30 setembro 2012

Ao interior, palestrinos!
















O Pacaembu pulsou como se fosse o bom e velho Palestra - e não há exagero nesta frase, 30 mil almas lá estiveram para atestar o que escrevo agora. A torcida abraçou o time, como já fizera nos jogos anteriores. A massa esqueceu que era sábado à noite, que fazia frio, que a situação inspira cuidados especiais. Ou, melhor dizendo, lembrou desse último detalhe e se fez presente. De corpo e alma. E aí, tanta gente reunida em nome de uma causa, o clima foi propício para uma vitória que nos fortalece para seguirmos "em casa" mesmo no longo exílio que vem pela frente.

A noite de sábado teve um clima também de despedida, de quem sabe que agora será preciso lutar não apenas no estádio dos adversários (Jd. Leonor, Recife, Salvador, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Santos), mas também em nova(s) casa(s) em substituição à cancha municipal. Não vai ser fácil, perdemos um pouco da nossa força, mas lutaremos mesmo assim. Seja lá onde forem os nossos próximos quatro mandos de campo. Viajaremos e lutaremos para voltar para casa com as vitórias que haverão de evitar o pior.

Sim, ainda falta muito - muito mesmo! -, a situação continua terrível, mas devemos continuar abraçando o time. Que as canchas do interior nos recebam bem, que o torcedor de Araraquara (ou das outras possíveis cidades, quaisquer que sejam) faça a sua parte também, e que o time corresponda em campo

Ao interior, palestrinos!

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_Ainda não é hora de pensar em 2013, mas eu gostaria apenas de registrar que uma noite como a de ontem evidencia que temos estádio para disputar a Libertadores que está por vir. Com a casa cheia e com a torcida focada, o Pacaembu pode ser o que o Palestra sempre foi.

_Time completamente reserva na terça, por favor!

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A.C.A.B.

















O grande Gabriel Uchida, responsável pelas duas fotos do post, foi testemunha de mais um massacre cometido pelos bravos, valorosos e destemidos homens do 2º BP Choque contra a torcida do Palmeiras. Como já virou rotina, o Choque desistiu de apenas entrar em confrontos com a organizada; agora, a corporação ataca o torcedor "comum" mesmo, o povão, o sujeito que busca apenas e tão somente incentivar o clube. Mulheres, crianças, famílias, ninguém escapa da fúria dos educados, diligentes e dignos homens que recebem salário às nossas custas. O relato do Uchida deve ser conferido aqui.

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DIRETAS JÁ!

O post entra ao longo da segunda-feira, mas já fica aqui a convocação: a partir das 18h no CT!

26 setembro 2012

O país do futebol?, edição extra

O título do post, vocês verão, nem tem muita relação com o conteúdo. Mas é que às vezes fico a pensar em retomar a série "O país do futebol?", em cartaz neste blog durante todo o ano de 2011, com 40 capítulos devidamente indicados aí na barra lateral. Acontece que falta o tempo necessário para tal empreitada - a ausência de posts tem a ver com isso - e, acredito eu, a mensagem foi transmitida ao longo de "287 vídeos e 12 fotos de 55 países diferentes" (confiram aqui o resumo da série).

Pois bem, a ideia deste post é indicar três materiais completamente distintos, mas todos eles necessários e relevantes para os propósitos deste blog. Enquanto os dois primeiros são mais pontuais, o terceiro é bastante revelador do que estão fazendo com o futebol.

Vamos lá:

-1. Por ocasião da minha maratona de futebol em Buenos Aires, que resultou nesta matéria da Placar e depois neste guia, muita gente não entendeu o que me levou a abrir mão de jogos da primeira divisão para ver uma partida do Nueva Chicago, da terceira. Eu tentei explicar algumas vezes já, inclusive nos capítulos 2 e 26 da série, mas só se entende mesmo depois de conhecer in loco a hinchada de Mataderos. Agora é o caso de recomendar uma situação que não necessariamente diz respeito à torcida, mas sim aos jogadores.

O jogo em questão é Sarmiento 1-0 Nueva Chicago, pela Nacional B, a segunda divisão da Argentina. Um torcedor do Sarmiento invade o campo e, situação comum por lá, tenta tomar uma faixa da torcida visitante. O resto pode ser visto abaixo:

 

Pergunto: alguém aí consegue imaginar os vagabundos jogadores brasileiros fazendo isso?

E já que o tema é Nueva Chicago, me sinto obrigado a compartilhar outro vídeo recente, com os imperdíveis minutos finais de Chacarita 1-1 Nueva Chicago, o duelo que, poucos meses atrás, selou o acesso do clube de Mataderos para a divisão superior:




-2. Não há imagens disponíveis ainda, mas a notícia é esta aqui: "Cerca de mil torcedores do time egípcio Al-Ahly invadiram nesta terça-feira estúdios de televisão situados nos arredores de Cairo para protestar contra comentaristas esportivos que costumam criticá-los.". Sei lá, vou evitar comentários adicionais, mas os leitores mais atentos deste blog sabem bem o que eu penso da situação toda. E, no caso específico do Egito, há um componente político que torna tudo mais complexo.


