30 maio 2009

Teixeira, o capanga leonor

O Santos FC, foi dito por este blog, tem se portado como capanga dos leonores, um papel que não está à altura da história do clube do litoral. A reunião que ocorreu nesta sexta, envolvendo presidentes dos quatro grandes paulistas, é a prova definitiva de como Marcelo Teixeira tem agido em defesa dos interesses leonores.

Vocês todos sabem o que eu penso da escória do Jd. Leonor e da impossibilidade de qualquer tipo de relacionamento que não seja bélico com criaturas como JJ Scotch Whisky. Pois bem, indico aqui um vídeo sensacional, idealizado e produzido por um rivale, e dois textos do sempre incendiário Filipe, outro rivale de respeito (1 e 2).




É GUERRA!

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E amanhã vamos a Barueri mais uma vez...

29 maio 2009

Questão de aparência

“Se demitir o Luxemburgo, vai trazer quem? O Picerni? O Roth? O Estevam Soares? O Vadão?”

Este é o único argumento (?) possível a setores da torcida palmeirense que ainda defendem a permanência do Madureira. Você não ouve nenhuma referência elogiosa às suas últimas contratações, nenhuma menção às suas estratégias inovadoras, nenhuma análise baseada em seu trabalho com o grupo de jogadores.

Não é à toa: o Madureira de hoje é um técnico medíocre, comum, no nível dos citados anteriormente. Com desvantagens: tira anualmente R$ 6 milhões dos cofres do clube, é arrogante (o que o impede de assumir os próprios erros e agir para melhorar isso) e carrega o peso de já ter sido um grande treinador.

Defendem o Madureira aqueles que não enxergam isso.

Aliás, tenho uma teoria:

Sabe aquele sujeito de família rica que de repente se vê na miséria, mas insiste em manter as aparências? Vocês devem conhecer alguém assim: o cara mal tem dinheiro pagar as contas de água e de luz, mas insiste em ostentar uma BMW na garagem. O cidadão faz isso apenas porque quer manter o status. Pode estar na merda que for, mas gosta de mostrar para a sociedade o que não é: “Vejam, eu tenho uma BMW na garagem”.

Pois o palmeirense que defende o Madureira faz isso para manter um status que já não se justifica faz tempo. E então, enquanto a gente pede que o Palmeiras e sua torcida sejam respeitados, o sujeito deslumbrado enche a boca pra dizer: “Ei, vejam só, meu time tem o Luxemburgo no banco”.

Pois é, acontece que o Madureira deixou de ser uma BMW faz tempo.

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CARTA DA MANCHA VERDE AO MADUREIRA

Quem avisa amigo é.

Nós vamos nos classificar na porra do Uruguai, porque aqui é PALMEIRAS, e NÓS SOMOS O PALMEIRAS, não somos cariocas flamenguistas boca aberta!

Nós vamos ao estádio para apoiar o PALMEIRAS, e quando necessário cobramos sim senhor, pois temos esse direito, quer o senhor aceite ser cobrado, quer não!

Nós não somos culpados de PORRA NENHUMA, não escalamos o time de forma bizarra, não queimamos duas alterações com 25 minutos de jogo, não trocamos, de forma COVARDE, um centro avante (com sono), por um volante quando estamos ganhando um jogo EM CASA.

Nós não indicamos Evandro para substituir o Valdívia, nós não inventamos Capixaba, Marquinhos, Obina e demais refugos que hoje infestam o Palestra Itália.

Nós não recebemos 500 mil reais por mês para estarmos SEMPRE, ao lado do PALMEIRAS, pelo contrário, pagamos o ingresso MAIS CARO DO BRASIL.

Nós, em hipótese alguma, aceitaremos a HERESIA de sermos comparados com torcidas rivais, se o senhor gosta tanto assim de Inter, Sport, Gambás, VAZA, se não quer treinar o PALMEIRAS, te garanto que tem uma lista enorme de treinadores que querem e se identificam com o clube, com sua Torcida, inclusive um certo penta campeão mundial.

Aliás, lá pros lados de Recife, estão precisando de técnico, manda o seu curriculum pra eles, quem sabe o Beltrão, seu amigo, não te contrata?

Nós não somos idiotas, e não engulimos as suas mentiras, cadê as imagens do aeroporto onde o senhor disse que foi agredido pela Torcida do PALMEIRAS? Já se passaram quase 01 ano daquele seu teatrinho, e até agora, nada de imagens divulgadas, até quando vai esconder a verdade?

