30 novembro 2011

O país do futebol? (38)

Há países que ainda não apareceram por aqui. Outros, por sua vez, tiveram menos espaço que o necessário, e este capítulo 38 busca reparar algumas injustiças ao trazer uma infinidade de grandes clássicos pelo mundo. O cardápio inclui um total de 11 países: Argentina, Dinamarca, Eslováquia, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Portugal, Romênia e Ucrânia.

Vídeo 1: O grande clássico da Eslováquia opõe ŠK Slovan Bratislava, de Bratislava, e Spartak Trnava, de Trnava. Nada mais justo do que trazer imagens de mais um dos grandes dérbis do leste europeu:


Vídeo 2: Grécia, segunda divisão. Jogo entre OFI Crete, da ilha de Creta, e PAS Giannina, de Ioannina. Festa no estádio e batalha campal fora dele. Vale acompanhar o relato aqui e depois ver o vídeo.


Vídeo 3: Mais um dérbi: Copenhague, na Dinamarca. De um lado, o F.C. København, da capital; de outro, o suburbano Brøndby IF:


Vídeo 4: Diretamente da Romênia, é a vez dos ultras do Rapid Bucuresti, de Bucareste. Prestem atenção na torcida logo no início, porque depois não dá pra ver mais nada.


Vídeo 5: O clássico de Budapeste (Ferencváros-Újpest) é disputado em estádios menores, uma vez que os dois clubes têm canchas pequenas (para 18 e 13 mil torcedores, respectivamente). A capital húngara tem um estádio maior, mas os dois clubes preferem jogar em casa. É justo voltar a este duelo antes de encerrar a série. Tem mais fotos e vídeos aqui.


Vídeo 6: Para não passar em branco pela Holanda (um pequeno grande país que só apareceu uma vez até agora), vamos com um vídeo do principal clássico de lá: Ajax-Feyenoord. Imagens da Amsterdam Arena, casa do Ajax (o Feyenoord é de outra cidade, Roterdam). Não encontrei imagens melhores; se alguém localizar, basta me mandar e eu substituo.


Vídeo 7: Mais um dérbi importante, o de Lisboa, entre Benfica e Sporting. Uma pequena reportagem que traz imagens interessantes do lado externo do Alvalade, a cancha do Sporting, antes e depois de um clássico entre os dois grandes da capital portuguesa:


Vídeo 8: De Lisboa para o norte, até a Porto, sede do terceiro grande de Portugal. Imagens do Estádio do Dragão, antes de uma partida contra o Manchester United pela UCL:


Vídeo 9: O clássico de Birmigham, na Inglaterra, coloca frente a frente os rivais Birmigham City e Aston Villa (um grande que chegou a ser campeão da UCL, mas perdeu força desde os anos 1980). Vamos tratar de um encontro específico, em 2010: o Birmigham venceu a Carling Cup de 2010 contra o Aston Villa e sua torcida invadiu o campo para comemorar bem em frente à torcida rival. Belas imagens...


Vídeo 10: Grande desempenho da hinchada do San Lorenzo em clássico contra o Boca no Nuevo Gasómetro:


Vídeo 11: De Buenos Aires para Rosario, que vive intensamente a rivalidade entre Rosario Central (los canallas) e Newell´s Old Boys (los leprosos). Direto do Coloso del Parque, cancha do NOB:


Vídeo 12: Agora o jogo é no Gigante de Arroyito, casa do Rosario:


Vídeo 13: Final da F.A.I. Cup, a Copa da Irlanda, entre Sligo Rovers e Shelbourne. Recomendo as fotos que estão aqui e o vídeo abaixo. Não é nada espetacular, mas é um material bem editado e que serve ao menos para inserir o futebol irlandês na série.


Vídeo 14: O último encontro entre Dynamo Kyiv (de Kiev) e Shaktar Donetsk (de Donetsk) foi bem movimentado fora de campo. As fotos são melhores que o vídeo.


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_Colaborações: Ivan Bianchin e Vitor Birer.

29 novembro 2011

Os Dez Mandamentos do Futebol

Se você puder, não deixe de comparecer ao Museu do Futebol hoje à noite (a partir das 19h). Vai acontecer isso aqui:



Considere (ou desconsidere, sei lá) as figuras abjetas aí presentes entre os debatedores. Leve em conta que trata-se, como diz o nome, de um evento aberto ao torcedor. E, mais que isso, preste atenção ao fato de um debate no Fórum Aberto dos Torcedores não tem sequer um torcedor entre os debatedores. Como sempre acontece...

Mas o tal debate pretende responder uma pergunta e perguntas ensejam respostas. Portanto, caros debatedores (e que me perdoe o mediador, meu amigo Mauro Beting), eu deixo aqui a resposta: CONSUMIDOR É O CARALHO! Respeitem o torcedor, pulhas!

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Alguém deve estar pensando aí que o título do post não tem nada a ver com o texto. É verdade. Mas é que chega o momento agora de vir com a parte positiva, com os torcedores se dirigindo aos pulhas. E nada melhor que contar com o brilhante texto do historiador (e torcedor) Luiz Antonio Simas, do blog Histórias Brasileiras:

Os Dez Mandamentos do Futebol

E o Deus de pernas tortas, puto da vida com a destruição do templo, entregou ao profeta, em noite de tempestade às margens do caudaloso Rio Maracanã, a tábua com dez recomendações:

1- Nunca chame o craque, sob pena de blasfêmia, de "atleta diferenciado". Guarde o "diferenciado" para adjetivar maratonistas de patinação no gelo ou jovens cantores dos Canarinhos de Petrópolis.

2- O ruim de bola deve ser chamado preferencialmente de cabeça de bagre, pereba e quejandos. Corno e filho da puta se admitem nos momentos mais dramáticos - passe errado, gol perdido, frangaço... Guarde o "atleta limitado" para se referir a alguém que não consegue mais despertar o bilau na hora do vuco-vuco. Atleta, aliás, é quem faz atletismo. Quem joga bola é jogador e ponto.

3- Malditos os que transformam o templo do jogo em "arena multiuso", com ingressos caros, bistrô, loja de conveniência, espaço gourmet e outras babaquices. Futebol se joga em estádios com arquibancadas de madeira, cimento ou com o público confortavelmente instalado em barrancos. Árvores frondosas também são permitidas nos campos, desde que, nos dias de grande público, se transformem em camarotes reversíveis.

4- Jogador reserva não é "peça de reposição". A expressão - queridinha de técnicos e comentaristas - é mais adequada para se referir a escravos comprados no Brasil colonial, comumente conhecidos como peças. Admite-se também o uso em oficinas de automóveis. Um cabo de embreagem é um bom exemplo de peça de reposição.

5- Que a danação seja eterna para os que entregam taças em teatros, com jogadores e dirigentes de terno e gravata e a apresentação de atores globais que não sabem a diferença entre uma bola e uma ogiva nuclear. Taça se entrega no campo. Só será admitido fazer isso no dia em que a cerimônia de entrega do Oscar for no estádio Ítalo Del Cima, em Campo Grande.

6- É direito sagrado do torcedor invadir o campo para comemorar a conquista do clube.

7- Pai e mãe serão honrados. Abre-se uma exceção para a genitora de Sua senhoria, o juiz da partida. Recomendo aos que não querem ouvir palavrões no campo que procurem assistir aos funerais de um papa. Os cantos gregorianos são do maior respeito.