-3. Hillsborough. Se existe hoje a aberração que conhecemos como "futebol moderno", muito se deve à tragédia ocorrida no estádio de Hillsborough, em Sheffield. 23 anos depois, a fraude veio à tona - e ganhou destaque no mundo todo. Mais não vou escrever, porque houve quem fizesse isso com mais propriedade e competência. Em sendo assim, vou recomendar alguns textos que devem ser lidos por todos aqueles que vivem o futebol de verdade. São estes:

"Fraude no episódio que mudou a face do futebol mundial", por Irlan Simões no blog Outras Palavras

"Hillsborough", texto de Kennet Maxwell na Folha de S.Paulo

"Hillsborough papers: Cameron apology over 'double injustice'" e "Hillsborough disaster and its aftermath", ambos textos muito elucidativos da BBC (em Inglês)

"The full story of Hillsborough may finally be told", de um blog esportivo do The Guardian (também em Inglês)

Enfim, cuidado com o que sai na imprensa esportiva (em especial quando se trata torcidas e estádios). E cuidado com aqueles que querem transformar o futebol em algo que está longe de ser a vocação do esporte popular.

Segue o jogo.

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Créditos: Ivan Bianchin (que me mandou o vídeo do Nueva Chicago), Beto - J.H. Venturini (que me passou o link dos ultras egípcios) e Ademir Castelari e Caio Filardi (que me fizeram parar para indicar aos leitores a indispensável história de Hillsborough).

20 setembro 2012

Há 70 anos...
















70 anos da Arrancada Heróica. Dia histórico, dia do qual devemos nos orgulhar para todo o sempre, dia que sintetiza o espírito guerreiro que nos fez superar tantas e tantas adversidades para transformar o Palestra/Palmeiras em Campeão do Século XX. Dia que nos lembra também do que perdemos ao longo das décadas, com um gigante ficando refém das mentes pequenas de dirigentes que se tornam ainda mais inexpressivos e repugnantes diante da grandiosidade dos homens que, no ano da glória de 1942, fizeram o imortal Palestra Italia escrever a mais bela página da história do futebol brasileiro.

Que o espírito de Adalberto Mendes nos acompanhe! Que o ano de 1942 seja lembrado para todo o sempre! Avanti, Palestra!

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O site do Palmeiras traz um bastante competente relato do que foi a Arrancada Heróica. Confiram lá para entender um pouco melhor o que foram aqueles meses agitados que marcaram a nossa história.

Melhor ainda: se o mercado editorial não é lá muito generoso quando se trata de futebol, eis que os 70 anos da Arrancada Heróica haverão de nos presentear com duas obras imprescindíveis para todo e qualquer palmeirense que se preze.

O primeiro livro é do monstruoso Fernando Galuppo, meu grande amigo e padrinho, abnegado historiador e autor de outros três livros sobre a história do alviverde imponente. Detalhes podem ser encontrados lá no site do Palmeiras (no mesmo link informado acima) e aqui eu deixo uma imagem da capa:

























O segundo livro é de outro renomado palestrino, o Celso de Campos Jr., autor das biografias do eterno São Marcos de Palestra Italia (meus comentários sobre o livro estão aqui) e do não menos imortal Adoniran Barbosa (que é uma verdadeira aula sobre a cultura popular deste país). Para ilustrar o livro do Celso, eis aqui o book trailer:

 

18 setembro 2012

Resistência













Não tenho informações sobre a imagem acima - é daquelas tantas que circulam pelas redes sociais, órfãs de tudo. Não sei de onde é, nem a época, nem o que estava em jogo.  Detalhes, apenas detalhes. O que importa, senhores, é a mensagem. O que importa é a conduta. O que importa é o futebol. E só o futebol!

O dia seguinte ao dérbi ficou marcado pela reação comum aos hipócritas propagadores do discurso pacifista e politicamente correto. Palavras de ordem, as mesmas de sempre, se fizeram ouvir, saídas das bocas de gente que nunca antes colocou os pés em uma arquibancada: "marginais", "vândalos", "lamentável", "não são torcedores...", "bandidos" etc. e tal.

Pois o torcedor de arquibancada lamentaria ver uma torcida sem reação diante de tudo o que estamos vivendo e do que aconteceu.

Não vou aqui entrar em detalhes. Não vou narrar o que vi, o que vivi, o que senti. Não vou também gritar palavras de ordem, não vou fazer análises pontuais de nada, não vou dizer sequer o que penso de certas situações - é melhor assim, acreditem.

