14 dezembro 2011

O país do futebol? (40)

Pois é, senhores, chega ao fim a série "O país do futebol?". Um dia isso iria acontecer e este é o momento ideal, até para não "virar o fio". Foram 39 capítulos úteis (e mais este aqui), e eles todos contribuem para comprovar a afirmação feita por este blog logo no início do ano: o Brasil pode ser o país de muitas coisas, mas o futebol certamente não está entre elas. É uma questão cultural, de identidade, de alma. Já ouvi alguém dizer que "o brasileiro não gosta de futebol; o brasileiro gosta de vitória". É verdade. O brasileiro típico é oportunista. Quem gosta de futebol é o argentino. É o italiano. É o polonês. É o uruguayo. É o búlgaro. É o grego. É o turco. É o sérvio. É o inglês. Mas não o brasileiro.

O "brasileirinho" (empresto aqui a expressão cunhada pelo Mauro Cezar Pereira) permite a existência de um imbecil retardado como Tiago Leifert - e, vejam vocês, até gosta desse cretino. O "brasileirinho" endossa a exploração da Rede Globo. O "brasileirinho" é alienado e serve como massa de manobra para a atuação de crápulas como Ricardo Teixeira, Del Nero e que tais. O "brasileirinho" é incapaz de se indignar com o que existe de efetivamente podre no futebol. O torcedor daqui não tem consciência de classe, não luta pelos seus direitos, desconhece até o que é o "futebol moderno". O "torcedor" de futebol neste país é uma vergonha.

Peço desculpas pelas tantas aspas aí do parágrafo acima, mas elas são necessárias para ressaltar o termo. Isso tudo que afirmo textualmente, senhores, pode ser observado em detalhes (ou melhor, em imagens) ao longo de toda esta série que começou de maneira despretensiosa, lá em fevereiro, e só ganhou força graças à audiência e à colaboração dos leitores desta página. Todo o trabalho que eu tive para colocar isso no ar só foi possível e fez sentido porque havia gente que, semana após semana, estava interessada em saber como seria o capítulo seguinte.

A série "O país do futebol?" foi o que de melhor aconteceu para este blog em 2011. Foi ela que permitiu um respiro em meio às tragédias todas envolvendo o Palmeiras. Foi ela que deu uma motivação diferente a esta página - e à minha dedicação. Foi ela que me fez ter ainda mais prazer de assinar isto aqui. Foi, enfim, uma exceção em meio a um ano com quase nada para lembrar.

Aos números:

Foram 287 vídeos e 12 fotos de 55 países diferentes: Alemanha, Argélia, Argentina, Áustria, Bélgica, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Chile, Chipre, Colômbia, Coréia do Sul, Costa Rica, Croácia, Dinamarca, Egito, Equador, Escócia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Guatemala, Holanda, Honduras, Hungria, Índia, Inglaterra, Irã, Irlanda, Israel, Italia, Japão, Lituânia, Malásia, Malta, Marrocos, México, País de Gales, Paraguay, Peru, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Rússia, Sérvia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Uruguay.

A seguir, todos os 39 capítulos anteriores, com os países retratados, todos os times que por aqui passaram e a quantidade de vídeos. Se me permitem fazer um pedido, gostaria que os leitores desta página, dos mais aos menos habituais, escolhessem os cinco capítulos preferidos e publicassem a lista nos comentários - se possível justificando a escolha. Aí vai:

Capítulo 1 (10.02) - 4 vídeos
A série, dá pra perceber pelo tom do post, começou sem qualquer pretensão. Alguns vídeos soltos, mas todos eles muito expressivos: Argentina, Italia, Polônia. O Lech Poznań virou um clássico absoluto. E a reação da hinchada do Chacarita é emblemática.
Argentina (Chacarita): 1
Italia (Napoli): 1
Polônia (Lech Poznań): 2

Capítulo 2 (15.02) - 7 vídeos
É um dos meus preferidos, em especial pelos confrontos entre San Lorenzo e Huracán e pela festa da hinchada do Nueva Chicago para um time já rebaixado.
Alemanha (St. Pauli): 1
Argentina (Huracán, Nueva Chicago e San Lorenzo): 5
Grécia (Panathinaikos): 1

Capítulo 3 (21.02) - 5 vídeos
Grande Turquia! Um incendiário Fenerbahçe x Galatasary e as torcidas locais fazendo um barulho ensurdecedor. E o Crawley justifica uma menção das mais honrosas.
Croácia (Hajduk Split): 1
Inglaterra (Crawley): 1
Turquia (Fenerbahçe): 3

Capítulo 4 (01.03) - 5 vídeos
A série segue para o leste europeu com os belos vídeos da Sérvia. De quebra, dois países 'ocidentais' com forte cultura ultra.
Áustria (Sturm Graz): 1
Holanda (Groningen): 1
Sérvia (Crvena Zvezda e FK Vojvodina): 3

Capítulo 5 (09.03) - 7 vídeos
O monstruoso Boca-River ganha três referências espetaculares e o Uruguay aparece pela primeira vez, com seus dois grandes clubes e com a Celeste no Centenario.
Argentina (Boca Juniors, Estudiantes e River Plate): 4
Uruguay (Nacional, Peñarol e seleção do país): 3

Capítulo 6 (15.03) - 4 vídeos
Uma edição enxuta, mas matadora; bastaria o primeiro vídeo, do cipriota APOEL, para que ela fizesse sentido.
Chipre (APOEL): 2
Polônia (Widzew): 1
Suíça (Basel e Luzern): 1

Capítulo 7 (22.03) - 5 vídeos
Peñarol-Nacional e West Ham-Milwall: isto já resolve tudo. Mas temos ainda uma grande hinchada da Costa Rica e o primeiro vídeo ACAB da série.
Costa Rica (Saprissa): 1
Inglaterra (Milwall e West Ham): 1
Portugal (Benfica): 1
Uruguay (Nacional e Peñarol): 2

Capítulo 8 (28.03) - 7 vídeos
Para descobrir que até os japoneses torcem melhor que o povo daqui. Humilhação total...
Croácia (Dinamo Zagreb): 2
Grécia (Panathinaikos): 2
Japão (Urawa Red Diamonds): 3

Capítulo 9 (30.03) - 2 vídeos
Sem planejamento algum, este aqui surgiu em reconhecimento a uma notícia da época: a torcida do Cúcuta, da Colômbia, levou um torcedor morto ao estádio. Com caixão e tudo.
Colômbia (Cúcuta): 1
Italia (Salernitana): 1

Capítulo 10 (04.04) - 6 vídeos
A união dos ultras italianos para protestar contra a morte de um torcedor - por policiais - mostra bem qual é a diferença de mentalidade entre os torcedores de lá e os daqui.
Italia (Atalanta, Juventus, Lazio e Roma): 6

Capítulo 11 (12.04) - 14 vídeos
Só Racing. Todas as principais músicas, a festa de La Guardia Imperial, o Cilindro lotado, o histórico de devoção de uma hinchada por seu clube, situações que são inimagináveis para o "brasileirinho" médio. "Vamos La Acadé!"
Argentina (Racing): 14

Capítulo 12 (18.04) - 7 vídeos
Uma viagem ao Egito, terra do grande clássico Al Ahly-Zamalek (um dérbi como poucos no mundo). De quebra, as primeiras imagens direto de Sarajevo, outra cidade que vive o futebol intensamente.
Bósnia e Herzegovina (FK Sarajevo e Željezničar): 3
Egito (Al Ahly e Zamalek): 4

Capítulo 13 (26.04)
Este é diferente, sem vídeos, apenas com a personificação de tudo de ruim que existe no futebol brasileiro: o imbecil que, se este fosse um país que leva o futebol a sério, já teria sido espancado em praça pública.

Capítulo 14 (03.05) - 6 vídeos
Alguns grandes clássicos europeus: Genova, Istambul e Sevilla. E Dortmund x Gelsenkirchen.
Alemanha (Borussia Dortmund e Schalke 04): 1
Espanha (Betis e Sevilla): 1
Italia (Genoa e Sampdoria): 1
Turquia (Besiktas e Galatasaray): 2

Capítulo 15 (08.05) - 8 vídeos
Um time da quarta divisão argentina, batalhas campais em Vasóvia e em Belgrado e, pra detonar de vez, o dérbi de Malta.
Argentina (San Martin Burzaco): 1
Eslovênia (Maribor): 1
Malta (Floriana e Valletta): 1
Polônia (Legia Warszawa e Polonia Warszawa): 3
Sérvia (Crvena Zvezda e Partizan Belgrado): 1

Capítulo 16 (16.05) - 7 vídeos
Clássico de Budapeste, confrontos entre torcidas em Bucareste e imagens impressionantes dos ultras do Stuttgart.
Alemanha (Stuttgart): 2
Finlândia (seleção do país): 1
Hungria (Ferencváros e Újpest): 4
Romênia (Steaua Bucuresti): 1

Capítulo 17 (23.05) - 11 vídeos
América Latina. Uruguay e Chile são escolhas óbvias; tem também Equador e países menos tradicionais da América Central.
Chile (Colo-Colo e Universidad de Chile): 3
Equador (Barcelona e Emelec): 2
Guatemala (Xelajú): 1
Honduras (Real España e Olimpia): 3
Uruguay (Peñarol): 2

