31 outubro 2007

Que final é essa?

Virá hoje, sem expectativa, o título brasileiro do clube do Jd. Leonor.

Conquista anabolizada pela enorme complacência das arbitragens, mas justa, é bom que se diga, pelos escrotos critérios técnicos (uma parcial campanha 22-7-5 é notável).

O problema todo é que os bambis disputam o título contra ninguém.

O que temos é o título de um clube só.

Sem briga, sem sofrimento, sem superação, sem emoção.

Sem reviravoltas, sem viradas, sem polêmicas, sem batalhas campais.

Sem confrontos épicos, sem clássicos, sem ódios mortais.

Sem a essência do futebol.

Final entre o líder, campeão há meses, e o lanterna, que entrou por engano na Série A?


Com promoção de ingressos no Jd. Leonor?

Com foco na luta de um outro grande contra o rebaixamento?

Não poderia ser mais desprezível.

Os pontos corridos estão conseguindo acabar com o futebol...

30 outubro 2007

LUTO

Não teve jeito: a Copa-2014 será aqui.

Em solidariedade ao torcedor brasileiro, que, alienado, não sabe o que está por vir, este blog está de luto.

O futebol brasileiro começa a morrer hoje...

Balanço de tudo


É sempre bom se sentir em casa na casa dos outros...

Como a cansativa viagem ao Rio me deixou sem tempo para escrever antes, fiquemos agora com breves comentários:

1. Mais deplorável que a postura do Grêmio só mesmo a ameaça do tal procurador do STJD, o mesmo que denunciou o Edmundo. Pedir uma inédita suspensão preventiva para o nosso atleta é de uma canalhice extrema, comprovando a nítida má vontade do tribunal para conosco;

2. Por sinal, vi hoje pela TV as tais ‘agressões’. Deixando de lado a infantilidade do senhor Valdivia, a repercussão está sendo maior que o fato. Vale tudo para desestabilizar o Palmeiras;

3. Muito do ocorrido no final do jogo em São Januário deve ficar na conta do árbitro, que deixou o jogo correr de maneira preocupante. Sem exageros, ele deve ter marcado menos de metade das faltas;

4. De resto, a igualdade ficou de bom tamanho;

5. Pelas minhas contas, dá para garantir a vaga apenas com as três vitórias em casa. O problema é se acontecer algum daqueles tropeços;

6. Fica aqui o agradecimento para os irmãos da FJV. Mais uma tarde de irmandade em São Januário, lugar sempre agradável para nós;

7. E o Maracanã não se cansa de ficar mais e mais bonito. Sábado foi dia de reencontrá-lo uma vez mais, ao lado dos também irmãos da Galoucura. Pena que a Copa-2014 vem aí para estragar tudo.

26 outubro 2007

Clima de mata-mata

Não fosse a excrescência representada pelos pontos corridos, o Palmeiras já estaria garantido na fase final do Campeonato Brasileiro, na luta apenas para assegurar o direito de mandar o segundo jogo em casa até a semifinal. E, a julgar pela completa inaptidão dos bambis, o título não estaria tão distante.

Como não podemos contar com a decência da fórmula de disputa (que não prevê confronto direto entre os melhores colocados) nem com a idoneidade dos juízes (que ajudaram, com 12 pontos de presente, a construir toda essa vantagem atual), o que resta é curtir um ilusório clima de mata-mata dos últimos seis jogos.

A começar por domingo, em São Januário. É com esse espírito que vamos, hoje mesmo, para o Rio - de quebra, ainda podemos assistir a Fluminense x Galo, sábado, no Maraca.

U
ma vitória (somada às outras três que devem vir em casa) já seria o bastante para chegarmos à Libertadores. Se não der, no entanto, voltamos para SP na pegada dos jogos de volta (três aqui e dois fora). É pensar assim para não sucumbir a este escroto sistema de disputa.

***

Por sinal, vejam só o que pode acontecer:

Cruzeiro e Santos jogam no sábado.

Suponhamos que ambos não vençam.

Os bambis jogam no domingo, às 16h.

Suponhamos que vençam - o que é factível.

No mesmo horário, entra em campo o Grêmio, em casa.

Pode também, a exemplo dos dois de sábado, não somar três pontos.