Nós, desde a sua estréia no início do ano passado, já avisávamos que não aceitaríamos uma NOVA TRAIÇÃO, como a que o senhor fez em 2.002, nos deixando com um time desmontado logo após a estréia no Campeonato Brasileiro, que culminou com a queda para Série B, em troca de um punhado de dinheiro, sendo que uma semana antes estava em NOSSA QUADRA, mais uma vez falando do seu eterno... BALELA!

Nós já cansamos de ouvir o senhor, insistentemente, tecendo comentários sobre o Marcos, onde o senhor o compara com o goleiro do time do Morumbi, dizendo que ele não tem o mesmo preparo, o mesmo potencial, enfim, se gosta tanto do outro goleiro, vai lá e tenta treinar o time dele, mas, comparar o nosso maior ídolo, com um goleiro nojento, prepotente e com um cárater parecido com o seu, que jamais assume os erros que comete, chega a nos dar nojo!

Nós, por fim, podemos errar, como muitas vezes já erramos, mas a TORCIDA DO PALMEIRAS, quando erra, erra movida pela PAIXÃO, erra por um sentimento muito maior do que os zeros que ostenta em sua conta bancária, e não erramos por omissão, por covardia, por falta de competência, ou, simplesmente, por não sermos hoje, sequer, reflexo do que já fomos um dia, como é o seu caso.

Portanto, Luxembrugo, preocupe-se em classificar o PALMEIRAS, em treinar esse time, arranjar algum esquema de jogo para esse time, de um tempo nas suas atividades paralelas (até blog escreve agora....que piada) e pare de abrir a boca para falar da TORCIDA DO PALMEIRAS, você não tem DIGNIDADE para isso.

Recado dado.

FORÇA PALMEIRAS, NÓS ACREDITAMOS NA MAGIA DA CAMISA VERDE E ESTAREMOS NO URUGUAI, GOSTEM, OU NÃO GOSTEM, NÓS SOMOS A TORCIDA DO PALMEIRAS, NÓS SOMOS O MAIOR PATRIMÔNIO DO CLUBE...... NÓS SOMOS O PALMEIRAS !

Ainda dá. Apesar do Madureira

Sejamos diretos: se o Palmeiras for campeão desta Libertadores, será apesar do Madureira, o nosso decadente treinador. Pois é nítido que ele tem atrapalhado o time desde o início da competição, com erros grosseiros, que competem uns com os outros no quesito estupidez. Exceção feita aos 2 a 0 no Recife, nenhuma partida foi decidida pelo esquema tático, por alguma escalação surpreendente ou por qualquer ação direta do nosso homem de R$ 500 mil mensais. O Palmeiras chegou até aqui pela qualidade de um ou outro jogador, pelo apoio da torcida e, acima de tudo, porque é Palmeiras.

Acontece que, além de decadente, é insistente o tal Madureira. Se não conseguiu nos eliminar na fase inicial ou com a postura covarde do segundo jogo na Ilha do Retiro, eis que ele se superou neste primeiro duelo contra o Nacional/URU.
Eu não preciso aqui me debruçar sobre Jumares e Obinas. Os senhores viram, e são capazes de tirar suas próprias conclusões.

Não satisfeito em afundar o time e em fazer alterações que nos levaram a tomar aquele fatídico e frustrante 'gol fora', o Madureira ainda resolveu colocar a culpa na torcida. Incapaz que é de assumir seus erros, o treinador mandou isto aqui: "Não senti o apoio como acontece em outros lugares".

Pois é, o cara ganha R$ 500 mil por mês; erra na escalação; anula três peças importantes do time; queima duas alterações com 28 minutos; inventa o Obina; põe o Jumar (!?!?) quando o time mais pressionava pelo segundo gol; e a culpa ainda é do pobre torcedor, que teve de desembolsar pelo menos R$ 50 para ver isso tudo?

Um pouco de humildade faria bem ao Madureira. Ou vergonha na cara, vai saber. Fato é que a decadência, destacada por este blog e por outros tantos torcedores conscientes, fica a cada dia/noite mais evidente. O problema todo é que, enquanto ele leva R$ 500 mil por mês, o Palmeiras e seu torcedor podem pagar muito caro.
Ainda dá para voltar de Montevideo com a vaga. Pode ser no limite, como foi até aqui. Se for, será apesar do Madureira.