Capítulo 18 (30.05) - 10 vídeos
Provavelmente o melhor entre todos os capítulos desta série: do início ao fim, grandes hinos de países, de clubes e de torcida. Imagens grandiosas e históricas. Um pouco da alma do futebol que ainda resiste aqui e ali: "You´ll never walk alone", Beatles, o hino da Italia e "O Surdato 'Nnammurato". É, de longe, o mais emotivo; e é também o meu preferido.
Escócia (Celtic): 2
Inglaterra (Liverpool): 4
Italia (Napoli, Roma e seleção do país): 3

Capítulo 19 (06.06) - 9 vídeos
Fugindo dos grandes centros...
Áustria (Rapid Wien): 2
Bulgária (CSKA Sofia e Levski Sofia): 4
Grécia (Aris Tessalônica): 3

Capítulo 20 (10.06) - 5 vídeos
Uma edição bem humorada, a única. A campanha Puma Hardchorus deu início a tudo, e aí ultras de todo o mundo fizeram suas próprias versões:
Alemanha
Coreia do Sul
Inglaterra
Italia
Lituânia

Capítulo 21 (13.06) - 5 vídeos
A despedida de Martín Palermo foi uma oportunidade sem igual de mostrar a diferença entre a forma como brasileiros e argentinos encaram o futebol. Empresto de um comentário feito pelo amigo Cesarotti no próprio post uma definição inspirada: "Para os míopes que acompanham daqui o futebol sul-americano com um ar de nefasta superiordade, Martín Palermo é só um cara que perdeu três pênaltis no mesmo jogo. Bobalhões, não sabem o que tão perdendo." Sim, Palermo foi um gigante. Um gigante. E as cenas de sua última partida, elas todas contidas neste capítulo 21, mostram isso.
Argentina (Boca Juniors, Huracán e Vélez): 5

Capítulo 22 (20.06) - 8 vídeos
A estreia de alguns importantes países europeus...
Bélgica (Anderlecht e Standard Liège): 2
Dinamarca (Badedyrs): 1
França (Olympique de Marseille): 3
Suécia (AIK Fotboll, Djurgårdens IF Fotboll e Hammarby IF): 2

Capítulo 23 (26.06) - 9 vídeos
Caiu o River. E este blog prestou uma homenagem a uma das maiores e melhores hinchadas da Argentina. De quebra, uma menção necessária ao Peñarol, vice-campeão da Libertadores.
Argentina (River Plate): 8
Uruguay (Peñarol): 1

Capítulo 24 (30.06) - 2 vídeos
Uma edição curta, mas necessária e contundente. Uma das mais necessárias de toda esta série. Além da indicação para um texto mais do que necessário, dois vídeos magistrais que mostram a diferença entre o tratamento destinado ao futebol por grandes emissoras de TV e rádio do Brasil, da Argentina e da Italia. Não à toa, o futebol vive nestes dois últimos. Vale conferir.
Argentina (River Plate): 1
Italia (Napoli): 1

Capítulo 25 (03.07) - 10 vídeos
Nada de Europa ou América... só países sem tradição alguma no futebol e que, mesmo assim, humilham os "brasileirinhos"
Índia (East Bengal e Mohun Bagan): 1
Israel (Hapoel Tel Aviv, Maccabi Haifa e Maccabi Tel Aviv): 4
Malásia (Kelantan e Selangor): 2
Marrocos (Raja Casablanca e Wydad): 3

Capítulo 26 (11.07) - 9 vídeos
Bogotá, Cali e Medellín, as principais cidades colombianas, aparecem neste capítulo, que tem ainda bons vídeos da Argentina e da Suíça.
Argentina (Nueva Chicago): 1
Colômbia (Atletico Nacional de Medellín, Deportivo Cali, Independiente Medellín, Independiente Santa Fe e Millonarios): 6
Italia (Sampdoria): 1
Suíça (Young Boys): 1

Capítulo 27 (18.07) - 10 vídeos
Todos os principais clássicos bolivianos (La Paz, Santa Cruz e Cochabamba) estão representados aqui, em uma edição que vai ainda a outros países da América Latina.
Argentina (Racing e River Plate): 1
Bolívia (Aurora, Blooming, Bolivar, Oriente Petrolero, San Jose, The Strongest e Wilstermann): 6
Honduras (Motagua): 1
Paraguay (Cerro Porteño e Olimpia): 1
Peru (Cienciano): 1

Capítulo 28 (26.07) - 6 vídeos
ACAB. Confrontos entre torcedores e policiais em todo o mundo.
Argentina (Boca Juniors e River Plate): 3
Bulgária (CSKA Sofia): 1
Marrocos (Raja Casablanca e Wydad): 1
Romênia (Steaua Bucareste): 1

Capítulo 29 (01.08) - 9 vídeos
Só ultras alemães, com destaque para o Borussia...
Alemanha (Borussia Dortmund, Dynamo Dresden, Fortuna Düsseldorf, FC Köln e Mainz): 9

Capítulo 30 (09.08) - 6 vídeos
"Um capítulo sem times ou países específicos. Se aqui no Brasil vagabundo leva cartaz alienado para ser filmado pela maldita Rede Globo e se jogador se dispõe a fazer papel de idiota, lá fora as torcidas protestam contra o "futebol moderno". Tem a ver com o nível cultural, tem a ver com a decência do povo, tem a ver com a capacidade se revoltar contra quem é inimigo do esporte."
Europa: 2
Inglaterra: 1
Italia: 1
Polônia: 1
Portugal (Sporting): 1

Capítulo 31 (22.08) - 4 vídeos e 11 fotos
Mais protestos contra o futebol moderno. Mais resistência. Um capítulo que condensa vídeos e fotos - que eram muito necessárias e diziam mais do que quaisquer sequências de imagens.
Inglaterra (Liverpool): 1
Italia (Avellino, Bologna, Catania, Genoa, Internazionale, Milan e Roma): 10
Lituânia (FBK Kaunas): 1
Portugal (Acadêmica de Coimbra): 2
República Tcheca (Viktoria Plzeň): 1

Capítulo 32 (03.10) - 4 vídeos
Mais ACAB e mais manifestações contra o futebol moderno.
Áustria (Rapid Wien): 1
Portugal (Benfica e Sporting): 1
Suécia (AIK e Djurgårdens IF): 1
Suíça (Grasshopper e St. Gallen): 1

Capítulo 33 (10.10) - 8 vídeos
Um compilado de vários países europeus.
Áustria (Rapid Wien): 1
Bélgica (Anderlecht): 1
Espanha (Athletic Bilbao): 1
Grécia (Aris FC e Olympiacos): 3
Rússia (CSKA e Spartak Moscow): 2
Suíça (Basel): 1

Capítulo 34 (27.10) - 9 vídeos
Um pouco de muita coisa pelo mundo... até os EUA!
Argélia (seleção do país): 1
Bósnia e Herzegovina (FK Sarajevo, Željezničar e seleção do país): 2
Croácia (Hajduk Split): 1
EUA (Portland Timbers): 2
Japão (Vegalta Sendai): 1
México (Puma e Veracruz): 2

Capítulo 35 (08.11) - 10 vídeos
Outro daqueles capítulos que resumem o espírito da série: uma comparação entre as propagandas sobre futebol no Brasil e em países onde o esporte é efetivamente levado a sério. Destaque para todas as da Quilmes e para as do Atlético de Madrid.
Argentina: 5
Espanha (Atletico de Madrid): 3
Uruguay: 2

Capítulo 36 (18.11) - 9 vídeos e 1 foto
O estoque de sugestões dos leitores era enorme e aí o jeito foi aproveitar boa parte delas em um capítulo que, embora sem muita lógica, é bastante efetivo no recado.
Argentina (Chacarita): 1
Alemanha (Borussia Dortmund): 1
Italia (Barletta e Cavese): 2
Irã (Chooka Talesh e Shahrdari Dezfool): 1
Polônia (Cracóvia Kraków e Wisla Kraków): 2
Turquia (Besiktas e Fenerbahçe): 4

Capítulo 37 (24.11) - 9 vídeos
Alguns participantes clássicos da série (Aris FC, Fenerbahçe, Napoli, Poznań...) e novidades como um time do País de Gales.
Argentina (Godoy Cruz): 1
Grécia (Aris Tessalônica): 1
Inglaterra (Nottingham Forest): 1
Italia (Internazionale, Napoli e Palermo): 3
País de Gales (Swansea City): 1
Polônia (Lech Poznań e Legia Warsawa): 2
Turquia (Fenerbahçe e Galatasaray): 1

Capítulo 38 (30.11) - 14 vídeos
Muitas nações diferentes e muitos clássicos europeus: Amsterdam-Roterdam, Birmigham, Bratislava, Budapeste, Copenhague, Lisboa... e não só: tem ainda Buenos Aires e Rosario.
Argentina (Newell's Old Boys, Rosario Central e San Lorenzo): 3
Dinamarca (Brøndby IF e F.C. København): 1
Eslováquia (ŠK Slovan Bratislava e Spartak Trnava): 2
Grécia (OFI Crete e PAS Giannina): 1
Holanda (Ajax-Feyenoord): 1
Hungria (Ferencváros e Újpest): 1
Inglaterra (Aston Villa e Birmigham City): 1
Irlanda (Shelbourne e Sligo Rovers): 1
Portugal (Benfica, Porto e Sporting): 3
Romênia (Rapid Bucuresti): 1
Ucrânia (Dynamo Kyiv e Shaktar Donetsk): 1