Em sua época, o sujeito da foto acima deve ter sido chamado de marginal e o escambau. Pouco importa; ele contribuiu para que o futebol resistisse até hoje. Os críticos de então são os mesmos de agora, e continuam não indo aos estádios. Aí é com a gente.

O discurso pacifista compete aos que não entendem, não vivem e não sentem o futebol. Fiquem com o meu desprezo. Seguimos na luta. Se algo se colocar entre o Palmeiras (ou o futebol como um todo) e nós, faremos a nossa parte. Doa a quem doer.

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Se fiquei o dia todo sem escrever, não foi apenas porque incapaz de produzir um post à altura do blog, mas essencialmente porque a situação exigia um mínimo de ponderação.

Não que tenha sido de alguma valia, mas provavelmente tempo algum será suficiente para apagar o que vivemos não apenas ontem, mas em parte fundamental de todas as outras 14 derrotas que nos atiram na quase irreversível situação atual.

Sei que muitos entraram aqui atrás de alguma palavra de conforto, de algum sinal de esperança, de algo que pudesse ao menos aplacar a dor. Tanta coisa precisa ser dita, mas chegamos a um nível tal de desesperança que já não consigo transformar em palavras o que sentimos. Peço desculpas, mas tudo o que consegui agora foi este desabafo vazio.

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Registro para a posteridade:

















Bem sei que a resolução da foto é baixa, mas o ângulo era privilegiado e só o que faltou foi a câmera do Gabriel Uchida, aquele do Foto Torcida. De novo: vale pela mensagem.

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A imprensa insiste com o argumento habitual, de que "os erros acontecem para todos os lados, e se anulam no final". Sim, sabemos. Haverá ainda uma parcela a dizer que a culpa é das falhas individuais na defesa, da falta de planejamento, da diretoria etc. Sim, é tudo verdade. Mas desconsiderar os erros da arbitragem e buscar motivos outros denota a falta de caráter dos envolvidos. Para uns e outros, canalhas na mesma medida, mais um registro necessário:

























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_De modo geral, parabéns à torcida pela presença no clássico: os quase 25 mil pagantes são um público aceitável considerando a situação toda e a média recente do clássico. Lembro ainda que o jogo do turno, com mando do adversário, teve menos de 18 mil pagantes.

_E, mais do que isso, a torcida apoiou além do esperado.

_Parabéns especial a muitos dos que estivemos no Pacaembu na tarde deste domingo. O futebol vive enquanto certas atitudes continuarem.

_Jogador de futebol é lixo. Quase todos, exceções raríssimas se esvaindo a cada ano que passa. Mas uns são mais lixos que outros e aí já não podemos nem considerá-los seres humanos. Terão o destino que merecem. Cedo ou tarde, mas terão. O futebol e a vida se encarregam disso.

17 setembro 2012

Só para registrar...

... que não vai ter post sobre o que vivemos ontem. Peço desculpas, mas é melhor assim, acreditem. O que tiver de ser feito será feito nos estádios, no clube ou onde mais for necessário.

13 setembro 2012

Com dor no coração

















Dói.

A sensação é a de enterrar parte importante da nossa história para acobertar a completa inaptidão dos dirigentes hoje à frente do clube e a vagabundagem escancarada de quase todo o grupo de jogadores. Talvez nunca consigamos entender exatamente o que ocorreu nos dois meses entre o título invicto da Copa do Brasil e a desolação de um rebaixamento que se concretiza muito antes do que seria possível supor. É fato que Scolari tem lá sua parcela de culpa, seus muitos erros e imperfeições e até mesmo doses exacerbadas de uma teimosia que só fez complicar as coisas, mas dói mesmo assim. Ou talvez por isso mesmo.

A não ser por respeito, admiração e apego sentimental, eu não teria agora como encontrar argumentos que justificassem a manutenção do treinador - uma tentativa de defesa subjetiva seria soterrada por números, decisões e fatos que não são assim tão isolados.

Mas dói. Talvez por constatar que, exceção feita a algumas poucas noites inesquecíveis no Pacaembu, em Porto Alegre, em Barueri e em Curitiba, as coisas não aconteceram como queríamos, gostaríamos e esperávamos. Nós e ele. Dói porque os números estão aí. Dói porque chegamos à situação atual juntos. Dói porque a relação se desgastou além do aceitável.

Dói porque se sacrifica um ídolo em uma vã tentativa de salvar alguns que parecem que não querem ser salvos.

Dói porque ontem, na melancólica e soturna noite que vivemos no estádio de uma das grandes noites felipônicas (21.04.1999), Scolari e Felipão se despediram amargamente do Palmeiras e de sua torcida.

Scolari deixou o campo às turras com parte da torcida em São Januário, vitimado também por seus próprios erros. Felipão, em silêncio, passou em frente aos poucos que lá estivemos e seguiu para nunca mais retornar.

