31 janeiro 2013

Avalanche

O saudoso estádio Olímpico (ler aqui, aqui, aqui e mais aqui) foi inaugurado em 1954 e recebeu os jogos do Grêmio até 2012. Foram 58 anos, dos quais mais de uma década com a avalanche atrás de um dos gols. Nunca houve qualquer incidente relacionado.

A Arena Grêmio, erguida com toda a pompa e circunstância, em nome do abjeto Padrão Fifa e de toda a aura de modernidade tão desejada pelos deslumbrados, recebeu ontem seu primeiro jogo oficial. Vieram o primeiro gol e a primeira avalanche. Caiu o alambrado.

Vozes reacionárias já se levantam aqui e ali, começa a despontar o discurso-padrão dos que desconhecem o assunto, muitos calhordas tentarão se perfazer em nome do incidente.

A verdade, no entanto, é muito simples: não é a torcida que deve se adaptar ao estádio; é o estádio que deve se adaptar à torcida.

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Aos hipócritas cujos pés ou bundas gordas nunca antes travaram contato com o cimento da arquibancada (ou, vá lá, com o plástico de outros setores): deixem o futebol para quem vive o futebol!

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Depois de ter me despedido quatro vezes do Olímpico nos últimos três anos, bate agora o luto pelo descenso consumado em 2012: além de não existir mais o Olímpico, sequer poderemos conhecer a Arena Grêmio já em 2013.

29 janeiro 2013

Turiassu, 1840 (15)

Tenho outras ideias de texto para dar sequência à série, mas, antes disso, é o caso de relembrar os episódios anteriores, um a um. Este post cumpre o objetivo de reunir todos os 14 capítulos anteriores da série “Turiassu, 1840” e mais alguns dos posts anteriores que fizeram referência ao inesquecível estádio Palestra Italia:

Turiassu, 1840 (1)
"O pré-jogo mistura expectativa, ansiedade, preocupação, confiança, apreensão, medo às vezes. A hora de entrar no estádio parece não querer chegar. Alguém, radinho de pilha ao pé do ouvido, confirma a escalação do time e passa a informação adiante. Cresce a expectativa. Lá no alto, o refletor corta a noite escura. Ouve-se o primeiro canto do lado de dentro. Temos uma guerra pela frente. Hora de seguir para a cancha."

Turiassu, 1840 (2)
"Porque o meu Palestra terá sempre fendas entre os lances de arquibancada, e haverá sujeira do jogo anterior entre elas: cascas de amendoim, papéis, restos de qualquer coisa. Porque eram logo essas fendas que nos permitiam sentir a arquibancada vibrar a ponto de quase pular junto com a massa."

Turiassu, 1840 (3)
"Tem fila também para o outro lado, na bilheteria - confesso não entender como alguns têm o sangue frio de só deixar para comprar ingresso na última hora. Muita gente. Que me perdoem os que se sentirem ofendidos, mas eu não enfrento a fila. Nunca. Direito adquirido."

Turiassu, 1840 (4)
"Torcedor tem a ilusão de que o mundo para quando o seu time vai a campo - eu sou assim. O Palestra, aberto para a metrópole e por isso mesmo mais integrado a ela, sempre provou o contrário. O alviverde vai a campo e há quem siga com afazeres outros, às vezes ao alcance da nossa vista. Pobres coitados..."

Turiassu, 1840 (5)
"Guardei e trago na retina o gol marcado aos 29 minutos, bem como registrei e levarei para sempre – na memória, no coração e no fundo da alma – cada canto do Estádio em que estive pelos 20 anos que se seguiram até que tudo aquilo que conheci por casa viesse a ser demolido, a fim de que um novo Estádio (desta vez, Arena) viesse a ser construído."
*por Bruno Mazucatto

Turiassu, 1840 (6)
"874T/10. O Lapa T era quase certeza de enquadro. Ainda mais na volta (já como Ipiranga) e à noite. Mas era tão grande a multidão ali espremida no quarteirão final da Venancio Aires que não restava opção: se despontava o Ipiranga dois quarteirões adiante, em meio à escuridão, sabíamos que seria aquele o nosso transporte de volta. Turiassu, Marechal Deodoro, Angélica, Paulista, Paraíso, Vila Mariana, Lins, Cambuci, Dom Pedro, Museu."

Turiassu, 1840 (7)
"A descida na Turiassu foi inesquecível. Numa terça-feira à tarde, na cabeça de um menino recém-chegado do interior, não deveria haver nada que remetesse a uma partida de futebol. Mas a prosaica visão, logo de cara, de dezenas de varais de ambulantes cheios de camisas do Verdão me fizeram perceber que aquele lugar não era apenas um estádio de futebol."
*por Conrado Cacace

Turiassu, 1840 (8)
"Por sinal, minhas melhores lembranças do Palestra estão todas ligadas ao que existia de mais, digamos, ultrapassado no nosso estádio. Por exemplo: reconheço os méritos das (nem tão) novas torres de iluminação, mas o meu afeto pertence todo àquelas desgastadas e antiquadas torres de ferro que se erguiam por trás da arquibancada."