Capítulo 39 (08.12) - 15 vídeos
Alguns pequenos argentinos que não haviam tido espaço, mais dérbis de Belgrado, Glasgow e Praga.
Alemanha (Borussia Dortmund): 1
Argentina (All Boys, Atlanta, Ferrocarril Oeste, Independiente e Temperley): 6
Escócia (Celtic e Glasgow): 3
Espanha (Celta de Vigo e La Coruña): 1
Sérvia (Crvena Zvezda e OFK Beograd): 1
República Tcheca (Slavia Praha e Sparta Praha): 2

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Os países que mais apareceram

60
Argentina (em 16 capítulos)

31
Italia (em 12 capítulos)

15
Alemanha (em 6 capítulos)
Turquia (em 5 capítulos)

11
Inglaterra (em 8 capítulos)
Grécia (em 6 capítulos)

10
Polônia (em 6 capítulos)
Uruguay (em 5 capítulos)

8
Portugal (em 5 capítulos)

7
Colômbia (em 2 capítulos)

6
Espanha (em 4 capítulos)
Bolívia (em 1 capítulo)

5
Áustria, Bósnia, Bulgária, Escócia, Hungria e Sérvia

4
Croácia, Egito, Honduras, Japão, Suíça, Israel e Marrocos

3
Chile, Romênia, Bélgica, França, Suécia e República Tcheca

2
Chipre, Equador, Holanda, Lituânia, Dinamarca, Malásia, Rússia, EUA, México e Eslováquia

1
Coréia do Sul, Costa Rica, Eslovênia, Finlândia, Guatemala, Malta, Índia, Paraguay, Peru, Argélia, Irã, País de Gales, Irlanda e Ucrânia

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Os times que mais apareceram

15
Racing (Argentina)
River Plate (Argentina)

11
Boca Juniors (Argentina)

8
Fenerbahçe (Turquia)

7
Peñarol (Uruguay)
Borussia Dortmund (Alemanha)
Besiktas (Turquia)

5
Aris FC (Grécia)
Napoli (Italia)
Liverpool (Inglaterra)
Celtic (Escócia)

4
Lech Poznań (Polônia), Rapid Wien (Áustria), CSKA Sofia (Bulgária), Panathinaikos (Grécia), Úpjest (Hungria), Wydad (Marrocos), Crvena Zvezda (Sérvia) e seleção da Italia

3
Huracán (Argentina), Newell´s Old Boys (Argentina), San Lorenzo (Argentina): 3, Željezničar (Bósnia e Herzegovina), Atletico de Madrid (Espanha), Olympique de Marseille (França), Ferencváros (Hungria), Roma (Italia), Lazio (Italia), Urawa Red Diamonds (Japão), Raja Casablanca (Marrocos), Legia Warszawa (Polônia), Sporting (Portugal) e AIK Fotboll (Suécia)

2
Stuttgart (Alemanha), All Boys (Argentina), Chacarita (Argentina), Ferrocarril Oeste (Argentina), Nueva Chicago (Argentina), Rosario Central (Argentina), Anderlecht (Bélgica), Blooming (Bolívia), Bolivar (Bolívia), Oriente Petrolero (Bolívia), The Strongest (Bolívia), FK Sarajevo (Bósnia e Herzegovina), Universidad de Chile (Chile), APOEL (Chipre), Atletico Nacional (Colômbia), Dinamo Zagreb (Croácia), Hajduk Split (Croácia), Al Ahly (Egito), Zamalek (Egito), Rangers (Escócia), Portland Timbers (EUA), Olympiacos (Grécia), Olimpia (Honduras), Maccabi Tel Aviv (Israel), Avellino (Italia), Genoa (Italia), Internazionale (Italia), Juventus (Italia), Milan (Italia), Sampdoria (Italia), Kelantan (Malásia), Selangor (Malásia), Veracruz (México), Acadêmica Coimbra (Portugal), Benfica (Portugal), Slavia Praha (República Tcheca), Sparta Praha (República Tcheca), Djurgårdens (Suécia), Basel (Suíça), Galatassaray (Turquia) e Nacional (Uruguay)

1
FC Köln (Alemanha), Duisburg (Alemanha), Dynamo Dresden (Alemanha), Fortuna Düsseldorf (Alemanha), Mainz (Alemanha), Schalke 04 (Alemanha), St. Pauli (Alemanha), seleção da Argélia, Atlanta (Argentina), Estudiantes (Argentina), Godoy Cruz (Argentina), Independiente (Argentina), San Martin Burzaco (Argentina), Temperley (Argentina), Vélez Sarsfield (Argentina), Sturm Graz (Áustria), Standard Liège (Bélgica), Aurora (Bolívia), San Jose (Bolívia), Wilstermann (Bolívia), seleção da Argentina, Levksi Sofia (Bulgária), Colo-Colo (Chile), Cúcuta (Colômbia), Millonarios (Colômbia), Independiente Santa Fe (Colômbia), Independiente (Colômbia), Deportivo Cali (Colômbia), Saprissa (Costa Rica), Badedyrs (Dinamarca), Brøndby IF (Dinamarca), F.C. København (Dinamarca), Barcelona (Equador), Emelec (Equador), ŠK Slovan Bratislava (Eslováquia), Spartak Trnava (Eslováquia), Maribor (Eslovênia), Athletic Bilbao (Espanha), Betis (Espanha), Celta de Vigo (Espanha), La Coruña (Espanha), Sevilla (Espanha), OFI Crete (Grécia), PAS Giannina (Grécia), Xelajú (Guatemala), Ajax (Holanda), Feyenoord (Holanda), Groningen (Holanda), Motagua (Honduras), Real España (Honduras), East Bengal (Índia), Mohun Bagan (Índia), Aston Villa (Inglaterra), Birmigham City (Inglaterra), Crawley (Inglaterra), Millwall (Inglaterra), Nottingham Forest (Inglaterra), West Ham (Inglaterra), Chooka Talesh (Irã), Shahrdari Dezfool (Irã), Sligo Rovers (Irlanda), Shelbourne (Irlanda), Hapoel Tel Aviv (Israel), Maccabi Haifa (Israel), Atalanta (Italia), Barletta (Italia), Bologna (Italia), Catania (Italia), Cavese (Italia), Palermo (Italia), Salernitana (Italia), Vegalta Sendai (Japão), FBK Kaunas (Lituânia), Floriana (Malta), Valletta (Malta), Swansea City (País de Gales), Cerro Porteño (Paraguay), Olimpia (Paraguay), Cienciano (Peru), Cracovia Kraków (Polônia), Polonia Warszawa (Polônia), Widzew (Polônia), Wisla Kraków (Polônia), Porto (Portugal), Viktoria Plzeň (República Tcheca), Rapid Bucuresti (Romênia), Steaua Bucareste (Romênia), CSKA Moscow (Rússia), Spartak Moscow (Rússia), Partizan Belgrado (Sérvia), OFK Beeograd (Sérvia), Vojvodina (Sérvia), Hammarby IF (Suécia), Young Boys (Suíça), Grasshopper (Suíça), Luzern (Suíça), St. Gallen (Suíça), Dynamo Kyiv (Ucrânia), Shaktar Donetsk (Ucrânia)

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Considerações finais

_Há aqui e ali algumas injustiças na lista - em especial por grandes torcidas que não tiveram o espaço merecido. Mas o que eu efetivamente lamento é o fato de três países não terem aparecido como deveriam. São eles a Holanda (2), o México (1) e o Peru (1). Fato é que não tive muita sorte quando fui atrás de bons vídeos destes lugares, outras prioridades foram aparecendo e deu no que deu. Certamente há uma cultura ultra na Holanda que justificaria mais destaque, assim como no México (são inúmeros os clubes que deveriam ter parado aqui) e também em Lima (Alianza Lima, Sporting Cristal e Universitario). Fica o registro.

_Noruega: dizem que há boas torcidas por lá, mas não encontrei nada que merecesse registro.

_Já me perguntaram se há espaço para seguir com a série. Eu sempre respondo que há material para infinitos capítulos, mas que era preciso encerrar - até para evitar um desgaste que seria inevitável depois de tanto tempo. Então é melhor parar por aqui, não sem antes registrar um agradecimento especial a todos os que entenderam que se tratava de um espaço colaborativo e enviaram suas sugestões. Muitos continuam fazendo isso até hoje. Agradeço a esses também. Obrigado!

_Disse lá atrás que esta série foi o que de melhor aconteceu para o blog neste 2011. Nada mais justo, portanto, que encerrar o ano com este capítulo 40, que serve como referência e índice de tudo o que foi produzido ao longo desses últimos 11 meses.

_Férias! Bom fim de ano a todos e até a volta em 2012!

08 dezembro 2011

O país do futebol? (39)

Sim, a Argentina foi o país que mais apareceu nesta série (em número de vezes e em vídeos); nem poderia ser diferente, uma vez que trata-se de uma antítese do que vivemos aqui. Em sendo assim, nada mais coerente do que encerrar a série com mais algumas "boas práticas" de lá, quase sempre de Buenos Aires ou das cidades próximas. Além de mais quatro vídeos portenhos, este capítulo traz ainda boas imagens de Alemanha, Escócia, Espanha, República Tcheca, Sérvia e Uruguay.

