29 junho 2009

Um clássico esquecível

Palmeiras e Santos fizeram ontem um clássico esquecível, tão frio quanto o permitido pelo obsceno horário das 18h30 de domingo. Não à toa, o jogo foi prestigiado por míseros oito mil e tantos pagantes. Foi tão frio o espetáculo e a situação toda, ainda à espera do novo treinador, que eu sinceramente nem tenho muito a falar sobre o 1 a 1 que nos tomou mais dois pontos importantes.

Considerando ainda o tema que mais interessa a este blog, devo registrar aqui o papel das autoridades no clássico de ontem:

1. O promotor deu uma sumida, mas responde diretamente pelo silêncio que se fez notar durante o clássico: as torcidas organizadas de Palmeiras e Santos foram punidas pelo senhor Castilho, e parece que a nossa proibição não tem fim.

2. Os ingressos deixaram de ser vendidos no Palestra já no começo da tarde. Muita gente não pôde comprar e voltou para casa, deixando o prejuízo todo para o Palmeiras. O que eu questiono é: a troco de quê? Qual era o risco de brigas num jogo como o de ontem? E mais: qual é o risco ocasionado pelas bilheterias? Não há respostas, não há comprovações; proibe-se e ponto final. É a PM assinando o atestado de incompetência.

Somando os dois pontos, temos mais uma boa explicação para o pequeno público. Até porque, convenhamos, não havia ontem mais do que 500 ou 600 torcedores visitantes, menos até do que os marias conseguiram trazer duas semanas atrás. É de se imaginar que alguns deram de cara com a bilheteria fechada e voltaram para casa.

Por fim, para fechar o assunto Madureira, indico este post, que é o argumento único para os que se dizem contrariados com a sua demissão. Bola pra frente! Que venha um trabalhador.

27 junho 2009

Já vão tarde

Em questão de poucas horas, o palmeirense se viu livre de dois incômodos. Um levou o outro junto, sabe-se lá em que ordem, e tudo tende a ficar mais claro no nosso horizonte. Pode ser que os efeitos da turbulência sejam sentidos já no clássico contra o Santos, mas é o preço a se pagar por uma decisão que teria de ser tomada lá atrás, ainda antes da eliminação na Libertadores. Vale a pena, pois o que vem depois tende a compensar qualquer prejuízo momentâneo.

Sobre Keirrison, pouco tenho a dizer. Já vai tarde mesmo, sem deixar saudades. Figuras como ele tendem a ser esquecidas em pouco tempo, como já aconteceu com tantos outros jogadores que passaram pelo Palmeiras e por outros grandes clubes brasileiros.
Que o camisa 9 tenha sorte na vida, bem longe do Palestra.

O caso do Madureira merece um pouco mais de atenção. É inegável que Luxemburgo tem seu nome eternizado na história do Palmeiras. Foi sob o seu comando que o clube viveu alguns dos momentos mais gloriosos de sua história. Mas lá se vai mais de década, e o técnico de hoje é apenas um impostor que vive a pisar em tudo aquilo que ele próprio construiu no passado.

No momento, é justo reconhecer a atitude tomada pela nossa diretoria, que enfim exigiu o respeito que era devido por seu funcionário, e lamentar que o Madureira tenha feito tanta besteira nesta última passagem, a ponto de, para os mais jovens, desgastar muito daquilo que ele fez por nós no passado.

Amanhã, nos encontramos a partir das 16h no Palestra, com um clima muito mais leve e com um futuro promissor, seja lá como for.

***

Um adendo: não sei para vocês, mas, ao menos para mim, a presença de Keirrison no nosso ataque simbolizava a ausência de Kléber, o nosso ídolo que foi preterido por quem enxerga o futebol não como esporte, mas como negócio.

25 junho 2009

Um prêmio à covardia

Confesso desconhecer a origem do tal "gol qualificado", o famigerado tento que acaba por decidir a sorte de muitos clubes em torneios mata-mata no Brasil, na América do Sul e na Europa já há alguns bons (?) anos. Eis que um dia ele surgiu sob a alegação de aumentar a ofensividade do futebol, já que, diziam, os times visitantes teriam de ir ao ataque para fazer valer o critério de desempate.

Pois bem, passou o tempo e o "gol fora de casa" acabou por instaurar um cenário todo diferenciado, em que o mais importante não é vencer, mas sim evitar o gol. Valoriza-se a defesa e não o ataque. Em alguns jogos, é quase possível ouvir a torcida, à la NBA, mandando um "Defense, defense!".

Feita a digressão, vamos ao que interessa:

Prestem atenção às entrevistas de técnicos e jogadores antes de um mata-mata de Libertadores ou Copa do Brasil. Ao falarem sobre o resultado do jogo, os mandantes terão o discurso na ponta da língua: "Não podemos tomar gol aqui". Pouco importa marcar o gol e levar a vitória; o que conta é não ser vazado no próprio estádio. Assim, temos a consagração de teorias absurdas como esta: "Empatar o primeiro jogo em casa por 0 a 0 não é mau resultado".

Não?

O mais incrível é que têm razão os que afirmam isso. Claro que seria melhor vencer e jogar pelo empate fora, mas este 0 a 0 caseiro atira para o outro lado toda a pressão de não poder levar o gol na volta. É assim que a vantagem de decidir como mandante cai por terra, e eu mesmo já prefiro que o Palmeiras receba o duelo de abertura.

E isso se dá apenas porque esta ordem, da qual o Palmeiras não soube tirar proveito contra o Nacional, permite que o seu gol tenha um peso maior logo na partida decisiva. É uma vantagem considerável, muitas vezes maior do que resolver a parada ao lado do seu torcedor. Até porque, vale repetir, o peso do "gol fora de casa" é cruel.

Aí o time da casa não ataca com medo de ser vazado no contra-ataque, o visitante também não se expõe tanto, pois não pode dar uma de louco fora de seus domínios, e temos um jogo arrastado, na base do "uma hora alguém falha e a gente chega ao 1 a 0". É quase um prêmio à covardia.

