30 setembro 2009

Arena: impressões da coletiva

Palmeiras, WTorre e Traffic assinaram hoje o acordo para comercialização dos espaços da Arena Palestra Itália (e como se falou em naming rights, não deve ser este o nome do estádio). Com base no que foi dito pelas partes e extraindo um pouco da entrevista coletiva, eis aqui o que interessa para este blog:

1. Foram evasivas as respostas sobre os setores populares. Traffic e WTorre não parecem se interessar muito pelo assunto (nem dava pra esperar algo diferente...), e é então que vamos fazer a nossa parte para não deixar o assunto morrer.

2. Foi dito apenas que todos os setores vão atender ao tal padrão Fifa (esta submissão me irrita demais!) e que haverá espaços "menos nobres", sem tanto conforto.

3. Aliás, demonstraram mais preocupação com o número de banheiros e espaços comerciais do que com os lugares para o povão.


4. Ainda sobre o tema, J. Hawilla disse que o estádio vai primar pelo conforto, "quase como se fosse um teatro". Essa doeu!

5. Na base da politicagem, o dono da Traffic fez média com Del Nero, também presente ao evento. Disse que o presidente da FPF é o grande responsável pelo enriquecimento (?) do futebol paulista e que hoje temos estádios-modelo em Araraquara, Jaguariúna (alguém sabe disso?) e, pasmem, Presidente Prudente. Essa também doeu!

6. Ficou sem resposta outra questão pertinente: onde o Palmeiras vai mandar seus jogos quando começar a reforma? Convocado pelo presidente Belluzzo, Cippulo respondeu sem dizer nada. Disse que isso será estudado mais adiante e que pode ser que o Palmeiras não escolha um único estádio.

7. Ou seja: tudo indica que teremos uma caravana itinerante pelo interior.

8. Qual é o problema em trocar o Palestra pelo Pacaembu? Por que não se define isso de uma vez por todas?

9. As obras devem começar apenas em junho/2010.

***

"AH, QUE É ISSO, ELAS ESTÃO DESCONTROLADAS..."

Ontem foi a vez de o mau-caráter do Leco falar em esquema de arbitragem para beneficiar o Palmeiras. Chega a ser risível.
Aí hoje vem Ricardo Gomes, o técnico leonor e dispara isto aqui:

"O Palmeiras hoje está na liderança também porque não tinha a Libertadores e no início do Brasileiro foi melhor do que o São Paulo. Hoje não há muita diferença entre os primeiros colocados, todos estão no mesmo nível de qualidade e praticam um bom futebol. O início realmente ajudou e o Palmeiras tem essa diferença para os demais por isso".

Ah é?

Vejamos então:

O Palmeiras foi eliminado em 17 de junho, uma quarta-feira, depois de um empate sem gols em Montevideo. Caiu fora depois de disputar 12 jogos (dois pela fase preliminar, seis pela fase de grupos, dois pelas oitavas e dois pelas quartas). Enfrentou o céu de Potosí, duas guerras em Recife e mais uma aos pés da Cordilheira. Perdeu, é verdade, mas só depois de ter lutado muito.

O SPFW, por sua vez, foi eliminado um dia depois, em 18 de junho, uma quinta-feira. Jogou apenas oito vezes, pois fugiu de campo nas oitavas.

O resumo disso tudo está aqui: Homens e ratos

Eu só não sei o que é pior: se o técnico que fala uma besteira dessas ou se a repórter, que não se preocupou em checar a informação antes. Estão todas desesperadas...

29 setembro 2009

Ah, esses publicitários...

Ao menos por um dia, deixemos de lado os jornalistas para falar dos publicitários. Eis que temos abaixo um anúncio dos mais infelizes, publicado em página dupla na Placar de outubro. A peça é assinada pela Giovanni+Draftfcb para divulgar o PPV da SKY.


