30 março 2007

É guerra!

O Clássico do Ódio pede toda a concentração possível.

Pra cima!
É tudo o que tenho a dizer por ora.

***

Domingo, 14h, na praça.

29 março 2007

Ingresso fácil?

Bons tempos aqueles do ingresso de papel, com canhoto destacável.

Tempos marcados por uma agilidade e comodidade que se perderam sob o estigma da tecnologia. Tudo era fácil. Pouquíssimos segundos eram necessários para pedir, pagar e sair com o lugar garantido no estádio. Mesmo com grandes filas, as coisas caminhavam.

Aí resolveram inventar o tal "sistema". Aquele que sempre vem acompanhado do verbo 'cair' no pretérito. "O sistema caiu" é a desculpa usual. E algumas boas dezenas de minutos (horas?) são perdidos para conseguir um bilhete. Tosco, diga-se de passagem.

A burocraria dá o tom. Não há um torcedor sequer que não tenha reclamações a fazer. E os responsáveis pela venda de ingressos se esforçam mais e mais para foder a vida do torcedor.

Vejamos a última:

Os ingressos para o Clássico do Ódio de domingo
podem ser encontrados no estádio da Portuguesa (!), no Ibirapuera (!), em Santo André (!), no Pacaembu, numa lojinha qualquer da região central (!) e no Ipiranga (!). Mas não no Parque Antártica.

Depois nós somos os culpados pela violência...

27 março 2007

O amor de cada torcida (2)

Sim, é um post repetido (ao menos no título). Mas ele agora tem mais consistência. É uma comparação entre os públicos pagantes de Palmeiras e SPFC considerando apenas os jogos em casa (Palestra Itália e Jd. Leonor, respectivamente) na atual edição do Campeonato Paulista. Sem muita enrolação, deixo-os na companhia dos números:


PALMEIRAS, 4º, 28 pontos, arquibancada a R$ 20

18.01 Palmeiras 4 x 2 Paulista – 14.352
25.01 Palmeiras 1 x 0 Santo André – 22.100
28.01 Palmeiras 1 x 1 Barueri – 15.952
04.02 Palmeiras 3 x 3 Santos – 18.676
17.02 Palmeiras 1 x 1 Rio Claro – 11.632
07.03 Palmeiras 1 x 2 Noroeste – 13.319
11.03 Palmeiras 4 x 1 Juventus – 11.487
24.03 Palmeiras 3 x 2 Marília – 15.221

Público total: 122.739 (8 jogos)
Média: 15.342
Maior: 22.100
Menor: 11.487


SPFC, 2º, 34 pontos, arquibancada a R$ 15

21.01 SPFC 1 x 0 Ituano - 10.298
01.02 SPFC 1 x 1 Santo André - 9.527
07.02 SPFC 3 x 0 São Bento – 3.877
25.02 SPFC 1 x 0 Bragantino – 8.996
06.03 SPFC 2 x 1 Guaratinguetá – 3.307
17.03 SPFC 1 x 0 Ponte Preta – 10.975

Público total: 46.980 (6 jogos)
Média: 7.830
Maior: 10.975
Menor: 3.307


---

Falar em presença média do torcedor soa como covardia. Fiquemos, pois, com uma única constatação: o menor público do Palmeiras (11.487) é superior ao maior público da sub-raça alienada (10.975).

25 março 2007

A guerra continua...

FPF, MP, PM e o próprio Santos FC fizeram - e bem - cada qual a sua parte na guerra travada contra as torcidas organizadas. O cenário estava montado para um domingo caótico e, talvez, definitivo. Ao que parece, no entanto, tudo transcorreu bem. Por milagre, escapamos.

E aí a TV Gazeta (leia-se aquele jornalista safado), frustrada por não poder exibir imagens sangrentas, continua com sua panfletária campanha contra o torcedor de futebol (não só o organizado).