Em meio ao sofrimento de ver o Palmeiras desmoronar, olhei para aquele homem pela última vez com o nosso agasalho. Ele seguiu em frente, sem olhar de volta. E sem volta também.

Dói.

Dadas as circunstâncias todas, sua saída não parece ser exatamente uma opção condenável ou execrável. Mas tende a ser inócua, pois provavelmente atrasada e por não haver margem de manobra para revolucionar um cenário desolador. Vencedores podem virar vagabundos de uma hora para a outra (como aconteceu), mas o contrário não é assim tão simples.

Com a saída de Scolari, apela-se para uma última cartada, para uma tentativa final, desesperada e possivelmente atrasada de evitar uma derrocada que tem se tornado comum na história do Palmeiras.

Com a saída de Felipão, no entanto, perdemos muito da nossa identidade. Perdemos o contato com aquele que era provavelmente o último ídolo possível nesses tempos tão modernos. Perdemos uma referência. Perdemos um escudo. Perdemos um pouco da nossa história. Perdemos muito do que somos.

Ocaso

Segundo tempo, jogo definido. O camisa 45 de verde vem bater o escanteio. Perto da (pequena) torcida visitante. Ninguém é poupado dos xingamentos. Muito menos ele. Cobrança feita. Pelo chão. Bola devolvida. Outro escanteio. De novo o camisa 45. "Quem é esse cara?". Cobrança ainda mais rasteira. Bola afastada. Vergonhoso.

Enquanto assistia a isso tudo já sem conseguir reagir, apoiar ou xingar quem quer que fosse, me dei conta que não havia mais de onde tirar forças. Se passei o primeiro tempo a cantar e incentivar o bando que vestia a nossa camisa, me sinto no dever de confessar que, atônito e sem reconhecer em campo o gigante Palmeiras, assisti ao segundo tempo desabado no alto da arquibancada de São Januário, em uma triste contemplação do cenário:

Em campo, presumo que vimos todos, da arquibancada ou pela TV, o mesmo cenário de caos e desesperança. Entre as quatro linhas e a arquibancada, atrás do gol (como só acontece em São Januário), o treinador que nos levou ao título mais importante da história era ofendido sem qualquer pudor - isso é uma constatação, não um julgamento. Reagia às ofensas sem muita convicção. Caminhava a passos já irreversíveis rumo ao ocaso. Junto - para o bem e para o mal - com o clube que o tem como um ídolo.

O tremular das bandeiras da organizada contrastava com o grito que era entoado sem qualquer distinção contra todos os que estavam no gramado. Uma cena que já vimos tantas e tantas vezes, mas que pareceu ainda mais grave na noite que passou, em se tratando do que se avizinha. Acabamos de completar dois meses do título de uma Copa do Brasil que, de maneira justa, pareceu ser maior do que é.

Dois meses... Do céu ao inferno. O preço que pagamos por esse título parece ser por demais elevado. E injusto. Mas não vejo muito como evitar essa fatura...

Até domingo! Só não sei como...

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Escrevi essas poucas e tortas linhas no ônibus mesmo, em uma viagem do Rio a SP que foi longa como nunca antes: mais que depois de perdermos o título do BR-1997, mais do que nas duas derrotas para Fluminense (0-1, aquele) e Botafogo (1-2) que simbolizam a derrocada do time de 2009, mais do que nos 2-5 para o Flamengo em 2008. Peço desculpas, portanto, se a coisa parecer por demais pessimista, mas não tem como ser diferente.

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_Público pagante em São Januário: 1.996. Público não pagante: 1.908. Público total: 3.904. Gosto do Vasco e tudo, mas não tem como levar isso a sério...

_Querem mais números apocalípticos? Caímos em 2002 com 27 pontos em 25 jogos. Se vencermos o clássico no domingo - se! -, chegaremos a 23 pontos nos mesmos 25 jogos.

11 setembro 2012

Palestra Itália, 1994

Precisamos vencer todos os sete jogos em casa, certo?

Pois bem, em meio ao pessimismo que invariavelmente toma conta de parte da torcida, gostaria de compartilhar um material que pode não servir para efeito de comparativo com a situação atual, mas vale como inspiração para o desafio que está por vir.