Foi assim que o Nacional eliminou o Palmeiras; foi assim que o SCCP derrubou o Vasco; foi assim que o Grêmio suplantou o Caracas. Empate fora por 1 a 1 (eis aí o famigerado) e placar em branco em casa. Avançaram os três - não sem justiça -, mas o que se viu em todos os casos foi um mandante acuado diante de um visitante desesperado para corrigir o erro 'cometido' dentro de casa.

É por isso que eu visualizei a eliminação diante do Nacional naquele gol que sofremos no Palestra - ah, o "Fator Jumar"... Depois daquilo, era como se nada mais importasse. Parecia até que um eventual segundo gol (com vitória por 2 a 1) não serviria. O "gol qualificado" desponta como
irrecuperável, quase como uma falha mortal.

Notem que eu não tiro o mérito de quem soube jogar com o regulamento. É justo, e o Palmeiras faria o mesmo se estivesse na situação contrária. O Palmeiras e qualquer outro clube. Portanto, SCCP, Nacional e Grêmio mereceram seguir em frente, mas chegaram lá apenas às custas de um regulamento que premia a covardia.

Ouso dizer que, se não fosse tão pesado este "gol qualificado", os mandantes teriam ido ao ataque e muito provavelmente teriam vencido seus jogos.
O que eu questiono é o fato de o "gol fora de casa" ter se tornado um fantasma que acaba inibindo o ataque. Ganhar é um detalhe sem grande relevância. O importante, lembrem-se, é manter o zero no outro lado do placar.

É, os pênaltis eram muito mais honestos...

***

*Quero estar equivocado, mas tive a nítida sensação, ainda com o placar em branco no Mineirão, que os marias serão finalistas da Libertadores. Porque o gol perdido pelo argentino - e também os dois do Alex Mineiro - é daqueles que rende demissão por justa causa.


*A emissora câncer demonstrou nesta noite de semifinal de Libertadores entre dois grandes clubes brasileiros, qual é a importância dedicada ao, como é que ela diz?, "produto futebol". Enquanto Cruzeiro e Grêmio lutavam para chegar à decisão sul-americana, os nossos amigos do Jardim Botânico obrigaram o povo sem-TV a cabo de SP a acompanhar um filme qualquer.

*A torcida do Cruzeiro é mesmo uma piada.

*Gol fora de casa, pontos corridos... dá pra voltar no tempo?

22 junho 2009

Aqui se faz...

Do fim de semana dos "co-irmãos":

1. Fabio Costa deixou a Vila Belmiro ontem com suspeita de fratura. Não me parece correto comemorar a contusão de um atleta, qualquer que seja ele, mas a verdade é que foi feita justiça. A possível fratura, vejam só, ocorreu no exato momento em que o desequilibrado goleiro santista praticava a sua jogada tradicional: a voadora para arrancar a perna do atacante adversário. Mas o pé dele ficou preso no gramado, a dor foi instantânea e os atacantes brasileiros poderão ir a campo por um tempo sem medo de terem as pernas decepadas pelo camisa 1 santista.

2. O pior mentiroso é aquele que acredita na própria mentira. Foi o que aconteceu com os dirigentes do clube do Jd. Leonor. Eles construíram um mundo de ilusões, transmitiram uma realidade transviada para toda uma geração de alienados e passaram a acreditar que isso era verdade.

Recomendo o post que eu escrevi há mais de ano sobre o que eu chamo de estelionato leonor. Faz muito sentido agora. Os supostamente visionários, modernos e pioneiros JJ Scotch Whisky, Anão de barbicha, Leco e Jesus Lopes acreditaram na mentira que inventaram (com a devida complacência da mídia esportiva) e se afundaram no mundinho deles. Pensaram ser diferenciados, como se pertencessem a um mundo à parte.

Tomados pela soberba, a corja de canalhas iludiu-se mais até do que a própria massa alienada que surgiu a partir do estelionato leonor. A arrogância explica a demissão de Muricy sem dentes, com a qual nem a própria torcida dos caras concorda. A soberba revela-se em argumentos mínimos, tal como o que justifica a contratação de Ricardo Gomes: “Precisamos de alguém com vivência internacional”, dizem.

É assim que se afundam, dia após dia, na própria mentira. Não que eu esteja preocupado com isso - quero mais é que eles morram -, mas não adianta depois pedir ajuda para não ir à falência...
***

Sobre o Palmeiras: como vocês sabem, este é um blog feito a partir da visão que se tem da arquibancada. Considerando que eu não fui a Curitiba no último sábado, não me sinto à vontade para escrever o que quer que seja.

***

Leiam o texto abaixo:

Uma tristeza
A falta de bandeiras nos estádios paulistas entristeceu os jogos por aqui. Se Vinicius de Moraes visse, diria que São Paulo é também o túmulo do futebol. E não é, nem do samba, como se sabe.
Mas que só o gogó é pouco para enfeitar as arquibancadas parece fora de dúvida. Se já não bastasse a exigência legal estapafúrdia da execução do Hino Nacional antes de cada jogo, rigorosamente sem que a torcida dê a menor pelota, num desrespeito que fere de morte o espírito da lei, salta aos olhos o empobrecimento do espetáculo pela falta dos estandartes e suas cores.

Isso poderia estar no blog de qualquer um que defende a arquibancada. Talvez até no meu. Mas está, acreditem, na coluna de ontem do senhor Juca Kfouri. Ou ele enlouqueceu de vez ou resolveu brincar com a nossa cara...

20 junho 2009

Vida que segue


O silêncio dos últimos dias não foi programado. Tampouco tem relação com a falta de idéias; elas vieram aos montes, desde as horas seguintes à eliminação, enquanto vagávamos pelas ruas da capital uruguaia. Acontece que faltou ânimo para expor as lamentações, as críticas e mesmo as opiniões sobre os motivos que nos levaram a deixar a Libertadores de modo tão prematuro. Mais que isso, faltou tempo, pois a viagem de ida e volta foi por demais cansativa.