Neste domingo, eles chegaram ao cúmulo de apresentar uma denúncia bombástica contra a venda de bebidas alcoólicas em frente ao Palestra Itália. Reportagem nojenta, escrota e mal conduzida. Trataram a venda de cerveja na Turiassu, algo tão tradicional, como um crime. E dá-lhe discurso reacionário.

Depois emendaram imagens do Metrô Barra Funda, o epicentro de todo o provável caos. De significativo nada houve. Restaram urubus aconselhando um pai a tirar as camisas do Santos dele e do filho. E só. A chamada, no entanto, gritava: "Tensão no Metrô com o encontro de torcidas organizadas".

Por fim, uma matéria abordando o suposto encontro de palmeirenses - aquela é nossa casa! - e santistas hoje. Nada houve de fato, mas aquele jornalista safado chegou a fazer troça do fato de a nossa sede estar localizada em frente ao portão principal do estádio. O que ele tem a ver com isso, porra?

Tudo somado, o que temos é um verdadeiro desserviço ao torcedor e ao futebol. É por causa dessa gentalha que ontem o Palestra teve a sua primeira vez sem as barraquinhas de pernil e calabresa.

Típico de quem não vai ao estádio.

A guerra continua...

***

EDMUNDO, DE NOVO!

Duas assistências e um belo gol. Edmundo é o cara. Sempre!

***

FALTA 1!

Que venha daqui a uma semana, no Maraca!

23 março 2007

Romário, quase 1.000



Faltam só dois!

É domingo no Maracanã!


Melhor ocasião não poderia haver!

Vamos pra cima deles, Romário!

22 março 2007

Fodeu!

O título acima resume bem a situação.

Se o 1 a 0 já seria injusto, o que dizer do 2 a 0 aos 48 cravados? Há muito a contestar, da opção por privilegiar o Paulistão (a lição de 1994 ainda não foi assimilada) às falhas gritantes do Edmílson, que completou ontem 80 cobranças de falta sem um gol sequer. Tudo somado, veio este placar quase irreversível. E, claro, é possível piorar: a imprensa ainda não se deu conta, mas o jogo de volta acontece sim no Palestra, mas com portões fechados.


Eu bem que tinha avisado lá atrás.

21 março 2007

Que estádio é seguro?

Del Nero e sua corja anunciaram o veto tanto ao Palestra Itália quanto à Vila Belmiro em caso de clássicos na fase final deste Paulistão. Para tirar o deles da reta, escondem-se atrás da tal solicitação do Ministério Público, que estaria zelando pela segurança dos torcedores.

Não vou entrar no mérito da injustiça desportiva por trás da decisão, visto que o prejuízo é inegavelmente todo de Palmeiras e Santos. O que coloco em debate é: a quem interessa tudo isso?

Disse o promotor: “No momento, não nos sentimos seguros para deixar que clássicos sejam realizados tanto no Parque Antártica como na Vila Belmiro. Os únicos estádios que podem ter jogos deste porte são o Pacaembu e o Morumbi, que são seguros desde que a Polícia Militar realize bem o seu trabalho”.

Cabem duas perguntas:

1. Parque Antártica e Vila Belmiro não são seguros?

2. Jd. Leonor e Pacaembu são seguros?

Vamos aos (meus) argumentos:


VILA BELMIRO

1. Escrevi anteriormente que o grande problema do estádio do Santos é o tratamento concedido (pelo clube alvinegro) à torcida visitante. Isso passa pelos escassos 2 mil ingressos e pela venda limitada à Baixada Santista, mas essencialmente pelo espaço reservado a palmeirenses, gambás e bambis.