Nessa hipotética situação, o título dos bambis ficaria pendente, à espera do resultado de Vasco x Palmeiras, às 18h10.

Ou seja, os alienados só saberiam do desfecho de tudo duas horas depois, em uma partida que nem conta com a participação deles.

Emocionante, não?

Seria um belo presente para todos os defensores dos pontos corridos.

***

Hoje, em um hipotético mata-mata, teríamos os seguintes confrontos:

Bambis x Figueirense
Palmeiras x Fluminense
Cruzeiro x Flamengo
Santos x Grêmio

Se fossem dois quadrangulares, teríamos:

Grupo A: Bambis, Santos, Grêmio e Figueirense
Grupo B: Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo e Fluminense

23 outubro 2007

Casa cheia?

Passou despercebido, mas o jogo de sábado registrou o maior público do ano no Palestra Itália: 23.739 pagantes. Era jogo Nestlé e nunca se sabe o que é gente e o que é ingresso que morreu na mão de cambista vagabundo. Mas alguns comentários são pertinentes:

1. Mesmo com duas recentes ampliações (tomando por base os anos 90), a marca de 30 mil torcedores no Palestra parece coisa do passado. E o será ainda mais, a julgar pelas obras previstas para 2008;


2. Ainda que a carga de ingressos habitual seja de 27 mil, algo de inusitado impede que todos esses bilhetes tenham os torcedores como destino. Alguns três ou quatro mil costumam se perder pelas alamedas do Palestra Itália. Neste contexto, 24 mil é casa cheia.;

3. Na atual temporada, o recorde anterior pertencia a Palmeiras 2 x 1 Flamengo, com 23.550 pagantes. Mas havia muito, muito mais, naquela ocasião. Como também havia uma aglomeração maior no Palmeiras 2 x 0 Grêmio (22.667). Neste último caso, por sinal, é de se estranhar o fato de os ingressos de arquibancada estarem esgotados horas antes do jogo. Onde foram parar?

4. Estes públicos recentes (acima de 20 mil) não são exceção, como acontece com outro clube grande desta capital, aquele da zona sul. Basta dizer que a média de público do Palmeiras neste ano, considerando apenas os jogos na sua casa, supera a casa dos 16 mil (16.017, em 25 jogos, sem clássicos ou anabolizantes). Média! Neste universo de 25 jogos, somente três registraram público abaixo de 10 mil torcedores; nenhum ficou abaixo de 5 mil.

22 outubro 2007

G4: o que ainda falta

33
Vasco x Palmeiras
Cruzeiro x Atlético/PR
Grêmio x Náutico
Santos x Goiás

34
Palmeiras x Juventude
Botafogo x Cruzeiro
Atlético/PR x Grêmio
Náutico x Santos

35
Sport x Palmeiras
Cruzeiro x Flamengo
Grêmio x Figueirense
Santos x Atlético/MG

36
Palmeiras x Fluminense
Internacional x Cruzeiro
São Paulo x Grêmio
Flamengo x Santos

37
Internacional x Palmeiras
Sport x Cruzeiro
América/RN x Grêmio
Paraná x Santos

38
Palmeiras x Atlético/MG
Grêmio x Corinthians
Cruzeiro x América/RN
Santos x Fluminense

E deu tudo certo...

Na rodada em que todos os mandantes venceram, ninguém lucrou mais que o Palmeiras. A começar pela vitória incontestável no sábado, a primeira goleada neste Brasileiro, mais uma tarde/noite de festa no Parque. O complemento veio no domingo, com três derrotas dos concorrentes diretos à Libertadores. Tudo deu certo. Agora é ganhar em São Januário para manter a vice-liderança. Vamos nós de novo!

***

*Retrospecto da terceira camisa:
4 jogos
4 vitórias
8 gols a favor

*Pouco antes de marcar o segundo gol, Valdívia sofreu um pênalti. Nada foi marcado. Pelas minhas contas, foi a sexta vez neste BR-07. E o Palmeiras segue firme na sua façanha de terminar o campeonato sem um pênalti a favor. Já são 32 jogos...