1994 foi provavelmente o melhor ano da história do Palmeiras. Não apenas pelos dois campeonatos conquistados de maneira brilhante e porque tínhamos time e elenco inigualáveis, mas porque as campanhas que nos levaram ao Paulista e ao Brasileiro foram repletas de jogos inesquecíveis. E, salvo engano, foi também o ano em que o Palmeiras teve a melhor campanha possível como mandante, fossem os jogos no Palestra ou no Pacaembu. Vejamos:

1994 - jogos oficiais no estádio Palestra Italia

02.02 Palmeiras 5-0 Ponte Preta/SP - 12.897 - Paulista
10.02 Palmeiras 1-1 União São João/SP - 24.215 - Paulista
12.02 Palmeiras 4-0 Portuguesa/SP - 19.737 - Paulista
23.02 Palmeiras 2-0 Novorizontino/SP - 14.410 - Paulista
25.02 Palmeiras 5-2 4 de Julho/PI - 1.297 - Copa do Brasil
02.03 Palmeiras 2-0 Cruzeiro/MG - 5.506 - Libertadores
09.03 Palmeiras 6-1 Boca Juniors/ARG - 18.285 - Libertadores
11.03 Palmeiras 2-0 Santo André/SP - 6.584 - Paulista
15.03 Palmeiras 1-1 Rio Branco/SP - 8.918 - Paulista
01.04 Palmeiras 4-2 Guarani/SP - 21.129 - Paulista
07.04 Palmeiras 4-1 Vélez Sarsfield/ARG - 4.773 - Libertadores
12.04 Palmeiras 6-0 Bragantino/SP - 8.650 - Paulista
14.04 Palmeiras 2-1 Ferroviária/SP - 12.873 - Paulista
17.04 Palmeiras 1-0 América/SP - 30.173 - Paulista
06.05 Palmeiras 3-2 Mogi Mirim/SP - 14.791 - Paulista
08.05 Palmeiras 1-0 Ituano/SP - 27.824 - Paulista
21.05 Palmeiras 1-0 Santos/SP - 4.593 - Torneio Brasil/Italia
22.05 Palmeiras 3-0 Lazio/ITA - 6.074 - Torneio Brasil/Italia
29.05 Palmeiras 1-1 Ceará/CE - 5.316 - Copa do Brasil
09.06 Palmeiras 2-2 La Coruña/ESP - 397 - amistoso
14.08 Palmeiras 4-1 Paraná/PR - 13.530 - Brasileiro
24.08 Palmeiras 5-1 União São João/SP - 6.954 - Brasileiro
27.08 Palmeiras 1-0 Fluminense/RJ - 22.243 - Brasileiro
11.09 Palmeiras 1-0 Internacional/RS - 22.340 - Brasileiro
18.09 Palmeiras 4-1 Náutico/PE - 18.102 - Brasileiro
01.10 Palmeiras 1-0 Ixpót/PE - 21.174 - Brasileiro
08.10 Palmeiras 1-0 Paraná/PR - 19.362 - Brasileiro
19.10 Palmeiras 2-0 Santos/SP - 20.611 - Brasileiro
26.10 Palmeiras 1-0 Botafogo/RJ - 7.441 - Brasileiro
02.11 Palmeiras 0-1 Guarani/SP - 10.587 - Brasileiro
20.11 Palmeiras 3-0 Vasco/RJ - 11.486 - Brasileiro
23.11 Palmeiras 1-1 Internacional/RS - 4.268 - Brasileiro

Campanha no Palestra
32 jogos
26 vitórias
5 empates
1 derrota
80 gols pró (2,5 por jogo)
19 gols contra (0,59 por jogo)
Aproveitamento: 89,06% (a vitória valia dois pontos)

Detalhe: a única derrota (0-1 para o Guarani, gol de Amoroso) não teve consequência alguma, uma vez que o time já estava classificado para a fase decisiva.

Aí virão os mal intencionados dizer que agora não temos mais o Palestra e que o Pacaembu é... (me recuso a reproduzir a tese dos canalhas). Pois o Palmeiras mandou uma série de jogos na cancha municipal, todos clássicos ou jogos decisivos, e então a campanha fica ainda mais sólida se considerarmos estes duelos. Vejamos:

1994 - jogos disputados no Pacaembu (mandante ou visitante)

06.03 Santos/SP 1-4 Palmeiras - 23.528 - Paulista
03.04 Palmeiras 1-1 Santos/SP - 27.796 - Paulista
27.04 Palmeiras 0-0 SPFW/SP - 17.286 - Libertadores
15.05 Palmeiras 2-1 SCCP/SP - 27.788 - Paulista
03.12 Palmeiras 2-1 Bahia/BA - 23.372 - Brasileiro
08.12 Palmeiras 3-1 Guarani/SP - 43.142 - Brasileiro
15.12 SCCP/SP 1-3 Palmeiras - 36.409 - Brasileiro
18.12 Palmeiras 1-1 SCCP/SP - 35.217 - Brasileiro

Campanha no Pacaembu
8 jogos
5 vitórias
3 empates
16 gols pró (2 por jogo)
7 gols contra (0,87 por jogo)
Aproveitamento: 81,20% (a vitória valia dois pontos)

Campanha total (Palestra + Pacaembu)
40 jogos
31 vitórias
8 empates
1 derrota
96 gols pró (2,4 por jogo)
26 gols contra (0,65 por jogo)
Aproveitamento: 81,20% (a vitória valia dois pontos)