Turiassu, 1840 (9)
"E lá vinha eu de novo, na pista da esquerda da Sumaré; ainda não existia a maldita faixa de motos na avenida que me jogava na boca da Turiassu. Já no cruzamento da Brasil com a Rebouças, eu começava a calcular o público daquele jogo, conforme o número de carros com camisas ou bandeiras alviverdes."
*por Roberto Bovino

Turiassu, 1840 (10)
"5h27. Ônibus e mais ônibus chegam e vão despejando gente na Turiassu. A caminho do trabalho, os vidros embaçados pelo orvalho da madrugada, ocupantes dos coletivos ficam intrigados com tanta gente na rua àquela hora da madrugada. Até o cobrador, que dormia desde a Praça Ramos, estica o olho para saber o que se passa."

Turiassu, 1840 (11)
"Voltei à arquibancada. O placar já apontava 1 a 0. "Perdi o gol, porra!" Mais três viriam, sem que isso significasse necessariamente uma noite memorável. Confesso não fazer a menor ideia de como foram aqueles gols. Vejo agora, pesquisando em meus arquivos, que foram marcados por Galeano, Tuta, Magrão e Alexandre. Não me lembro de nada disso. Mas lembro claramente de ter conhecido ali, naquela noite, a salinha dos coxinhas no Palestra."

Turiassu, 1840 (12)
"Quem por ali passa, de carro ou a pé, já não se depara mais apenas com um imenso vazio; o velho Palestra ressurgirá. O olhar perdido, antes sem entender o que se passava naquele lugar onde antes havia um estádio, agora mira o futuro, à espera do que está por subir novamente. Será um estádio diferente, é claro, mas ainda assim será o Palestra Italia. No mesmo local. Com a mesma vizinhança. Com os mesmos de sempre – e com os novos que virão com as gerações seguintes."

Turiassu, 1840 (13)
"Aquele pedaço de arquibancada, impedido de ser demolido por pura birra de quem, por um acaso, possui o poder da caneta, simboliza o obstáculo que muitas vezes os poderosos de plantão nos impuseram. E sempre conseguimos mostrar a eles que somos superiores. Aquele pedaço de concreto simboliza o nosso orgulho. O nosso orgulho por não baixar a cabeça ante imposições. Aquele pedaço de concreto é o orgulho palmeirense, o orgulho de ser palmeirense."
*por Paulo Emilio N Rodrigues

Turiassu, 1840 (14)
"De sua janela, ele viu o Palmeiras vencer aquele título de 1976, a Libertadores e outros mais, todos guardados em sua memória até o último dia de vida. Acompanhou vitórias grandiosas e vexames improváveis, títulos e humilhações, partidas notáveis em domingos ensolarados e duelos obscuros em noites chuvosas. Presenciou esquadrões inesquecíveis e times que não mereciam ter pisado em solo sagrado. Torceu por craques que fizeram história e suportou alguns que não deveriam nunca ter vestido o manto alviverde. Vibrou igualmente com e por cada um deles."

Turiassu, 1840
"Talvez os peregrinos que vão até esse lugar e se apoiam na cerca olhando a devastação estejam procurando avaliar o que estão perdendo. Porque as marteladas não podem atingir as memórias e tenho certeza que diante de todos, torcedores do clube ou não, ao passar por esse lugar alguma coisa os atinge, como quem atravessa algum célebre campo de batalha, lendário, fabuloso. Lá se travaram grandes duelos, lá houve grandes vitórias, grandes conquistas e grandes derrotas. Desfilaram por lá as maiores equipes do Brasil e da América do Sul em combates inesquecíveis. Lá foi o estádio de um grande. Fica na Rua Turiaçu, Perdizes."
*por Ugo Giorgetti

A despedida
"Aprendi a te amar ainda sem grades ou separações físicas na arquibancada e sem o setor elitista, o que me permitia migrar de um lado para o outro sem restrições, ainda que com o intuito pouco nobre de maldizer rivais ou inimigos que tantas vezes já vieram te visitar. Acima de tudo, o bom era exercer o saudável hábito de andar de um lado para o outro para encontrar os amigos."

Imortalidade
"O olhar que percorria cada canto da arquibancada por vezes parecia se perder, absorto, sem saber para onde ir ou quando voltar. Parecia. Se era mesmo assim, certo é que não estava preso a lugar algum, mas sim a um dia outro que não o que vivemos ontem. O que se percebia no semblante dos palestrinos que cruzamos os portões do Palestra Itália neste sábado, 22 de maio de 2010, era a resignação de quem não pode fazer nada mais, a não ser dizer adeus."