Confesso que passei os dois últimos dias sem ler as páginas esportivas de jornais, blogs (quaisquer que fossem) e outros meios de comunicação, de tal forma que tomei conhecimento só de pequenos fragmentos de informação e/ou opinião aqui e acolá.

Passados dois dias e já sem a cabeça tão atordoada pela eliminação e pelo cansaço, chegou o momento de retomar o raciocínio.

O FATOR JUMAR


Jumar é a cara desta eliminação. Porque o Palmeiras caiu fora não no 0 a 0 do Centenario, mas no 1 a 1 do Palestra, quando o Madureira resolveu abrir mão do segundo gol para atrair o time adversário para o nosso campo. Deixando de lado até mesmo a escalação errada e as substituições desastradas, o fato é que Jumar, pobre Jumar, acaba, sem culpa de nada, sendo a cara de mais este fracasso alviverde.

Fomos novamente eliminados na nossa casa, e isso já era sentido por todos nós logo após o jogo do Palestra. É então que alguém pode se manifestar: “Mas se você achava isso, foi fazer o que no Uruguay?”. Bom, eu fui fazer a minha parte. Fui à luta, cantar pelo Palmeiras e acreditar no improvável. Não difere muito do que me levou a viajar até o Recife na fase inicial, quando o time já parecia morto. Porque aqui é Palestra, e porque eu sei o que pode acontecer quando a esquadra verde vai a campo. Mas faltou em Montevideo o milagre que nos salvaria de uma eliminação já consumada em SP mesmo, no exato momento em que o Madureira resolveu inventar o Jumar no time.


Se ele tivesse um mínimo de decência para assumir o erro (e se não estivesse completamente desequilibrado ou mais preocupado com blogs, jogatinas, processos na Justiça e qualquer coisa que não o futebol), ficaria mais fácil aceitar isso tudo. Mas a situação torna-se insustentável ao nos depararmos com a clamorosa decadência de um sujeito que tem seu nome eternizado em nossa história, mas que hoje não passa de um impostor.

Dito isso, não vou me estender no tema. A demissão sumária do Madureira é uma posição defendida há tempos por este blog e por um número a cada dia maior de palmeirenses, sejam eles organizados ou não. Na minha análise, a permanência deste cidadão no nosso comando técnico é uma afronta ao torcedor palmeirense e à própria Sociedade Esportiva Palmeiras.


A DERROTA

A eliminação da Libertadores é sempre mais dolorida e eu nunca sei se vale a pena terminar a disputa com a sensação de que perdemos com dignidade, batalhando até o último segundo. Porque sempre foi assim para o Palmeiras: nos pênaltis, nos detalhes, no ‘erro’ de um juiz, por um gol perdido aqui, por uma falha individual ali. De um jeito ou de outro, chegamos sempre vivos ao apito final.

Foi assim de novo em Montevideo. Faltou muita coisa, e isso explica o empate sem gols contra um time que só não é pior que o Potosí entre todos os que enfrentamos, mas, exceção feita a um ou outro jogador, sobrou disposição. Ao mesmo tempo em que serve de consolo a eliminação sem derrota, é este também o fator que traz mais dor.

Mesmo com as sucessivas falhas do nosso treinador (ou até por elas), é possível guardar muita coisa boa destes 12 jogos da Libertadores-2009. A começar pelo fato de termos efetivamente disputado todos os duelos que se apresentaram. Não precisamos inventar desculpa para não viajar ao México, não fugimos da luta, não nos classificamos por uma canetada. Não passamos a primeira fase inteira capengando e não fomos eliminados com um 0 a 2 em casa.

Nós fomos à luta. Nós viajamos ao céu de Potosí, encaramos o atual campeão continental também na altitude, vencemos batalhas sangrentas em Recife, derrubamos o Colo Colo em uma jornada heróica no Chile, tentamos buscar o gol salvador até o último segundo no histórico Centenario de Montevideo.

Se tem clube por aí que prefere avançar sem ir a campo, aí é tudo uma questão de caráter.

O CENTENARIO

É um belíssimo estádio o Centenario. Templo sagrado do futebol, tanto quanto o Maracanã. E já caminha para os 80 anos, com ingresso de papel, assentos pintados com caneta esferográfica, alambrados, fossos e toda a informalidade que deve prevalecer nos estádios de futebol. Que o Centenario permaneça assim por muitos e muitos anos, bem longe da mente doentia dos supostos progressistas.

As histórias desta viagem para o Uruguai são muitas e ficam para um outro momento. E o Nacional tem agora a minha torcida, por mais que eu saiba que eles não conseguirão segurar nem mesmo o Estudiantes...

16 junho 2009

Um lugar na história


Quando as pessoas descobrem que eu sigo amanhã para Montevideo em um esquema bate-e-volta 'apenas' para ver um jogo de futebol, a reação é inevitavelmente a mesma: "Você é louco!"

Sim, isso eu já sei. Mas insisto em dizer que não é 'apenas' um jogo e que eu tampouco estou indo até lá para ver o que quer que seja. Porque é Libertadores, é Palmeiras e é tudo aquilo pelo que lutamos. E porque eu não vou para ver, mas para empurrar o meu time à vitória.

É difícil compreender o que leva alguém a perder o seu único dia de folga em meses de trabalho e mais algumas centenas de reais para ver 'apenas' um jogo de futebol. Não pertence ao terreno do racional, e é bom que seja assim. Porque é tão insano quanto inesquecível.

Foi assim na vitória em Recife, que nos livrou da virtual eliminação e nos trouxe até a Batalha do Centenario. Foi assim na vitória em São Januário, em 1999. Foi assim em toda a caminhada de 2000. Foi assim com o vitorioso duelo nos pênaltis, em 2001, no Mineirão. Foi assim em 2005, em 2006 e em tantas outras situações. Porque nada é tão bom quanto ir buscar uma vitória ou uma classificação bem longe de casa.