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Há ainda três jogos que não entram nesse cômputo, uma vez que disputados por um torneio amistoso, na pré-temporada entre a Copa do Mundo/1994 e o Brasileiro. Um detalhe me leva a não incluir essas partidas na lista: os dois primeiros jogos, em uma sexta-feira à noite, tiveram duração de 45 minutos cada um (20 x 25). Ei-los aqui:

05.08 Palmeiras 3-1 Videoton Parmalat/HUN - n/d - Torneio Parmalat
05.08 Palmeiras 2-0 Audax Italiano/CHI - n/d - Torneio Parmalat
07.08 Palmeiras 1(3)-1 (4) Peñarol/URU - 3.502 - Torneio Parmalat

Se essas partidas entrassem na conta, teríamos uma única derrota em 35 jogos no Palestra ao longo do ano (ou 43 na soma de Palestra e Pacaembu). É notável.

10 setembro 2012

Ainda é só com a gente!

O desespero parece inevitável, eu sei, mas de nada vai adiantar. Temos 15 jogos pela frente (sete em casa e oito fora) e precisamos de algo entre oito e nove vitórias para escapar matematicamente da tragédia. Entendo que a tese defendida pelo Verdazzo é bem consistente: precisamos basicamente vencer todos os jogos no Pacaembu – e mais alguns pontos em outras canchas. De nada adianta agora lamentar mais uma derrota acachapante mesmo jogando bem durante a maior parte do jogo, tampouco os improváveis triunfos daqueles que parecem ser nossos rivais diretos na luta contra o descenso. Adianta, isso sim, lembrar aos senhores que já estão à venda (por R$ 20!) os ingressos para a batalha do próximo domingo. O que fizemos contra o Ixpót/PE não deve ser esquecido. Precisamos manter aquele espírito. Precisamos transformar a cancha municipal em um inferno para todos os times que vierem nos desafiar. Precisamos fazer a diferença dentro de casa – porque está bem difícil fora. Não é hora de desistir. Aliás, nunca é. Seguimos na luta.

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Antes mesmo da batalha de domingo, estarei em São Januário na quarta. Convido todos os demais que tiverem condições de ir até lá para empurrar o Palmeiras, até porque o preço da passagem aérea está bem em conta. Se o Bahia fez o que fez, temos de correr atrás dos mesmos três pontos no Rio. Nada menos que isso interessa.

07 setembro 2012

Missão cumprida (1 de 17)

"Coloquem em um campo de futebol 11 jogadores do Coritiba Ixpót - quaisquer que sejam - e 11 camisas alviverdes com um P no peito, e o Palmeiras não apenas será sempre favorito, como também haverá de prevalecer. Só as camisas em campo, nada mais sendo necessário. Só precisamos delas. Porque de um lado estarão 11 camisas de um gigante e do outro estará um time pequeno de merda."

Basta entrarmos em campo com este espírito e a camisa alviverde haverá de fazer o restante. Assim será mesmo diante de outro grande, e ainda mais quando nos depararmos com um insignificante Ixpót/PE. O Pacaembu viveu nesta quinta-feira, véspera de feriado, uma noite de arrancada sim, mas, acima de tudo, de reencontro. Reencontro de um time com seu torcedor, de um clube com sua gente, de uma camisa com sua vocação. Foi uma noite de resgate, pois começamos a luta para manter o gigante em seu lugar.

O povo se fez presente na cancha municipal. Desde cedo, a metrópole já vivia o clima de decisão fora de hora, inflado por uma torcida que entendeu que era chegado o momento de abraçar o time - e ressalte-se o papel da direção, consciente de que não mais seria possível manter os ingressos com preços tão elevados. Ao contrário de outras decisões, a atmosfera não era de festa ou de expectativa - nem poderia ser. Tampouco se via tensão ou medo no semblante dos quase 30 mil que lá estivemos. Havia, isso sim, uma sede de vingança, de fazer a diferença de fora para dentro, de colocar tudo no devido lugar. 

Tivemos 30 mil vozes e almas nas trincheiras, e qualquer um que viesse a campo seria capaz de sentir o clima favorável. O time veio a campo como deveria vir em todos os jogos: de camisa verde, o P de Palmeiras tomando a dianteira. Nomes de jogadores pouco importavam; a diferença viria na entrega, no espírito de luta, na vontade de fazer tudo diferente.

E assim foi...

...

O time entrou colocando pressão total para cima de um encurralado adversário. Toques rápidos, amplo domínio das ações, à espera de uma jogada inspirada para soltar o grito preso na garganta. Passe pelo meio da zaga. O camisa 21 entra livre. Sai o goleiro. Chute colocado, preciso, certeiro. Ou quase. Caprichosa, a bola beija a trave. Mãos na cabeça, nervosismo, tensão acumulada. Mais uma troca de passes dentro da área adversária. Chute seco, à meia altura. O goleiro se estica e evita o gol. PQP! Falta para os caras. Desvio de cabeça. Defesa providencial. Intervalo. "Um gol, pelo amor de Deus!"