Palestra Eterno
"Tenho a impressão que vou subir junto com o ataque no ar, estacionar alguns metros acima, e cabecear sozinho pro fundo da rede. Quero ouvir aquele som indecifrável que precede o grito de gol. O som dos pulmões que se enchem de ar respirando fundo. O pressentimento se tornando real."
*por Felipe Giocondo

O Palestra em 20 jogos
"Lembro mais de abraçar meu irmão na hora dos pênaltis, com os joelhos postados no cimento da arquibancada, depois de todo o sufoco dos 90 minutos. E lembro muito, com precisão cinematográfica, de tudo o que sofri para conseguir os ingressos: a noite sem dormir, a invasão da Papa Genovese na madrugada, a manhã que chegava com a expectativa pelos ingressos, o empurra-empurra, a confusão que fechou o Turiassu na hora do almoço, o alívio com os ingressos na mão."

O Palestra em -10 jogos
" Depois do jogo, o mais difícil era consolar cada um dos palestrinos que deixavam o estádio e chegavam, já desolados e destruídos, ao bom e velho ponto de ônibus da rua Venâncio Aires. Voltamos todos em um silêncio sem precedentes. Ainda hoje, quase 10 anos depois, lembro de cada curva da volta para casa: não veio nem o 875H nem o 874T; tivemos de voltar de 407M, encarando todo o caminho pelo centro da cidade. Foi uma noite muito longa..."

28 janeiro 2013

Fim da linha

2010, semifinal da Sul-Americana, Pacaembu.
2013, Palmeiras 2-3 Penapolense/SP, Pacaembu.

Há similaridades no nível de vergonha que o palmeirense passou nesses dois episódios. O primeiro remete a uma noite terrível que nunca será esquecida. O segundo diz respeito a uma tarde de domingo que, dada a pouca importância do jogo, será esquecida em breve. Não se pode desconsiderar, no entanto, o impacto e o dano à imagem de um gigante diante de um placar como Palmeiras (com um homem a mais, porra!) 2-3 Penapolense/SP (que merda é essa?).

Alguém aí pode fazer o questionamento: por que a equiparação de dois jogos aparentemente tão distintos? Bom, três jogadores presentes na derrota de 2010 seguem no clube ainda em 2013. E um deles, o voltante que nunca sai do time, foi exatamente o grande responsável pela nossa eliminação lá atrás e segue irritando o palmeirense jogo após jogo depois de tanto tempo.

Isso tudo para dizer o seguinte:

Reconhecemos a importância do choque de gestão empreendido pelo presidente Paulo Nobre. A gestão Tirone-Frizzo deixa uma herança das mais malditas, e não será fácil corrigir tanta incompetência. Mas, por mais que o profissionalismo seja algo que precise de tempo para dar resultados, o Palmeiras de hoje precisa de soluções imediatas, de curto prazo. E algumas são bem mais simples do que parece.

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As duas décadas vividas na arquibancada permitem antecipar o que se passa dentro do campo. Não só é possível enxergar um pouco antes qual será o desfecho de uma jogada; tem vezes em que se pode adivinhar o ocorrido antes mesmo de o lance começar. Bastou o juiz marcar falta para o time do interior, por exemplo, para eu saber e me conformar internamente: vai sair o empate. Dito e feito. Pouco habituados àquele ambiente, os visitantes demoraram alguns bons segundos mesmo para reagir. E então, já no segundo tempo e jogando o Palmeiras com um homem a mais, duas coisas pareciam inevitáveis: (1) imune à desqualificada pressão alviverde, o estreante Penapolense chegaria ao terceiro gol meio por acaso; e (2) talvez para enervar um pouco mais a sua torcida, o Palmeiras chegaria ao segundo e inócuo gol já nos instantes finais. Só para irritar mais.

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Foi um espetáculo grotesco e de extremo mau gosto o que tivemos na arquibancada nos 15 minutos finais. De minha parte, devo dizer que estavam todos errados. Se não fazia muito sentido xingar quem quer que fosse com a bola rolando (mas eu entendo a reação até), ainda pior foi ver boa parte do público xingar a organizada e gritar o nome de vagabundo em meio a um cenário tão trágico. Isso apenas evidencia o porquê de estarmos nessa situação.

24 janeiro 2013

Libertadores, 1960-2013

O futebol brasileiro começou a morrer à medida que, um pouco por influência de certos canalhas da imprensa esportiva, ganhou força esse antro que atende pela alcunha de Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Não vou entrar em detalhes.

Corta para isso aqui"Com seu STDJ, Conmebol inicia era da disciplina para civilizar torneios"

C-i-v-i-l-i-z-a-r. Bonito verbo, não?

Consigo imaginar canalhas do porte de Flavio Prado a exaltar a notícia. Com suas barrigas protuberantes e suas bundas gordas enfurnadas no sofá, à frente da TV, bem longe de qualquer estádio, vibram com mais uma vitória dos que se esforçam, dia após dia, para reduzir o futebol a um espetáculo moldado a esses tempos tão hipócritas.