Vídeo 1: O Borussia Dortmund venceu o Schalke 04 (2-0) no Signal Iduna Park completamente tomado (80 mil torcedores) para assumir depois de muito tempo a liderança da Bundesliga. A comemoração dos jogadores com a torcida é algo espetacular:


Vídeo 2: Mais um dérbi incendiário do leste europeu. Vamos até Praga, capital da República Tcheca, para o encontro entre Sparta Praha e Slavia Praha, os dois times mais tradicionais do país:

Vídeo 3: Mais um da belíssima Praga, agora com tomadas das duas torcidas. Pirotecnia é uma especialidade local:

Vídeo 4: A região metropolitana de São Paulo tem pelo menos o dobro da população da Grande Buenos Aires e mal comporta quatro grandes. A metrópole argentina, por sua vez, tem pelo menos uns 20 clubes - repito, 20! - com torcida de peso. Torcidas que podem não ser assim tão numerosas, mas que têm uma paixão capaz de impor respeito em nível nacional. Estou falando de Ferrocarril Oeste, Chacarita, Tigre, Almirante Brown, Dock Sud, Nueva Chicago... e All Boys. Grande All Boys! Para quem não conhece, é um clube do bairro Floresta, na zona oeste de Buenos Aires. Tem uma torcida apaixonada e uma cancha que tem um nome simplesmente inigualável: Islas Malvinas. É um clube de bairro, mas capaz de encarar de igual para igual as hinchadas de todos os grandes locais (Boca, River, Racing etc.). Mal comparando, seria um Juventus com uma massa atuante a ponto de bater de frente com as torcidas grandes aqui de SP. A minha identificação com o All Boys nasceu na primeira rodada do Apertura 2010/2011, que marcou o retorno do clube à elite nacional depois de 30 anos. Jogo no Cilindro de Avellaneda contra o Racing. Quase cinco mil seguiram em direção ao sul para apoiar o time. A música abaixo, lindíssima, simboliza muito bem a história dessa gente do bairro Floresta. Eu identifiquei aí a hinchada nas canchas do Boca, do Vélez, do Huracán, do San Lorenzo, do River, em alguns menores (provavelmente de anos anteriores, ainda nas divisões de baixo) e, claro, no emblemático Islas Malvinas, no bairro Floresta:


Vídeo 5: É tão sensacional esta música do All Boys que merece mais outro vídeo:

Vídeo 6: Outra grande hinchada de bairro é a do Atlanta, um clube que já se faz respeitar pelo apelido bem sugestivo: Los Boemios.


Vídeo 7: Querem mais? Que tal a gente do Temperley, que faz festa debaixo de chuva no vídeo a seguir?


Vídeo 8: Não poderia faltar o Ferrocarril Oeste, nome belíssimo para um clube de muita história, mas infelizmente relegado às divisões inferiores há tempos. Cabe lembrar que, campeão argentino de 1984, o Ferro foi à Libertadores do ano seguinte e, vejam os senhores, levou ao Maracanã mais gente que o Fluminense! Logo abaixo, vejam a hinchada do Ferro dividindo o Nuevo Gasómetro (cancha do San Lorenzo) com a gente do River:


Vídeo 9: Mais um do Ferro contra o River:

Vídeo 10: Independiente-Peñarol é provavelmente o clássico internacional de maior peso da América Latina. Depois de décadas no ostracismo, os dois clubes voltaram a se enfrentar na Libertadores do ano passado. E aí os carboneros seguiram até Buenos Aires para, como eles adoram dizer, "copar" Avellaneda.


Vídeo 11: Escócia, a terra de William Wallace. Vamos, é evidente, até Glasgow. Uma das maiores rivalidades do mundo é a que opõe Celtic e Rangers. Ódio secular, católicos contra os protestantes, violência latente. O clássico é conhecido como The Old Firm Derby. Uma busca pelo YouTube traz uma série de longos documentários (tem um da BBC com um nome bem sugestivo: Scotland´s Secret Shame), normalmente divididos em até cinco partes. Vale procurar e assistir. Para efeito de divulgação mais ágil, um material histórico com boas imagens de lado a lado:

Vídeo 12: A torcida do Celtic canta, durante clássico contra o Rangers, uma de suas músicas mais famosas, cuja versão original é da banda Depeche Mode:


Vídeo 13: O huddle é um movimento bem particular do público local. Não dá para explicar; é melhor conferir abaixo:

Vídeo 14: O dérbi da Galicia (Espanha) coloca frente a frente Deportivo La Coruña e Celta de Vigo. As imagens do duelo no El Riazor merecem ser vistas tanto quanto as boas fotos do Ultras Tifo.


Vídeo 15: Belgrado, na Sérvia, é a terra do Estrela Vermelha (ou Crvena Zvezda) e do OFK Beeograd. O clássico entre os dois não é o principal da cidade, mas é mais um bom exemplo da cultura ultra das ex-repúblicas iugoslavas. Imagens de um duelo disputado no estádio Marakna - em homenagem ao nosso Maracanã:

Vale conferir as fotos também.

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Colaborações: Felix Lukow, Ivan Bianchin, Rodrigo "Moacir" Astolpho e Vitor Birer.

06 dezembro 2011

Os oportunistas de decisão

“Eu sou campeão!”

O sujeito diz isso como se efetivamente tivesse contribuído para o título recém-conquistado, com um pseudo-orgulho tão frágil quanto o seu entendimento do assunto. Logo ele, pobre coitado, um imbecil que resolve se interessar por futebol uma vez ao ano – quando muito. Mas aí, na hora de 'lucrar' com os dividendos de uma batalha que não é a dele e se proclamar algo que não é, o pulha dá as caras, quer participar do que não pertence a ele e, sem condições de produzir algo inteligível, fica compartilhando cretinices criadas por outros oportunistas como ele ou, pior ainda, por publicitários imbecis.

Coisas como o último anúncio da Nike, empresa esportiva de merda que passa vergonha com uma campanha que busca ratificar o tal populismo de fachada dos gambás. E dá-lhe frases vazias para alimentar a falácia propagada por oportunistas que só aparecem nas últimas rodadas do campeonato: “Nós não vivemos de títulos”, “Nós sofremos”, “Nós somos diferentes”, “Nós somos o povo”. Nenhuma se sustenta; todos desabam em confronto com a realidade.

Vejamos:

_Todo torcedor vive do seu time, e não de títulos. TODO. A bem da verdade, a preposição correta seria "pelo" em vez de "de". É por isso que todo torcedor continua ao lado do time mesmo que ele não ganhe porra nenhuma – e algumas das torcidas mais apaixonadas do mundo são as de clubes que não ganham nada há muito tempo. Todo torcedor vive pelo seu time; os oportunistas é que aparecem na hora da decisão. Dirá alguém que há os tipos que, no meio do processo, acabam mudando de time. Bom, um tipo assim não merece ser entendido como ser humano; menos ainda como torcedor. Portanto, a frase vendida pelos imbecis marqueteiros gambás é desprovida de qualquer significado. Quem a compartilha normalmente é o imbecil oportunista que só resolve falar de futebol uma vez por ano.

_Sobre o lance do “sofrimento”, permito-me direcionar os senhores para dois posts que já abordaram isso de maneira bem contundente: "O monopólio do sofrimento" e "O sofrimento seletivo".

_“Nós somos diferentes”, “Nós somos o povo” e que tais são variáveis do tal populismo de fachada. Porque aí, em uma falácia retroalimentada por boçais que compartilham merdas no Facebook sem sequer ter ideia do que estão falando, a coisa toda ganha um peso ainda maior, porque essa massa de manobra serve para que o marketing predatório consiga reforçar suas mensagens.

A verdade é que os guerreiros somos poucos - seja do nosso lado, seja do lado deles. Somos efetivamente poucos os que lutamos o tempo todo, os que não esmorecemos, os que estamos presentes nas vitórias e nas derrotas da mesma maneira. Uma pequena minoria luta o ano todo para que uma maioria de oportunistas de ocasião apareça no final querendo fazer parte da vitória. Isso vale do lado de lá da guerra tanto como cá - e para qualquer outro clube.

As diferenças consistem no frágil populismo de fachada dos gambás e na realidade recente, em que nosso rival de tantas décadas se perdeu e vendeu a alma. E dá-lhe bandeirões de empresas subindo na tobogã, dá-lhe modinhas na arquibancada, dá-lhe fãs de vagabundos querendo ser torcedoras por um dia.

Enfim, temos já dois dias desde que terminou o modorrento Campeonato Brasileiro de pontos corridos. Dois dias. O tal sujeito oportunista procura agora um novo assunto para destilar seu oportunismo. Qualquer assunto. Futebol? Ah, ele vai deixar para pensar nisso quando o time dele voltar a participar de uma decisão. Vai querer se dizer campeão, vai falar merda atrás de merda, vai até mesmo querer um ingresso para o jogo decisivo. E, claro, oportunista que é, vai compartilhar todo tipo de besteira que lê no Facebook para tentar ser o que nunca será: torcedor.

Porque torcedor, seus oportunistas putos de merda, é aquele que vai ao estádio. Torcedor é aquele que se preocupa com o time o ano todo. Torcedor é aquele que conhece a história. E torcedor, no caso específico do time campeão no último sábado, é aquele que nunca foi modinha. É aquele que deveria saber quem era Sócrates não no dia da sua morte, mas muito antes disso. É aquele que não ergueu o braço sem saber o significado do gesto. É aquele que sabia, antes mesmo disso tudo acontecer, que Sócrates era a antítese do marqueteiro que vestia a camisa 9 do nosso rival até bem pouco tempo atrás.

Torcedor é isso. O resto é oportunista de decisão.

Eu conheço dezenas desses oportunistas. Sei que o sujeito é assim só de ver o que ele publica em suas redes sociais. E sei também que, daqui a pouco mais de um mês, estaremos indo ao estádio para ver um Palmeiras x Mogi Mirim numa quarta-feira à noite chuvosa e teremos de ouvir o pulha dizer coisas como “Você é louco de ir nesse jogo...” ou, pior, “Enquanto você está se matando para ir a esse jogo, os jogadores estão ganhando uma fortuna...” Isso só sai da boca de oportunistas.