***

Sobre a torcida, é necessário dizer: a massa não se inflamou como em jogos anteriores. A festa não foi tão bonita como nas batalhas contra Colo Colo ou Ixpót, por exemplo. Mas daí a dizer que o público atrapalhou, vai uma longa distância. Uma coisa é certa: a falta de vibração hoje tem muito a ver com o senhor promotor Paulo Castilho, que nos deixou mais uma vez sem bateria. Aí fica difícil puxar o povão...

27 maio 2009

Carta aos elitistas

"Caros" diretores da S.E. Palmeiras,

O nosso time reserva estreou no BR-09 contra o Coritiba sob os olhares de 19.105 pagantes. Sábado à noite, mas com ingressos a R$ 20. Não era para tanta gente, e só foi assim porque houve bom senso no preço cobrado pela arquibancada. Duas semanas depois, foi a vez de os titulares encararem o SPFW. Clássico. Domingo ensolarado, 16h. E o público, vejam os senhores, foi de exatos 12.000 pagantes. Merecia mais gente, muito mais.

Acontece que o torcedor não foi tratado com o devido respeito. Sem dinheiro no bolso – é fim de mês – e com uma decisão ainda mais cara na mesma semana, o povo não pôde ir. E o Palmeiras pagou caro pela ganância e por um certo ranço elitista que predomina entre tanta gente aí do lado de dentro dos portões sociais.

Caso vocês não tenham se dado conta, é meu dever informá-los: este aí é o público de R$ 40. É um misto entre o espectador qualificado, aquele que exige conforto em troca do direito de consumir, e os abnegados que se esforçam para deixar quase 10% de um salário mínimo na bilheteria. E, a bem da verdade, a tal platéia selecionada nem deu as caras no domingo – vide o percentual de ocupação do Visa e das numeradas. No setor popular – pra quem? –, a concentração era visivelmente maior.

Fato é que nossa torcida não difere muito do restante da população brasileira – felizmente é assim. Portanto, dos tais 15 milhões pelo país, a maioria é povão. E é este povão que faz do Palmeiras um clube de massa e que nos permite alcançar patrocínios elevados e receitas milionárias com emissoras de TV, licenciamento de produtos e que tais. Não é justo onerar novamente este povo, ainda que seja em busca de um suposto equilíbrio financeiro.

Eu bem sei que há quem queira, digamos, qualificar o público que vai ao Palestra. Não é o caso, por exemplo, do professor Belluzzo, por quem tenho o maior respeito, consideração e confiança. Mas é o caso, digamos, de um certo Ebem Gualtieri, que disse isso com todas as letras no ano passado. E sei que mais gente pensa assim.

É elitista, é reacionário, é higienista. E é, antes de tudo, uma agressão ao torcedor palmeirense e a tudo o que o futebol representa para a cultura popular brasileira.

Sei que os defensores do futebol moderno virão com o discurso de crápulas como o tal Casares, o marqueteiro do mal. Que é
preciso se adequar aos padrões europeus, alavancar as receitas, fidelizar consumidores e toda aquela besteira. É, eu sei. Mas deixo o alerta: esta opção trará prejuízos irremediáveis. Talvez não agora, mas em médio e longo prazo, em especial pela perda de identidade com a massa. Este é o grande risco. Foi o que aconteceu na Inglaterra, onde o futebol perdeu sua alma.

Por enquanto, digo aos senhores elitistas que o público que vai a campo para empurrar o Verdão (e que será a maioria entre os 27 mil da próxima quinta-feira) é logo este que vocês querem afastar. Muitos podem ficar um pouco distantes devido aos preços altos, mas a resistência faz parte do que somos.

Os elitistas terão de conviver ainda por muito tempo com os “vândalos, marginais e arruaceiros” e com aquele povo feio que vem de ônibus e Metrô, e que insiste em superar qualquer desafio para ver o time em campo. E terão de aceitar a arquibancada tomada por aquela gente barulhenta, que pula sem parar e canta com a alma apenas porque quer fazer (e não ver) o Palmeiras vencedor.

Porque esta é a gente que ama o Palmeiras e o futebol. É este o público que estará sempre presente, ainda que em doses homeopáticas se for mantido o preço de R$ 40.