8- É direito do torcedor beber nos estádios a água benta que melhor lhe conduzir ao contato com o sagrado. Comércio informal nos arredores - com churrasquinho, cachorro quente, laranja lima e que tais - sempre é benvindo.

9- Não profanarás a camisa do clube com propagandas de cursos de inglês, bancos, funerárias, produtos de limpeza, organismos internacionais de combate à fome ou coisa que o valha.

10- Há que se respeitar o torcedor sobre todas as coisas - e para isso é suficiente não tratá-lo como cliente de empresa de telefonia celular ou platéia de recital de música de câmara.

Amém.

*Luiz Antonio Simas

Sobre o ato de torcer

O imbecil treinador do SCCP extrapolou o direito de falar besteiras em sua última entrevista coletiva. Das duas, uma: ou o sujeito desconhece o significado da palavra "rivalidade" ou deixou transparecer todo o medo de precisar ainda disputar uma última batalha para conquistar o título. A declaração é de uma precariedade tamanha que enseja uma única pergunta: afinal, caro falastrão, você entende que o Palmeiras deveria facilitar a vida do seu rival?

De toda forma, e por falar em imbecis, sinto ser necessário um post que responda aos que se sentem incomodados com o nosso espírito de luta - em geral, são aqueles que pensam ser "torcedores" a partir do Twitter e do Facebook. Não sabem o que é frequentar uma arquibancada e aí apelam para frases supostamente de efeito nessas redes sociais que aglutinam imbecis de ocasião. Coisas como "Eu não preciso torcer para o time dos outros" ou "Eu só torço para o meu time". Não sabem o que é torcer e ousam querer falar sobre. E aí se deixam levar pelo marketing predatório, pelo populismo de fachada e por toda aquela enganação do monopólio do sofrimento.

Aos otários de sofá, cabe dizer que eles não sabem o que é ser torcedor. Porque se querem colocar as coisas nesse parâmetro, aí eu devo dizer que sim, eu não apenas torço pelo meu time, como vou atrás dele onde for para empurrá-lo à vitória. Tanto que estarei na cancha municipal no próximo domingo para encarar o inimigo de frente. Foi assim em TODOS os duelos dos últimos 14 anos e será assim por muito mais tempo.

Porque o clube que eu defendo não vendeu a sua alma. É aquele que não vive sustentado por um esquema sujo com a CBF. É aquele que não tem presidente-gângster. É aquele que não se apoia em aliados podres. É aquele que construiu o seu estádio com o suor dos seus. É aquele que não precisa esconder nenhum episódio de sua história. É aquele que nunca teve ajuda da arbitragem para vencer. É aquele que tem os juízes como inimigos e nunca como aliados. É aquele que não conta com a complacência da mídia esportiva vendida. É aquele que não precisa sugar o dinheiro do povo. É aquele que não compactua com pilantragens do poder público. É aquele que não muda o seu discurso. É aquele que fez de mim alguém disposto a tudo para defender uma causa e uma bandeira. É aquele que me fez entender que só se vive o futebol a partir da arquibancada.

É dia 4! À batalha!

27 novembro 2011

O bem contra o mal




Em SP e no Rio. O bem contra o mal.

A tarde deste domingo foi daquelas que confere sentido àquilo tudo que fazemos em nome do futebol e, mais que isso, em defesa da honra palestrina. A tarde de 27 de novembro de 2011 valeu não apenas pelo que fizemos na cancha municipal, mas pelo que tivemos a partir de outros estádios, todos eles bem longe da zona oeste paulistana. Porque este domingo é o que nos permite chegar ao dia 4 de dezembro podendo lutar contra o inimigo que vendeu sua alma.

Pode até não valer nada - e eu até acredito que não vai mesmo -, mas ao menos estaremos lá, 2.400 guerreiros, prontos para enfrentar o inimigo e lutar até o fim pela nossa honra.

Lutar! É isso que não entendem os babacas que pensam ser torcedores mesmo sem tirar a bunda do sofá. É isso que não entendem os imbecis que ficam aí pagando de "torcedores" de Twitter e Facebook. Escrevem merda atrás de merda sem nunca antes terem tomado chuva no cimento da arquibancada. Vomitam alienação sem saberem qual é a sensação de lutar no estádio. Proclamam algo que não são e que nunca serão.

O que está em jogo não é esse olhar contemplativo de nego que fica querendo se dizer campeão sem ir ao estádio, mas sim a disposição de defender o lado certo de uma batalha entre o bem e o mal.

A rigor, pouco importa para mim o que vai acontecer no próximo domingo. Basta estar lá, na boa e velha cancha municipal, para encarar o inimigo e lutar até o fim. O futebol vale por isso: colocar o ódio para fora, "se reconhecer como minoria e ter de cantar por todos os que não podem estar junto. Ser a voz de milhões de torcedores em um pedaço de cimento isolado por grades e cercado por inimigos. Estar ao lado do time não por acreditar na vitória, mas por saber que precisa estar ao lado dele quando a derrota parece ser o mais provável. Representar uma nação, ser a massa em tão poucos, empurrar o time contra tudo e contra todos."

Domingo é o dia, Palestra! É o dia de lutar contra o populismo de fachada, contra a estrutura podre do futebol brasileiro, contra o inimigo que vendeu sua alma e contra essa gente que adora um sofrimento seletivo! É o dia de lutar pela camisa verde! É o dia de lutar pela nossa história! É dia de ser Palestra!

Lembrem-se, gambás sujos: seremos só 2.400, mas seremos só linha de frente! E aqui é Palestra!

É dia 4! Que honrem a camisa e lutem sem parar!

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_O Palmeiras fez 1-0 no SPFC e foi pouco. Bolas na trave, algumas intervenções precisas do goleiro de hóquei e muitos erros de finalização impediram uma vitória tranquila. O que mais vale, no entanto, é saber que o time se entregou. Foi um time comprometido (assim como já havia sido contra Grêmio, Vasco e Bahia). E caminhamos para terminar o BR-2011 com uma campanha com mais vitórias que derrotas e saldo de gols positivo. Não deixa de ser um alento depois de tanta tragédia para um ano só.

_Com a vitória quase consumada, sobrou emoção nas notícias que vinham dos jogos de Florianópolis e Rio de Janeiro. E tudo terminou com uma festa na arquibancada que traduzia apenas e tão somente o desejo da torcida de poder lutar contra o mal no próximo domingo. Para lavar a alma.

_Acabaram de vez com os clássicos. Se não podemos mais encarar o inimigo do lado de fora, agora sequer conseguimos ouvir o canto que deveria vir do outro lado. Este foi provavelmente o primeiro clássico contra os bichas em que eu não consegui ouvir nenhuma daquelas músicas alienadas. Fez falta, acreditem.

_Público razoável no Pacaembu. Mas a torcida estava muito ao lado do time. Estamos todos de parabéns!

_O Vasco tem um estádio e não pode mandar seu último jogo lá. Queria que os "justiceiros" de plantão explicassem onde está a justiça dos pontos corridos nessa hora?

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_A foto que abre o post, como sempre, é do grande Foto Torcida.