Neste 16 de junho de 2009, passados 10 anos desde o título da Libertadores/99, é justo lembrar de cada uma das vitórias heróicas do Palestra, em casa ou em campos inimigos. Em meio a tantos duelos inesquecíveis, eu preciso apenas buscar na memória a minha visão do chute de Zapata para fora para tudo isso fazer ainda mais sentido.

10 anos. As memórias de dentro do estádio, confesso, não são assim tão claras. Não era um jogo para se assistir; era para jogar junto com o time, cantando do início ao fim. Eu estava, admito, entorpecido, como fiquei ainda por um bom tempo, mesmo já fora do estádio.

É então que vêm à mente só as cobranças de pênalti, incluindo a decisiva, com a massa alviverde de mãos dadas, pronta para explodir. E eu, abraçado ao meu irmão, os dois já sem conseguir conter as lágrimas, com os joelhos no cimento sagrado daquela arquibancada que hoje já não existe mais.

Isso, meus caros, não tem preço. Viver um momento desses significa buscar - e alcançar - um lugar na história. Representa se eternizar em uma conquista única. Significa receber a visita de Felipão já no 10º aniversário da vitória
e ter a exata noção de que a Libertadores é tão dele quanto de cada torcedor de arquibancada. E é até mais nossa, à medida que estaremos sempre do mesmo lado da batalha.

Se estivemos juntos lá atrás, estamos agora também, uma década depois. Podemos não gostar de um jogador aqui e de outro ali e até o treinador pode ser hoje uma figura que não desperta a nossa confiança. Pouco importa; o Palmeiras vai a campo na fria noite uruguaia e eu confio nos homens que vestem aquela camisa verde.

Eles serão a nossa alma e o nosso coração na cancha. E nós, poucos e bravos na arquibancada do Centenario, seremos a voz de milhões. Para buscarmos o nosso lugar na história mais uma vez...

À VITÓRIA, GUERREIROS!
AQUI É PALESTRA!




***

Outra boa fonte de inspiração é a nossa campanha no título da Copa Mercosul/1998. Aí vai:

2ª rodada da 1ª fase - 19.08.1998, 22h
Nacional/URU 0 x 5 Palmeiras
Estádio Centenario, Montevideo/URU
Gols: Oséas, 10' do 1º; Magrão, 30' do 1°; Magrão, 41 do 1º; Tiago Silva, 32' do 2º; e Juliano, 39' do 2º
Os guerreiros: Velloso; Nenem, Júnior Baiano, Cléber e Júnior; Roque Jr., Rogério, Zinho (Tiago Silva) e Alex; Oséas (Galeano) e Magrão (Juliano). Técnico: Luiz Felipe Scolari

5ª rodada da 1ª fase - 01.10.1998, 21h50
Palmeiras 3 x 1 Nacional/URU
Palestra Itália
Gols: Rogério, 2' do 2º; Arilson, 30' do 2º; Arilson, 35' do 2º; e Barrios, 45' do 2º
Os guerreiros: Marcos; Nenem, Júnior Baiano, Agnaldo e Júnior; Galeano (Rogério), Tiago Silva, Alex (Paulo Nunes) e Arílson; Magrão e Oséas (Almir). Técnico: Luiz Felipe Scolari

14 junho 2009

Rumo a Montevideo

A vitória nos coloca em boas condições no BR-09, Keirrison fez dois gols, a arbitragem finalmente nos favoreceu e, acreditem, o Madureira conseguiu fazer o time jogar um bom futebol, com direito até a um padrão tático reconhecível durante os 90 minutos.

Tudo isso em uma noite de homenagens no Palestra, com a presença de alguns dos campeões da Libertadores/1999. Foi bonito, foi emocionante e era mesmo mais do que necessário. Durante aqueles poucos minutos antes do jogo, foi bom poder voltar 10 anos no tempo e cantar o nome de muitos dos nossos ídolos, cada qual com sua música. Bons tempos e ótimas lembranças...

Serve de inspiração para a Batalha do Centenario. Eu só consigo pensar na viagem para Montevideo e no desafio que temos pela frente. Já
começou a concentração.

***

Quanto ao público: foi bem menor na comparação com a semana passada, mas alguns fatores pesaram além do preço do ingresso. Não vou entrar agora na discussão sobre os R$ 30 pela arquibancada - já fiz essa consideração no post anterior -, mas parece ter ficado evidente que o povo que freqüenta o Visa não tem fôlego para deixar R$ 100 na bilheteria em um jogo que não tinha nada de decisivo.

***

RECADO AOS MARIAS

Vocês ficaram quase 20 anos sem pisar no Palestra Itália. Foram muitas finais, decisões, tantos e tantos jogos importantes. Libertadores, Copa do Brasil, Brasileiro... e vocês nunca apareceram. A questão é que hoje - e eu admito que vocês vieram em número até razoável - seria melhor terem ficado em Minas para evitar passar vexame fora de casa.

Aí não teriam se calado durante todo o jogo (eu não entendo o que leva alguém a viajar pelo menos oito horas para não cantar), nem perdido a faixa para os coxinhas (que papelão...), nem atirado o surdo no fosso, nem brigado entre vocês na arquibancada. E não teriam de sair mais cedo do estádio, ainda com o jogo rolando, com medo do que poderia acontecer depois.

Certo, todos sabem que a Máfia Azul é uma piada. Mas vocês perderam hoje uma boa chance de não deixar isso assim tão explícito.

11 junho 2009

Meio termo

Ao saber que o Visa estava saindo por R$ 100, me preparei para escrever um post ácido, detonando a arquibancada a prováveis R$ 40. Era o esperado diante de uma simples regra de 3, mas o aviso da assessoria de imprensa mostrou outro cenário: entradas populares a R$ 30. Não é o ideal, mas isso é muito uma opinião minha, e eu sou obrigado a aceitar este preço, que é, afinal, o mesmo do ano passado.