A verdade é que estamos apenas no início do campeonato e este tal público qualificado tem mais o que fazer. São Paulo, como se sabe, é uma cidade com atrações aos montes. Teatro, cinema, bares, restaurantes, tudo ao alcance desta gente bonita e selecionada. E, convenhamos, platéia tão seleta não gosta muito de tomar chuva ou de chegar em casa tarde da noite. Tampouco de ir ao estádio no domingo às 18h10 para sentar a bunda no cimento molhado.

O público qualificado, isto é certo, vai dar as caras nas rodadas finais, desde que o time tenha chances de brigar pelo título. Porque então tudo muda de figura, e o que era um simples jogo de futebol ganha um caráter de espetáculo, de atração, de evento midiático. Espetáculo: é o que deseja esta gente bonita, moderna e antenada.

Até lá, temos mais
34 longas e extenuantes rodadas. E, sinto dizer, vocês terão de agüentar a horda de sempre, que se vê obrigada a pagar R$ 40 para sustentar a ganância de alguns poucos. Só não sei até quando o bolso do povo vai resistir aos sucessivos assaltos.

A decisão é de vocês. Mas o Palmeiras não; o Palmeiras é do seu torcedor. Querer tirar do povo o que é dele por direito vai custar muito caro. E não há equilíbrio financeiro que dê conta disso...

***

E é só. Concentração total agora para a batalha da próxima quinta!

"Tem que jogar com a alma e o coração"

26 maio 2009

Sob ataque

Não conseguimos passar um dia sequer sem alguém a nos atacar. E os inimigos se revezam. Hoje é a vez novamente de Arruda, o ex-interino do Painel Leonor. Às pérolas do dia:

Porre. A diretoria do Palmeiras pressiona o promotor Paulo Castilho a notificar a Subprefeitura da Lapa a ser mais rigorosa em relação à venda de bebida alcoólica nas imediações do Parque Antarctica em dias de jogos.

Ressaca. Os palmeirenses dizem que, desde que Castilho proibiu a entrada da Mancha Alviverde no estádio, membros da torcida têm ingerido álcool em quantidades excessivas e arrumado confusão na porta da arena alviverde.

O colunista volta a apelar para a tática de ocultar as suas fontes. Dessa vez não fala em "dirigentes" ou em "conselheiros", mas em "diretoria". Não deixa de ser oculto, pois eu duvido que alguém do corpo diretivo alviverde tenha feito qualquer pronunciamento nesse sentido. Menos ainda se for para o tal promotor desocupado (leiam o post anterior) e em especial porque nada aconteceu para justificar o absurdo que é dito por Arruda.

Fato é que o pobre colunista volta a usar os artifícios sujos que já foram tão bem rebatidos pelo grande André Falavigna.

Agora, além de pegar pesado, demonstra a fragilidade do seu conhecimento de estádios: porque o fato de a Mancha estar proibida não tira ninguém da arquibancada. As camisas, faixas e baterias não entram, mas os torcedores continuam lá dentro, no lugar de sempre. Portanto, ao contrário do que deixam transparecer os arremedos de informação do jornalista, nenhum torcedor foi proibido de entrar. Tampouco alguém ficou bebendo do lado de fora.

Não há, portanto, nada que justifique o absurdo que escreve o colunista. O que temos aí é má intenção, do pior tipo possível.

Não há dúvida: estamos sob ataque.

25 maio 2009

Mais uma do blogueiro anacrônico

Enquanto não sobra tempo para falar do promotor desocupado e dos nossos amigos do 2º BPChoque, deixo-os com um texto brilhante, mais um, do Seo Croce. É tão bom, atual e necessário que segue na íntegra. Até porque, se não fizermos isso os verdadeiros defensores do futebol, nossa extinção será abreviada além da conta.

MAIS UMA DO BLOGUEIRO ANACRÔNICO


Ontem a noite, ainda sob o efeito devastador de um empate sem cabimento, me coloquei a assistir o dossiê da Sportv, que tratava da ‘problemática’ das torcidas organizadas. Um documentário bem feito – com muita opinião vazia de gente que não frequenta estádio, é verdade – mas que apresentou alguns pontos relevantes no que se refere à violência e à decadente média de público nas arenas do Brasil afora.