Direto aos pontos:

1. O único texto do anúncio é "Torcedor mesmo assiste ao Brasileirão 2009 na SKY". Errado! "Torcedor mesmo" assiste aos jogos no estádio. O resto é sofá ou simpatizante! E pro inferno com o PPV!

2. Os criativos (nomenclatura idiota dos publicitários) quiseram fazer graça e foram enfiando aí todos os mascotes de 40 clubes. Ficou uma besteira só, mas eu não tenho nada a ver com isso. Acontece, e os senhores vão perceber isso bem no centro da imagem, que os filhos da puta colocaram um porco no colo da porra do santo dos leonores. É de uma imbecilidade sem tamanho.

A tabela no lixo

Virgílio Elísio é o diretor de competições da CBF. Isso significa que ele é o sujeito responsável pelas tabelas dos campeonatos organizados pela nossa estimada confederação. É a ele, portanto, que se poderiam atribuir alguns dos absurdos nas datas e horários em jogos da Copa do Brasil ou do Brasileirão. Poderiam, vejam só. Acontece que o problema todo é a inteferência sem limites concedida à emissora câncer, aquela que detém os direitos de transmissão de qualquer torneio disputado neste país. E é então que o trabalho de Virgílio Elísio - e de qualquer um do seu departamento - deixa de fazer sentido.

Sim, porque a tabela aqui no Brasil é divulgada até com certa antecedência, mais do que acontece em qualquer uma das modernas e exemplares ligas do Velho Continente. Via de regra, a tabela já é conhecida pelo menos dois meses antes de ter início a disputa seguinte. E assim, já em março, é possível saber, por exemplo, que o Palmeiras vai enfrentar o Grêmio em Porto Alegre no final de semana de 21 e 22 de novembro.

Em tese.

Porque agora, sem nenhuma porra de time paulista na falida Copa Sul-americana, a emissora câncer ficou com um buraco na grade de programação. E aí resolveu que vai sempre puxar um jogo do final de semana seguinte (ou anterior) para as madrugadas de quarta-feira.


Tem sido assim há mais de mês, e Palmeiras, SCCP e agora os bichas já tiveram seus jogos alterados poucos dias antes. Contestação parece ter havido só do nosso lado, porque o time teria pouco tempo para treinar entre uma quarta de madrugada e um sábado, mas ninguém parece muito preocupado com o torcedor, em especial com aquele que costuma programar sua agenda em função do time.

Eu, por exemplo, tenho o costume de viajar por aí para acompanhar o Palmeiras. Vou de carro quando o jogo é em SP ou no RJ (ou no Mato Grosso do Sul, caso da abjeta cidade de Presidente Prudente) e corro atrás de promoções para comprar passagens aéreas com antecedência para jogos que acontecem em Minas, no Nordeste ou no Sul do país.

E aí pergunto: de que vale a porra da tabela feita pelo senhor Virgilio Elisio e divulgada com enorme antecedência se tudo pode mudar nos dias que antecedem o jogo ao sabor dos interesses de uma meia dúzia de diretores filhos da puta da emissora câncer?

De que adianta, por exemplo, eu já ter garantido há meses as passagens para Porto Alegre, onde o Palmeiras pega o Grêmio pela 36ª rodada? De que adianta se tudo isso pode mudar na semana anterior? E quem se preocupa com isso?

A tabela foi para o lixo. Virgílio Elísio poderia muito bem ser substituído por qualquer diretor de programação da Rede Globo. Seria mais honesto. E aí o torcedor não precisaria se esforçar tanto para estudar a tabela, programar suas folgas e nem perder horas nos sites de companhias aéreas para ir atrás do seu time.

Já que está assim, melhor voltar ao caos dos anos 80 e 90.