E isso tudo, senhores, me fez lembrar de um texto de 2006, de autoria desconhecida, sobre o que já era interpretado à época como tentativa de domesticar a Copa Libertadores da América. O que chamam os falsos-moralistas-que-não-vão-aos-estádios de "civilizar" pode bem ser substituído por outro verbo: "castrar".

O texto, torno a dizer, é de autoria desconhecida - infelizmente. Foi publicado originalmente pelo (ótimo) site gremista Ducker e agora sequer é possível encontrar o link original. Dias depois, eu publiquei a íntegra aqui no blog. E agora, mais de seis anos passados, me permito republicar o texto, desta feita fazendo alterações pontuais e algumas atualizações que me parecem necessárias. Se o autor quiser se manifestar e mesmo se eventualmente não concordar com as mudanças, o espaço está aberto.

Torno a repetir: o texto não é meu - ainda que eu me sinta muito bem representado pelo que aí está. A autoria é desconhecida, e tudo o que eu faço abaixo é republicá-lo com alguns adequações. Aí vai:

A Libertadores foi castrada

A Libertadores da América foi castrada. Teve sua masculinidade arrancada pelos defensores do politicamente correto, pelos Galvões, Leiferts, Kfouris e por aqueles que esperam o fim da novela para ver o futebol. A Libertadores virou um enlatado de fácil digestão pelos estômagos fracos e pelos fãs de “pedaladas” e “amigos da Rede Globo”. De animal feroz, a Libertadores se transformou em um bichinho mimoso e colorido, tão inofensiva quanto “Malhação”. Nem o adolescente rebelde Ferris Bueller, o maior astro da “Sessão da Tarde”, foi tão enquadrado.

Que saudade das antigas Libertadores. Dos tempos em que a Rede Globo ainda não tinha transformado “La Copa” nesse programa de freiras. Que saudade dos estádios argentinos lotados, dos "Calderones del Diablo”, de La Plata e de Avellaneda. Que saudade do Defensores del Chaco fervendo. Que saudade do Centenário enfumaçado, gelado e enlameado. De Victorino e De Leon, de Morena e Spencer. Qualquer time que hoje tivesse Billardo, Dinho ou Simeone seria preso em campo. Aliás, na Libertadores se chegou ao cúmulo de se prender um jogador em campo, porque ele não foi “politicamente correto”. É tão rídiculo que não é nem engraçado. É triste. 

Vivemos uma era de Neymares, de pagodeiros, funkeiros, pseudo-surfistas de correntes de ouro. São ídolos descartáveis, codornas com pernas de cristal, escravos de empresários vigaristas, desesperados por um contrato na Europa, para depois reclamarem do frio e voltarem correndo para o Brasil. Vivemos uma era de dancinhas idiotas, de uma geração alienada, de um jornalismo esportivo que se transformou em circo. 

Atacantes como Burrochaga, Fernando Morena, Victorino, Enzo Francescoli ou Renato Portaluppi, o pai de todos os malandros, que não era bunda-mole nem fugia do pau, hoje estariam relegados diante de qualquer desses moleques vagabundos que aparecem jogando videogame na hora do almoço global. 

Saudosos tempos em que a Libertadores era uma guerra. Os platinos consideravam uma "verguenza" perder para um time do Brasil, país que não tinha nenhum libertador da América, nenhum San Martin, nenhum Artigas, nenhum Bolívar.

Não tinha “jogo”, mas sim uma luta campal pela bola. Não precisava muito para carrinhos, cotoveladas, socos, pedras, pedaços de pau e garrafas tomarem conta de tudo. Era preciso ser mais que jogador, era preciso ser homem. A fumaça invadia o campo, o frio gelava até os ossos, os alambrados balançavam, nem sempre (ou quase nunca) ganhava o melhor. Ganhava o mais forte.

Hoje, a Libertadores virou um espetáculo midiático. 
 Qualquer desses "inhos"de luzes nos cabelos pode levar o título e depois comemorar no "Bem Amigos". Mas eles nunca terão a glória de ter travado batalhas em campo, de ter erguido a taça não com papel laminado voando em volta, mas com sangue escorrendo pela testa. A taça, alguns têm; a glória, poucos. Pouquíssimos.

23 janeiro 2013

Sobre a Copinha e Barueri

A ida a Barueri ontem à noite (espero que tenha sido a última do ano) serviu para ver em campo um time esforçado, batalhador e com alguns bons destaques técnicos. As muitas falhas defensivas acabaram por determinar a eliminação, mas o desempenho dessa molecada na Copinha foi, no mínimo, promissor. Que eles não se percam pelo caminho.

E eu não sei quanto aos senhores, mas bastou chegar perto do estádio ontem para relembrar de todo o transtorno que nos foi proporcionado no ano passado por Tirone e Frizzo.

Em nome do respeito ao torcedor, é de se esperar que o presidente Paulo Nobre e a nova diretoria nunca cometam a atrocidade de marcar jogos do Palmeiras para a Arena Barueri.

21 janeiro 2013

A arquibancada está chegando!