Sobre essas questões, ouvi duas frases de Andrés Sanches que me chamaram a atenção e não me saem da cabeça; a primeira, porque revela uma lucidez que nenhum dirigente tem no Brasil. Questionado sobre o que achava das medidas do MP para conter a violência das organizadas, do estatuto do torcedor, Jecrim
nos estádios e quetais, o presidente alvinegro mandou essa, na lata:
"Acho que se os políticos tivessem a mesma preocupação com a sociedade em geral que demonstram com o futebol, este país seria uma maravilha…”

Afinal, amici, vocês já imaginaram que maravilha seria se existisse um tribunal de ‘tiro curto’ para cada senador bandido ou para cada deputado escroque que se esconde em castelos?… Ou se tivéssemos um legislativo que se dedicasse ao bem da sociedade e criasse mecanismos capazes de encarcerar juízes que vendem sentenças para o crime organizado? Ou se existisse um promotor vigilante para cada policial que mata uma criança, quando entra na favela atirando pra todo lado?

Já imaginaram, então, se houvesse um policial idôneo para cada promotor que mata alguém na rua, por motivos pessoais?… Então o Brasil seria, sem dúvida, um país mais justo.

Sanchez disse, em outras palavras, o que afirmamos neste e em outros espaços há algum tempo: os governantes do Brasil, a classe ‘dominante’ que impõe a lei e a ordem (através de normas e adendos que criam para seu próprio bem-estar), têm um preconceito injustificável em relação ao futebol. Porque essa paixão é coisa do povo, para o povo. E fazem de tudo para cercear qualquer manifestação de alegria espontânea desse povo, porque é sempre coisa que assusta e incomoda os puritanos da nação, em qualquer tempo, sob qualquer governo…

Percebam, amici, que tal fenômeno se dá em outras manifestações culturais de cunho popular – não é exclusividade do nosso futebol. Na música, por exemplo, o rap é taxado de música de bandido, o funk é visto como música de traficante, o pagode é considerado alienante como qualquer outra música pop que não tenha um conteúdo ‘cabeça’ que harmonize com os ouvidinhos cultos da classe média de uma nota só.

O carnaval, no Rio ou na Bahia, em Parintins ou em São Paulo, é mais excludente a cada ano que passa, mais controlado e vigiado pela polícia, com cada vez menos áreas de diversão para quem não pode bancar alto por tal divertimento.

E agora, quando devemos preparar nossa imagem para a Copa de 2014, é hora de tirar esse povão requenguela do estádio. É hora de afastar os jovens e a alegria espontânea, é hora de rechear as cadeiras numeradas com gente moderna, que não gosta de futebol no dia a dia, que tem até vergonha de falar no assunto entre amigos, no trabalho.

Porque essa gente é quem vai vender a imagem de um país em evolução, civilizado, pronto para o consumo em massa de produtos e serviços que fazem a alegria da massa alienada. Então o verdadeiro torcedor de futebol (o habitué dos estádios) atrapalha esse processo com seus modos rudes, e nada mais simplório que marginalizar as torcidas organizadas e tomá-las como bois de piranha, pois há pouca gente lúcida com disposição para defendê-las.

A segunda explanação do dirigente rival, no entanto, surpreendeu-me pela ingenuidade. Perguntado sobre como fazer para melhorar a vida de seu torcedor nas bilheterias, ele diz:

“Tenho hoje 25.000 Fiéis Torcedores
cadastrados, que podem comprar ingressos mais baratos . Isso vai gerar problemas lá na frente, eu sei: quando tiver 50.000 associados e só 40.000 lugares no estádio, o que vou fazer?

Os economistas dizem que a solução é aumentar os ingressos, regular a venda pela lei da oferta e da procura, mas eu não concordo. Acho que uma das únicas diversões do povo, senão a única, é o futebol. E o povão tem que ter direito de ir ao estádio torcer pelo seu time.”

Bom… concordo em gênero, número e grau com Sanches, eu e todo torcedor de arquibancada que conheço. Acontece que, um dia antes, na noite de sábado, a torcida rival protestava contra o aumento de seus ingressos (R$30,00) no Pacaembu. E um imbecil da diretoria de futebol do Corinthians, que atende pelo nome de Mário Gobbi, teve a pachorra de ir às câmeras dizer o seguinte, após o jogo:

“Tem que acabar com essa demagogia de falar que futebol é para o povo. Futebol não é mais para o povo, e faz tempo. O povo não pode nem pagar pela TV fechada, então o futebol não é mais popular.”