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Posts aleatórios sobre o mesmo assunto:

Câncer incurável (13.10.2006)


As invencionices do sr. Del Nero (20.12.2007)

Tabela mutante (23.01.2008)

E o torcedor, como fica? (02.02.2008)

Nada pelo torcedor (19.02.2008)

O povo dá o recado (10.05.2009)


Tabela mutante (03.08.2009)

Domingo, o dia do futebol? (03.09.2009)

28 setembro 2009

Indignação sob encomenda

O SPFW, esta instituição sórdida por natureza, transformou em "pontos roubados" o que se convencionou chamar de "pontos corridos". Foi assim, com 26 pontos gentilmente oferecidos pela arbitragem em rodadas intermediárias dos campeonatos de 2007 e 2008, que os leonores levaram as duas últimas edições do Brasileiro. E é assim, com a valorosa contribuição da decrépita mídia esportiva que nos cerca, que eles estão, já descontrolados, tentando de qualquer forma impedir que o Palmeiras chegue ao seu nono (9º) título nacional.

Vejamos:

O Palmeiras teve roubados dois pontos contra o próprio time do Jd. Leonor no clássico do primeiro turno. O Palmeiras teve duas de suas quatro derrotas, contra Goiás (1 a 2) e Coritiba (0 a 1), originadas de graves 'erros' da arbitragem - em ambos os casos, nos minutos finais. O Palmeiras foi prejudicado também nos empates caseiros contra Grêmio e Botafogo, ambos no desfecho do turno. Isso para não falar naquele empate contra a Brisa/PR em Curitiba.


Isso tudo, como também o fato de termos sido roubados em cinco dos últimos nove clássicos contra os leonores, passou em branco para aqueles jornalistas que adoram palpitar sobre o que não entendem. E é este o destino também dos sucessivos erros a favor do time do Jd. Leonor, que renderam preciosos pontinhos aqui e ali, tendo como desfecho os dois, como vamos dizer?, equívocos da arbitragem do clássico de ontem.

Nada de indignação na nossa mídia esportiva. O Estadão, com foto de Washington deixando o campo, disparou um "Árbitro, o principal alvo dos dois times", como se houvesse prejuízo para os dois lados. A Folha, por sua vez, optou por um contido "Arbitragem é atacada pelas duas equipes". O Boletim de Madame e os online seguiram pela mesma linha.

Indignação, no entanto, foi o que não faltou diante dos supostos pênaltis que não foram marcados para o Cruzeiro contra o Palmeiras. Mesmo fora do país, senti o clamor que se instalou na nossa mídia esportiva diante do "crime" cometido no Mineirão. Os jornalões bateram no assunto durante dias e dias, colunas e mais colunas foram escritas (PVC e Juquinha trataram do assunto na FSP de ontem), o árbitro foi condenado sumariamente, veio a suspensão, logo chegaram ao escabroso número de cinco pênaltis em um jogo, até o Jornal Nacional fez sua parte...

É, como neste caso aqui, mais uma tentativa barata de manipular a opinião pública.

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Eu espero que isto aqui seja só brincadeira. Até porque o palmeirense já tem sido por demais desrespeitado com clássicos em Prudente e com o ingresso a R$ 40. Não dá pra agüentar mais!

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Do Painel FC de hoje:

Nova propostaA Globo Esporte, braço da emissora que cuida de eventos esportivos, enviou proposta aos clubes para alterar o formato do Brasileiro. Sugere a volta do sistema de mata-matas, com duas vagas na Libertadores para os dois primeiros na fase de classificação e outras duas para o campeão e o vice. Caso se repitam, elas seriam dos semifinalistas. A Globo também sugere uma inversão na janela de transferência. Quatro semanas em janeiro e 12 entre junho e agosto, o que permitiria a jogadores repatriados atuar já no mês de junho.

Enxuga. Na sugestão da emissora, os Estaduais teriam suas datas reduzidas de 23 para 19, mas os clubes continuariam a receber a cota atual.

Conta. A Globo sustenta que os clubes argumentam para alterar o calendário o fato de não poder jogar torneios ou amistosos internacionais, mas rebate alegando que não conseguirão R$ 800 mil por partida, como nos Estaduais.