E aí, quando um sujeito desses resolver falar novamente sobre futebol, eu já terei completado pelo menos mais 50 jogos no estádio e voltarei a tratá-lo como o lixo que ele é.

Campeão? Só se for de oportunismo!

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Sei que já escrevi demais sobre isso, mas não posso deixar de compartilhar com os senhores parte de um texto publicado ontem no blog do Alexandre Silva:

“Mas o que mais me irrita no futebol é o outro tipo de torcedor. O Oportunista. O Covarde. O torcedor de ocasião. Ele me ofende. Me agride. Como fã de futebol, como quem vive esse esporte. Me sinto profundamente agredido, pelo comportamento de Covardes e Oportunistas em relação a uma das minhas maiores paixões.

É importante ressaltar que não importa o time que o Oportunista torça, ou diz torcer. Ele existe em TODAS as torcidas. E deve ser desprezado e ridicularizado pelas mesmas.

O Oportunista é aquele torcedor que diz ter um time. Mas você nunca o vê indo ao estádio. Quando vai, é final de campeonato. Nunca o vê usando uma camisa do seu time. Nunca o vê comentando sobre futebol, falando qualquer coisa relacionada ao seu time ou ao futebol em geral. Que nunca assiste futebol. Ouvir no radinho então, nem pensar...”

05 dezembro 2011

A vitória de quem vai à luta



Basta surgir a camisa alviverde no gramado para a escória fraquejar. Basta ficarem frente a frente os dois arquiinimigos para o lado que vive de um populismo de fachada entender que não será possível triunfar sem uma guerra pela frente. E basta estarmos diante do rival que vendeu a alma para crescermos, ainda que representados por um time que está longe de nossas tradições.

Fomos à cancha municipal para uma guerra. Lutamos. Cantamos. Apoiamos. Cumprimos a nossa missão. Tivemos, no campo e na arquibancada, uma tarde digna. Enfrentamos o inimigo, não cedemos, fomos além. E eis que um time fraco conseguiu encurralar um adversário mais qualificado fora de casa para quase deixar o gramado com uma vitória que não veio por detalhes e por limitação técnica. Foi assim com 11 em campo; foi assim também com 10 em campo. Foi assim na semifinal do Paulista; foi assim agora também.

Do outro lado, medo. Na torcida, no campo e no banco. Um medo de quem conhece o peso da camisa alviverde. Um medo de quem sabe que pode ter passado por todos os outros 18 times do campeonato, mas não pelo Palmeiras. NUNCA pelo Palmeiras. Um medo de quem sabe que o título veio não sobre o Palmeiras, mas apesar dele. Um medo de quem conhece a história. Um medo de quem viveu 1993, 1994, 1999, 2000 - só para ficar nas mais recentes... Um medo de quem guarda até hoje a dor de muitas derrotas históricas. Um medo de quem sabe o que é Palmeiras.

Tremeram, putos. Porque a nossa camisa pesa. Porque o clube que defendemos pode ter todos os defeitos do mundo, mas não vendeu a alma. Porque não vivemos de um populismo de fachada. Porque não vivemos de frases feitas por publicitários. Porque não propagamos um discurso que é só discurso mesmo. Porque não tungamos o dinheiro do povo. Porque nossa casa foi construída e defendida com o suor dos nossos. Porque temos os juízes não como aliados, mas como inimigos. Porque não há em nossa história qualquer episódio a esconder. Porque nunca fomos campeões com asterisco. Porque temos imprensa, PM e confederações sujas não do nosso lado, mas como adversários a enfrentar.

Ao final dos 90 minutos, deixamos a cancha municipal com a certeza de dever cumprido. Lutamos a guerra que nos cabia. Fomos à cancha municipal não movidos pelo oportunismo sujo de quem queria contemplar um título para o qual pouco ou nada fez, mas pela obstinação de quem queria defender a própria honra em uma batalha improvável. Fomos não esperando uma conquista fácil, mas sabedores de que todo o nosso esforço provavelmente não resultaria em nada. Mas o Palmeiras foi a campo e nós vamos atrás dele.

Viemos a pé e assim voltamos para casa. Cabeça erguida. Vencemos. E enquanto oportunista de decisão vai sumir agora para só voltar daqui a um ano, já estamos pensando nas próximas batalhas.

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Depois de lutar mais um ano inteiro, acabei não conseguindo entregar a vocês, que lutaram comigo o tempo todo, um texto à altura. Peço desculpas. Fico tentando extrair o sentimento de dentro, em primeira pessoa, mas foi preciso que alguém de fora conseguisse encontrar, na terceira pessoa, as palavras que melhor traduzem a nossa luta. Deixo-os com o amigo Gabriel Uchida, do inestimável Foto Torcida, que acompanhou a caravana palestrina do início ao fim:



"... não esqueço o valor de um verdadeiro guerreiro. Um não, na verdade eram quase dois mil. Um pequeno mas poderoso exército que marchou até as terras inimigas mesmo sabendo que estaria cercado, em minoria e que os louros da vitória estavam nas mãos do inimigo. Guerreiros que marcharam de cabeça erguida pela honra de um clube e de seu povo. Guerreiros que mesmo torturados por um ano inteiro, mesmo vexame após vexame, jamais pararam de lutar. Nas últimas batalhas o palmeirense foi abatido, foi traído, viu o sangue de seus irmãos escorrer no inferno chamado Presidente Prudente, mas nunca deixou de vestir o manto e ir para o campo de batalha. Os palestrinos que entregaram corpo, alma e coração no Pacaembu não são campeões, mas entraram para a história. Mais do que este elenco capenga, eles serão eternamente lembrados como os guerreiros da batalha final de 2011, os mártires que lutaram por uma nação inteira."

Obrigado, Uchida!

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Aos idiotas boçais de sofá que compartilham cretinices de redes sociais e que só se interessam por futebol algumas poucas vezes por ano: vocês são oportunistas sujos e merecem ser tratados como tal. Um texto mais completo virá em breve.

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TORCEDOR É AQUELE QUE GIRA A CATRACA!


_Sobre o trabalho da PM: muito bom fora do estádio e terrível da catraca para dentro.

_Deixamos (quase todos os 1.800) a Turiassu por volta de 14h30. A caminhada seguiu pelo melhor caminho possível, sem avistar quase ninguém do outro lado: Sumaré fechada, Cardoso de Almeida idem e todo o caminho por baixo do Araçá isolado pela escolta. O mesmo aconteceu na volta, assim que acabou o jogo. Não houve um contratempo sequer nos dois trajetos, apesar do clima de tensão. Chegamos ainda bem cedo ao Palestra.

_No entanto, o que não faltou do lado de dentro foram bombas. De um lado e de outro. Elas voaram antes do jogo do tobogã para o lilás e durante o jogo do lilás em direção à numerada.

_A divisão entre as torcidas foi adequada: considerando o entorno do Pacaembu, não poderia haver espaço maior para a gente mesmo.

_Óleo diesel na descida foi novidade, gambazada. Mas eu gostei da ideia. Porque, afinal, o que eu espero quando sou visitante é isso mesmo: tratamento de inimigo.

_Os dois bandeirões que subiram no tobogã não eram da torcida, mas de empresas. Um enaltecia uma porra de uma campanha que planta árvores - ou qualquer merda do tipo; outro era daquela tal fornecedora de material esportivo que nunca chegara a ser adidas. Bandeirão de empresa? Ah, foi-se o tempo em que isso era exclusividade do Fluminense...

_Pior que esses dois, no entanto, foi o bandeirão que subiu no setor oposto ao lilás. "A Copa começa aqui"? Sério? Aqui onde? Ah, no estádio que será construído com dinheiro tungado do povo? E vocês, putos de merda oportunistas, ainda querem se vangloriar de terem vendido a alma, é isso?

_A tentativa de fazer um mosaico com faixas verticais merece três comentários: (1) pra fazer isso de maneira correta, é preciso ter experiência prévia; (2) a atitude de baixar as faixas tão rapidamente só serviu para evidenciar o medo do outro lado; (3) a conivência da PM com a gambazada tem origens históricas, e fica mais evidente a cada ano. Imaginem os senhores se a Mancha seria autorizada a entrar no estádio com algum material que tivesse uma mensagem de provocação à torcida adversária...

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_Caiu a Brisa/PR. Que não volte nunca mais!

_Parabéns ao Vasco pela grande campanha!

_Enfiem os pontos corridos no cu! Quem defende este sistema de disputa abjeto acaba de compactuar com um campeão que só chegou ao título porque largou com 28 pontos em 30 no momento em que todos os outros clubes disputavam alguma coisa que não o Brasileiro. Parabéns aos responsáveis.

02 dezembro 2011

1.800 guerreiros, uma nação


"Vistamos o mesmo Manto Verde daqui até domingo; entremos no Pacaembu fedidos, bem alimentados, com mancha de molho na camisa: eles tremerão"
Seo Cruz, dias antes da guerra

Domingo, 04.12.2011. Seremos 1.800 guerreiros de alma verde na cancha municipal. Todos prontos para a guerra. À enorme nação palestrina que ficará do lado de fora, deixo a garantia de que lutaremos por vocês. Seremos a voz dos muitos milhões que gostariam de estar naquele pequeno espaço de arquibancada em meio às fileiras inimigas. Seremos poucos e bons, e lutaremos até o fim. Pela honra alviverde. Pela nossa camisa. Pela história. Pelo futebol.