24 novembro 2011

O país do futebol? (37)

A série vai chegando ao fim - lembro que temos apenas mais três capítulos - e sigo tentando aproveitar as muitas e muitas sugestões que recebo dos leitores e dos amigos. Isso explica um pouco o fato de alguns capítulos não terem necessariamente um fio condutor; como já ficou bem claro o que eu queria mostrar desde o início, é o caso agora de apenas trazer mais alguns exemplos relevantes de países onde o futebol é levado a sério. Desta vez vamos de Argentina, Grécia, Italia, País de Gales, Polônia e Turquia.

Vídeo 1: Entre todas as muito boas torcidas polonesas, a do Lech Poznań é a que merece mais destaque. Eles apareceram nos capítulos 1 e 15 e voltam agora. Por causa dessa gente, Poznań entrou no roteiro da minha viagem assim que eu for para a Polônia. Aí estão eles, com uma música clássica dos estádios europeus:


Vídeo 2: Mais Polônia. Desta vez temos um compilado de grandes imagens da torcida do Legia Warsawa (da capital, Varsóvia) - que já apareceu no capítulo 15 da série:

Vídeo 3: A Argentina é, de longe, o país que mais apareceu nesta série. E o vídeo de agora serve para mostrar que o futebol dos hermanos não fica restrito a Buenos Aires. Seguimos para Mendoza, com os barras do Godoy Cruz, em jogo da Libertadores contra a LDU:


Vídeo 4: Turquia. Clássico Galatasaray-Fenerbahce. Um jogo antes, a torcida do Fener havia atirado objetos contra um jogador do rival. Aí veio a resposta. Em grande estilo. Isso é pressão; isso é futebol. Pena que aqui na América do Sul estão tentando acabar com as guerras em jogos decisivos.


Vídeo 5: É verdade que os ultras do Aris já apareceram antes na série (capítulos 19 e 33), mas trata-se sem dúvida alguma de uma torcida diferenciada. Deixo-os agora com um vídeo que mostra a caravana de quase 30 mil deles de Tessalônica até Atenas (mais de 500 km):


Vídeo 6: Um bem recente, ocorrido nesta semana mesmo. Vitória do Napoli sobre o Manchester City (2-1) pela UCL. Como bem definiu o jornalista Mauro Cezar Pereira (ESPN Brasil), foi a vitória do "time com alma" sobre o "time com grana" (o post está aqui). Confiram no vídeo o recebimento da torcida local no San Paolo:


Mais do Napoli: capítulos 1, 18 e 24.





23 novembro 2011

Sobre o ex-camisa 30

Este blog, os senhores devem saber, não dá a mínima importância para vagabundos maus-caráteres, de tal modo que jogadores de futebol são normalmente lembrados apenas pelos números das camisas que vestem - porque só a camisa importa. Mas o vagabundo que vestia a 30 alviverde extrapolou todos os limites do que é ser um mau-caráter. É desnecessário expor aqui toda a cronologia que levou à situação que agora chegou ao fim, mas é válido um último pronunciamento.

O ex-30, em sua derradeira entrevista coletiva ainda como jogador do clube, evidenciou toda a podridão desta categoria de vagabundos que se deixam manipular por vagabundos ainda mais nocivos, os empresários. O ex-30 e o seu empresário se merecem. Cheguei a pensar lá atrás que era o sujo manipulando o inocente. Engano; eles são iguais, e o "atleta" fez de sua entrevista uma oportunidade para destilar ingratidão, indecência, canalhice e estupidez, tudo em doses acima do suportável.

As palavras do vagabundo merecem ser guardadas como um símbolo indelével de como a estrutura do futebol brasileiro está contaminada: depois de tanta besteira proferida por um único imbecil, há ainda quem queira tê-lo em suas fileiras. O ex-30 atacou a si próprio: expôs sua falta de profissionalismo (é engraçado como jogadores depõem contra o profissionalismo exatamente ao evocá-lo), sua personalidade frágil, seu caráter podre e tudo aquilo que viemos a conhecer de perto nesta temporada maldita. Ele não apenas atacou pessoas específicas ou uma única instituição (a S.E. Palmeiras); ele atacou potencialmente todos os clubes de futebol que vier a defender (?) e todos os seus superiores. Que façam bom proveito.

Temos aí uma parcela de culpa, porque fizemos força para repatriar este câncer que viria a nos corroer por dentro. Como culpa também têm aquele clube sujo da Gávea, o seu treinador viciado e a sua presidente-puta. Mas só nós pagamos a conta; é justo esperar que no futuro todos paguem pelo que fizeram. A começar pelo mau-caráter que vestia a camisa 30 e por seu empresário oportunista e presepeiro.

O futebol vai cobrar a fatura.

22 novembro 2011

Aos amigos Galuppo, Finelli e Cazavia

O palmeirense não tem mais direito a sequer um dia de paz. No dia seguinte à primeira vitória em dois meses, deveríamos poder curtir o alívio de não haver mais qualquer risco de descenso. Deveríamos. Mas as pequenas almas que dirigem o Palestra não permitem; eis que a diretoria comandada pelo banana e incompetente Arnaldo Tirone resolveu, em um ato de canalhice exacerbada, demitir profissionais que, a despeito da balbúrdia que é o clube, sempre trabalharam de maneira correta em nome do Palmeiras.

Por que isso? "Motivações políticas". Direto e reto.

Entre os demitidos, permito-me fazer uma referência especial à equipe de assessoria de imprensa do clube, composta por nomes cujo maior pecado era exercer a palestrinidade em sua plenitude.

Aos meus amigos Fernando Galuppo, Fabio Finelli e Marcelo Cazavia, o meu sincero obrigado. Obrigado por todos esses anos defendendo a imagem da instituição SE Palmeiras (mesmo contra os ataques que vêm de dentro). Obrigado pela dedicação, pela palestrinidade, pela dignidade, pela decência, pela honestidade. Obrigado por essas virtudes tão em desuso dentro do clube que amamos. Obrigado, acima de tudo, por serem palmeirenses em uma instituição que não preza mais por isso. Obrigado por entenderem que o Palmeiras pertence não a estas poucas dezenas de velhos carcomidos e indecentes, mas sim a muitos e muitos milhões de torcedores.

Perdem o Palmeiras e o palmeirense. Como sempre.

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_Fernando Galuppo é o maior palestrino que eu conheço. É o melhor amigo que eu tenho e, não à toa, nos conhecemos dentro de um ônibus, o bom e velho Lapa H, já há bem mais de uma década. Galuppo é um abnegado: faz pelo Palmeiras tudo o que pode e o que não pode sem esperar nada em troca. Aos olhos de mentes como Tirone e Frizzo, eis aí um pecado grave.

_Historiador (de todos os esportes) do clube, Galuppo já escreveu três livros sobre o Palmeiras e, entre outras funções, já foi o locutor do saudoso Palestra Italia. No que depender de mim, o alviverde terá um dia uma pessoa como ele na condição de presidente. E tudo o que ele fez até hoje será apenas o início de uma trajetória gloriosa em defesa da nossa história. Obrigado, meu amigo, e seja bem-vindo de volta à arquibancada. À guerra!