Imprevistos e interesses escusos podem até atrapalhar os planos, mas, a julgar pelo avanço das obras, fizemos neste domingo a última abertura de temporada longe de casa. Quando 2014 chegar, já estaremos de volta à esquina da Turiassu com a Caraibas e a vida, esperamos, haverá de ser melhor.

Não que o redivivo estádio Palestra Italia seja capaz, por ele só, de reerguer o gigante destroçado por obra de alguns poucos, mas ele será icônico dos novos (ou seriam velhos?) tempos que estão por vir.

Porque o Pacaembu que tão bem nos acolheu nessas últimas temporadas (apesar da ingratidão burra e atroz dos que agora se despedem do clube) pode ser o mais agradável estádio desta metrópole, mas não é a nossa casa. E deve ser por isso que o palmeirense fica no "quase". Falta o nosso lugar do lado de fora, falta a certeza de encontrar cada amigo da arquibancada em um canto específico, falta a sensação de pertencer àquela terra.

Entrei na cancha municipal hoje com essa sensação. Confesso que nem dei tanta atenção ao que se passava dentro do campo, uma vez que não se poderia esperar nada muito diferente do que tivemos, mas sim a tentar analisar o que será de nós.

(...)

O empate sem gols na abertura do Paulista/2013, a história haverá de reconhecer, ficou pequeno, pois encravado entre dois dias históricos para o palmeirense. Um dia antes, no sábado, a Assembleia Geral ratificou o evento que representa o reencontro do Palmeiras com a grandeza esquecida. No dia seguinte, segunda, o alviverde imponente se despede do pior de todos os presidentes de sua história, o incapaz e inapto Arnaldo Tirone.

Venha quem vier, Nobre ou Perin, o Palmeiras estará em melhores mãos. Não que qualquer um dos dois seja o mais preparados para dirigir o Campeão do Século - provavelmente nenhum deles o é -, mas o vencedor terá a oportunidade de provar o seu valor e o seu desejo de reerguer o Palmeiras - isso tudo em um cenário em que a possível reeleição terá de ser submetida à votação aberta.

Sim, o futuro presidente terá o enorme desafio de tirar da frente os escombros deixados por essa figura que se despede hoje do cargo, mas a palavra "profissionalismo" está aí, a pautar as duas propostas, para isso mesmo.

A gestão Tirone não poderia terminar de outro jeito. O mandatário que envergonhou o palmeirense de todas as maneiras possíveis ao longo dos últimos dois anos foi xingado antes e depois do jogo. Ele se vai, e leva junto Frizzo e Piraci, dois outros nomes de triste lembrança. Com a saída deles, chega ao fim uma era de desrespeito ao torcedor, de atraso administrativo e de humilhações inimagináveis.

(Difícil expressar a repulsa em relação ao trio que se despede hoje do comando da Sociedade Esportiva Palmeiras. É algo diferente do ódio visceral que se tem de um Mustafá Contursi, por exemplo; é algo que mais se aproxima do desprezo mesmo.)

Que os conselheiros da Sociedade Esportiva Palmeiras tenham a sabedoria de escolher o melhor nome para o futuro do clube. E que o novo presidente saiba conduzir o processo de reerguimento do gigante Palmeiras. O trabalho vai ser árduo, mas muito em breve estaremos de volta à nossa casa, e então os novos tempos haverão de ser tão bons quanto os velhos tempos que nos trouxeram até aqui.

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DIRETAS

1.900 x 45 é um placar dos mais expressivos. Sim, há 45 filhos da puta entre os nossos, mas o recado foi dado, e as mudanças foram quase todas aprovadas. Lamento muito pelo desacerto no que diz respeito à questão do filtro (a questão foi mal formulada de maneira proposital), e reitero que apenas e tão somente o "Não concordo" faz algum sentido. Questão de princípios.

A arquibancada está chegando!

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COPINHA

Terça, 21h. Eis que devemos voltar a Barueri, dessa vez por um bom motivo. Em se tratando de um clássico e da rivalidade envolvida, seria mais razoável trazer o jogo para a capital. Não vai ser assim, e então é de se esperar que a PM entenda que é o caso de dedicar especial atenção à divisão dos espaços do lado de fora da Arena Barueri e ao deslocamento das torcidas no trem e também pela Castello Branco.

17 janeiro 2013

Pelas Diretas!

Domingo começa mais uma temporada difícil para o palmeirense, mas o associado do clube deve se fazer presente já no sábado para um compromisso ainda mais importante: a aprovação das Diretas. A Assembleia Geral acontece das 10h às 19h de sábado, e podem devem comparecer todos aqueles que tiverem ao menos três anos de sócio.

São 10 os temas que devem ser respondidos (em urna eletrônica) durante a Assembleia Geral. Há alguns itens de interpretação dúbia - e que tem gerado polêmica nos debates -, mas, de maneira geral, eis o que se espera do palmeirense neste sábado:

























Até sábado no clube!
E até domingo na cancha municipal!