1.1. O setor superior da arquibancada não comporta 2 mil pessoas. E a PM ainda atrapalha ao 'interditar' os dois primeiros degraus;

1.2. É inevitável, portanto, que os visitantes tenham de ocupar também o setor inferior, que mais parece uma prisão, tal é a limitação de espaço imposta por sua pouco feliz arquitetura;

1.3. Santistas não poderiam jamais ficar naquele setor de cadeiras entre duas arquibancas de visitantes. Isso já não acontecia há tempos, e é prudente apurar porque aconteceu no último clássico;

1.4. O acesso da torcida visitante é até satisfatório nas ruas ao redor, mas é incompatível lá dentro. Escadas apertadas, escuridão, fios de eletricidade soltos e desencapados, paredes caindo aos pedaços e um vão limitadíssimo para a passagem das pessoas. Como podem querer garantir a segurança e o bem-estar de 2 mil pessoas se nos obrigam a caminhar por aquelas terríveis catacumbas?;

2. A PM, sempre ela!, adora encher o saco das torcidas da capital nos clássicos em Santos. "Encher o saco" é a expressão que cabe aqui, e eu digo isso com conhecimento de causa.

2.1. Não poucas vezes, chegamos à Vila (em comboios com dezenas de ônibus) com o jogo em andamento. Por quê? Normalmente porque a PM segurou a caravana. Ou na sede, ou no alto da serra, ou na frente do estádio ou, pior, no porto. Por que isso? Por nada. Só para encher o saco e, reconhecidamente, para atrasar a nossa vida. "Hoje vocês não vão ver o jogo, fdps!" é uma frase rotineira.

2.2. Depois disso, quero ver segurar o povo em paz...

Conclusão: o Santos precisa repensar seriamente o que quer da Vila Belmiro. Porque os camarotes à beira do campo podem ser uma puta idéia, mas o respeito ao torcedor visitante é essencial para um clube que pretende mandar clássicos na sua casa. Nas condições atuais, parece ser inviável.

PALESTRA ITÁLIA


1. Desafio qualquer pessoa a citar uma única ocorrência de briga nas dependências do estádio Palestra Itália. Uma só. Vale para jogos comuns e para clássicos e em qualquer circunstância. Alguém consegue se lembrar de uma briga dentro do estádio que justifique tal decisão?;

2. Antes de mais nada, venho desqualificar aquelas que foram erroneamente apresentadas pela TV Gazeta, no último domingo, como supostas brigas no Palestra Itália:

2.1: Palmeiras x Santos, Paulistão/2005
Mancha x TUP na Turiassu. Vejam só: briga na rua. As organizadas já haviam se enfrentado anteriormente, na arquibancada do 'seguro' Jd. Leonor, em clássico contra os alienados, e na própria Turiassu, um jogo antes deste. O confronto antes daquele Palmeiras 3 x 1 Santos foi o decisivo. Mas aconteceria em qualquer lugar. Se não no Parque, no Jd. Leonor, no Olimpico de Roma, no San Siro, em qualquer lugar. Isso em nada compromete a segurança do Parque Antártica;

2.2: Palmeiras x Bambis, Libertadores/2006
Estupidamente, a Gazeta falou em "briga de palmeirenses e são-paulinos". Pois bem, o que aconteceu ali não passou de um tumulto no portão principal - entre palmeirenses e coxinhas -, e deve ser creditado às emissoras de TV, que marcaram para as 19h30 de uma quarta-feira chuvosa um clássico de Libertadores em sua fase de quartas-de-final. Muita gente chegando na hora do jogo + incompetência dos coxinhas? É claro que haveria tumulto;

2.3: Palmeiras x Santos, Paulistão/2007
Deixo-os com este
post.

3. Eu confesso que adoraria ser visitante no Palestra. É provavelmente o lugar mais seguro que eu conheço para as torcidas de fora. Mais do que qualquer estádio grande. Pois é o único que oferece um acesso isolado para os visitantes. Dá-lhe mordomia! Rua exclusiva, proteção policial, acesso privilegiado, shopping à disposição para estacionar o carro, espaço bem dividido na arquibancada - a dezenas de metros de distância da massa alviverde - etc. Só alegria;

4. O Parque Antártica possui pelo menos quatro grandes avenidas para acesso e saída dos torcedores: Sumaré, Pompéia, Antártica e Matarazzo. E há ainda a Turiassu;