Sim, poderia ser melhor, mas não cabe aqui nenhuma crítica mais contundente. Se é para ampliar a receita com bilheteria, que isso aconteça às custas dos freqüentadores do Setor Visa. Que eles paguem o preço do conforto e de terem tomado o nosso lugar. E que financiem quem vai ao estádio para apoiar o time. Muito justo.


Sobre o fato de provavelmente enfrentarmos o Internacional/RS em Araraquara, por conta de um acordo com a Prefeitura local, eis aqui:

Inauguração de estádio novo, população local carente de futebol, muitos palmeirenses na região etc. e tal. Teríamos casa cheia mesmo em um amistoso e ainda que o ingresso estivesse nas alturas. Portanto, talvez fosse o caso de levar para lá uma partida contra, sei lá, o Avaí ou o Barueri, deixando para a nossa casa um jogo tão duro quanto este. Mas é só a minha opinião.

***

RESPOSTAS AO MADUREIRA
Dois amigos meus, o Castellari (do xará Forza Palestra) e o Júnior (do Aqui é Palestra), mandaram muito bem em suas respostas ao Madureira, que enlouquece a olhos vistos, dia após dia. Deixo aí as indicações, porque eu responderia quase a mesma coisa. Alguém precisa providenciar um tratamento psiquiátrico para o nosso treinador.

A BATALHA DO CENTENARIO
Passagens garantidas para MVD. Vamos lá consertar as besteiras que o professor fez por aqui.

DESESPERO LEONOR
Abaixo, mais um bom vídeo sobre o desespero que toma conta dos leonores. Não é à toa que estão divulgando aos quatro cantos até mesmo o escorregador de metal (parece piada, mas não é...) do bufê infantil do Jd. Leonor. Elas estão histéricas...


08 junho 2009

Sobre interinos e efetivos

Eu nunca trabalhei no prédio dos Frias e não posso provar, mas parece que os escribas do Painel Leonor têm de passar por um processo de lavagem cerebral antes de assumirem a função, ainda que na condição de interinos. Se o Perrone criou um estilo que foi ‘aprimorado’ pelo Arruda, antes interino e agora efetivo, eis então que hoje o senhor Eduardo Ohata, o interino da vez, supera os outros dois com louvor.

A começar pela fonte comprimida no texto de abertura, destoando do padrão da coluna. Depois, com as oito notas com a mesma temática: torcidas organizadas. Ok, o assunto está em evidência e não poderia ser desprezado, até porque a FSP empreende uma campanha sórdida – e frágil, a se julgar pelo estudo apresentado na edição dominical – contra nós. O problema está no teor do, digamos, noticiário.

Entre as notas todas que temos no Painel de hoje, vou ficar com apenas duas, não sem antes fazer um retrospecto necessário:

Painel Leonor, 07.05.2009: Franchising Leonor
Torto. Cartolas palmeirenses disseram ontem que a entrada da Mancha Alviverde no Palestra Itália foi liberada porque membros da organizada que haviam ingerido bebida alcoólica ameaçavam fazer quebra-quebra na porta do estádio. Ninguém, contudo, assumiu quem deu a ordem para a torcida entrar.
Painel Leonor, 26.05.2009: Sob ataque

Porre. A diretoria do Palmeiras pressiona o promotor Paulo Castilho a notificar a Subprefeitura da Lapa a ser mais rigorosa em relação à venda de bebida alcoólica nas imediações do Parque Antarctica em dias de jogos.

Ressaca. Os palmeirenses dizem que, desde que Castilho proibiu a entrada da Mancha Alviverde no estádio, membros da torcida têm ingerido álcool em quantidades excessivas e arrumado confusão na porta da arena alviverde.

Painel Leonor, 08.06.2009: post de hoje
Contra o feiticeiro. Dirigentes palmeirenses afirmam que a proibição da Mancha nos estádios foi um tiro no pé. Reclamam de que, quando não entram no Parque Antarctica, permanecem fazendo algazarra nas cercanias da entrada. E que a conta sobra para o Palmeiras.

Caso isolado. Autoridades alegam que os palmeirenses não podem se queixar disso, já que é função dos policiais controlar a bagunça.

Como os senhores podem perceber, é tudo bastante orquestrado, semana após semana, em um trabalho sujo de desconstrução de imagem (como se preciso fosse...), sempre contra a mesma torcida. Para escrever sobre o nada, os escribas do Painel Leonor, provavelmente orientados por alguém mais influente, apostam em fontes misteriosas: “Cartolas palmeirenses”, “Diretoria do Palmeiras”, “Dirigentes palmeirenses”, tudo pela ordem.


O termo muda e ninguém é identificado, mas a mensagem é a mesma: torcedores organizados são bêbados arruaceiros e é preciso acabar com eles, com a venda de cerveja nos bares da Turiassu e com aquele processo de socialização que se observa antes e depois de qualquer jogo nas ruas próximas ao estádio Palestra Itália.

Não há, no entanto, qualquer evidência a comprovar as absurdas notinhas do senhor Ohata. É coisa inventada mesmo, e não passa pelo crivo de qualquer pessoa que tenha um conhecimento mínimo sobre estádios de futebol.
Vamos de Houaiss:


Excetuando-se a parte dos mouros e partindo para a derivação, descobrimos que algazarra é o mesmo que “vozearia, barulheira, tagarelada”. São situações normalmente atribuídas a crianças ou, como frisa o Houaiss, a pássaros (no caso, pardais). Não consigo entender o que seria a algazarra de um grupo de torcedores organizados, tidos e havidos pela hipócrita e alienada opinião pública como criaturas perigosas, que representam uma ameaça à nossa harmônica, pacífica e ordeira sociedade civil.