15 janeiro 2013

Sobre futebol e outras coisas

74 pontos. Dos últimos quatro vencedores do Campeonato Brasileiro em pontos corridos, apenas um superou esta marca, ficando os outros três com algo entre 67 e 71 pontos. 74 pontos é uma ótima campanha em um campeonato-padrão (20 clubes, 38 rodadas, 114 pontos em disputa). Quase sempre será o bastante para garantir o título (o campeão de 2012 fez pouco mais que isso, 76).

Se projetarmos a campanha do Real Madrid na atual edição do Campeonato Espanhol (37 pontos no recém-encerrado primeiro turno), ele chegará aos tais 74 pontos. Em 19 jogos, o clube da capital alcançou 11 vitórias, 4 empates e 4 derrotas.

A tal 'boa campanha', no entanto, é insignificante diante do que fez o Barcelona, com seus 55 pontos decorrentes de absurdas 18 vitórias e um empate. Sim, 18 vitórias e um empate!

O Atlético de Madrid, vice-líder, soma 44 pontos, 11 a menos (em apenas um turno, notem!). O Real Madrid, terceiro colocado, tem 37. Por falar nos dois, que se enfrentam ao menos duas vezes todos os anos, o Atlético não consegue vencer o seu rival da capital há longos 13 anos.

Em resumo: o Campeonato Espanhol não precisa nem de returno para proclamar o seu campeão. Tido e havido por muitos como o que existe de melhor no mundo, é uma "disputa" que não pode ser levada a sério. Sequer pode ser chamado de campeonato.

Em médio prazo, isso tudo pode dar dinheiro e criar uma legião de consumidores, fãs e moleques babacas que só enxergam o futebol a partir da tela da TV. Os chineses adoram, as vendas de camisa no Oriente impressionam, a "marca Barcelona" ganha valor de mercado.

Mas isso tudo não garante que o clube tenha torcedores. Porque, que me desculpem os iludidos, os deslumbrados e mesmo os que já negociaram a alma, mas não se forma um torcedor sem disputa com o adversário. Aliás, não se forma nem caráter.

Vencer é bom, claro. Mas vencer quando só a vitória é possível deixa de fazer sentido. O valor da vitória está na possibilidade de ela não vir. O valor da vitória está na coexistência dela com as derrotas.

Porque o caráter não se constrói em vitórias fáceis e sem um adversário à altura, mas sim na capacidade de se erguer depois das derrotas. E isso só entende quem vive o futebol pra valer.

Isso aí que dizem ser o Campeonato Espanhol pode ser muita coisa, mas futebol é que não é. E pensar que tem muita gente por aí vendendo a alma para transformar o futebol brasileiro em uma aberração parecida....

11 janeiro 2013

Mancha, 30















Parabéns à Mancha Verde pelos 30 anos de arquibancada! Digam o que disserem - e aconteça o que acontecer -, é e sempre será a entidade que luta pelo Palmeiras onde ele estiver. São três décadas de história, e isso tem um valor enorme, em especial porque não contamos por aqui com a complacência e cumplicidade de setores reacionários e hipócritas da opinião pública. Nem queremos isso.

Contra tudo e contra todos, seguimos. Contra os promotores vagabundos, contra os pretensos jornalistas que não vão a estádios, contra os babacas que nunca antes pisaram em uma arquibancada, contra todos os ratos que infestam o Palmeiras e contra todos os inimigos que nos cercam. São 30 anos de muitas glórias e de - possivelmente inevitáveis - desacertos aqui e ali. Faz parte do jogo.

Seguimos, senhores. 1995, vejam só o efeito do tempo, já faz parte da primeira metade dessa história. Sobrevivemos e crescemos.

Obrigado à Mancha Verde por tudo o que ela proporcionou na minha vida. Por cada festa nos estádios de SP, do Brasil e do mundo. Por cada caravana, por cada sufoco, por cada episódio que eu preferia até esquecer. Obrigado por formar um pouco do que eu sou - mesmo quando eu optei por seguir um caminho distinto. Obrigado à Mancha Verde até pelas ocasiões em que eu discordei frontalmente das decisões por ela tomadas - e foram muitas. Obrigado à entidade Mancha Verde por resistir tão bravamente.

A vida segue. O Palmeiras segue. E tenham certa uma coisa: virá a Arena Palestra, e então, lá atrás do gol da piscina, que antes sequer existia, uma enorme faixa com letras garrafais haverá de impor respeito e fazer tremer os visitantes: MANCHA.

Parabéns pelos 30 anos!














"Perseverar
Lutar

Não desistir
Resistir"

(trecho do samba-enredo da escola de samba Mancha Verde, 2006)

09 janeiro 2013

SP/2013 e Libertadores/2013

Com as tabelas do Paulista/2013 e da Libertadores/2013, já é possível planejar o primeiro semestre. É evidente que nada do que está abaixo pode ser levado como definitivo, mas é o que temos para efeito de programação. Ao final, alguns comentários.