_Não quero nem pensar nas consequências da covardia praticada pela dupla Tirone/Frizzo. Se o Palmeiras já tem a imprensa historicamente como inimiga, Finelli, Galuppo, Cazavia e demais membros da equipe eram o escudo que impedia as coisas de serem piores. E faziam isso não por uma troca de favores com quem quer que fosse, mas porque o trabalho era bem executado. Agora, há dois caminhos: ou o Palmeiras retrocede aos anos em que o sapo-boi julgava ser desnecessário ter um assessor de imprensa (quanto amadorismo!) ou vem alguém que, acreditem, dificilmente será capaz de entregar algo à altura de gente que fazia isso por profissionalismo, mas também por amor ao clube.

_Sou jornalista e assessor de imprensa também; fora do blog, trabalho com a comunicação corporativa de grandes empresas, e, amizade à parte, sinto-me bastante à vontade para dizer que a equipe da Libero fazia um trabalho de altíssima qualidade. Um trabalho que conseguiu compensar todo o atraso que vinha desde os tempos em que um clube do tamanho do Palmeiras simplesmente não tinha assessor de imprensa e em que o site oficial era relegado ao último plano. Eles trabalharam arduamente e superaram todos os obstáculos internos para criar uma estrutura decente de atendimento aos jornalistas. Defenderam o Palmeiras, mostraram-se sempre atentos aos safados que se travestem de jornalistas, criaram uma relação cordial com os setoristas do clube. Entenderam as novas mídias, contribuíram para transformar um site obtuso em uma página bastante aceitável, fizeram as devidas atualizações para que a comunicação do clube chegasse a um número cada vez maior de torcedores. Foram além da função de assessores de imprensa - e isso nunca foi bem entendido por mentes doentias.

_O Palmeiras precisa de uma chacina.

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Carta do Galuppo aos "amigos de alma verde":

"Na vida transitória, a gente colhe o que planta. E isso é uma verdade mais que absoluta. Hoje, chega ao fim, mais uma colheita em minha vida. E a recebo com gratidão. Mesmo não sendo aquilo que sonhei, encaro todo esse momento como um grande aprendizado. As provações, nesse ano duro para mim, se multiplicaram em todas as esferas da minha fulgaz existência. Sentimental, familiar, pessoal e também profissional sofreram muitas transformações repentinas. Com elas novos caminhos e desafios. Cresci.
Sinto profundamente ter decepcionado aqueles que em mim confiaram. E a esses, humildemente, peço perdão. Encerrou-se mais uma jornada em minha estrada. Sou grato pelo tempo que aproveitei e por aquele que não aproveitei.
O Palestra Itália-Palmeiras, luz maior da minha existência, passa a ser, a partir de hoje, apenas o que sempre deveria ter sido em minha mente e no meu coração: uma paixão juvenil.
Obrigado pelos bons e maus momentos ali vividos. Entreguei a minha alma e o meu coração por essa bandeira esmeraldina. Não sei se isso foi o suficiente. Mas tenho consciência que fiz o meu melhor. Agora, seguirei meu destino ao lado da massa anônima e barulhenta do nosso Verdão. Discreta e resignadamente, trilharei outros rumos. Torcendo sempre para que o Palmeiras encontre o seu melhor caminho e desejando sorte e sucesso para aqueles que lá seguirão. Pois o Palmeiras é eterno. E assim como meus heróis, Lima, Heitor, Bianco e tantos outros, eu passei.

Fernando Razzo Galuppo
FORZA VERDÃO
22/11/2011"

21 novembro 2011

2011 ainda não acabou



"Poucos sentimentos na vida são tão bons quanto participar ativamente de uma vitória fora de casa. Só entende isso quem já foi visitante contra um estádio lotado, quem já encarou uma multidão na base do grito e do amor pelo clube. Só entende quem deixou a sua cidade e seguiu até a cancha do adversário para arrancar a vitória e trazer três pontos para casa.

Ser visitante é dos maiores prazeres que eu tenho como torcedor. É se reconhecer como minoria e ter de cantar por todos os que não podem estar junto. É ser a voz de milhões de torcedores em um pedaço de cimento isolado por grades e cercado por inimigos. É estar ao lado do time não porque você acredita na vitória, mas porque sabe que precisa estar ao lado dele quando a derrota parece ser o mais provável. É representar uma nação, é ser a massa em tão poucos, é empurrar o time contra tudo e contra todos. É sofrer com a polícia de outro estado, com o cenário adverso, com as pressões e agressões que vêm de todos os lados.

É, em minoria absoluta, calar todo um estádio. Poucas coisas na vida podem ser tão boas quanto silenciar a maioria adversária.

A vitória, quando vem, toma uma proporção enorme, capaz de curar as mágoas de partidas anteriores e de criar ilusões que, por mais que possam cair no jogo seguinte, se sustentam ao menos até a próxima rodada. A volta para casa é repleta de satisfação. É o sentimento de um guerreiro que vai para uma batalha distante e retorna para casa com o inimigo a seus pés. Ninguém pode tirar isso do coração. É ir, vencer, representar todos os amigos e os guerreiros de arquibancada e voltar sabendo que será recebido como um vencedor."

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São tantos os assuntos depois da viagem a Salvador que eu nem sei por onde começar. E o tempo escasso, aliado ao cansaço depois de chegar a SP no meio da madrugada, provavelmente vai me impedir de fazer isso da maneira adequada. Em sendo assim, é o caso de reproduzir o texto acima (originalmente publicado em 16.09.2010), até porque ele assumiu um caráter definitivo, capaz que é de ilustrar todas essas grandes vitórias em jornadas bem longe de casa.

A de ontem teve um pouco de tudo que está lá no alto: estádio lotado, caldeirão, torcida inflamada, um ambiente hostil para o time - ainda que tranquilo para a torcida, dentro e fora do estádio. Parecia improvável acreditar em um triunfo, mas ele veio. E a sensação de voltar para casa trazendo os três pontos é indescritível, por mais que eu tente fazer isso.

Ao final do jogo, um alívio enorme. Terminou o pesadelo. Passou o sufoco. E os três pontos parecem não caber na bagagem.

2011 pode ter acabado em termos de aspiração, mas ainda nos apresenta o desafio de encararmos de frente nossos dois inimigos, ambos buscando algo que precisará ser arrancado de nós à força. É o que esperamos do elenco que aí está: que honrem a camisa e lutem sem parar. Agora, já livres de qualquer ameaça, temos um compromisso inadiável com a nossa história. Temos duas guerras pela frente! 2011 ainda não acabou!

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_Vitória maiúscula em Salvador. Um time aplicado, voluntarioso e disposto a, enfim, acabar com o risco que nos atormentava. Foi exatamente o que faltou em quase todo o segundo turno.

_O Pituaçu é um grande estádio! Virá um outro post só sobre isso.

_E a torcida palmeirense em Salvador foi um espetáculo à parte. Fomos pelo menos três mil no setor visitante, que ficou completamente tomado. Muita gente, muita empolgação... nem parecia que estamos vivendo um momento terrível.

_O segundo turno foi uma tragédia completa e, mesmo depois de tantos tropeços seguidos, o Palmeiras tem hoje o mesmo número de vitórias e derrotas (10). Foram 16 empates, o que explica a pontuação baixa. Temos ainda saldo de três gols positivos e a terceira melhor defesa do campeonato (atrás apenas do líder e do vice-líder). Um olhar panorâmico permite concluir que é uma campanha bem regular - bem diferente de uma trajetória como a do Fluminense, com 2 empates e 14 derrotas.