A nota perde o sentido aí. O mais grave, entretanto, é constatar a desinformação do senhor colunista acerca do que é um estádio de futebol e do que é uma torcida organizada. Pois ele, a exemplo do Arruda, insiste com a descabida tese de que alguns de nós não teríamos entrado no campo devido à “proibição da Mancha”.

Vou repetir e insistir, de uma vez por todas:

A proibição não se aplica às pessoas físicas, mas à pessoa jurídica. Não se aplica aos torcedores, mas às faixas, camisas e instrumentos que identificam a torcida como tal. Nenhuma pessoa física é impedida de entrar no estádio, e é por isso que a torcida toda está lá. No mesmo local, com a mesma configuração, com as mesmas músicas, mas sem as, como vamos chamar?, sinalizações visuais características.

Estamos todos lá, e ninguém deixa de entrar por conta da proibição dos materiais. Foi assim, caro jornalista de redação, entre 1995 e 2003. E tem sido assim a cada nova e arbitrária punição à entidade Mancha Verde. Assim é a vida neste tal futebol; bem diferente do cenário ao qual o senhor está acostumado, em disputas frias de tênis e demais esportes olímpicos.

A torcida pode ser punida tantas vezes quantas forem do interesse do promotor desocupado. Faixas, bandeiras, camisas, instrumentos de percussão e demais adereços ficam do lado de fora. Mas os torcedores não. Menos ainda para fazer “algazarra” ou qualquer coisa do tipo.

Aliás, caro jornalista, o que seria isso? Como seria a “algazarra” dos torcedores? Quem estaria reclamando disso? A polícia registrou alguma queixa? E quem seriam as “autoridades” que jogam a responsabilidade (do quê?) nas costas da PM? Aliás, a PM não é uma autoridade? E o que seria a “conta [que] sobra para o Palmeiras”?

Pois é, fiquei com essas dúvidas todas. Seria interessante que você, do alto de todo o seu conhecimento de esportes olímpicos, explicasse isso tudo a alguém que, como eu, já pisou mais de 300 vezes naquele estádio sem nunca ter visto nada parecido com essa tal “algazarra”? Estou curioso. De verdade.

Finalizo com uma pergunta que resume o quanto isso tudo já me encheu o saco: vocês, interinos ou efetivos, são ingênuos, mal intencionados ou filhos da puta mesmo?

07 junho 2009

Até quando, Madureira?

Voltando do Palestra hoje, ouvi, como de costume, toda a entrevista coletiva do Madureira às emissoras de rádio. O saldo é preocupante. Porque o nosso treinador reitera, dia após dia, tudo aquilo que tem sido dito sobre, digamos, o seu estado psicológico.

Fato é que o Madureira demonstra uma incapacidade enorme de reconhecer suas falhas e, o mais importante, corrigir o que está errado. Vira-se com respostas evasivas e fala por até quatro minutos seguidos sem que nada se aproveite.

Chega a dizer, vejam os senhores, que a partida contra
o Nacional/URU (com a emblemática entrada do Jumar) representa um de seus "melhores trabalhos no Palmeiras" - um certo goleiro mau-caráter não disse algo parecido? De qualquer forma, é
preocupante, pois ele joga no lixo muito do que já fez por nós.

O Madureira fala de tudo um pouco, mas não esclarece nada. Desvia o foco, joga a culpa na torcida, faz graça com os jornalistas que o acobertam e maltrata os que o criticam. O que fica sem resposta: como pode o treinador de R$ 6,5 milhões anuais deixar o seu time sem padrão tático e tomar um baile do pequeno Vitória dentro de casa?

Sim, é a verdade. O Vitória foi muito superior, e só não levou pontos do Palestra
porque nós temos Sâo Marcos, porque os baianos têm Roger no ataque e porque a trave resolveu ajudar hoje. Ah, e também porque o Palmeiras é Palmeiras e porque os atletas mostraram jogaram com a alma e o coração. É pouco.

Notem que isso vem de um torcedor que tem especial predileção por vitórias como esta de hoje, à base de raça, superação e muito suor. Continuo gostando delas, é claro. Mas sei que elas não vêm todo dia, de tal forma que me preocupo - e muito! - com o que podemos fazer na batalha de Montevideo.

E é então que o Madureira poderia refletir sobre a falta de padrão tático do time, sobre os inexplicáveis buracos que se abrem na defesa e mesmo sobre a comovente apatia do nosso camisa 9. Porque não é sempre que Diego Souza vai acertar uma grande partida, que Cleiton Xavier vai mandar um chute mágico da intermediária ou que São Marcos vai operar milagres.

Uma hora isso acaba. E aí, Madureira, como ficaremos?

***

O PÚBLICO DE R$ 20
Mais de 16 mil pagantes. Considerando a fase do time, o adversário, o histórico no Palestra e outros fatores mais, não era para tanta gente - vejam que o SCCP jogou ontem para 6 mil torcedores no Pacaembu. Mas o público foi bom assim porque tivemos ingressos a R$ 20. A resposta, com grande ocupação nos setores populares, veio com o apoio incondicional ao time, em especial depois de sofrermos o gol.

O GLADIADOR
A expulsão de Kléber no Mineirão traz alívio em dose dupla para o jogo do próximo domingo. Que venham os bambis mineiros!

E O FUTEBOL?
É sabido que as moças do Jd. Leonor não ligam muito para futebol. É sabido também que aquele bando de dirigentes salafrários busca agora legitminar o que não tem solução, ou seja, o Jd. Leonor na Copa-2014.
Por fim, é notório também que os bambis adoram pertencer a esta desprezível high society paulistana, o que as leva a querer notinhas 'espertas' na Mônica Bergamo. É o caso da que saiu na edição de sexta da FSP. O conteúdo é auto-explicativo:

TOBOGÃ No bufê infantil que o São Paulo fará no estádio do Morumbi, e que terá o ex-jogador Raí como sócio, haverá um escorregador de metal que sairá do salão e cairá diretamente no gramado. O projeto do arquiteto Ruy Ohtake prevê que as crianças possam brincar no espaço atrás de um dos gols, quando não for dia de jogo.