20.01 dom 17h Palmeiras x Bragantino/SP – Pacaembu
23.01 qua 22h Oeste/SP x Palmeiras – Arena da Fonte
27.01 dom 17h Palmeiras x Penapolense/SP – Pacaembu
31.01 qui 19h30 Palmeiras x São Bernardo/SP – Pacaembu
03.02 dom 19h30 XV de Piracicaba/SP x Palmeiras – Barão de S. Negra
07.02 qui 19h30 Palmeiras x Sorocaba/SP – Pacaembu
10.02 dom 19h30 Mogi Mirim/SP x Palmeiras – Mogi Mirim
14.02 qui 22h Palmeiras x Sporting Cristal/PER – Pacaembu
17.02 dom 17h SCCP/SP x Palmeiras – Pacaembu
24.02 dom 17h Palmeiras x União Barbarense/SP – Pacaembu
28.02 qui 19h15 Libertad/PAR x Palmeiras – Nicolás Leoz
03.03 dom 16h Palmeiras x Paulista/SP – Pacaembu
06.03 qua 21h45 Tigre/ARG x Palmeiras – Monumental Victoria
10.03 dom 16h SPFW/SP x Palmeiras – Jd. Leonor
17.03 dom São Caetano/SP x Palmeiras – Anacleto Campanella
20.03 qua Palmeiras x Botafogo/SP – Pacaembu
24.03 dom Palmeiras x Santos/SP – Pacaembu
27.03 qua Mirassol/SP x Palmeiras – José Maria de Campos Maia
30.03 sab 18h30 Palmeiras x Linense/SP – Pacaembu
02.04 ter 21h30 Palmeiras x Tigre/ARG – Pacaembu
07.04 dom Ponte Preta/SP x Palmeiras – Moisés Lucarelli
11.04 qui 19h15 Palmeiras x Libertad/PAR – Pacaembu
14.04 dom Palmeiras x Guarani/SP – Pacaembu
18.04 qui 22h15 Sporting Cristal/PER x Palmeiras – Lima
21.04 dom Ituano/SP x Palmeiras – Novelli Jr.
28.04 dom Quartas-de-final do Paulista
05.05 dom Semifinal do Paulista
12.05 dom Final 1 do Paulista
19.05 dom Final 2 do Paulista
25.05 Estreia no BR/2013

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_A tabela do Paulista foi decepcionante: teremos viagens para Piracicaba, Mogi, Campinas e Itu (todas a até 2 horas da capital) nos finais de semana, enquanto todas as viagens que demandam mais tempo (Mirassol e Araraquara, por exemplo) ficam inviabilizadas, no meio de semana à noite. Bastava inverter a ordem e seria possível encarar todos os jogos.

_O Palmeiras recebeu o São Bernardo em 2011 (2-0 no Canindé). Aí o time do ABC caiu e voltou agora. Deveríamos jogar no 1º de Maio, a exemplo do que fizeram nossos rivais, certo? Errado. Seremos mandantes novamente. E, só para variar um pouco, o jogo no ABC será contra o São Caetano.

_Por que cazzo enfrentaremos os gambás como visitantes pelo segundo ano consecutivo? Será que é tão difícil assim inverter a ordem dos mandos de um ano para o outro?

_Notem os senhores que não teremos nenhum jogo da Libertadores transmitido pela TV aberta - jogaremos fora em horários alternativos. A coisa já ficou descarada, senhores. Escreverei detalhadamente sobre isso muito em breve.

_Sim, já coloquei o Tigre/ARG como nosso adversário.

_Sobre o grupo da Libertadores, eu acredito que ficou de bom tamanho. Não é fácil, mas também não é uma chave das mais complicadas. De toda forma, se avançarmos para a segunda fase, será pela camisa e pela força da torcida nos três jogos em casa; porque time é tudo o que não temos.

_Seja qual for o presidente do Palmeiras a partir de 21 de janeiro, eu só espero que todos os nossos mandos aconteçam no Pacaembu. Todos. Chega de palhaçada!

07 janeiro 2013

Olhar para o futuro

É hora de voltar. Os últimos três meses foram marcado pela redução acentuada no número de posts, sendo que lá se vai um mês sem qualquer atualização. Não pensem os senhores que isso tem algo a ver com episódios tão recentes quanto desagradáveis. Não tem. O período de abstinência se deve a situações pessoais (todas elas muito boas, diga-se) que tornaram compulsório o breve afastamento (do blog, mas nunca dos estádios e da luta pelo Palmeiras). Se isso coincidiu com uma época assim tão esquecível, tanto melhor.

Eis que é hora de retomar a vida por aqui, e isso acontece em um período em que se multiplicam as notícias ruins, já quase uma constante na rotina do palmeirense. Passei o último mês em um saudável e necessário recesso, boa parte desse período fora do país, e aí, olhando de fora, fica mais fácil refletir e chegar a algumas conclusões.