19 outubro 2007

O Jogo das Famílias, parte 2

1. Que tipo de "Jogo das Famílias" começa às 22h?

2. Em toda essa história, o que desanima é saber que o povão que entoou o "tomar no cu, Galvão" o fez não por ódio à emissora-câncer, tampouco como forma de protesto, mas sim por puro deboche. Não se deixem enganar: são os mesmos que cantam "Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" e levam cartazes de "Filma eu".

3. Não deixem de ler os últimos três posts do Edu Goldenberg: 1, 2 e 3.

18 outubro 2007

O Jogo das Famílias

Galvão Bueno insistiu no papinho de que o Maracanã teria ontem o "Jogo das Famílias". Sem violência, sem torcidas organizadas, sem gritos de guerra, sem palavrões.

"A volta do torcedor comum", naquele linguajar bem babaca dos jornalistas esportivos. Houve que comprasse a idéia, caso da FSP:

"Em vez de torcedores violentos das torcidas organizadas, havia milhares de crianças, casais de namorados e famílias".

Que meigo...

E as famílias fizeram o que delas se espera: um ambiente frígido.


Pelo rádio, mal dava para ouvir as quase 100 mil pessoas que lá estiveram. Mais parecia jogo dos bambis no Jd. Leonor vazio. Mas era, como quis o narrador da emissora-câncer, o "Jogo das Famílias".

O cara tanto fez e tanto defendeu o povão que
logo tomou na cara um "Ôooo, tomar no cu, Galvão...".

E o som-ambiente sumiu, assim sem mais nem menos.

As famílias deram o recado.

***

De resto, importa notar o seguinte:

1. Maracanã bonito, quase 100 mil pessoas. Bom saber que o Maior do Mundo ainda pode receber um público desta magnitude.

2. Ah, mas logo virão os paladinos da moral e dos bons costumes com o discurso de que as pessoas ficaram de pé na antiga geral e nos corredores de passagem da arquibancada e das cadeiras? E daí? Pois os corredores
existem exatamente para isso: para que os torcedores fiquem de pé.

3. E daí se foram descumpridas normas da Fifa?

4. Proibiram a cerveja no Maracanã. A que ponto chegamos?

17 outubro 2007

A Vila em tempos modernos



Modernidade. A palavra, tão em uso no mundo do futebol, serve para disfarçar qualquer artimanha suja. Os bambis ensinaram. Parece que o Santos aprendeu a lição.

Vejamos, por exemplo, a Placar do último mês. Uma das reportagens apresenta a agremiação do sr. Marcelo Teixeira como o “mais europeu dos clubes brasileiros”.

Muito gira em torno dessa tal modernidade. Ou, se preferirem, organização. Melhor ainda, planejamento. É esta a imagem que o Santos tenta transmitir.

Sob este escudo, ficam todos os podres, incluindo a Vila Belmiro. Falemos, pois, sobre o que se viu no último sábado, dia de Santos x Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro.

Acreditem vocês que ficou ainda mais difícil para um torcedor do Trio de Ferro da capital descer a serra para ver um jogo naquele local que o Santos insiste em chamar de estádio.

Não há novidades do lado externo, a não ser a constante pentelhação dos coxinhas, com seus cordões de isolamento infrutíferos. Tampouco há mudanças no acesso à arquibancada, ainda pelo mesmo portão 21. A seguir, sobe-se a mesma e estreita escadaria (que mais parece o acesso de uma masmorra) rumo ao nosso setor.

Reside aqui todo o problema. Se antes tínhamos um espaço que (bem mal) comportava 2 mil torcedores, o de agora não é suficiente sequer para mil.

O setor destinado aos visitantes da Vila Belmiro foi reduzido a menos da metade do que era antes. É o espaço normalmente reservado às torcidas de outros estados. A outra metade fica agora com a funkeira Sangue Jovem. No meio de tudo, duas grades (virou mania!) e tapumes. Pior: o setor inferior encontra-se fechado.

Havia, portanto, não mais do que 900 palmeirenses na Vila neste sábado. Muitos mais queriam entrar, mas foram impedidos pela modernidade do sr. Marcelo Teixeira. E o que já era insustentável, com constantes atritos no antigo espaço para os visitantes, ficou ainda pior.

Deixando de lado a questão de conforto e mesmo de segurança, fica uma pergunta: se a torcida visitante tem direito a 10% da carga total de ingressos, por que diabos apenas 5% chegaram às nossas mãos?