18 novembro 2011

O país do futebol? (36)

Uma avalanche de vídeos - porque a série se aproxima do fim (o capítulo 40) e é preciso dar destaque a muitas e muitas boas indicações dos leitores. Aos países aqui contemplados: Alemanha, Argentina, Irã, Italia, Polônia e Turquia.

Vídeo 1: A torcida do Borussia Dortmund está entre as mais fanáticas da Alemanha. E o estádio de Dortmund é um dos mais impressionantes de todo o mundo devido a este tobogã atrás do gol. Os caras já apareceram aqui na série nos capítulos 14 e 29 e voltam agora com o, digamos, making of de um mosaico impressionante!

Vídeo 2: A Polônia é um dos países que mais me impressionou ao longo de toda a série. Há referências bastante interessantes nos capítulos 1, 6, 15 e 30, mas faltava ainda visitar o dérbi de Cracóvia. Faltava. Imagens da rivalidade entre Cracovia Kraków e Wisla Kraków:

Vídeo 3: Italia, Série D. Sim, é a quarta divisão. A torcida do Barletta, uma cidade portuária com 90 mil habitantes na Puglia (fica entre Bari e Foggia) mostra aos brasileirinhos como é que se torce por um time de futebol. Sim, temos por aqui um exemplo semelhante: o Santa Cruz de Recife. Mas é só.

Vídeo 4: Mais uma torcida de um pequeno time da Italia. Também do sul, mas agora da Campania, mais precisamente da cidade de Cava de'Tirreni. Aí estão os ultras do Cavese:

Vídeo 5: O mais recente clássico entre Besiktas e Fenerbahce, em Istambul, teve de tudo um pouco. A íntegra está neste site aqui, e eu já compartilho com os senhores ao menos parte da homenagem feita pelos torcedores às vítimas de um terremoto ocorrido poucos dias antes na Turquia. É o que aparece no vídeo abaixo:

Vídeo 6: Sem ingresso, torcedores do visitante Fenerbahce arrombam um portão de acesso para conseguir entrar na cancha do Besiktas. Grandes imagens.

Vídeo 7: Para chegar ao campo do Besiktas, a gente do Fenerbahce precisa atravessar de barco o estreito de Bósforo, do continente asiático para o europeu. E aí o que acontece é isso aqui:

Bônus (8): A travessia é tão espetacular que merece ser registrada aqui com uma foto das mais inspiradas:


Vídeo 9: Argentina. A hinchada do grande Chacarita (confiram, por favor o vídeo dos caras no capítulo 1) em partida disputada na cancha do Huracán, o Tomás A. Ducó. Belo recebimento:

Vídeo 10: Vamos ao Irã, senhores. Porque lá os juízes são tratados da maneira que merecem. Na base da porrada:

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_Colaborações: Caio Filardi, Gabriel Manetta, Gabriel Uchida, Gian Farinelli, Henrique Medeiros e Vitor Birer.

17 novembro 2011

Abandono



A foto acima, belíssima, bem que poderia ilustrar algum post atemporal sobre o bom e velho Pacaembu, o mais belo estádio de que se tem notícia desde o assassinato do Maracanã. Poderia. Mas não é. A imagem, do amigo Gabriel Uchida, do Foto Torcida, vem bem a calhar para retratar a situação de abandono que a torcida do Palmeiras impôs ao time. Porque nada justifica presença tão pífia da nossa torcida na noite desta quarta-feira - menos ainda em um jogo contra o Vasco e com ingresso a R$ 10.

A torcida sumiu. O Palmeiras é sim uma torcida sem time, mas mesmo essa torcida já não é o que já foi. Somos agora menos presentes do que deveríamos ser para justificar uma cobrança à altura da história do clube. Os últimos jogos têm apontado nessa direção, mas o desta quarta à noite no Pacaembu atirou isso em nossa cara de maneira incontestável - e doeu fundo na alma de gente que, como eu, simplesmente não tem a opção de não ir ao estádio.

Quem foi ao Pacaembu viu qual era o cenário. A torcida abandonou o time logo em um momento em que isso não me parecia nem um pouco compreensível. Sei lá, talvez eu seja exigente demais. Talvez. Talvez eu seja um doente mental também, tendo em vista o fato de ir a todos os jogos sem exceção e, entre outras coisas, ter não só ido até Porto Alegre no domingo último, mas já estar com viagem marcada para Salvador no próximo final de semana. Talvez a culpa seja minha. Talvez o nível de exigência não seja compatível com uma conduta, digamos, normal.

Que seja. Mas que não venham depois os putos que resolveram não ir ao jogo por comodismo ou qualquer coisa do tipo reclamar. Não venham com o papinho de "eu sou tão torcedor quanto você". Não venham querer fazer cobranças indevidas. E não venham querer pagar de malandros quando o Palmeiras voltar a disputar títulos. Porque aí é muito fácil dar as caras. Difícil mesmo é ir atrás do time quando a derrota parece ser o mais provável, só porque é dever do torcedor estar junto com a camisa alviverde sempre que ela vai a campo.

E enquanto alguém aí pode se sentir ofendido com essas palavras necessárias, eu estou me preparando para seguir até Salvador e depois para as duas batalhas do Pacaembu.

Torcedor é aquele que vai ao estádio!

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Sobre o jogo, o resultado e as repercussões disso tudo, sinto-me obrigado a deixar aqui dois breves e sucintos comentários:

_É dia 04/12, bando de vagabundos! Joguem futebol! Honrem a camisa e lutem sem parar! É dia 04/12!

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_"Febre de bola", página 151: ""Você precisa conhecer o meu amigo", estão sempre me dizendo. "Ele é um grande torcedor do Arsenal". E aí conheço o tal amigo, e acaba que no máximo ele procura o placar do jogo do Arsenal no jornal de domingo, ou então, o que é pior, não consegue dizer o nome de um único jogador depois de Denis Compton. Nenhum desses encontros armados funcionou; sempre sou exigente demais, e meus parceiros simplesmente não estão interessados em compromisso".

_"Febre de bola", página 17: "Afinal, o futebol é um ótimo jogo e tudo mais, mas o que diferencia aqueles que se satisfazem com meia dúzia de jogos por temporada - assistindo às grandes partidas e se afastando das peladas, numa postura certamente sensata - daqueles que se sentem obrigados a comparecer a todos? Para que viajar de Londres a Plymouth numa quarta-feira, sacrificando um feriado precioso, para ver um jogo cujo resultado já foi efetivamente decidido na primeira partida em Highbury? E se esta teoria do ato de torcer como terapia estiver perto da verdade, que inferno estará enterrado no subconsciente das pessoas que vão aos jogos da Taça Leyland DAF? Talvez seja melhor nem sabermos."

_Chegou ao blog só agora e não acompanhou toda a sequência de trechos do "Febre de bola"? Então veja aqui.

16 novembro 2011

A única certeza

À cancha municipal!

Só tenho uma certeza sobre hoje à noite: seja lá qual for o resultado, sairemos irritados do Pacaembu e teremos motivos para lamentar.

15 novembro 2011

A praga itinerante

Folha de S.Paulo, notinha publicada no último sábado, 12/11:

Itinerante. Estão avançadas as negociações para que a equipe de Americana, que era de Guaratinguetá, retorne para o município.

Ou seja: já temos o Grêmio Itinerante Barueri de Prudente de Barueri e poderemos ter agora o Guaratinguetá de Americana de Guaratinguetá.