27 setembro 2009

De volta e bem à frente

Ao noticiarem a vitória alviverde sobre a Brisa, jornais e portais de internet destacaram o fato de o Palmeiras ter pago R$ 100 mil ao clube paranaense para que Danilo pudesse entrar em campo. Perfeito; dadas as circunstâncias, era notícia mesmo. Diante disso, deixo aqui o meu reconhecimento à decisão da nossa diretoria, que ao menos desta vez investiu bem o milhão de reais que tem ficado nas bilheterias do Palestra a cada jogo.

(Mas torno a repetir: R$ 40 é caro, muito caro. Resta saber se os oportunistas de plantão e se os consumidores do Setor Visa, aquele espaço que matou a nossa casa, continuarão contribuindo para a lotação do estádio quando a fase não for assim tão boa.)


De resto, foi bom demais reencontrar o Palestra depois de três semanas fora do país. Não pude ver os jogos fora contra Vitória e Cruzeiro, mas tudo saiu de acordo com o esperado e cheguei a SP a tempo de ver mais esta vitória suada do Palestra.

Os dois gols foram providenciais, Marcos fez mesmo grandes defesas e Danilo acabou sendo o nome do jogo, mas o que mais chamou a atenção foi o papel de Antonio Lopes, que armou o time em uma tremenda retranca e depois ficou trocando atacantes por zagueiros e vice-versa de acordo com a conveniência. Levou para casa mais uma derrota, e só devemos lamentar que tantos outros times ruins permitam a permanência da Brisa na Série A por mais um ano.

Pra finalizar: sim, a vantagem é muito boa, mas temos ainda muito a fazer daqui até dezembro. São 12 jogos decisivos - e eu só vou mesmo perder o de Recife - e devemos continuar lutanto junto com o time. Avanti, Palestra!


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Mais uma torcidinha de merda: os babacas da Fanáticos vieram em meia dúzia, ficaram segurando a faixa com medo de colocarem no muro lá embaixo e ainda foram embora mais cedo. Seria mais digno se tivessem ficado em Curitiba.

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OFENSIVA LEONOR

O Estadão deste domingo reforça a campanha para salvar o Jd. Leonor do fiasco. Eis o abre de página: "Para expert, Morumbi tem tempo para ajustes". Perspicaz o uso da palavra "expert", não? Insinua muito sem dizer porra nenhuma, e aí vamos descobrir que o tal "expert" é um certo Don Aroney, engenheiro australiano e diretor da empresa que construiu os estádios de Wembley e de Sidney. Ok, talvez o figura até seja um "expert", mas é inevitável perguntar: onde é que foram arrumar essa fonte? E como ele pode falar sobre o Jd. Leonor se sequer conhece o estádio?

Cumpre destacar dois trechos da reportagem:


1. "O Morumbi só não será o palco de abertura da Copa do Mundo de 2014 se for preterido em razão de questões políticas que envolvem São Paulo, Fifa e CBF."

Esta frase, senhores, abre o texto. E está aí em tom claramente opinativo, pois nada disso foi dito pelo tal especialista. Está mais para a página de opinião do jornal do que para o caderno de esportes.


2. "... inclusive de grandes estacionamentos, uma das deficiências de São Paulo. Dinheiro público foi investido."
Desnecessário comentar, certo?


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Depois das férias, volta tudo ao normal por aqui, inclusive com alguns posts nos próximos dias sobre o tema que mais interessa a este blog: "ÓDIO ETERNO AO FUTEBOL MODERNO".

22 setembro 2009

Prudente/MS, maldita seja!