Ao que parece, o tal Teixeira parece ter tido algumas aulas com a diretoria leonor. E até aperfeiçoou os métodos.

É a tal modernidade...

***

Um detalhe: os bananas da nossa diretoria não falam nada. Não dava mesmo pra esperar alguma defesa dos mesmos crápulas que já inventaram ingresso a R$ 30!

16 outubro 2007

Fim de feira

Tem time por aí que já é campeão há uns três meses e ainda precisa de promoção (pague R$ 15 por uma arquibancada e vá de graça ao jogo seguinte) para encher o estádio...

... por sinal, é o mesmo time que ganhou 12 pontos da arbitragem e agora se baseia em única partida para fazer jogo de cena, como se estivesse sendo vítima dos homens do apito.

14 outubro 2007

Comemoração a médio prazo

Pelo que jogou no primeiro tempo, o Palmeiras merecia voltar da Vila Belmiro com os três pontos.

Pelo que (não) jogou no segundo, merecia voltar sem nada.

Na soma de tudo, empate justo.

E bom.


Pois a comemoração pode vir a médio prazo, dentro de mais sete rodadas, quando pudermos constatar a importância deste ponto conquistado na casa do adversário.

Ficar fora do G4 pelo menos por esta semana é circunstancial. O que vale notar é que temos quatro jogos em casa e três fora, o oposto do que enfrentarão os outros três concorrentes à vaga na Libertadores.

E, mais do que o ponto ganho, valem os dois que não foram somados pelo apático time do resto de aborto.

Sábado tem mais uma final no Palestra!

Vamos fazer a nossa parte!

***

Em breve, assim que vierem as fotos do Luigi, post sobre as condições agora ainda mais desumanas a que somos submetidos os torcedores visitantes naquele local que o Santos insiste em chamar de estádio.

09 outubro 2007

De 'erro' em 'erro'

13 pontos separam o Palmeiras, 4º, do time da geração vitrine, 1º, neste maldito Brasileiro por pontos corridos. Muito? Pode até ser, mas é bom dizer que, destes 13, 12 foram gentilmente cedidos ao time do Jd. Leonor por arbitragens benevolentes. Tudo bem armado, ainda no primeiro turno, para fazer a diferença agora. E que diferença!

08 outubro 2007

Palmeiras, por uma noite

A vitória de sábado à noite é daquelas que trazem uma dose de extra de otimismo, mesmo para quem, como eu, já não mais acredita. Nem poderia nem ser diferente, visto que o Palmeiras tratou o Grêmio como um adversário de segunda classe.

Do início ao fim, o alviverde fez o que quis. Encurralou o time gaúcho, marcou os dois gols com naturalidade e depois só fez administrar uma vitória das mais convincentes, como nenhuma outra neste Brasileiro.

Vitória de gente grande.

Vitória de Makelele, o melhor em campo, mas também de Caio, Valmir, Wendel, Valdivia e, acreditem!, Rodrigão, autor de um belo gol e de outras boas jogadas. Ah, e de Caio Jr., não se pode esquecer.

Vitória de quem merece chegar à Libertadores, especialmente por ter dominado de maneira tão contundente um dos rivais diretos nesta guerra que promete só acabar nos primeiros dias de dezembro.

O oponente deste sábado, vejam vocês, só soube bater.

Tanto foi dito antes do jogo, mas dentro de campo é que o Grêmio mostrou sua cara.

A porrada rolou solta, e, com Sandro Gaúcho em campo, era de se temer pela vida de Valdívia.

O mesmo que apanhou, apanhou e apanhou...

... de brinde, ainda levou um inexplicável cartão amarelo.

As imagens estão todas aí - a começar pelo soco nas costas.

Para nós, palmeirenses, fica a lembrança de uma noite em que o Palmeiras foi muito Palmeiras.


E, o melhor de tudo, uma noite em que pudemos voltar ao nosso lugar de origem, à boa e velha grade central do Palestra.


Pena que foi só por esta noite...

***

A Vila nos espera.

É decisão na Baixada.

Saída aqui de SP, no começo da tarde de sábado.

04 outubro 2007

E a arbitragem?

Palestra Itália, ontem à noite.