Volta o time. A torcida segue junto. Canta, vibra, quer levar o time nas costas. Vem o tiro de fora da área. O goleiro aceita. Gol! Enfim. Aí o pobre diabo que um dia vestiu a camisa alviverde acerta um chute impossível. Faz graça, pensa que é gente. Volta a ser o lixo que é quase no lance seguinte. Para nova explosão em verde e branco no Pacaembu. Gol! E outro mais viria, para sacramentar a vitória e colocar o Ixpót em seu devido lugar.

...

O time representou, senhores. Entrou em campo com outra disposição, construiu a vitória com enorme solidez, mostrou que temos totais condições de evitar o pior. Mas a vitória de ontem, mais do que tudo, pertence ao palmeirense. Parabéns a todos os que fomos à cancha municipal e jogamos com o time. Parabéns pelo apoio incondicional. A vitória é nossa. E é com esse espírito que devemos seguir lutando para evitar o pior. Avanti!

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_O imbecil que anotou o gol do Ixpót/PE é um dos maiores lixos que já vestiram a camisa do Palmeiras. E continuará sendo assim para todo o sempre.

_Infelizmente não conseguirei estar em BH neste domingo (até por isso já garanti presença no jogo contra o Cruzeiro, no turno). Mas as passagens já estão garantidas para outra batalha importantíssima, na próxima quarta-feira em São Januário. É a Operação Resgate!

_Ingresso garantido também para a guerra do próximo domingo!

06 setembro 2012

Arrancada



Palestrinos,

A parada é com a gente! Não importam os nomes ou mesmo a conduta dos 11 que, ainda que sem fazer por onde, terão a honra de vestir o verde de milhões pelo Brasil. Não importam os inaptos que nos colocaram hoje nessa situação. Não importam aqueles que nos prejudicaram nessa caminhada, tampouco os obstáculos enfrentados. Só o que importa é que o gigante Palestra vai a campo. E nós vamos com ele. Devemos relevar todo o resto por 90 minutos hoje à noite e depois pelos 1.440 que ainda virão. A camisa verde vai a campo e a torcida, como sempre foi, precisa ir a campo também.

Setembro começou e, com ele, aproxima-se o dia em que comemoramos 70 anos da Arrancada Heróica (e não há Acordo Ortográfico que me faça tirar daqui este acento). O feito mais grandioso de nossa história precisa ser honrado. Os tempos são outros, e, se os homens que estão lá dentro não se colocam à altura de um Ragognetti ou de um Adalberto Mendes, eis que a torcida precisa fazer isso. Com alma e coração.

Cabe a cada um de nós a tarefa de resgatar o Palmeiras. Temos mais oito jogos em casa e nove fora (sendo um aqui em SP mesmo, um em Santos, dois no Rio e mais Florianópolis, BH, Porto Alegre, Recife e Salvador). Aos que têm a dignidade de seguir lutando na hora em que a batalha parece um tanto mais árdua, me sinto no dever apenas de pedir que continuem assim. Lutemos do início ao fim. Cantemos, vibremos, pressionemos. Empurremos o Palmeiras à vitória. Aos demais, o pedido é o mesmo. Vale o sacrifício. Ou isso ou todos, os que lutamos e os que não lutam, haveremos de lamentar no final. Lutemos, portanto.

Que entre em campo a alma do grande Palestra Italia. Que a camisa se faça mais forte do que tudo. Que todos os títulos, vitórias e batalhas que nos fizeram chegar até aqui nos fortaleçam. Que a vida do pequeno de hoje - e de todos os que vierem até aqui nos desafiar - seja um inferno.

À cancha municipal, senhores! Temos a primeira de muitas batalhas pela frente! À arrancada!

04 setembro 2012

Resistiremos em pé!

O ano era 2007 e foi dito aqui que a Copa do Mundo de 2014 seria o atestado de óbito do futebol brasileiro. Teve gente que não entendeu, uns me chamaram de apocalíptico, outros disseram coisa pior. O tempo passou, o Maracanã foi assassinado com requintes de crueldade, tomaram de assalto todos os outros principais estádios deste país, inventaram mais um com dinheiro do povo para um clube se vangloriar no futuro, deram à bola da Copa um nome que não encontra respaldo algum na cultura nacional etc. e tal. Como pano de fundo disso tudo, os velhos decrépitos lá de Zurique mandam e desmandam, impondo o Padrão Fifa como quem chega para civilizar um povo bárbaro.

Ficou claro agora o que eu quero dizer desde então?