Ainda longe do pais, dispondo de um computador onde os acentos se limitam a tremas como este ä e aproveitando minhas merecidas ferias, fui informado pelo meu irmao sobre a confirmacao de Palmeiras x Corinthians para a maldita cidade de Presidente Prudente, no Mato Grosso do Sul. Ai o sangue subiu e eu nao poderia me calar diante disso. Este blog traz muitos posts sobre o assunto, e a insatisfacao da(s) torcida(s) ja foi demonstrada inumeras vezes. Mas a nossa diretoria, uma vez mais, parece pouco preocupada com o maior patrimonio da Sociedade Esportiva Palmeiras. Pior: as diretorias dos dois grandes rivais desta cidade parecem pouco se importar com a historia do maior classico do pais.

Nao vou dispor de tempo agora, mas os senhores podem conferir com um simples Control F nesta mesma pagina tudo o que ja foi escrito sobre o tema. Minha opiniao esta ai, e me permite afirmar que as diretorias de Palmeiras e SCCP acabam de confirmar mais um crime contra a historia do classico Palmeiras x Corinthians.



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Por motivos obvios, nao ha nenuma revisao no texto acima. Se tudo der certo, volto a SP no sabado. O blog deve voltar a normalidade a partir de domingo, portanto.

06 setembro 2009

Férias

Depois da bela vitória de ontem no Palestra - jogamos mal e ainda assim levamos os três pontos -, dá até para começar as férias com mais tranqüilidade. É então que devo informar aos amigos e aos leitores deste blog que estarei ausente pelos próximos 20 dias, período em que esta página ficará sem atualizações. É uma parada estratégica e bem programada, já que vou perder apenas os jogos fora de casa contra Vitória/BA e Cruzeiro/MG. Volto exatamente no dia de Palmeiras x Atlético/PR, de tal forma que mantenho a invencibilidade em casa (mais um ano!) e recupero as energias para encarar uma seqüência final que promete 13 jogos decisivos, incluindo viagens para Rio de Janeiro (2 vezes), interior de SP, Porto Alegre e talvez Recife. Até a volta!

03 setembro 2009

O que nós perdemos

Palmeiras e SPFW poderiam muito bem fazer a final do Campeonato Brasileiro/2009. Poderiam, se assim fosse permitido pelo regulamento, protagonizar dois duelos memoráveis pelo título. No entanto, os inimigos se enfrentaram já na terceira rodada do returno. O mesmo se aplicaria a uma possível decisão entre Palmeiras e Internacional, mas os dois clubes se encontraram uma semana antes, ainda em agosto, e deixaram de fazer história no fim do ano.

É assim que são as coisas no Brasil desde 2003. Finais históricas foram trocadas por disputas modorrentas, por decisões que se antecipam sem avisar e pela impossibilidade de confronto entre os melhores.

Não há mais heróis, gols decisivos ou viradas espetaculares. Nem mesmo os erros da arbitragem ganham notoriedade, pois agora, bem programados, ficam todos escondidos naqueles jogos menos importantes. As finais do Brasileirão, que nunca se repetiram ao longo de três décadas, foram substituídas por rodadas comuns e esquecíveis.

Não há mais artilheiros de um jogo só. Não há mais Soratos (1989), Ailtons (1996) ou Tupãzinhos (1990). Mataram os heróis (e os vilões). Nada de Nunes (1980), Baltazares (1981) ou Robinhos (2002). Não há mais um Bahia surpreendendo o Inter como em 1988, não há mais disputas de pênaltis como as que já decidiram algumas edições, não há mais campeões com saldo de gols negativo, não há mais a festa que cerca uma grande final.

Alguém aí, pergunto, se lembra do jogo que deu ao Cruzeiro o título de 2003? Ou de como o SPFW sacramentou os títulos de 2006 ou 2007? Ou de quem fez os gols que definiram o Santos como vencedor em 2004? Ou que o SCCP garantiu com derrota a conquista de 2005?

Não, ninguém se lembra. Porque os pontos corridos (ou roubados, como queiram) se valem da discutível lógica do que é mais justo para roubar do torcedor o direito a uma final emocionante e a duelos que, se não trazem justiça, ficam eternizados na história.