06 junho 2009

9 anos...


9 anos. 6 de junho de 2000. Não pode passar em branco. Também serve para espantar todo o clima ruim dos últimos dias e como preparativo para a batalha de Montevideo.



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Notas soltas e desconexas:

FABIO COSTA, O LOUCO
Este blog, todos sabem, defende o futebol sem viadagens. Este blog tem o STJD e o senhor procurador Paulo Schmidtt na pior consideração possível. Mas isso não impede que certas situações sejam punidas de acordo. É o caso do que fez este tal
Fabio Costa, um completo desequilibrado mental. Vamos aguardar as providências do sempre proativo STJD; o futebol não pode mais conviver com um louco como o goleiro do Santos FC.


JUSTA CAUSA
O Júnior, do Aqui é Palestra, mandou bem ao apontar uma série de razões trabalhistas pelas quais o Madureira deveria já estar fora do Palmeiras. Eu acrescento que esta última entrevista, na qual ele declara querer ser presidente do Flamengo, é mais um motivo.


SOBRE EMBOSCADAS, PMs E PROMOTORESSei que esperavam que eu escrevesse sobre a briga de quarta, a incompetência da PM e o espetáculo midiático do promotor. Eu sei. Mas é melhor esperar um pouco. Tenho algumas coisas a dizer, mas não vou fazer isso sem provas. De qualquer forma, prometo retomar o assunto em breve.

E O FUTEBOL?É sabido que o povo do Jd. Leonor não liga muito para futebol. É sabido também que aquele bando de dirigentes salafrários busca agora legitminar o que não tem solução, ou seja, o Jd. Leonor na Copa-2014.
Por fim, é notório também que os leonores adoram pertencer a esta desprezível high society paulistana, o que as leva a querer notinhas 'espertas' na Mônica Bergamo. É o caso da que saiu na edição de sexta da FSP. O conteúdo é auto-explicativo:

TOBOGÃ No bufê infantil que o São Paulo fará no estádio do Morumbi, e que terá o ex-jogador Raí como sócio, haverá um escorregador de metal que sairá do salão e cairá diretamente no gramado. O projeto do arquiteto Ruy Ohtake prevê que as crianças possam brincar no espaço atrás de um dos gols, quando não for dia de jogo.

04 junho 2009

Mais do mesmo

Depois de ser impedido de enfrentar o time do Jd. Leonor em duas partidas seguidas (foi expulso aos cinco minutos da primeira e, para garantir, no jogo anterior à segunda), Diego Souza foi a campo no último duelo contra as meninas. Sofreu um pênalti acintoso e o árbitro mandou seguir. Deram um jeito de punir o nosso camisa 7. Mas não ficou só nisso: passados alguns dias, eis que o tribunal do procurador Paulo Schmitt resolve levar o nosso atleta a julgamento mais uma vez.

Era o caso de se pensar que ele pode ter dado uma cotovelada em alguém ou qualquer coisa do tipo. Não, nada disso. Sinto informá-los que Diego Souza, a exemplo do que já ocorrera depois do jogo do ano passado no Mineirão, vai a julgamento mais uma vez por um lance normal, por uma falta de jogo. Depois de um carrinho para tomar a bola do zagueiro, o adversário foi ao chão. E então o tal procurador resolveu que era o caso de denunciar o nosso meia.

Denúncias, denúncias e mais denúncias. Tudo a serviço de um único beneficiado, e eu nem preciso dizer qual.


Enquanto isso, no Jd. Leonor...

Kléber, o Gladiador, sofreu 14 faltas no jogo do último domingo. 14 faltas! E o revezamento feito pela defesa bambi ficou evidente, a exemplo do que já acontecera no ano passado, quando bateram em Valdívia até que ele tivesse de abandonar o gramado. O fato gerou uma reclamação formal - e consciente - do Cruzeiro.

Acontece que o trabalho sujo já foi bem feito. Os hipócritas jornalistas esportivos trataram de construir uma imagem demoníaca de Kléber e aí tudo se justifica, inclusive um revezamento na hora de dar porrada.

Mas sei lá do que eu estou reclamando... Não se pode esperar nada diferente de um campeonato por pontos roubados que permite a um clube largar sendo beneficiado em todas as quatro primeiras rodadas.

03 junho 2009

De volta ao ataque

A dupla Arruda-Castilho volta ao ataque. Do Painel Leonor de hoje:

Alerta. O promotor Paulo Castilho está preocupado com possível recepção de organizadas palmeirenses à aliada torcida vascaína hoje. Teme confronto com corintianos e pedirá à PM para expulsá-las do Pacaembu.

O que este blog tem a dizer:

1. Sim; recebemos os irmãos da FJV na nossa casa. Sempre foi assim. Mas eu quero ver o promotor desocupado me expulsar da arquibancada do Pacaembu hoje à noite.

2. Torcedores de SCCP e do time que virou filial bambi na Baixada brigaram depois do clássico do último domingo. Quebraram tudo dentro de um Extra nas proximidades da Vila. Alguns dos representantes da casa foram claramente identificados como membros da Torcida Jovem e da Sangue Jovem. E o que houve foi nitidamente uma emboscada. E aí, promotor? As punições só valem para a MV? Gente que atira bomba na arquibancada do Jd. Leonor também não fica afastada dos estádios?

02 junho 2009

Falavigna Bros.

Ruas sombrias, becos soturnos e lúgubres vielas do decadente Cambuci moldaram as mentes dos dois irmãos que têm seus últimos posts aqui recomendados. Com os senhores, os irmãos Falavigna: André, do Blog do Meu Saco, e Seo Croce, do Cruz de Savóia.