Vivenciar o Palmeiras de hoje significa sofrer de maneira antecipada, uma vez que sofrimento é quase tudo o que podemos esperar deste 2013 que se desenha tão tenebroso quanto foi o último semestre. Tudo parece conspirar contra, ainda mais porque as notícias que vêm dos rivais e dos inimigos são o inverso das nossas.

O que preocupa, senhores, não é tanto a certeza de que teremos um 2013 terrível, mas sim a constatação de que estamos ficando para trás muito rapidamente. É fato que já passamos por um rebaixamento antes e que já vivemos uma longa fila de 17 anos sem título, mas os tempos eram outros, e, tanto no descenso quanto no jejum, tivemos um prejuízo, digamos, reversível.

Afinal, pergunto aos senhores: o que mudou no futebol - e no mundo - entre 1976 e 1993?

A resposta é: muito pouco, quase nada. O Palmeiras passou longos 17 anos sem comemorar um título sequer, mas, exceção feita à ascensão bambi no começo dos anos 1990, nada de muito relevante aconteceu. Voltaram os títulos, ficou para trás o trauma e o Palmeiras logo recuperou espaço, prestígio e, prova inconteste do que eu escrevo, ratificou a posição de Campeão de Século.

Essa relativa imobilidade em meio às quase duas décadas sem títulos pode ser explicada por uma conjuntura que inclui a política brasileira (metade da fila na ditadura e a outra metade nos anos de redemocratização), a estagnação econômica (inflação em alta, desigualdade social acentuada, crescimento pífio), o cenário global do futebol (as ligas europeias ainda não haviam se elitizado e não havia espaço para aberrações como as atuais), as poucas inovações tecnológicas (em resumo: a internet comercial surgiu apenas em meados dos anos 1990), a interferência então limitada da emissora câncer (não havia TV a cabo, poucos jogos eram transmitidos ao vivo, a divisão de espaço entre os clubes era equânime, o repasse de dinheiro era mínimo), o baixo investimento privado (os contratos de publicidade eram irrisórios) etc.

Isso renderia uma tese, eu sei, mas serve aqui apenas para efeito de comparação com o que vivemos neste 2013.

Afinal, o que mudou de três ou quatro anos para cá? Vejam aí os faturamentos dos clubes, as receitas de publicidade (com os clubes tendo dezenas de patrocinadores), os contratos com a TV, as novas modalidades de arrecadação, os valores investidos em contratações e outros tantos números. Isso para não falar nos interesses políticos, nas falcatruas, nas ascensões de novos mafiosos da bola, na desfaçatez da emissora câncer, na maldita Copa-2014 e em todo esse jogo sujo que pauta o futebol brasileiro hoje. Some-se a isso tudo mais o que significa este maldito "futebol moderno" e os senhores terão uma noção bem clara de como as coisas estão mudando.

Em outras palavras: o Palmeiras ficou parado entre 1976 e 1993, mas o mundo também, e então o alviverde pôde seguir adiante, imponente como sempre. Agora, 2013, o Palmeiras já está parado no tempo há mais de uma década, e é logo uma década em que o mundo avançou (para o bem e para o mal) como nunca antes. Ficar parado nesse cenário, ao contrário do que acontecia em décadas passadas, significa ficar para trás. Muito para trás.

Então, para dar sequência ao raciocínio, vou emprestar parte de uma coluna recente (30/12/2012) do PVC no Estadão. Ainda que discorde do uso de algumas palavras, ela sintetiza o momento que vivemos:

"Entre 2013 e 2014, o Palmeiras tem quatro pilares inegociáveis: 1. Gerenciar a nova Arena e fazê-la lotar em todos os jogos, ser um polo do futebol brasileiro; 2. Fazer o Brasil falar do clube no ano do seu centenário, mesmo com a coincidência com Copa do Mundo; 3. Fazer times competitivos e voltar a ganhar títulos; 4. Promover a reforma estatutária, capaz de fazer o clube olhar para fora de seus muros, como há anos não faz.

Comprometer-se com esses quatro pilares fará o Palmeiras voltar a ser novamente poderoso. Não atender a esses compromissos pode significar a queda num poço sem fundo e sem retorno. No momento em que o futebol brasileiro define sua nova elite, entre os que têm capacidade de investimento e ousadia para transformar sua marca em fonte de renda, ou o clube pisa no acelerador com a devida sabedoria, ou define seu papel na vala dos clubes médios."

O que está em jogo, palestrinos, é o nosso futuro. É a capacidade de o gigante Palmeiras sobreviver como tal. Vocês bem sabem o que eu penso da nova realidade do futebol, mas não é preciso vender a alma para o Palmeiras seguir em frente, imponente como sempre. Além de preservarmos a nossa essência, devemos combater e vencer o pior de todos os inimigos, aquele que está dentro dos muros do Palestra Italia. Há muito por fazer, e, mais do que nunca, a luta precisa acontecer não apenas na arquibancada, mas cada vez mais fora dela.