4a. Há estacionamentos de sobra nas redondezas. Em breve, um segundo shopping será inaugurado, ampliando o número de vagas;

4e. Há uma estação de Metrô a 800 metros - e ela possui interligação com CPTM e o caralho. E outra, da linha verde, a 2,5km;

4f. Há pelo menos 100 linhas de ônibus passando pelas redondezas;

4g. A marginal Tietê fica a pouco mais de 2km do nosso estádio;

5. Pergunto: é mais fácil invadir o Palestra, suspenso, ou o Jd. Leonor, cuja geral, sem grade, fica a um pulo de distância do gramado?

6. Só para atestar: qual desses estádios registra mais invasões de campo? Alguma vez hordas de torcedores invadiram o gramado do Palestra Itália? Alguma vez os torcedores entraram no campo e deixaram pelados os jogadores?

Conclusão: precisa?


PACAEMBU

Parece-me óbvio que o Pacaembu, o estádio mais bonito desta capital, está longe de ser um modelo de segurança, certo? Nem vou elencar os porquês e os precedentes todos.

No entanto, acredito que ele pode - e deve - sediar clássicos decisivos, desde que todo cuidado seja tomado para evitar que se repitam cenas já bastante conhecidas de todos nós. Cabe aos incompetentes do 2° BP Choque montar um esquema decente de segurança.


JD. LEONOR

Sinônimo de segurança?

Nada melhor do que relembrar alguns fatos:

1. Constantes invasões de campo em finais (e não só);

2. Sucessivas brigas na arquibancada, nas rampas de acesso e mesmo sob os anéis da arquibancada;

3. Policiais espancados pela torcida do River;

4. Incêndio em um dos bares do setor amarelo;

5. Poucas vias de acesso;

6. Má localização, tornando quase inevitáveis as brigas na região central (o trajeto dos torcedores segue o padrão periferia-centro-periferia). Aliás, quantos torcedores morreram bem longe do estádio em confrontos antes ou depois de clássicos no Jd. Leonor?;

7. Separação pouco clara das torcidas no lado externo, o que conduz à criação de uma verdadeira Faixa de Gaza nas imediações da Pça. Roberto Gomes Pedrosa;

8. Transporte público ausente e ineficaz, o que obriga a longas caminhadas, ampliando consideravelmente os riscos de um confronto.

---

Com base nisso tudo (e em possíveis outros argumentos de vocês), questiono: o estádio do Jd. Leonor é realmente mais seguro que o estádio Palestra Itália?

E com base em tudo o que foi argumentado, tento agora levantar alguns pontos para elucidar a questão que deu início a este post: a quem interessa o veto à Vila e ao Palestra?

Seria àquele clube imundo que tem feito o possível e o impossível para não mais jogar na casa do Santos? Que é, por coincidência, o mesmo que fez de tudo para impedir que a Brisa do Paraná mandasse em sua casa um jogo da final da Libertadores-2005? E o mesmo que tem em sua história os mais sujos episódios possíveis envolvendo o assunto "Estádios de futebol"? Seria?

Ficam as indagações.

Volto ao tema em breve, com mais um post.

É cada uma...

Rapidamente, para não me acusarem de só escrever sobre futebol:

Jornal do SBT de ontem, aquele do Nascimento e da Cinthia Benini (é assim que escreve?). Como todas as noites, rola uma pesquisa com os telespectadores, ao vivo. As pessoas ligam para lá e falam (normalmente besteiras) sobre um tema pré-definido. A resposta deveria se resumir a 'Sim' ou 'Não', mas todo mundo excede um pouco. Ontem teve uma mulher que abusou.

A pergunta da noite, com base em toda essa onda de violência, era: "Você convidaria um amigo estrangeiro para visitar o Brasil?".

Estava tudo indo bem até surgir a cidadã em questão.

Nascimento: "Alô, qual é o seu nome?"

(...)
(ligação ruim)

Nascimento: "Alô? O seu nome, por favor?"