A história pesa, senhores. A história nos precede, nos apresenta e nos fortalece. A história vai a campo. A história joga. A história decide. Quando surgir no gramado o alviverde imponente, junto estarão as grandes vitórias conquistadas em quase um século de história. Elas também jogam.

1.800 guerreiros de alma verde. Seremos os representantes de toda uma nação. Em alma, em espírito e na voz que haverá de se fazer ouvir na cancha municipal. Seguiremos juntos, desde a nossa casa até o Pacaembu. A pé. E assim voltaremos para a casa que construímos e que simboliza a nossa história.

Aos 11 que vão a campo, só um pedido: "Que honrem a camisa e lutem sem parar". Nós lutaremos juntos!

Domingo temos uma guerra! À batalha, guerreiros!



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A matemática joga contra. A lógica também. De certo modo, até a história. E sim, é tudo muito difícil. Mas o que importa para a nação palestrina é cumprir o papel que nos foi designado. Lutaremos. Que aconteça (em SP e no Rio) o que tiver de acontecer.

01 dezembro 2011

Sobre emoção e justiça

Da Folha de S.Paulo às emissoras de TV e do Juquinha ao site da CBF, vagabundos de todos os lados resolveram que era o momento de associar em uma mesma frase “emoção” e “pontos corridos”. Ah, nem comecem, seus pulhas. Porque o argumento que sempre pautou a tese dos defensores dos pontos corridos é o da “justiça” e nem ele para em pé. Emoção, caros defensores dos pontos corridos, só existe em final, um contra o outro, olho no olho, jogos lá e cá. Emoção só existe em confrontos que ficam para a história, com gols decisivos, com heróis e vilões, com toda a atenção voltada para um único duelo. Emoção só existe quando você supera o seu adversário em dois jogos, quando mostra ser melhor no confronto direto, quando vence a batalha dentro de campo – e não fora dele.

Portanto, pulhas, limitem-se ao frágil argumento da “justiça”, porque “emoção”, definitivamente, não tem nada a ver com a aberração de 38 longas, modorrentas e intermináveis rodadas que vocês criaram. E quando me uso a palavra “frágil” para me referir ao argumento da “justiça dos pontos corridos”, me refiro a dois fatores: (1) o futebol não tem de ser justo, mas sim emocionante; e (2) essa tal justiça é bastante questionável, conforme abaixo:

_É justo o SCCP poder mandar o último clássico do ano no "seu" estádio e o Vasco não?

_É justo um campeão acontecer devido ao resultado das 10 primeiras rodadas, quando todos os outros estavam preocupados com outras competições? Cadê a tal história da regularidade?

_É justo que certos clubes não possam exercer o seu mando de campo na última rodada devido à imposição da CBF?

_É justo que alguns times enfrentem um adversário com o time titular e outros, o reserva?

_É justo que alguns clubes tenham o benefício da inversão de mando em determinadas rodadas e outros não?

São só algumas entre muitas perguntas possíveis. Elas servem para desmontar o já inaceitável argumento da "justiça". Que não me venham, portanto, os idiotas da objetividade querer falar em "emoção" se são eles próprios os responsáveis pelo crime de acabar com as finais de campeonato, com os gols do título, com os heróis e vilões, com as grandes histórias do futebol brasileiro.

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Por fim, deixo-os com alguns dos posts que eu já escrevi sobre essa aberração chamada Campeonato Brasileiro de pontos corridos:

A justiça dos pontos corridos (12.11.2011)



Um foda-se para os pontos corridos! (21.11.2010)




Mais uma mentira no site da CBF. Que pataquada!

30 novembro 2011

O país do futebol? (38)

Há países que ainda não apareceram por aqui. Outros, por sua vez, tiveram menos espaço que o necessário, e este capítulo 38 busca reparar algumas injustiças ao trazer uma infinidade de grandes clássicos pelo mundo. O cardápio inclui um total de 11 países: Argentina, Dinamarca, Eslováquia, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Portugal, Romênia e Ucrânia.

Vídeo 1: O grande clássico da Eslováquia opõe ŠK Slovan Bratislava, de Bratislava, e Spartak Trnava, de Trnava. Nada mais justo do que trazer imagens de mais um dos grandes dérbis do leste europeu:


Vídeo 2: Grécia, segunda divisão. Jogo entre OFI Crete, da ilha de Creta, e PAS Giannina, de Ioannina. Festa no estádio e batalha campal fora dele. Vale acompanhar o relato aqui e depois ver o vídeo.


Vídeo 3: Mais um dérbi: Copenhague, na Dinamarca. De um lado, o F.C. København, da capital; de outro, o suburbano Brøndby IF:


Vídeo 4: Diretamente da Romênia, é a vez dos ultras do Rapid Bucuresti, de Bucareste. Prestem atenção na torcida logo no início, porque depois não dá pra ver mais nada.


Vídeo 5: O clássico de Budapeste (Ferencváros-Újpest) é disputado em estádios menores, uma vez que os dois clubes têm canchas pequenas (para 18 e 13 mil torcedores, respectivamente). A capital húngara tem um estádio maior, mas os dois clubes preferem jogar em casa. É justo voltar a este duelo antes de encerrar a série. Tem mais fotos e vídeos aqui.


Vídeo 6: Para não passar em branco pela Holanda (um pequeno grande país que só apareceu uma vez até agora), vamos com um vídeo do principal clássico de lá: Ajax-Feyenoord. Imagens da Amsterdam Arena, casa do Ajax (o Feyenoord é de outra cidade, Roterdam). Não encontrei imagens melhores; se alguém localizar, basta me mandar e eu substituo.


Vídeo 7: Mais um dérbi importante, o de Lisboa, entre Benfica e Sporting. Uma pequena reportagem que traz imagens interessantes do lado externo do Alvalade, a cancha do Sporting, antes e depois de um clássico entre os dois grandes da capital portuguesa:


Vídeo 8: De Lisboa para o norte, até a Porto, sede do terceiro grande de Portugal. Imagens do Estádio do Dragão, antes de uma partida contra o Manchester United pela UCL:


Vídeo 9: O clássico de Birmigham, na Inglaterra, coloca frente a frente os rivais Birmigham City e Aston Villa (um grande que chegou a ser campeão da UCL, mas perdeu força desde os anos 1980). Vamos tratar de um encontro específico, em 2010: o Birmigham venceu a Carling Cup de 2010 contra o Aston Villa e sua torcida invadiu o campo para comemorar bem em frente à torcida rival. Belas imagens...


Vídeo 10: Grande desempenho da hinchada do San Lorenzo em clássico contra o Boca no Nuevo Gasómetro:


Vídeo 11: De Buenos Aires para Rosario, que vive intensamente a rivalidade entre Rosario Central (los canallas) e Newell´s Old Boys (los leprosos). Direto do Coloso del Parque, cancha do NOB:


Vídeo 12: Agora o jogo é no Gigante de Arroyito, casa do Rosario:


Vídeo 13: Final da F.A.I. Cup, a Copa da Irlanda, entre Sligo Rovers e Shelbourne. Recomendo as fotos que estão aqui e o vídeo abaixo. Não é nada espetacular, mas é um material bem editado e que serve ao menos para inserir o futebol irlandês na série.


Vídeo 14: O último encontro entre Dynamo Kyiv (de Kiev) e Shaktar Donetsk (de Donetsk) foi bem movimentado fora de campo. As fotos são melhores que o vídeo.


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_Colaborações: Ivan Bianchin e Vitor Birer.

29 novembro 2011

Os Dez Mandamentos do Futebol

Se você puder, não deixe de comparecer ao Museu do Futebol hoje à noite (a partir das 19h). Vai acontecer isso aqui:



Considere (ou desconsidere, sei lá) as figuras abjetas aí presentes entre os debatedores. Leve em conta que trata-se, como diz o nome, de um evento aberto ao torcedor. E, mais que isso, preste atenção ao fato de um debate no Fórum Aberto dos Torcedores não tem sequer um torcedor entre os debatedores. Como sempre acontece...

Mas o tal debate pretende responder uma pergunta e perguntas ensejam respostas. Portanto, caros debatedores (e que me perdoe o mediador, meu amigo Mauro Beting), eu deixo aqui a resposta: CONSUMIDOR É O CARALHO! Respeitem o torcedor, pulhas!

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Alguém deve estar pensando aí que o título do post não tem nada a ver com o texto. É verdade. Mas é que chega o momento agora de vir com a parte positiva, com os torcedores se dirigindo aos pulhas. E nada melhor que contar com o brilhante texto do historiador (e torcedor) Luiz Antonio Simas, do blog Histórias Brasileiras:

Os Dez Mandamentos do Futebol

E o Deus de pernas tortas, puto da vida com a destruição do templo, entregou ao profeta, em noite de tempestade às margens do caudaloso Rio Maracanã, a tábua com dez recomendações:

1- Nunca chame o craque, sob pena de blasfêmia, de "atleta diferenciado". Guarde o "diferenciado" para adjetivar maratonistas de patinação no gelo ou jovens cantores dos Canarinhos de Petrópolis.

2- O ruim de bola deve ser chamado preferencialmente de cabeça de bagre, pereba e quejandos. Corno e filho da puta se admitem nos momentos mais dramáticos - passe errado, gol perdido, frangaço... Guarde o "atleta limitado" para se referir a alguém que não consegue mais despertar o bilau na hora do vuco-vuco. Atleta, aliás, é quem faz atletismo. Quem joga bola é jogador e ponto.