Você pode ser contra ou a favor ou pode até não ter opinião formada. Pouco importa; quando se decidiu pela fórmula de pontos corridos, foi feita uma opção que parece não ter volta: saíram as finais e entraram as disputas pretensamente justas, mas sem emoção.

Foi assim que o torcedor de futebol no Brasil perdeu direito a jogos inesquecíveis, a heróis que nunca existiram, a duelos que, se concretizados, nunca sairiam da nossa memória. Em nome de uma suposta isonomia, foi isso tudo que roubaram da gente.

Perdemos todos. Eu, que sou contra; você, que é a favor; o fulaninho que nunca pensou no assunto. Perdemos os que vão a estádios, os que ficam no PPV, os que se se importam com o assunto só nas fases mais agudas (isso ainda existe?). Perdemos, e não foi pouca coisa.

O que vem abaixo é só simulação, claro, mas os senhores podem clicar na imagem abaixo para visualizar tudo o que perdemos
:



A tabela acima é de autoria do grande palestrino Maurício Rito, que teve enorme paciência com os meus pedidos de ajustes. É dele também a arte que ilustra este blog, lá no alto.

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ÓDIO ETERNO AO FUTEBOL MODERNO

É questão de honra:




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Atualização:
Agradecimento especial, já na madrugada de sexta para sábado, ao Rafael Pereira, que me ajudou a dimensionar melhor a imagem do post, quebrando a resistência do Blogger. Valeu!

Domingo, o dia do futebol?

O Palmeiras, os senhores devem ter notado, parece condenado a nunca mais entrar em campo no seu estádio às 16h e menos ainda aos domingos. Em parte porque só joga agora aos sábados – e isso deve continuar por mais um tempo – e outro tanto porque CBF e emissora câncer resolveram extinguir o horário de sábado às 16h. Sendo assim, é bom nos acostumarmos: ao menos para nós, domingo não é mais o dia do futebol e nossos jogos devem acontecer sempre à noite.

Talvez a título de consolação, apelo para estatísticas (in?)úteis, daquelas tantas que eu costumo manter em meus infindáveis arquivos de Excel. O que faço abaixo é comparar os números do Palmeiras em jogos disputados aos sábados e aos domingos.

A comparação refere-se ‘apenas’ aos jogos com a minha presença no estádio desde o início dos anos 90. Não é pouca coisa - são algumas boas centenas -, já que estamos falando de absolutamente todos em São Paulo, Grande SP e interior e pelo menos 50% daqueles fora do Estado (algo entre 75% e 80% do total de partidas no ano). Aí vai:

Aproveitamento de pontos
Sábado: 71.7%
Domingo: 63.4%

Ataque x Defesa
Sábado: 2.00 x 1.14 (0.85)
Domingo: 1.80 x 1.36 (0.44)

Público
Sábado: 15.503
Domingo: 17.359

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Na boa: será que a emissora câncer vai ficar adiando ou antecipando jogos de clubes paulistas em todas as rodadas só para preencher a porra da sua grade de transmissão? Os gambás, por exemplo, ficarão 14 dias sem ir a campo por conta disso. E daqui a pouco é a nossa vez. E o torcedor que compra passagens aéreas para ver seu time e depois precisa mudar tudo? Como fica?

02 setembro 2009

A culpa é do torcedor

Decidiram cobrar R$ 40 pela arquibancada de uma hora para a outra. Aí resolveram que os ingressos começariam a ser vendidos na quarta entre 16h e 17h (!). Foi assim pela necessidade de cumprir o tal Estatuto do Torcedor. Eis então que torcedores forem ao Palestra atrás dos ingressos, por mais absurdo que fosse o horário. Lá chegaram e começaram a formar fila. Acontece que os ingresoss não chegaram. E agora, 18h e pouco, mais de mil torcedores aguardam do lado de fora do Palestra sem saber se terão os bilhetes hoje.