Mulher: "É Fulana"
(vocês não esperam que eu me lembre, né?)

Nascimento: "Fulana, você convidaria um amigo estrangeiro para visitar o Brasil?"

(...)
(ligação ruim)

Nascimento: "A ligação está ruim..."

Mulher: "Oi! Estou aqui!"

Nascimento: "E você convidaria um amigo estrangeiro para visitar o Brasil?"

Mulher: "Olha, eu não tenho nenhum amigo no estrangeiro..."

(...)


Os dois, Nascimento e Benini, não sabiam o que fazer. Quase não conseguiram conter o riso. Dois telespectadores depois, Benini, que tem se saído bem na função, manda: "A vantagem de não ter amigos no exterior é não precisar decidir se convida ou não..."

20 março 2007

A cura

Por muitos anos, o Palmeiras viveu doente, vítima de um câncer que parecia terminal. A doença se instalou ainda nos anos de fartura, mas só se fez notar depois, quando não havia mais motivos para alegria. Sofremos, muito e muitos. Milhões pagaram por uma meia dúzia que insistia em parasitar o Campeão do Século XX. Mas o bem prevaleceu. Aos poucos. Mas prevaleceu. O câncer se foi. A cura definitiva, me parece, veio ontem. Tempos melhores virão.

19 março 2007

Faltam 2!


Chega de pataquadas como "pelas contas dele" ou "de acordo com números próprios". Romário é gênio. É o deus da grande área. E o gol 1.000 está chegando. Se tudo der certo, será em grande estilo. No Maracanã e contra o Flamerda. Eu vou pro Rio!

16 março 2007

Festival de aberrações

"O desdobramento das rodadas (jogos fora de domingos e quartas) é estabelecido conjuntamente entre a CBF e a Rede Globo de Televisão em função da grade de programação das emissoras TV Globo, Sportv e do PPV, assegurado por contrato."

Tá lá, assim mesmo, sem meias palavras, no site da CBF.

Por sinal, e isso é o que me leva a escrever o post, a referida entidade divulgou nesta semana a tabela detalhada do primeiro turno do Brasileirão-2007 - a do segundo turno fica para depois. De novidade, só a definição dos dias, horários e locais, algo que ficara pendente na tabela básica. E o que mais chama a atenção é a extinção de um horário clássico no futebol brasileiro, o sábado às 16h.

A mando daquela nefasta organização carioca, a CBF simplesmente acabou com as partidas das 16h. Todos os confrontos aos sábados acontecem no mesmo e maldito horário: 18h10. São três por rodada. Com os outros três de domingo às 18h10, temos seis. E os jogos de domingo às 16h são apenas quatro. Seis contra quatro.

Agora é fato: a bizarra invenção daquele canal pago, filhote do câncer do futebol brasileiro, acaba de assumir a hegemonia.

De resto, a tabela reserva as aberrações de sempre. Tem um pouco de tudo, e vale conferir em
www.cbfnews.com.br todos os sacrifícios que nós, pobres, burros e teimosos torcedores, teremos de fazer para acompanhar nossos times no estádio. Deixo-os, para começo de conversa, com esta aqui:

30 de junho, sábado
SCCP x Palmeiras, Jd. Leonor
Horário?
20h30

Sim, o grande clássico da cidade volta a ser desrespeitado. Depois do terrível quarta-feira às 22h, agora vem esta invenção brilhante: sábado, 20h30, no Jd. Leonor.

Obrigado, CBF!

***

Agora, aí estão os jogos do Palmeiras no turno. Volto a lembrar que estarei no Rio de 11 a 13 de maio a fim de acompanhar a estréia do Verdão contra o Flamerda, mas também de aproveitar o fim de semana na Cidade Maravilhosa. Já deixei aqui o convite a todos - que podem se programar até lá. Alguém vai?