Faz tempo que não entro nesse tema - prefiro manter certa distância em nome da minha sanidade -, mas gostaria de dividir com os senhores duas singelas notas que saíram no Painel FC desta segunda-feira, 3 de setembro. Poupá-los-ei de comentários adicionais; as notas são autoexplicativas, por mais que algumas informações aí sejam um tanto quanto contestáveis. Mas deixo com os senhores a tarefa de opinar sobre o que se lê abaixo:

Sentados. Torcedores em pé nas áreas comuns dos estádios de futebol: este é um dos temas discutidos pela Fifa atualmente. As conversas na entidade têm o intuito de eliminar esta prática, comum em diversos estádios brasileiros. 

Referência. Os jogos que mais chamam a atenção da Fifa nesse aspecto são os de campeonatos na Alemanha e na Colômbia. Imagens de partidas nesses países são tidas como referência para que uma regulamentação seja criada a fim de impedir a presença de torcedores em pé.

02 setembro 2012

Questão de caráter

O time é fraco (e tecnicamente incapaz de furar o bloqueio de um rival com um a menos durante todo o jogo), nada parece ajudar, os adversários diretos vencem jogos complicados e o rebaixamento parece cada vez mais palpável. Ponto. Disso todos sabemos e não adianta ficar falando sobre. Adianta, isso sim, seguir apoiando o bando que aí está e torcer para que o espírito que nos levou ao título da Copa do Brasil ressurja antes que seja tarde demais.

Para manter a coerência com o que eu defendo neste blog, eis aqui o que precisa ser dito de agora até a decisão da próxima quinta-feira:

21 de junho, Buraco de Barueri, quarta-feira, 21h. 26.255 pagaram ingresso para ver Palmeiras 1-1 Grêmio/RS. Foi aquela noite de caos no caminho entre SP e Barueri, tempo chuvoso, com muita gente não conseguindo chegar até o estádio e outros tantos sendo barrados pela PM do lado de fora. Repetindo o público: 26.255.

1º de setembro, Pacaembu, sábado, 18h30. 11.586 pagaram ingresso para ver um Palmeiras 0-0 Grêmio/RS que pode ser considerado quase tão decisivo quanto aquele da semifinal da Copa do BR.

Diferença entre os jogos: 15 mil pessoas. E então eu serei direto:

Lembro que os dias anteriores ao Palmeiras-Grêmio da semifinal da Copa do Brasil foram como aqueles dias que antecedem grandes jogos decisivos: um monte de gente atrás de ingressos, ligações e mais ligações, pedidos desesperados... E eu, ainda que tivesse algum ingresso sobrando, não teria resolvido o problema de ninguém que eu reputasse como oportunista.

A explicação está no ridículo público que tivemos sábado na cancha municipal. Vou resumir a situação toda em dois tweets que eu publiquei na última sexta-feira:



















É isso, sem tirar nem por. Direto ao ponto.

Porque nego que foi (ou tentou ir) a Barueri na semifinal da Copa do Brasil e simplesmente não quis ir ao Pacaembu ontem mostrou que quer apenas ver o time ser campeão e não se preocupa em apoiá-lo quando se trata de evitar o pior.

Talvez seja a maioria (a julgar pela diferença de público entre os dois jogos), mas eu não tenho o menor problema em apontar o dedo para quem eventualmente não estiver disposto a evitar que aconteça o pior neste Campeonato Brasileiro/2012.

Teremos na próxima quinta-feira outra final. Será um jogo ainda mais decisivo. E será difícil, complicado e sofrido como tem sido todos os outros. Cabe à torcida fazer a parte dela. Do contrário, seremos todos a lamentar no fim do ano. Os que lutamos e os oportunistas, todos juntos.

Estaremos na cancha municipal os que estamos em todos os jogos. Isso não muda. Aos oportunistas resta tomar uma decisão: ou vocês se omitem como de costume e não colaboram para evitar o pior, ou então tomam vergonha na cara e lutem junto com o Palmeiras.

À batalha, palestrinos! Temos 17 rodadas pela frente. O Palmeiras precisa de nós, e devemos fazer a nossa parte na arquibancada.

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_Reservei meu ingresso ontem e o preço da arquibancada seguia em R$ 40. Me avisaram que hoje o preço mudou, e é verdade: arquibancada a R$ 20 (R$ 10 a meia). Já é uma sinalização positiva vinda da nossa direção. É preciso agora que o torcedor faça a sua parte.

_Passagens compradas para três batalhas essenciais na caminhada que teremos pela frente: Vasco/RJ-Palmeiras, São Januário, 12.09; Bahia/BA-Palmeiras, Pituaçu, 17.10; e Flamengo/RJ-Palmeiras, Engenhão, 18.11. A partida em Salvador, senhores, deve ser o jogo mais importante que teremos de agora até o fim do ano. Será uma verdadeira final.