Pouco importa o nome dessas pragas; importa é que são aberrações que nunca deveriam existir. E aí fica pergunta: o que o maldito Marco Polo Del Nero tem feito para conter o futebol itinerante?

13 novembro 2011

O ano que não quer terminar



Deveríamos ter voltado de Porto Alegre hoje já com a certeza de não haver mais qualquer risco de rebaixamento. Deveríamos. O time jogou bem (foi a primeira vez em todo o segundo turno), fez por merecer uma vitória que parecia impossível, mas, perseguido por este ano que insiste em não querer terminar, levou um gol absurdo e trágico. Trágico porque mantém o risco de descenso e porque, em uma análise mais imediata, nos tira o direito de cumprir o sagrado dever de expor na próxima quarta-feira todo o caráter abjeto deste sistema de pontos corridos.

Foi um gol que doeu fundo na alma palestrina, até porque sabemos todos nós que o time que aí está tem condições bastante limitadas de obter uma vitória que seja nos últimos quatro jogos. E a vitória que esteve assegurada durante quase todo o jogo no Olímpico escapou da mesma maneira inaceitável que outras tantas neste ano: o empate cedido para o Internacional no turno, o roubo contra o Bahia (que nos tomou dois pontos em casa), o pênalti perdido pelo camisa 20 logo contra o Cruzeiro, os empates lá e aqui contra o rebaixado América/MG e lá contra a Brisa/PR etc.

2011 é um ano que não quer terminar. Se tivéssemos segurado a vitória em qualquer um dos jogos acima citados já estaríamos agora pensando em 2012 e poderíamos cumprir o nosso dever na próxima quarta. Nada disso aconteceu. E então, por uma somatória de fatores, teremos de aguentar mais um pouco de sofrimento. Malditos sejam todos os culpados!

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AO OLÍMPICO MONUMENTAL

Um dia, imagino eu, meus filhos vão querer saber que estádio era aquele que aparece nas imagens de antigamente como palco de grandes duelos entre Palmeiras e Grêmio. Quando eles tiverem, digamos, idade futebolística, o Grêmio será associado pelos mais jovens a mais uma dessas arenas modernas. Restarão do Olímpico fotos, vídeos e os nossos relatos, com a lembrança de quem viveu este que é sem dúvida um dos grandes estádios do futebol brasileiro.

Tantos foram os jogos históricos disputados no Olímpico Monumental que fica difícil acreditar que ele deixará de existir. Sofremos agora a ausência do nosso Palestra, mas ao menos sabemos que haverá um outro campo no mesmo lugar, o que acaba por preservar a noção de que é o mesmo estádio. Ao gremista, nem isso vai restar, uma vez que a tal arena será erguida em um local bem distante.

Se fui a Porto Alegre neste domingo, não foi apenas pelo dever de estar sempre ao lado do Palmeiras; foi também porque precisava me despedir do Olímpico. Precisava prestar minha última homenagem a uma das canchas mais importantes do futebol brasileiro.

O Palmeiras fez seu último jogo oficial no eterno Palestra Itália logo contra o Grêmio, este clube contra quem tivemos uma rivalidade sem igual nos anos 90. E foi, a passagem de quase duas décadas nos permite observar agora, uma rivalidade que serviu para engrandecer os dois clubes e a relação entre eles. Uma rivalidade forjada em grandes batalhas de Libertadores, de Copas do Brasil e de Brasileirões ainda dignos, com mata-mata em vez destes abjetos pontos corridos. Uma rivalidade forjada em ódio momentâneo, em brigas homéricas, em pressão vinda da arquibancada, em artimanhas de parte a parte, em declarações polêmicas, em gols, em expulsões que valeram mais do que muitos gols, em títulos, em classificações, em eliminações. Futebol e guerra são sinônimos, e Palmeiras e Grêmio entenderam e aplicaram isso dentro e fora de campo.

E Palestra Italia e Olímpico Monumental serão sempre lembrados como palcos destas batalhas épicas - e de outras tantas.

Tivemos na tarde de hoje mais uma grande jornada no Olímpico. Os vagabundos que foram a campo ao menos representaram a camisa alviverde. Deixando de lado este ano terrível que não quer terminar, foi uma tarde digna. Uma tarde de futebol, uma tarde de Olímpico Monumental, uma tarde de Grêmio x Palmeiras. E, já que não dá para saber como serão as coisas em 2012, foi importante para mim ao menos garantir uma despedida de um estádio que, sem dúvida, vai deixar saudades...

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_Obrigado a todos os amigos que estiveram comigo neste domingo: Johnson, Beto Boi, Teo, Aragonez, Sylvio e Fabinho. E obrigado também ao Ducker Grêmio, de um trabalho inestimável, a quem tive o prazer de conhecer antes do jogo. Valeu!

12 novembro 2011

A justiça dos pontos corridos

América/MG x SCCP/SP, rodada 33. Mando do América. Jogo em Uberlândia com o objetivo único de colocar no estádio quase 100% de torcedores do time que deveria ser o visitante. Configura inversão de mando. A CBF se omitiu.

Vasco/RJ x Botafogo/RJ, rodada 34. Mando do Vasco. Jogo no Engenhão, estádio administrado pelo Botafogo. Imposição da CBF. Configura inversão de mando.

Não se trata aqui de apontar alguma tentativa de favorecimento a quem quer que seja. O ponto aqui é destruir mais uma vez o argumento tacanho da "justiça dos pontos corridos". Só isso.

Parabéns aos defensores deste sistema de disputa falido e inapropriado à cultura do futebol neste país. Enfiem a "justiça dos pontos corridos" onde bem entenderem. E procurem argumentos mais sólidos que este para justificar a pasmaceira em que se transformaram os campeonatos deste país. À merda!

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Próximo destino: Porto Alegre. Bate-e-volta no domingo. Pode ser o último jogo do Palmeiras no Olímpico Monumental, um dos grandes estádios brasileiros. A despedida é mais do que necessária. Do time que vai a campo, espero mais um vexame. Mas farei a minha parte, na arquibancada, com os amigos que dão sentido a essa insanidade toda. O Olímpico merece. O Palmeiras mais ainda.

Para inspirar, o post sobre a vitória lá em 2010. Até a volta!

10 novembro 2011

Irresponsabilidade

Clássico em Barueri é uma irresponsabilidade - e ainda vai morrer gente nas estreitas ruas que cercam a arena local. Nossa diretoria fez valer a sua predileção por decisões que vão contra o interesse do palmeirense e marcou para Barueri logo o clássico contra as bichas. O argumento? A velha mentira do aluguel do Pacaembu, já desmontada por aqui algumas vezes. Fizeram merda. Devem pagar por qualquer tragédia que vier a ocorrer no próximo dia 27.

Por ora, fica uma pergunta que ninguém pareceu muito preocupado em responder: a carga de ingressos dos bichas será de apenas 5%, certo? Ou algum imbecil (Tirone, Frizzo, do Prado?) pensou em ser benevolente com a sub-raça alienada?

