulistas em cada grupo; jogaram todos em turno e returno, totalizando seis rodadas, e o campeão de cada lado avançava para a final em dois jogos.

O Palmeiras ficou no Grupo B, ao lado do Santos e da dupla Fla-Flu. Na outra chave, estavam SCCP/SP, Portuguesa (em substituição aos bichas) e mais os outros dois cariocas: Vasco e Botafogo.

1º fase

Palmeiras 1-1 Flamengo/RJ - Palestra, 9.329
Santos/SP 2-0 Palmeiras - Vila Belmiro, 7.233
Fluminense/RJ 0-3 Palmeiras - Maracanã, 2.244

Palmeiras 3-0 Santos/SP - Palestra, 9.402
Flamengo/RJ 3-1 Palmeiras - Maracanã, 5.846
Palmeiras 2-0 Fluminense/RJ - Palestra, 6.277

A estreia, no Palestra, é mais lembrada pelo que aconteceu depois do jogo, entre as duas torcidas, do que pelo que se passou em campo (Djalminha abriu o placar para o visitante e Alexandre Rosa foi buscar o empate para o Palestra).

Na sequência, bastante desfalcado, o Palmeiras foi à Vila Belmiro e perdeu para o Santos por 2 a 0. Considerando que apenas o campeão de cada grupo avançaria para a fase seguinte, a situação ficava bastante complicada com essa derrota.

Vieram então duas vitórias contundentes para recolocar o Palmeiras na briga: goleadas por 3 a 0 (contra o Fluminense no Maracanã e contra o Santos no Palestra).

Uma derrota por 3 a 1 para o Flamengo no Rio quase eliminou o alviverde, mas a classificação foi alcançada com um 2 a 0 sobre o Fluminense em SP.

No fim das contas, ficou assim a classificação do Grupo B:

1. Palmeiras 7
2. Santos 7
3. Flamengo 6
4. Fluminense 4

Do outro lado, tivemos o seguinte:

1. SCCP 11
2. Portuguesa 5
3. Botafogo 4
4. Vasco 4

Final

Nosso rival chegou à final com a melhor campanha (5 vitórias e 1 empate) enquanto o alviverde foi buscar a vaga no sufoco. Foi uma situação distinta da observada dois meses antes, na final do Paulista.

De nada adiantou isso tudo; porque bastou um primeiro tempo inspirado de Edmundo (com dois belos gols de cabeça e uma expulsão no melhor estilo Animal) para que o Palmeiras revertesse qualquer vantagem: o 2-0 da ida, em uma noite de quinta-feira no Pacaembu, permitiu ao alviverde apenas empatar sem gols no segundo jogo para conquistar o segundo título consecutivo contra o seu inimigo.

Palmeiras 2-0 SCCP/SP - Pacaembu, 18.719
SCCP/SP 0-0 Palmeiras - Pacaembu, 28.363

8 comentários:

Anônimo disse...

Você considera a rivalidade contra o Flamengo maior que contra o Grêmio? Talvez,o Flamengo como um verdadeiro inimigo e o Grêmio como algo mais neutro,um rival apenas?

César SEP disse...

Barneschi, pegando carona no seu comentário no post anterior, digo que existem muitas "merdas" no contrato entre Palmeiras e WTorre. Antes de discutirmos qualquer cláusula, exigência, quem vai mandar no que etc, os pulhas que assinaram isso em 2008 foram os mesmos - e conhecidos - vermes que destroem o clube há vários anos. Isso já é um fator preocupante. Depois disso, o contrato foi analisado novamente sob a supervisão da dupla B1/B2. Pelo o que eu ouvi, a WTorre terá controle do estádio por 30 anos, além disso, será palco de vários "shows" e eventos. E como o próprio gerente da construtora já disse, se houver uma coincidência de um "evento" com um jogo do Palmeiras, prevalecerá a vontade da WTorre, administradora do estádio. Ou seja, provavelmente não jogaremos em casa por causa de um showzinho de uma cantora-puta norte americana.
Sério mesmo, tem muita gente criando expectativa em cima da Arena Palestra, mas se for pra pagar 80, 100 conto no ingresso por jogo, eu prefiro mil vezes o bom e velho Palestra Itália.

Abraço

sep palmeiras disse...

e a copa dos campeões 2000????

Raul Martins Dias disse...

César, por mim essa "mega-reforma" nunca seria feita. No máximo, se reformaria o antigo Palestra para corrigir alguns eventuais problemas estruturais e basta.

Essa hipótese de o Palmeiras não poder jogar em seu próprio estádio por causa de um show é preocupante. Se pelo menos a gente tivesse a garantia de que, nesses casos, o jogo seria no Pacaembu, menos mau. Agora, não duvido nada que queiram colocar esses jogos em Barueri ou em alguma """"""arena fifa"""""" (assim mesmo, entre muitas aspas).

André Fix disse...

no empate com os gambás, a PM desceu a borracha nos gambás. Enquanto o tobogã era só alegria.


Chupa Ronaldo, seu bosta!! Aqui é Palmeiras.

Raul Martins Dias disse...

Barneschi, você viu o último estudo cometido pela tal Pluri Consultoria? http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,gremio-possui-a-torcida-mais-fanatica-do-brasil-diz-consultoria,1086377,0.htm

Só digo uma coisa: me custa crer que os chamados "Outros" tenham apenas 8,1% de torcedores fanáticos. Embora os clubes pequenos tenham bem menos torcida que os grandes, a maioria esmagadora desses poucos torcedores é fanática. Nunca vi alguém dizer "Ah, eu torço para o Noroeste, mas nem ligo para futebol".

Pior é que muita gente, especialmente quem torce para os times que estão no topo dessa lista, está compartilhando nas redes sociais, só para mostrar como "meu clube é foda".

Raul Martins Dias disse...

Em tempo: a frase que abre essa matéria, "Que o Brasil é o País do futebol e tem fãs por todos os cantos não é novidade.", me fez revirar o estômago.

Barneschi disse...

Anônimo
Ordem de rivalidades: SCCP, SPFW, Cruzeiro e Flamengo. O Grêmio é só mais um rival, e as torcidas têm até boa relação. Já saímos aplaudidos do Olimpico (em 2012).

sep palmeiras
Cara, o que tem a Copa dos Campeões de 2000?

Raul
Aguarde, meu caro. Vem aí um post interessante sobre a Pluri Consultoria.