13.05 dom. 16h Flamengo/RJ x Palmeiras – Maracanã
20.05 dom. 16h Palmeiras x Figueirense/SC – Palestra
27.05 dom. 16h Bambis/SP x Palmeiras – Jd. Leonor
03.06 dom. 16h Palmeiras x Cruzeiro/MG – Palestra
09.06 sáb. 18h10 Palmeiras x Botafogo/RJ – Palestra
17.06 dom. 16h Goiás/GO x Palmeiras – Serra Dourada
24.06 dom. 16h Palmeiras x Atlético/PR – Palestra
30.06 sáb. 20h30 SCCP/SP x Palmeiras – Jd. Leonor
03.07 ter. 20h30 Palmeiras x América/RN – Palestra
07.07 sáb. 18h10 Náutico/PE x Palmeiras - Aflitos
14.07 dom. 16h Grêmio/RS x Palmeiras – Olímpico
19.07 qui. 20h30 Palmeiras x Santos/SP – Palestra
22.07 dom. 18h10 Paraná/PR x Palmeiras – Vila Capanema
25.07 qua. 21h45 Palmeiras x Vasco/RJ – Palestra
29.07 dom. 16h Juventude/RS x Palmeiras – Alfredo Jaconi
01.08 qua. 20h30 Palmeiras x Sport Recife/PE – Palestra
05.08 dom. 16h Fluminense/RJ x Palmeiras – Maracanã
09.08 qua. 20h30 Palmeiras x Internacional/RS – Palestra
12.08 dom. 16h Atlético/MG x Palmeiras – Mineirão

15 março 2007

Matemática é o caralho!

O tal Tristão Garcia veio dizer que o Palmeiras tem 16% de chances de garantir uma vaga para a fase final do Campeonato Paulista. Porra, de onde ele tira isso? E quem pensa que é para ficar calculando probabilidades em torno de algo que é imprevisível por natureza? E até quando a imprensa vai apelar para esse tipo de babaquice, com percentuais de vitória, derrota e classificação? Tá faltando notícia?

14 março 2007

São Marcos e a tempestade

*Por Luiz Fernando Bindi, do Distintivos.com.br

Um trecho de um poema de autor gaúcho diz: "e num dia de tempestade, para quem eu vou correr?".

Nas duas maiores tempestades que o Palmeiras viveu (semifinal da Libertadores de 2000 e Segundona de 2002), os palmeirenses sabiam e souberam para quem podiam correr.

Marcos, nome no necessário e justo plural, aquele que chora quando o Palmeiras perde.

Marcos, aquele que age no campo como se estivesse na arquibancada.

Marcos, que levou Tuchês, Alexandres, Galeanos e Guerreiros nas costas, ombros e braços.

Marcos, que levou palestrinos nas costas, ombros e braços.

Os braços de Marcão são os braços dos palmeirenses, esticados para alcançar um amor que só o palestrino explica.

Esse braço que um dia carregou a bandeira do Brasil campeão do mundo.

Que nessa tempestade, Marcos saiba para quem correr.

Nós, palestrinos, corinthianos, jornalistas, geógrafos, aprendizes de goleiro e aprendizes de gente.

Nós estaremos aqui, Marcão.

Essa tempestade passará.

Sempre passa.


***

*Queria ter escrito algo sobre São Marcos, ídolo intocável de toda uma geração, mas não soube por onde começar. Luiz Fernando Bindi, palmeirense também, o fez por mim. E o texto acima diz muito. Não só por Marcos, mas também pela certeza de que a tempestade, por pior que seja, há de passar. E o sol logo volta a brilhar...

13 março 2007

A Vila e o(s) clássico(s)

E eis que a FPF decidiu vetar a Vila Belmiro para clássicos na fase final do Campeonato Paulista. A decisão é arbitrária, mas merece ser discutida por alguns pontos de vista:

1. É lamentável, mas previsível, que os bambis imundos se prestem ao papel de, 60 e poucos anos depois, insistirem em agir nos bastidores;

2. Toda essa polêmica é por causa daquela briguinha quase recreativa, digna dos nossos tempos de ginásio?;

3. Eu já escrevi algumas vezes, e repito agora: a Vila não tem condições de abrigar um clássico contra qualquer dos grandes clubes aqui da capital. Mas isso não se deve à briguinha de domingo; o que está em questão é o tratamento desumano que é concedido à torcida visitante. E o Santos, indiretamente, vai pagar por isso...