3- Malditos os que transformam o templo do jogo em "arena multiuso", com ingressos caros, bistrô, loja de conveniência, espaço gourmet e outras babaquices. Futebol se joga em estádios com arquibancadas de madeira, cimento ou com o público confortavelmente instalado em barrancos. Árvores frondosas também são permitidas nos campos, desde que, nos dias de grande público, se transformem em camarotes reversíveis.

4- Jogador reserva não é "peça de reposição". A expressão - queridinha de técnicos e comentaristas - é mais adequada para se referir a escravos comprados no Brasil colonial, comumente conhecidos como peças. Admite-se também o uso em oficinas de automóveis. Um cabo de embreagem é um bom exemplo de peça de reposição.

5- Que a danação seja eterna para os que entregam taças em teatros, com jogadores e dirigentes de terno e gravata e a apresentação de atores globais que não sabem a diferença entre uma bola e uma ogiva nuclear. Taça se entrega no campo. Só será admitido fazer isso no dia em que a cerimônia de entrega do Oscar for no estádio Ítalo Del Cima, em Campo Grande.

6- É direito sagrado do torcedor invadir o campo para comemorar a conquista do clube.

7- Pai e mãe serão honrados. Abre-se uma exceção para a genitora de Sua senhoria, o juiz da partida. Recomendo aos que não querem ouvir palavrões no campo que procurem assistir aos funerais de um papa. Os cantos gregorianos são do maior respeito.

8- É direito do torcedor beber nos estádios a água benta que melhor lhe conduzir ao contato com o sagrado. Comércio informal nos arredores - com churrasquinho, cachorro quente, laranja lima e que tais - sempre é benvindo.

9- Não profanarás a camisa do clube com propagandas de cursos de inglês, bancos, funerárias, produtos de limpeza, organismos internacionais de combate à fome ou coisa que o valha.

10- Há que se respeitar o torcedor sobre todas as coisas - e para isso é suficiente não tratá-lo como cliente de empresa de telefonia celular ou platéia de recital de música de câmara.

Amém.

*Luiz Antonio Simas

Sobre o ato de torcer

O imbecil treinador do SCCP extrapolou o direito de falar besteiras em sua última entrevista coletiva. Das duas, uma: ou o sujeito desconhece o significado da palavra "rivalidade" ou deixou transparecer todo o medo de precisar ainda disputar uma última batalha para conquistar o título. A declaração é de uma precariedade tamanha que enseja uma única pergunta: afinal, caro falastrão, você entende que o Palmeiras deveria facilitar a vida do seu rival?

De toda forma, e por falar em imbecis, sinto ser necessário um post que responda aos que se sentem incomodados com o nosso espírito de luta - em geral, são aqueles que pensam ser "torcedores" a partir do Twitter e do Facebook. Não sabem o que é frequentar uma arquibancada e aí apelam para frases supostamente de efeito nessas redes sociais que aglutinam imbecis de ocasião. Coisas como "Eu não preciso torcer para o time dos outros" ou "Eu só torço para o meu time". Não sabem o que é torcer e ousam querer falar sobre. E aí se deixam levar pelo marketing predatório, pelo populismo de fachada e por toda aquela enganação do monopólio do sofrimento.

Aos otários de sofá, cabe dizer que eles não sabem o que é ser torcedor. Porque se querem colocar as coisas nesse parâmetro, aí eu devo dizer que sim, eu não apenas torço pelo meu time, como vou atrás dele onde for para empurrá-lo à vitória. Tanto que estarei na cancha municipal no próximo domingo para encarar o inimigo de frente. Foi assim em TODOS os duelos dos últimos 14 anos e será assim por muito mais tempo.

Porque o clube que eu defendo não vendeu a sua alma. É aquele que não vive sustentado por um esquema sujo com a CBF. É aquele que não tem presidente-gângster. É aquele que não se apoia em aliados podres. É aquele que construiu o seu estádio com o suor dos seus. É aquele que não precisa esconder nenhum episódio de sua história. É aquele que nunca teve ajuda da arbitragem para vencer. É aquele que tem os juízes como inimigos e nunca como aliados. É aquele que não conta com a complacência da mídia esportiva vendida. É aquele que não precisa sugar o dinheiro do povo. É aquele que não compactua com pilantragens do poder público. É aquele que não muda o seu discurso. É aquele que fez de mim alguém disposto a tudo para defender uma causa e uma bandeira. É aquele que me fez entender que só se vive o futebol a partir da arquibancada.

É dia 4! À batalha!

27 novembro 2011

O bem contra o mal




Em SP e no Rio. O bem contra o mal.

A tarde deste domingo foi daquelas que confere sentido àquilo tudo que fazemos em nome do futebol e, mais que isso, em defesa da honra palestrina. A tarde de 27 de novembro de 2011 valeu não apenas pelo que fizemos na cancha municipal, mas pelo que tivemos a partir de outros estádios, todos eles bem longe da zona oeste paulistana. Porque este domingo é o que nos permite chegar ao dia 4 de dezembro podendo lutar contra o inimigo que vendeu sua alma.

Pode até não valer nada - e eu até acredito que não vai mesmo -, mas ao menos estaremos lá, 2.400 guerreiros, prontos para enfrentar o inimigo e lutar até o fim pela nossa honra.

Lutar! É isso que não entendem os babacas que pensam ser torcedores mesmo sem tirar a bunda do sofá. É isso que não entendem os imbecis que ficam aí pagando de "torcedores" de Twitter e Facebook. Escrevem merda atrás de merda sem nunca antes terem tomado chuva no cimento da arquibancada. Vomitam alienação sem saberem qual é a sensação de lutar no estádio. Proclamam algo que não são e que nunca serão.

O que está em jogo não é esse olhar contemplativo de nego que fica querendo se dizer campeão sem ir ao estádio, mas sim a disposição de defender o lado certo de uma batalha entre o bem e o mal.

A rigor, pouco importa para mim o que vai acontecer no próximo domingo. Basta estar lá, na boa e velha cancha municipal, para encarar o inimigo e lutar até o fim. O futebol vale por isso: colocar o ódio para fora, "se reconhecer como minoria e ter de cantar por todos os que não podem estar junto. Ser a voz de milhões de torcedores em um pedaço de cimento isolado por grades e cercado por inimigos. Estar ao lado do time não por acreditar na vitória, mas por saber que precisa estar ao lado dele quando a derrota parece ser o mais provável. Representar uma nação, ser a massa em tão poucos, empurrar o time contra tudo e contra todos."

Domingo é o dia, Palestra! É o dia de lutar contra o populismo de fachada, contra a estrutura podre do futebol brasileiro, contra o inimigo que vendeu sua alma e contra essa gente que adora um sofrimento seletivo! É o dia de lutar pela camisa verde! É o dia de lutar pela nossa história! É dia de ser Palestra!

Lembrem-se, gambás sujos: seremos só 2.400, mas seremos só linha de frente! E aqui é Palestra!

É dia 4! Que honrem a camisa e lutem sem parar!

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_O Palmeiras fez 1-0 no SPFC e foi pouco. Bolas na trave, algumas intervenções precisas do goleiro de hóquei e muitos erros de finalização impediram uma vitória tranquila. O que mais vale, no entanto, é saber que o time se entregou. Foi um time comprometido (assim como já havia sido contra Grêmio, Vasco e Bahia). E caminhamos para terminar o BR-2011 com uma campanha com mais vitórias que derrotas e saldo de gols positivo. Não deixa de ser um alento depois de tanta tragédia para um ano só.

_Com a vitória quase consumada, sobrou emoção nas notícias que vinham dos jogos de Florianópolis e Rio de Janeiro. E tudo terminou com uma festa na arquibancada que traduzia apenas e tão somente o desejo da torcida de poder lutar contra o mal no próximo domingo. Para lavar a alma.

_Acabaram de vez com os clássicos. Se não podemos mais encarar o inimigo do lado de fora, agora sequer conseguimos ouvir o canto que deveria vir do outro lado. Este foi provavelmente o primeiro clássico contra os bichas em que eu não consegui ouvir nenhuma daquelas músicas alienadas. Fez falta, acreditem.

_Público razoável no Pacaembu. Mas a torcida estava muito ao lado do time. Estamos todos de parabéns!

_O Vasco tem um estádio e não pode mandar seu último jogo lá. Queria que os "justiceiros" de plantão explicassem onde está a justiça dos pontos corridos nessa hora?

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_A foto que abre o post, como sempre, é do grande Foto Torcida.

24 novembro 2011

O país do futebol? (37)

A série vai chegando ao fim - lembro que temos apenas mais três capítulos - e sigo tentando aproveitar as muitas e muitas sugestões que recebo dos leitores e dos amigos. Isso explica um pouco o fato de alguns capítulos não terem necessariamente um fio condutor; como já ficou bem claro o que eu queria mostrar desde o início, é o caso agora de apenas trazer mais alguns exemplos relevantes de países onde o futebol é levado a sério. Desta vez vamos de Argentina, Grécia, Italia, País de Gales, Polônia e Turquia.