***

Professor Belluzzo,

Em meio aos protestos e contestações deste blog, é justo agradecer ao senhor por ter vindo a público proibir as críticas feitas ao torcedor palmeirense por quem deveria se preocupar apenas em trabalhar, executar o tal planejamento e honrar o alto salário que ganha.

Eis aqui:

"A torcida tem dado enorme contribuição ao clube, e pode se comportar com ela quiser. Temos que aceitar as críticas quando elas vêm. Não tem essa de que ninguém é intocável, a começar até pelo presidente. Se as críticas forem formuladas de forma civilizada não temos nada do que reclamar".

"(A torcida) é a razão de existência do clube. O torcedor é o nosso protagonista.”

Obrigado.

01 junho 2009

Agenda de destruição

Em clima de festa (viva as 12 sedes da Copa-2014!!!), vamos abrir espaço para mais algumas demonstrações da agenda de destruição em curso. A começar, é justo, pelo mais sórdido de todos os dirigentes esportivos neste país. Com os senhores, JJ Scotch Whisky:

"O Morumbi está 84% pronto, muito à frente dos outros. O Maracanã é inviável. Teria de derrubar e construir outro”.

Não há bebedeira que justifique um absurdo desses. Não há. Por pior que seja o uísque consumido pelo mandatário leonor, não é aceitável um vandalismo verbal desse tipo. E é ainda menos aceitável que tal declaração fique sem a devida contestação. Se este país fosse minimamente sério, teríamos prisão perpétua para gente que propõe qualquer alteração no Maracanã. JJ é um deles.

Nem vou entrar no mérito dos “84%”, do que o levou a este número fictício ou dos tantos absurdos que foram ditos por esta pobre criatura e por outros tantos patifes sobre este lugar que é claramente inapto para receber qualquer evento. A questão é que o Mário Filho não pode estar inserido no contexto desta agenda de destruição dos leonores.

Eis então que chegamos a uma notícia aparentemente despretensiosa, publicada pelo L!Net, o folhetim eletrônico do diário bambi por excelência. É besta, é pequeno, é insignificante mesmo. Mas é demonstrativo de como agem os nossos profissionais de comunicação, digamos, antenados com a agenda de manipulação de Casares, o marqueteiro do mal. Vejamos:

Corinthians e Palmeiras: perigo na internet

Aí você, desavisado leitor, está de passagem pela home do L!Net e se depara com um título como este, assim tão acusatório. "Mas que cazzo seria isso?", você se pergunta. Pois bem, vamos ao texto, que já começa peremptório: "Corinthians e Palmeiras são dois dos termos mais perigosos da internet..."

Não há dúvidas! Os dois rivais desta capital paulista são perigosos para o internauta, seja lá o que diabos for isso.

É então que ficamos sabendo que a empresa de segurança McAfee fez uma pesquisa para determinar as palavras-chave que, se utilizadas em buscas pela internet, podem, vejam os senhores, infectar o computador dos usuários com vírus. Sim, dramático assim. Como diria o grande Falavigna: "Levados esses dois, não?"

A matéria (???) do L!Net traz um link para o tal estudo, mas o que aparece depois do download do arquivo (zipado) é um relatório sem números ou pesquisas. Desprovidos de informações na íntegra, somos obrigados a nos contentar com o recorte feito
pela versão online do jornaleco esportivo:

"No Brasil, os termos de maior risco são: Globo (33,3%), Juliana Paes (30,0%), Google Talk (25,0%), Google Toolbar (25,0%), Orkut (25,0%), Corinthians (22,2%), Palmeiras (22,2%), Tradutor (22,2%), MSN (20,0%) e Músicas (20,0%)."

Sim, perdemos para a Juliana Paes!

Eu bem poderia dizer que os números são estranhos, bastante exatos (20,0%, 22,2% = 2/9, 33,3% = 1/3, 25,0%), o que me levaria a duvidar da amostragem utilizada. Poderia. Mas não é necessário. A criatura que mandou essa nota para o ar (em um veículo pretensamente esportivo) deveria se envergonhar muito do que fez...

A Copa-2014 vem aí!
Vamos encher esse povo alienado de besteira...

***

Peço desculpas aos muitos novos blogs que surgiram nas últimas semanas. Ainda não consegui arrumar tempo para atualizar os links aí do lado. Mas prometo fazer isso em breve.

Desânimo

É, eu deveria escrever algo sobre o desastrado empate em Barueri. Sobre o gol de Obina, sobre Keirrison, sobre os acertos ofensivos e os constantes problemas na defesa. Também sobre o Madureira, que, além de não sair do banco (seria medo?), continua desviando o foco de seus erros. E mesmo sobre a Arena Barueri, que, aos poucos e não tão lentamente, começa a ganhar cara de um estádio de futebol. O que não faz dela um local menos frio, melhor localizado ou com estrutura mais adequada, registre-se.

Deveria escrever sobre tudo isso, eu sei. Mas não consigo. Porque o tal anúncio das 12 sedes da Copa do Mundo é um pouco o prenúncio do muito de ruim que está por acontecer no nosso futebol. Desvio de verbas públicas, milhões no lixo por um tal padrão FIFA, elefantes brancos em cidades que quase não têm futebol profissional, comemorações que só servem para ocupar o tempo de alienados aqui e acolá – e isso eu escrevo sem rancor, mas com pena mesmo.

De certa forma, o pequeno circo que se armou antes do jogo de ontem, na Arena Barueri, detonou toda e qualquer esperança de um bom jogo. Telão com o Blatter fazendo gracinha, bandeiras dos Estados ‘escolhidos’ em campo, ex-jogadores deslocados no gramado, público pequeno com os ingressos nas alturas. E depois a chuva, o péssimo primeiro tempo, as besteiras na etapa final...

Seriam pequenos obstáculos em outros tempos. Mas os atuais, de promotores desocupados, procuradores vagabundos, dirigentes salafrários, jornalistas hipócritas, reuniões espúrias e técnicos cafajestes, não inspiram coisas boas...