4. Vejam só a que ponto chegamos! Isto saiu da boca do Del Nero, hoje, em entrevista à rádio Jovem Pan: “O caso será levado à Justiça e lá será avaliado. Em todo caso, os palcos para o jogo poderão ser o Morumbi e o Pacaembu, que são estádios neutros, pertencentes ao estado de São Paulo”.

12 março 2007

Em paz com a nossa casa

El Mago enfim chutou a gol. Não uma, mas duas vezes. A segunda, definitiva e pra valer, com destino certo. Mas foi a primeira, misto de firula e artimanha, que valeu o ingresso (para os que pagam, claro!).

Assim, com um toque de maestria, o Palmeiras encerrou a contagem no jogo de ontem, contra o Juventus dos irmãos Luigi e Giovanni Pacifico - o primeiro, empolgado, chegou a passar parte do jogo ao lado de seus amigos que vestem grená.

4 a 1, alguns gols perdidos e uma partida nada espetacular. O Palmeiras de ontem foi inferior ao que perdeu para o Noroeste na quarta passada. Mas assim é o futebol. E o que fica é a vitória, que nos deixa em paz com a nossa casa.

***

Quem é quem?


É justo - e necessário - registrar:

Tem time aí que, após quase seis meses sem perder, briga agora pela liderança do Paulista. E a gentalha que o suporta (no sentido inglês do termo) foi incapaz de levar sete mil pessoas a um jogo realizado na noite da última quinta-feira às 20h30.

E há um outro, que já não vencia em casa há cinco jogos e que patina rumo a uma eventual classificação para a fase final do mesmo torneio. Este levou mais de 13 mil (quase o dobro) a uma partida da mesma rodada, um dia antes, mas às 21h50. E ontem, mesmo debaixo de chuva e após a derrota no meio de semana, foram 11,5 mil.

08 março 2007

Acidente de percurso

Gols perdidos à exaustão - e de formas variadas -, recorde de escanteios em um único tempo de jogo e um possível recorde de bolas erguidas na área nos 20 minutos finais de um jogo de futebol. Nada disso adiantou. O Noroeste fez, em apenas três jogadas, o que o Palmeiras não soube fazer em algumas dezenas. Encontrou dois gols, um nos pés do nosso zagueiro e outro numa bicuda de um caipira qualquer, e saiu com a vitória.

Aplausos ao final, novamente em reconhecimento ao esforço do time. Mas falta um maldito 9, um filho da puta que consiga botar a bola na rede. Sem este homem, a classificação fica bem distante. Mais do que já era antes desta série de três decisões.

Foi acidente de percurso, é fato. Mas ninguém resiste a uma série de cinco acidentes em casa...


***

8 de março

1. Com o devido agradecimento, fica aqui o link para a homenagem que eu recebi do nosso amigo calabrês do Oriente.

2. O horário das 21h45 foi bom pelo menos uma vez, ontem. Pude passar parte do meu aniversário dentro de um estádio de futebol pela quinta vez nos últimos oito anos. Foi a quarta vez no Palestra.

05 março 2007

Edmundo, o Animal. Sempre!


Não foram poucas as vezes em que escrevi aqui sobre Edmundo. Sempre o defendi. Não apenas por ser quem é, mas pelo que vem jogando neste saudável retorno ao Parque Antártica. E fico extremamente à vontade para mandar um enorme "CHUPA" a todos os que duvidaram do Animal - o que existe na cabeça dessas pessoas?

23 gols - a 14 do 100° -, algumas grandes atuações, influência positiva sobre o grupo e, acima de tudo, a condição de ídolo. O que mais queriam dele? Que ele fosse o craque genial de 93-95? Que corresse o campo todo? Que fosse capaz de dribles mágicos a cada jogo?