08 novembro 2011

O país do futebol? (35)

Dizem que a propaganda é a alma do negócio. Eu não entendo disso e sei que o futebol é tudo menos negócio, mas, ao fazer uma concessão para que tal máxima seja aplicada ao esporte, é possível tirar importantes conclusões sobre como é o futebol é visto no Brasil e na Argentina, o país que alguns insistem em tratar sob a ótica de uma artificial (ou seria “global”?) rivalidade. De início, caros leitores, peço que resgatem da memória a tônica dominante das propagandas brasileiras que se valem do futebol como instrumento de identificação com o “povo”. Fizeram isso? Pois é assim que este país de filhotes de Tiago Leifert trata o futebol: com um humor debochado, quase como se fora uma pornochanchada, sem qualquer sinal de respeito pela cultura do esporte. Enquanto isso na Argentina...

Vídeo 1: Propaganda da Quilmes antes da Copa/2006. Notem a entrega do narrador, as imagens de superação, de dor e de um drama latente, e todo o significado da relação entre seleção e torcida, pátria e povo. Um texto inspirado, o futebol como guerra, paixão e ódio juntos, um orgulho que pouco tem a ver com vitórias ou com títulos, mas essencialmente com o sentimento do argentino pela sua seleção.


Vídeo 2: Mais um da Quilmes, agora para a Copa/2010. As vitórias e as derrotas em Mundiais anteriores, todos com a mesma abordagem épica. O futebol é grandioso quando visto assim. E só se torce por uma seleção com alma:


Vídeo 3: Mais Quilmes, mais Argentina...


Vídeo 4: Comercial da TYC Sports, rede de TV argentina, mostrando como o futebol faz parte da cultura argentina:


Vídeo 5: Estádios de futebol têm alma. Alguns países entendem isso, outros não. No Brasil, o Maracanã foi assassinado com requintes de crueldade. Na Argentina, uma cancha como La Bombonera é tida como um local sagrado. E chega até a falar...


Vídeo 6: Se tratamos da Argentina, é justo também cruzar o Rio da Plata para mostrar que a mesma coisa acontece no Uruguay, um pequeno gigante que tem no futebol efetivamente a sua melhor mensagem para o mundo:


Vídeo 7: E tem mais este da Pilsen:


Vídeo 8: Muda o continente, mas a língua é a mesma. Espanha, Madrid. Campanha do grande Atletico de Madrid para conquistar novos associados:


Vídeo 9: O momento é difícil para nós, palestrinos, certo? Pois o do Atleti é igualmente terrível há décadas, e tende a ficar mais complicado com o incentivo dado ao rival da capital. O interessante por lá é que os caras conseguem lançar um comercial na TV que fala abertamente sobre essa situação, e de maneira bastante feliz:


Vídeo 10: Mais um inspirado do Atleti, desta vez tendo como foco a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e mostrando como a paixão pelo futebol pode superar todo o resto:


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O capítulo 35 continua na América do Sul, mas temos agora uma temática diferente. Os dois vídeos que vêm a seguir são complementares e foram indicados pelo Gabriel Manetta Marquezin. E a indicação foi tão boa que eu me permito publicar o texto dele para explicar o que se passa:

Vídeo 11: "como o assunto é imprensa, você poderia fazer um post mostrando a como a imprensa argentina tem cobrido o raxa Rafa Di Zeo x Mauro Martin...aqui além de 99% dos jornalistas não conhecer o que se passa nas arquibancadas, mal conhecem as organizadas, muito menos os bastidores destas torcidas...esse raxa ganhou destaque e toda a imprensa porteña, com história detalhadas, sem omitir a verdade, sem omitir nomes, e sem se referir as bandas como "facções", alguém imagina o Kléber Machado comentando uma situação dessas, como fez este narrador argentino???"


Vídeo 12: "alguém imagina um repórter brasileiro entrevistando um chefe de torcida ao final do jogo??? na Argentina foi quase uma coletiva:"


Ficou sem entender? Pois então confira o post "La Doce, o livro" e, se possível, vá direto à fonte. Para quem leu o livro, os vídeos acima ganham uma relevância sem tamanho.

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_Os vídeos da Quilmes e da Pilsen já tinham aparecido aqui no blog em tempos idos. Mas era preciso agora aglutinar todos eles em um único post – e nada melhor que a série “O país do futebol?” para isso.

_Colaborações: Vitor Birer, Ivan Bianchin e Gabriel Manetta.

Paulistão/2012, a tabela

Sequer conseguimos nos livrar deste maldito Brasileiro de pontos corridos e já é possível programar a próxima disputa. Tabela divulgada ontem pela FPF:

Campeonato Paulista/2012

22.01 dom Bragantino x Palmeiras – Marcelo Stéfani
25.01 qua Palmeiras x Portuguesa - ?
29.01 dom Catanduvense x Palmeiras – Catanduva
01.02 qua Palmeiras x Mogi Mirim - ?
05.02 dom Santos x Palmeiras – Vila Belmiro
08.02 qua Palmeiras x XV de Piracicaba - ?
12.02 dom Palmeiras x Ituano - ?
18.02 sab Americana de Guaratinguetá x Palmeiras – Décio Vitta
22.02 qua Palmeiras x Oeste - ?
26.02 dom Palmeiras x SPFW – ?
29.02 qua Linense x Palmeiras – Lins
04.03 dom Palmeiras x São Caetano - ?
11.03 dom Botafogo x Palmeiras – Santa Cruz
18.03 dom Palmeiras x Ponte Preta - ?
25.03 dom SCCP x Palmeiras – Pacaembu
28.03 qua Paulista x Palmeiras – Jaime Cintra
01.04 dom Palmeiras x Mirassol - ?
08.04 dom Guarani x Palmeiras – Brinco de Ouro
15.04 dom Palmeiras x Comercial - ?

22.04 dom Quartas-de-final (jogo único)

29.04 dom Semifinal (jogo único)

06.05 dom Final (ida)
13.05 dom Final (volta)

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Breves comentários:

_Vai dar para conhecer só um estádio novo, o de Catanduva. Porque fica inviável uma viagem para Lins na quarta à noite e porque demos azar com a configuração dos jogos em Ribeirão Preto (bem que a ordem podia ser a inversa, para visitarmos o Palma Travassos e não o já conhecido Santa Cruz).

_Dá para fixar a meta de 17 jogos na primeira fase (deixando de fora apenas Lins e Americana - no sábado de carnaval).

_Estreia em Bragança é uma boa.

_É muito triste ter de inserir essas interrogações no lugar onde eu gostaria de escrever "Palestra".

_Enfiem os pontos corridos no cu!

07 novembro 2011

Autodestruição

O risco de rebaixamento já é bem palpável, senhores. Bem palpável. Não é mais apenas uma ameaça distante, e a matemática pode até jogar contra - porque acaba nos deixando confiantes de que nada vai acontecer. Este blog, a título de prestação de serviços, apresenta a seguir os jogos que nos interessam de agora até o final do ano:

Ceará/CE - 35 pontos
34: Ceará/CE x Santos/SP
35: Ceará/CE x SCCP/SP
36: Grêmio/RS x Ceará/CE
37: Ceará/CE x Cruzeiro/MG
38: Bahia/BA x Ceará/CE

Cruzeiro/MG - 34 pontos
34: Cruzeiro/MG x Internacional/RS
35: Avaí/SC x Cruzeiro/MG
36: Cruzeiro/MG x Atlético/PR
37: Ceará/CE x Cruzeiro/MG
38: Cruzeiro/MG x Atlético/MG

Atlético/PR - 34 pontos
34: SCCP/SP x Atlético/PR
35: Atlético/PR x SPFW/SP
36: Cruzeiro/MG x Atlético/PR
37: América/MG x Atlético/PR
38: Atlético/PR x Coritiba/PR

Entendo que Avaí/SC (29) e América/MG (28) já estão rebaixados. Por outro lado, Bahia (39) e Atlético/MG (39) devem ultrapassar o Palmeiras muito em breve. Portanto, restam os três times abaixo como os que podem suplantar a casa dos 41 pontos até a última rodada. Porque esta será a nossa pontuação até o final do campeonato, uma vez que perderemos todos os cinco jogos restantes.