É comovente a incompetência do Palmeiras quando se trata de vender ingressos... mas a culpa deve ser do torcedor, né? Afinal, por que diabos insistem em ir até lá para comprar ingressos?

Pelo dérbi no Maraca


Já que a diretoria do Palmeiras está indecisa quanto ao local do clássico contra o SCCP (bons tempos em que não havia dúvidas quanto a isso...) e considerando que há ultimamente uma estranha predileção pelas migalhas oferecidas por prefeitos populistas do interior paulista, este blog abre uma nova campanha: já que é pra fazer merda, que façam a merda direito.

Ou seja: se for para tirar o clássico da capital paulista, que o levem para o Maracanã. Afinal, é o Maracanã, seria uma inovação e as condições seriam muito mais favoráveis para o torcedor de SP.

Vejamos:


-O
Rio é muito mais perto do que Prudente e é acessível por ônibus (centenas por dias), avião (dezenas de vôos diários, conectando cinco aeroportos distintos), carro (por uma estrada muito mais decente) e o que mais vocês quiserem;

-Isso posto, gasta-se muito menos no deslocamento daqui até lá;

-O Rio é mais perto que Prudente e só um pouco mais distante que SJRP ou Ribeirão;

-O Rio é o Rio;

-As condições de hospedagem são muito melhores (para os elencos e para as torcidas);

-Se é para o torcedor ser punido (no bolso e no tempo livre) com mais uma transferência desse tipo, que pelo menos tenhamos a contrapartida de um ou dois dias na praia e de uma noite na Lapa;

-O Maraca é o Maraca;

-Sem a patrulha do promotor desocupado e sem as demonstrações de incompetência do 2º BPChoque, é de se esperar um belíssimo espetáculo das duas torcidas, com bandeiras, faixas e toda sorte de adereços.

Chega de Prudente!
Chega de Rio Preto!
Chega de Ribeirão Preto!
Chega de interior!

Se é pra fazer merda, que façam direito.
E que o dérbi seja disputado no Maracanã!


***

*A idéia, que já fora levantada por ocasião do dérbi em Presidente Prudente, no Mato Grosso do Sul, ganhou força novamente nos comentários do último post. Obra do vascaíno João Medeiros.

*Sob o ponto de vista prático: a rodada de 31/10 e 01/11 registra apenas um jogo no Rio de Janeiro, entre Flamengo e Santos. Como a tabela não foi desmembrada, é o caso de definir um jogo para o sábado e outro para o domingo. Sem segredos.

*Que fique bem claro: vale a primeira defesa feita por este blog, de que o dérbi deve ser disputado SEMPRE em São Paulo. Repito: SEMPRE! Mas como se insinua uma nova afronta aos direitos das duas grandes torcidas do Estado, eu tomo a liberdade de chutar o balde. Que seja então no Maracanã!

01 setembro 2009

Pelo dérbi na capital

Gilberto Cipullo veio a público, por meio de nota oficial, desmentir a informação de que Palmeiras e SCCP se enfrentariam pela terceira vez seguida longe da capital paulista, desta vez em São José do Rio Preto. E o fez sem apresentar qualquer informação adicional, de tal forma que o clássico continua sem local e horário definidos. Só o que sabe é que aparentemente os dois rivais não jogarão no dia 01/11, domingo, mas sim no dia 31/10, sábado, por um desses caprichos inexplicáveis de dona CBF e da emissora câncer.
Já que é assim - e como supostamente paira uma indefinição no ar -, este blog pede à diretoria do Palmeiras, o mandante no returno, que seja respeitado o clássico Palmeiras x Corinthians, o mais importante deste país. Não é pedir demais; é simples até. Basta que o duelo seja realizado na cidade de São Paulo, logo aquela que é a sede dos dois clubes.
Simples. E respeitoso. As torcidas de Palmeiras e SCCP não merecem ficar sem o clássico na capital por dois anos seguidos, como está sendo ameaçado. Palmeiras x Corinthians tem de ser em São Paulo, e quem quiser que venha até aqui para assistir.