Em questão de minutos, o poste Rodrigão é derrubado duas vezes dentro da área. Mas o árbitro, fiel à determinação da CBF que proíbe a marcação de pênaltis para o Palmeiras, manda seguir. Chegamos à marca de 29 jogos sem penalidade a favor, sendo que ao menos cinco aconteceram.

Mineirão, duas horas depois.
Tardelli sinaliza três minutos de acréscimo. 45 + 3 = 48. Falta para os lambaris. O relógio aponta 48 minutos e 45 segundos. Tempo esgotado. Tardelli manda o lance seguir. Gol dos caras. Dois pontos de presente, já fora do tempo de jogo.

De presente para o apático time da Baixada vieram também dois pontos contra o Vasco, no final de semana último.

Assim como o que eles arrancaram no Palestra (e os dois que tiraram de nós), ainda no clássico do primeiro turno.

E ninguém fala nada.

A exemplo do SPFC, o Santos vai sendo empurrado para cima.

E o Palmeiras, para baixo.

Com um time ruim e sem ataque, com uma diretoria que joga contra e com a arbitragem que já nos surrupiou pelo menos 7 pontos, fica difícil brigar pela Libertadores...

Palmeiras, contra tudo e contra todos!

***

*Mesmo com o ingresso a R$ 30, tivemos 8.980 pagantes - apenas o terceiro público abaixo de 10 mil no ano. É a prova maior de que a torcida faz questão de comparecer, seja qual for a situação. Basta a diretoria não jogar contra.

*Por falar nisso, o apático time do amontoado de laje tem simplesmente a segunda pior média de público do Brasileiro. Só mesmo o nublado e inútil Juventude fica abaixo dos lambaris.

02 outubro 2007

R$ 30!?

Caros palestrinos (e não só),

No momento em que o Palmeiras mais precisa do nosso apoio, com 6 jogos em casa dos 10 restantes, vem a nossa diretoria e joga o preço dos ingressos de arquibancada de R$ 20 para R$ 30.

R$ 30!!!

A essa altura do campeonato!?

Sem que o trabalhador tenha ainda recebido seu salário!?

Numa decisão contra o Náutico!?

Às 19h30!?

O que estão querendo?

O que está por trás disso?

Seria uma tentativa de afastar de vez o torcedor, que, por sinal, tem sido por demais teimoso ao proporcionar ao Palmeiras a melhor média de público entre os clubes paulistas neste ano?

Se for, por quê?

Por medo da pressão?

Ou pra reduzir ainda mais as nossas chances de Libertadores?

Seja como for, não há justificativa lógica. O nosso ingresso, que já era o mais caro entre os clubes paulistas, é agora incomprável!

Difícil de acreditar que isso está acontecendo...

***

Certo cidadão corintiano reclamou recentemente, por ocasião do Palmeiras x SCCP, dos R$ 20 cobrados pela arquibancada. Isso porque os nossos maiores rivais ainda pagam R$ 15 por um pedaço de cimento (ou de plástico, como queiram). E eu expliquei que já pagamos este valor há mais de dois anos. O que dizer agora?

***

Apenas para ratificar o escrito acima: os gambás pagam R$ 15; nós vamos pagar R$ 30, o dobro! E nem os bambis pagam R$ 20 pela arquibancada. Como explicar isso?

01 outubro 2007

Eu desisto

O fiasco de ontem foi a gota d'água.

Eu desisto de sonhar com a Libertadores.

Time sem saldo de gols e sem atacantes tem mais é que disputar a Copa do Brasil e a Sul-americana - e olhe lá!

Peço desculpas pela exaltação, mas o espetáculo deprimente lá de Natal acabou com o pouco da paciência que eu ainda tinha.

Como eu não quero sofrer ainda mais pela incompetência dos outros, desisto de torcer pela Libertadores.

Estarei, é claro, em todos os jogos, mas só porque me obrigo a tal.

Como tudo dá errado para o Palmeiras (esta do Martinez é só mais um exemplo), melhor evitar sonhos e devaneios.

E, já que a última vaga deve mesmo ficar com o apático e desinteressado time do amontoado de laje, o jeito é torcer logo para que este ano maldito - mais um! - chegue ao fim o mais rápido possível.

MALDITOS PONTOS CORRIDOS!