10 junho 2013

"Os argentinos"

























Se o último livro indicado por aqui não era propriamente sobre futebol, este definitivamente não o é. Como o nome indica, é uma obra sobre os argentinos. Com direito a tudo o que diz respeito a este povo: história, política, cultura, tango, vinhos, carne, economia, religião, manias, hábitos, mitos, heróis populares, excentricidades... E, claro, futebol. Melhor dizendo: fúlbol.

A indicação que eu faço agora tem motivações óbvias (qualquer leitor mais atento haverá de saber que eu nasci no país errado) e, por isso, eu me permito fugir da premissa básica da série.

Ariel Palacios, argentino radicado no Brasil, cumpre bem a missão de apresentar todas as peculiaridades dos nossos vizinhos (mais detidamente os de Buenos Aires, com menos espaço para o restante do país). Para ser bem sincero, no entanto, o capítulo sobre futebol é decepcionante: há muito de Boca, River e Maradona, um pouco da paixão popular e quase nada sobre os outros muitos clubes que fazem o futebol na Argentina ser o que é.

Com espaço limitado e abordagem um tanto burocrática desta temática, o livro não consegue traduzir a representatividade do futebol para os argentinos - em especial aqueles que vivem o futebol nas dezenas de canchas de Buenos Aires, por exemplo.

Apesar disso, deixo aqui a recomendação. Em especial porque todo o resto faz enorme sentido. E é, para quem gosta do país, uma ótima maneira de entender um pouco mais dos nossos vizinhos.

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Onde comprar: recém-lançado, o livro pode ser encontrado em qualquer livraria. Em algumas, ocupa posição de destaque, na prateleira de lançamentos. Em outras, é preciso procurar um pouco mais: pode estar em História, em Geografia, em Sociologia. Porque, a bem da verdade, tem isso tudo e mais um pouco. Custa R$ 49,90.

9 comentários:

Anônimo disse...

Sou de Porto Alegre, muitos argentinos moram aqui, jogam aqui( Inter e Gremio). Assim como Buenos Aires se divide em todos os assuntos, Poa tambem( chimangos x maragatos, direita x esquerda, Gremio x Inter) absolutamente em tudo, Poa se divide, ate mesmo Coca x Pepsi, unico lugar do Brasil em que a disputa 'e parelha. Gaucho nao fica em cima do muro, sempre se posiciona, nao existe uma terceira via, basta pegar o exemplo do futebol. Jamais teremos um terceiro clube forte, INTER e GREMIO polarizam as escolhas. Aqui vivemos futebol 24 hrs por dia, a dupla grenal 'e asssunto constante, existe a radio grenal que trata sobre a dupla 24 hrs por dia com participacao da torcida o tempo todo. Assim 'e em Buenos Aires com Boca e River. Frio, churrasco e a paixao pelos clubes locais sao algumas similaridades que existem entre GAUCHOS E ARGENTINOS, PORTO ALEGRENSES E PORTENHOS.

Anônimo disse...

vai ter post especial sobre 12 de junho de 93?

Anônimo disse...

Prezado Barneschi, grande indicação! Eu também tenho grande admiração pela Argentina, e até, as ditas posturas arrogantes dos nossos "hermanos" são fascinantes, sob vários aspectos. Além do mais é um povo que tem um "humor fino, sarcástico". Buenos Aires é uma cidade única e é emocionante ver como os argentinos se apropriam e vivenciam essa cidade. Vou comprar!

Anônimo disse...
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Barneschi disse...

Sim, vai ter post sobre os 20 anos do título de 1993. Já está pronto. Entra na madrugada de hoje para amanhã.

Anônimo disse...

Barneschi,
Já comprei o meu! Grande dica! Grandes identificações! Aguardo ansiosamente o post sobre 12.06.93, página da história do Palmeiras que nos enche de orgulho, retrato de uma época na qual ainda restavam alguns grandes jogadores que eram também grandes homens, e que se tornaram heróis alviverdes! 12.06.93 o retrato de uma página incondicional e desmedida da paixão pelo Palmeiras! Forte abraço,

Danilo disse...

obrigado por mais uma grande indicação.... tuinha visto outro dia uma materia sobre esse livro mas nao sabia se era bom

Anônimo disse...

Barneschi,
esse livro não é de uma sérir maior, que tem varios outros países?
Juliano SEP

Barneschi disse...

Sim, é esse mesmo. Tem "Os italianos", "Os chineses", "Os franceses", "Os americanos" e assim por diante. Todos muito bem editados. Eu li o dos italianos também; como foi escrito por um historiador, tem um viés um tanto diverso, mas é bom também.