Vejam o tamanho do problema: temos míseros 41 pontos e, considerando a infinidade de empates, um baixo número de vitórias. Ou seja: o Ceará precisaria vencer dois de seus cinco jogos para ultrapassar o Palmeiras; os outros dois precisam de duas vitórias e um empate, algo que não pode ser considerado impossível.

O risco existe. E é bem palpável. O que é quase certo mesmo é que sequer conseguiremos a vaga para a Sul-Americana/2012. Uma vergonha! Guardem a tabela com os jogos acima para torcer nas próximas cinco rodadas. É o que nos resta.

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O Palmeiras ostentou durante a maior parte do campeonato a defesa mais eficiente - tanto é assim que mantém-se até hoje com a segunda melhor retaguarda entre os 20 times que disputam o BR/2011. E era também, a despeito de empatar muito, um time que não perdia. Tanto é assim que foi o último a sofrer uma derrota dentro de casa (para o Internacional/RS, quando nem mereceu perder). Depois, o time descambou: foi derrotado por Fluminense, Figueirense e Coritiba, sempre de maneira vexatória.

Há que se considerar que tudo isso começou lá atrás na palhaçada entre o ex-camisa 30 e o maldito time rubro-negro carioca. É verdade. Mas isso não justifica o fato de o time ter desenvolvido desde então um espírito de autodestruição que nos levou da disputa pelo título ao risco de rebaixamento.

Ir ao estádio ver o Palmeiras neste segundo turno do modorrento Campeonato Brasileiro de pontos corridos é uma tarefa das mais árduas. É um processo autodestrutivo, que se reflete não apenas dentro de campo, com um time sem padrão tático, sem vontade, sem entrega e sem comprometimento, mas fora dele também: a arquibancada virou um lugar doentio. Foi assim hoje em Barueri e é assim em qualquer lugar onde o Palmeiras mandar seus jogos.

Os xingamentos não são mais dirigidos apenas a jogadores ou eventualmente a outros elementos que ficam dentro de campo. As ofensas agora partem de um torcedor em direção a outro a todo momento, e o clima de tensão é cada vez mais insuportável. Ninguém se entende, os ânimos ficam exaltados, e só o que se escuta são lamentações, protestos e um ódio que já não tem nem mesmo um destinatário específico.

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Frizzo e Tirone, imbecis de merda: obrigado por fazerem a torcida do Palmeiras pagar pedágio para ver o time jogar em casa. E obrigado por serem os grandes responsáveis por nos levarem à situação atual.

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_Parabéns ao Santos FC e ao SPFW. Se der merda lá no final do ano, vocês podem se sentir responsáveis por isso. O time da Baixada um pouco mais, já que teve a desfaçatez de vencer logo Botafogo e Vasco, impedindo que os dois assumissem a liderança do BR/2011.

_Que campeonato de merda! E que provável campeão mais de merda ainda! Peço que observem o seguinte: os gambás largaram com 28 pontos em 10 jogos e fizeram apenas 30 pontos nos 23 jogos restantes; uma campanha ridícula. Parabéns também aos defensores dos pontos corridos.

05 novembro 2011

Deixem o futebol em paz!

Com a palavra, o jornalista e amigo Adriano Pessini:




















_O texto acima foi publicado no caderno de esportes do jornal Agora SP neste sábado, 05/11.

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Outro dia, dizem, o retardado mental que apresenta o programa esportivo da hora do almoço na emissora maldita fez uma aparição com alguma fantasia idiota qualquer. Foi a total e completa degradação do jornalismo, e eu, jornalista que sou, tenho motivos em dobro para me indignar com a palhaçada desse imbecil e de todos os que o apoiam. Porque o imbecil global tem feito escola e a coluna acima escrita pelo amigo Pessini resume muito de tudo o que está acontecendo de ruim no nosso futebol.

02 novembro 2011

Lá se vão 50 anos...

Post autoexplicativo:



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_A sugestão (já com a página do jornal escaneada) foi enviada pelo amigo vascaíno João Medeiros, outro guerreiro na luta incansável contra o futebol moderno.

_Considerando que isso saiu no jornal O Globo (no último dia 20 de outubro), eu questiono: essa página aí não tem um editor não?

_Este Alberto J. Armando que aí aparece é hoje mais conhecido como La Bombonera.

01 novembro 2011

Futebol às 22h é elegante?


Vocês devem ter visto o tal vídeo em que a jornalista da Globo é empurrada por um sujeito qualquer em uma manifestação meio sem sentido, certo? Bom, tirando o fato de ser algo contra a Rede Globo, não há ali nada de legítimo e eu não tenho o menor interesse em debater mais uma das tantas cretinices que aparecem todos os dias nas redes sociais.

O ponto que importa é que a apresentadora do jornal definiu a situação com a seguinte expressão: "Que deselegante...". Ok, eu concordo. Mas então me sinto obrigado a dirigir aos nobres e valorosos homens que comandam a emissora carioca algumas perguntas relevantes no que diz respeito a, digamos, "coisas elegantes":

_Futebol às 22h é elegante?

_Manipular a tabela dos campeonatos é elegante?

_É elegante mudar os jogos quase em cima da hora para que eles se encaixem em uma grade de programação podre e nefasta?

_É elegante fazer torcedores por todo o país perderem dinheiro e até viagens compradas com antecedência só por causa dessa maldita grade de programação?

_É elegante já ter deixado uma final de Campeonato Brasileiro acontecer no meio da tarde de uma quarta-feira só para passar uma porra de um programa de uma imbecil à noite?

_Acobertar os crimes do Ricardo Teixeira é elegante?

_Ser cúmplice do assassinato do Maracanã é elegante?

_É elegante comprar direitos de transmissão de eventos esportivos e não transmitir nada - só para evitar que outra emissora o faça?

_É elegante manipular a opinião pública?

_É elegante fazer chantagem com os clubes para manter o status quo no que diz respeito à venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro?

_A falta de transparência é elegante?

_É elegante o ufanismo sem propósito em jogos de uma seleção que já não comove ninguém há tempos?

_É elegante deixar um retardado mental tomar conta do programa de esportes da hora do almoço e desrespeitar o futebol dia após dia?

_É elegante tratar o torcedor de futebol como idiota?

_O João Bobão de vocês é elegante?

_A degradação moral do jornalismo esportivo é elegante?

_O desrespeito aos "Princípios Editoriais das Organizações Globo" é elegante?

Que não venham esses putos globais se fazerem de vítimas agora. Sinto pela repórter e tudo mais, mas a Globo é suja o bastante para não se passar por vítima em qualquer que seja a situação. E, como bem disse alguém no Twitter ontem à tarde, a violência da Globo contra o torcedor de futebol é muito maior que toda essa pataquada.