Vídeo 1: Entre todas as muito boas torcidas polonesas, a do Lech Poznań é a que merece mais destaque. Eles apareceram nos capítulos 1 e 15 e voltam agora. Por causa dessa gente, Poznań entrou no roteiro da minha viagem assim que eu for para a Polônia. Aí estão eles, com uma música clássica dos estádios europeus:


Vídeo 2: Mais Polônia. Desta vez temos um compilado de grandes imagens da torcida do Legia Warsawa (da capital, Varsóvia) - que já apareceu no capítulo 15 da série:

Vídeo 3: A Argentina é, de longe, o país que mais apareceu nesta série. E o vídeo de agora serve para mostrar que o futebol dos hermanos não fica restrito a Buenos Aires. Seguimos para Mendoza, com os barras do Godoy Cruz, em jogo da Libertadores contra a LDU:


Vídeo 4: Turquia. Clássico Galatasaray-Fenerbahce. Um jogo antes, a torcida do Fener havia atirado objetos contra um jogador do rival. Aí veio a resposta. Em grande estilo. Isso é pressão; isso é futebol. Pena que aqui na América do Sul estão tentando acabar com as guerras em jogos decisivos.


Vídeo 5: É verdade que os ultras do Aris já apareceram antes na série (capítulos 19 e 33), mas trata-se sem dúvida alguma de uma torcida diferenciada. Deixo-os agora com um vídeo que mostra a caravana de quase 30 mil deles de Tessalônica até Atenas (mais de 500 km):


Vídeo 6: Um bem recente, ocorrido nesta semana mesmo. Vitória do Napoli sobre o Manchester City (2-1) pela UCL. Como bem definiu o jornalista Mauro Cezar Pereira (ESPN Brasil), foi a vitória do "time com alma" sobre o "time com grana" (o post está aqui). Confiram no vídeo o recebimento da torcida local no San Paolo:


Mais do Napoli: capítulos 1, 18 e 24.





23 novembro 2011

Sobre o ex-camisa 30

Este blog, os senhores devem saber, não dá a mínima importância para vagabundos maus-caráteres, de tal modo que jogadores de futebol são normalmente lembrados apenas pelos números das camisas que vestem - porque só a camisa importa. Mas o vagabundo que vestia a 30 alviverde extrapolou todos os limites do que é ser um mau-caráter. É desnecessário expor aqui toda a cronologia que levou à situação que agora chegou ao fim, mas é válido um último pronunciamento.

O ex-30, em sua derradeira entrevista coletiva ainda como jogador do clube, evidenciou toda a podridão desta categoria de vagabundos que se deixam manipular por vagabundos ainda mais nocivos, os empresários. O ex-30 e o seu empresário se merecem. Cheguei a pensar lá atrás que era o sujo manipulando o inocente. Engano; eles são iguais, e o "atleta" fez de sua entrevista uma oportunidade para destilar ingratidão, indecência, canalhice e estupidez, tudo em doses acima do suportável.

As palavras do vagabundo merecem ser guardadas como um símbolo indelével de como a estrutura do futebol brasileiro está contaminada: depois de tanta besteira proferida por um único imbecil, há ainda quem queira tê-lo em suas fileiras. O ex-30 atacou a si próprio: expôs sua falta de profissionalismo (é engraçado como jogadores depõem contra o profissionalismo exatamente ao evocá-lo), sua personalidade frágil, seu caráter podre e tudo aquilo que viemos a conhecer de perto nesta temporada maldita. Ele não apenas atacou pessoas específicas ou uma única instituição (a S.E. Palmeiras); ele atacou potencialmente todos os clubes de futebol que vier a defender (?) e todos os seus superiores. Que façam bom proveito.

Temos aí uma parcela de culpa, porque fizemos força para repatriar este câncer que viria a nos corroer por dentro. Como culpa também têm aquele clube sujo da Gávea, o seu treinador viciado e a sua presidente-puta. Mas só nós pagamos a conta; é justo esperar que no futuro todos paguem pelo que fizeram. A começar pelo mau-caráter que vestia a camisa 30 e por seu empresário oportunista e presepeiro.

O futebol vai cobrar a fatura.

22 novembro 2011

Aos amigos Galuppo, Finelli e Cazavia

O palmeirense não tem mais direito a sequer um dia de paz. No dia seguinte à primeira vitória em dois meses, deveríamos poder curtir o alívio de não haver mais qualquer risco de descenso. Deveríamos. Mas as pequenas almas que dirigem o Palestra não permitem; eis que a diretoria comandada pelo banana e incompetente Arnaldo Tirone resolveu, em um ato de canalhice exacerbada, demitir profissionais que, a despeito da balbúrdia que é o clube, sempre trabalharam de maneira correta em nome do Palmeiras.

Por que isso? "Motivações políticas". Direto e reto.

Entre os demitidos, permito-me fazer uma referência especial à equipe de assessoria de imprensa do clube, composta por nomes cujo maior pecado era exercer a palestrinidade em sua plenitude.

Aos meus amigos Fernando Galuppo, Fabio Finelli e Marcelo Cazavia, o meu sincero obrigado. Obrigado por todos esses anos defendendo a imagem da instituição SE Palmeiras (mesmo contra os ataques que vêm de dentro). Obrigado pela dedicação, pela palestrinidade, pela dignidade, pela decência, pela honestidade. Obrigado por essas virtudes tão em desuso dentro do clube que amamos. Obrigado, acima de tudo, por serem palmeirenses em uma instituição que não preza mais por isso. Obrigado por entenderem que o Palmeiras pertence não a estas poucas dezenas de velhos carcomidos e indecentes, mas sim a muitos e muitos milhões de torcedores.

Perdem o Palmeiras e o palmeirense. Como sempre.

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_Fernando Galuppo é o maior palestrino que eu conheço. É o melhor amigo que eu tenho e, não à toa, nos conhecemos dentro de um ônibus, o bom e velho Lapa H, já há bem mais de uma década. Galuppo é um abnegado: faz pelo Palmeiras tudo o que pode e o que não pode sem esperar nada em troca. Aos olhos de mentes como Tirone e Frizzo, eis aí um pecado grave.

_Historiador (de todos os esportes) do clube, Galuppo já escreveu três livros sobre o Palmeiras e, entre outras funções, já foi o locutor do saudoso Palestra Italia. No que depender de mim, o alviverde terá um dia uma pessoa como ele na condição de presidente. E tudo o que ele fez até hoje será apenas o início de uma trajetória gloriosa em defesa da nossa história. Obrigado, meu amigo, e seja bem-vindo de volta à arquibancada. À guerra!

_Não quero nem pensar nas consequências da covardia praticada pela dupla Tirone/Frizzo. Se o Palmeiras já tem a imprensa historicamente como inimiga, Finelli, Galuppo, Cazavia e demais membros da equipe eram o escudo que impedia as coisas de serem piores. E faziam isso não por uma troca de favores com quem quer que fosse, mas porque o trabalho era bem executado. Agora, há dois caminhos: ou o Palmeiras retrocede aos anos em que o sapo-boi julgava ser desnecessário ter um assessor de imprensa (quanto amadorismo!) ou vem alguém que, acreditem, dificilmente será capaz de entregar algo à altura de gente que fazia isso por profissionalismo, mas também por amor ao clube.

_Sou jornalista e assessor de imprensa também; fora do blog, trabalho com a comunicação corporativa de grandes empresas, e, amizade à parte, sinto-me bastante à vontade para dizer que a equipe da Libero fazia um trabalho de altíssima qualidade. Um trabalho que conseguiu compensar todo o atraso que vinha desde os tempos em que um clube do tamanho do Palmeiras simplesmente não tinha assessor de imprensa e em que o site oficial era relegado ao último plano. Eles trabalharam arduamente e superaram todos os obstáculos internos para criar uma estrutura decente de atendimento aos jornalistas. Defenderam o Palmeiras, mostraram-se sempre atentos aos safados que se travestem de jornalistas, criaram uma relação cordial com os setoristas do clube. Entenderam as novas mídias, contribuíram para transformar um site obtuso em uma página bastante aceitável, fizeram as devidas atualizações para que a comunicação do clube chegasse a um número cada vez maior de torcedores. Foram além da função de assessores de imprensa - e isso nunca foi bem entendido por mentes doentias.

_O Palmeiras precisa de uma chacina.

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Carta do Galuppo aos "amigos de alma verde":

"Na vida transitória, a gente colhe o que planta. E isso é uma verdade mais que absoluta. Hoje, chega ao fim, mais uma colheita em minha vida. E a recebo com gratidão. Mesmo não sendo aquilo que sonhei, encaro todo esse momento como um grande aprendizado. As provações, nesse ano duro para mim, se multiplicaram em todas as esferas da minha fulgaz existência. Sentimental, familiar, pessoal e também profissional sofreram muitas transformações repentinas. Com elas novos caminhos e desafios. Cresci.
Sinto profundamente ter decepcionado aqueles que em mim confiaram. E a esses, humildemente, peço perdão. Encerrou-se mais uma jornada em minha estrada. Sou grato pelo tempo que aproveitei e por aquele que não aproveitei.
O Palestra Itália-Palmeiras, luz maior da minha existência, passa a ser, a partir de hoje, apenas o que sempre deveria ter sido em minha mente e no meu coração: uma paixão juvenil.
Obrigado pelos bons e maus momentos ali vividos. Entreguei a minha alma e o meu coração por essa bandeira esmeraldina. Não sei se isso foi o suficiente. Mas tenho consciência que fiz o meu melhor. Agora, seguirei meu destino ao lado da massa anônima e barulhenta do nosso Verdão. Discreta e resignadamente, trilharei outros rumos. Torcendo sempre para que o Palmeiras encontre o seu melhor caminho e desejando sorte e sucesso para aqueles que lá seguirão. Pois o Palmeiras é eterno. E assim como meus heróis, Lima, Heitor, Bianco e tantos outros, eu passei.

Fernando Razzo Galuppo
FORZA VERDÃO
22/11/2011"