Não, isso já não seria possível. Mas craque é sempre craque.

Edmundo, quase 36, é muito. Um dos maiores que eu vi jogar.

E deu a resposta - outra! - no jogo certo.

Contra o maior rival, clássico decisivo. Dois gols, passe para o terceiro, atuação irrepreensível, broncas nos companheiros, liderança, a faixa de capitão. O jogo.

Não à toa, Edmundo extravasou após marcar o terceiro gol, uma obra de arte, tanto pela finalização quanto pela capacidade de se deslocar em direção ao melhor ponto para o chute.


"EU SOU FODA!", gritou.

Sim, Edmundo, você é.

O que pouca gente percebeu foi o que veio logo depois. Cercado pelos companheiros, o Animal conseguiu se desvencilhar. Apontou o indicador para a arquibancada amarela e, a exemplo do que houvera feito tempos atrás, mandou, em duas sentenças, o ultimato:

"E agora, vai falar o quê? CHUPA, LUIGI!"



***

A melhor das vitórias

Vencer o único e verdadeiro clássico desta cidade é a melhor coisa que pode existir. Seja pela 116ª ou pela 119ª vez - os números divergem -, continuamos à frente. E aumenta a diferença no saldo. Não foi à toa, portanto, a festa que se seguiu ao duelo de ontem à tarde.

Na arquibancada, na rampa, naquele escroto distintivo que terminou o dia quase tão sujo quanto a sua história, na Giovanni, por todos os cantos. Com o trânsito parado, não foram poucos os que descemos do carro para comemorar. Pular pelas ruas, cantar, extravasar. Houve até quem desse cambalhotas pelo asfalto. Nada mais justo...

***


Au, Au, Au, Edmundo é Animal!

02 março 2007

E o torcedor?

O grande clássico desta capital (e do país, por conseqüência) reserva muita coisa para o torcedor que for ao Jd. Leonor no domingo. A começar pelo desrespeito dos organizadores.

Vejam vocês que até agora os responsáveis pelo espetáculo (clubes, PM, FPF, o escambau) não se pronunciaram ainda sobre se haverá venda de ingressos no dia da partida.

Sexta-feira, 16h. Dois dias antes do jogo.

A julgar pelo ocorrido no último clássico, as bilheterias do Jd. Leonor estarão fechadas para o torcedor que chegar depois do almoço. O problema é que poucos sabem disso. E aí, que fique registrado desde agora
, os problemas serão enormes.

Muitos têm apoiado a decisão esdrúxula de não vender ingressos no dia de clássicos. Os argumentos são os mais cretinos possíveis, e não são poucos os jornalistas (sempre eles!) que relacionam bilheterias abertas e violência. Como?

Todo mundo se julga no direito de palpitar. Inclusive aquele jornalista idiota que se gaba de não mais ir aos campos.

E aí eu pergunto: de que importa a opinião destes merdas se o torcedor, aquele que efetivamente sofre para comprar o ingresso, não foi consultado?

***

Vamos, Palmeiras!


14h na praça!

01 março 2007

E esse Pato?

Depois de muito ouvir falar, acabei vendo o gol do tal Alexandre Pato ontem. Gol de craque, jogada plasticamente perfeita e tudo mais. Mas fica a pergunta: é correto chamar o cara de craque?

Confesso que me irrito constantemente com quem eleva à condição de gênio da bola jogadores que mal começaram a aparecer em seus clubes. É o caso agora.

Vejam vocês que ele estreou ontem no Beira-Rio. Estréia! Depois de toda a badalação, foi apenas a primeira vez do cidadão no estádio em que o seu time manda todos os jogos.

Dá pra chamar de craque?

Pelo sim, pelo não, o cara é um fenômeno. Pois é o primeiro a se consagrar craque com um único jogo, aquele do Parque Antártica.


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FALTAM 8!