Não que seja o caso de este blog propor uma solução para os dirigentes, mas fato é que vale qualquer coisa. Pacaembu, Palestra, Canindé, Ibirapuera, Nicolau Alayon, Rua Javari, o que for. Só não dá mais é pra aceitar
Rio Preto, Prudente/MS, Ribeirão ou qualquer outra cidade do interior. Chega! Por uma questão de respeito.





***

Por falar em clássico...

Pelo visto, não só os leonores estão descontrolados. Talvez influenciados pelo promotor público Paulo Castilho, alguns homens do 2º BPChoque têm extrapolado na hora de zelar pela segurança nos estádios. A foto abaixo, tirada durante o clássico de domingo, mostra o aparelhamento dos coxinhas:


Ingressos mais caros

Notem que o título é factual, sem juízo de valor. É assim porque eu estou disposto agora a não agir como das outras vezes e já condenar a elevação no preço dos ingressos no Palestra Itália. É o impulso inicial, admito, mas é fato também que eu já esperava que logo viesse a conta pela manutenção do elenco e pela contratação de Vágner Love. No entanto, o que proponho aqui é mais uma discussão do que qualquer outra coisa. Vejamos:

Arquibancada: R$ 30 para R$ 40 (aumento de 33,3%)
Numerada descoberta: R$ 60 para R$ 80 (aumento de 33,3%)
Numerada coberta: R$ 120 para R$ 140 (aumento de 16,6%)
Visa: R$ 88 para R$ 110 (aumento de 25%)

O aumento percentual mais expressivo se deu na arquibancada. Vamos de R$ 40 já no jogo diante do Barueri. Parece natural ultrapassarmos o SCCP como o clube com maior ticket médio entre todos os 20 que disputam o Brasileirão – com um valor que é quase o dobro do cobrado, por exemplo, pelos leonores.

Não estou à frente das finanças do clube, não sou responsável pela geração de receitas, não preciso fechar o caixa no final do mês. Escrevo, portanto, sem o compromisso com o que entra e o que sai nos cofres do clube, mas aqui tudo acontece em defesa do torcedor de arquibancada, o que torna válido o debate.

Um palmeirense que, como eu, vai a todos os jogos do clube terá de desembolsar o equivalente a R$ 320 para ter presença constante durante todo o returno no Palestra. O valor pode cair para R$ 160 no caso de um estudante, mas é pouco provável que ele consiga os bilhetes com desconto daqui até o fim da temporada. Pior: não há garantia nenhuma de presença a todos os jogos, já que o programa de sócio-torcedor não está pronto e
os oportunistas costumam surgir nas horas mais agudas.

A quantia despendida, que fique claro, aumenta substancialmente se considerarmos que venderam um mando de campo nosso (o do clássico) para a longínqua São José do Rio Preto.

Dirão alguns que é imperativo alavancar receitas, que todos precisam se sacrificar etc. e tal. Ok, mas aí eu tomo a liberdade de pegar o exemplo do nosso inimigo, que lançou um pacote que garante aos seus torcedores a presença em todos os 10 jogos do SPFW no returno do Brasileirão. Confiram aqui:



Viram só?

Sócio-torcedor paga R$ 96 por 10 jogos (mais um amistoso). São R$ 9,60 por partida (e esse é o valor da inteira!) para ficar na arquibancada. O palmeirense, por sua vez, terá de pagar R$ 40 por um único jogo – com os 'adicionais' de não ter o lugar garantido e de precisar se submeter aos horários de venda para vagabundos.

Sim, eu sei que o programa de sócio-torcedor está para ser lançado. É de se esperar que venha
para reconhecer (e privilegiar) os torcedores que estão sempre ao lado do clube. Mas um custo um pouco mais acessível seria também de bom tom.

Para o palmeirense, é tudo mais difícil. E mais caro...