O repórter da Sportv faz, então, uma pergunta pertinente ao dirigente:
“Então o Corinthians não é mais o time do povo?”

Pego no contrapulo pela sagacidade do entrevistador, o corinthiano mais alinhado com essa Agenda Nacional de Elitização do Esporte me sai com essa pérola:
“É, mas esse povo tem que entender que o Corinthians tem dívidas.“

Confesso que senti pela do presidente corinthiano, tão cercado de gente que enxerga menos do que ele. Não há o que se fazer, amici: nem acolá, nem aqui. O processo de exclusão já está em curso nos estádios brasileiros, e não depende mais de um dirigente ou outro que deposite boa fé ou esparanças na comunhão com sua torcida.

A mim, resta apenas dizer que esse povo, se povo fosse, teria degolado Dualibis e Contursis há muito tempo, como já teria degolado no Rio de Janeiro presidentes que tanto endividaram clubes gigante, como Flamengo e Vasco da Gama. Esse povo não tem de responder, nem muito menos pagar a conta, por décadas de incompetência administrativa, de fisiologismo, de corrupção, de descaso com as coisas de seu clube por parte desses dirigentes.

Hoje as dívidas são monstruosas e os dirigentes não raramente são os mesmos, ou seus filhos, ou seus cupinchas. Para estes, a conta chegou alta e o governo federal fez a festa. Timemania, parcelamento de dívida-monstro do INSS, patrocínio de estatal na camisa, o diabo a quatro. A contrapartida é pura e simples, Andrés e demais dirigentes empenhados com seu torcedor: tirem essa gente pobre da nossa vista, porque não é esse o Brasil que queremos vender para fora, em hi-definition, durante a Copa de 2014.


***

SEGUNDA PELE

É Palmeiras. E é adidas. Indico o vídeo e a ação:

24 maio 2009

O público de R$ 40

O Palmeiras, vejam os senhores, foi roubado em casa. E foi roubado não contra um clube qualquer, mas logo contra o seu inimigo mortal. Está longe de ser novidade. O Palmeiras foi roubado contra o SPFW hoje à tarde da mesma forma como já acontecera em 2005, em 2006, em 2007, em 2008 e novamente em 2008, só para ficarmos nos exemplos mais recentes. Ou em 1971, caso mais contundente, evidenciando que os roubos vêm de longe.

O Palmeiras foi roubado. Não há nada de novo, mas o que incomoda é a passividade de quem é vítima sistemática das arbitragens. Porque, entre todos os grandes do futebol brasileiro, o Palmeiras é o mais prejudicado, mas parece que apenas uma parte pequena de seus torcedores se revolta contra isso.

Acontece – e aqui chegamos ao ponto central, que dá título ao post – que os homens que deveriam se preocupar com isso não dão a mínima sequer para o maior patrimônio da S.E. Palmeiras, o seu torcedor. Notem que eu sou aqui bem restritivo, pois não me refiro aos propalados 15 milhões pelo país, mas àqueles que fazem o possível e o impossível para, a partir de um pedaço de cimento, empurrar
o time sob quaisquer circunstâncias, seja qual for o jogo, debaixo de sol ou de chuva e contra os nossos muitos inimigos.

Porque o torcedor palmeirense é também um brasileiro e não tem como pagar os extorsivos R$ 40 que são exigidos pela nossa diretoria. Menos ainda se estivermos no final do mês, com uma seqüência de jogos caseiros pela frente (5 em 20 dias) e às vésperas de uma batalha decisiva pela Libertadores (a R$ 50).

Foi assim, por culpa da ganância de alguns poucos, que o Palmeiras jogou hoje para apenas – e exatos – 12 mil pagantes. Não que não houvesse mais gente interessada em ir ao Palestra. Havia muitos, e eles foram impedidos de ir porque há quem pense que vivemos em algum ponto privilegiado da Europa e não no Brasil.

O Palmeiras foi roubado dentro de campo e dois pontos se perderam
. Mas o Palmeiras foi roubado também fora dele, porque alguns poucos pensam ter direito de excluir do estádio logo o maior patrimônio do clube. E assim, além do visível prejuízo financeiro, é preciso registrar o prejuízo esportivo, pois os jogadores foram impedidos de contar com um substancial apoio que deveria vir da arquibancada.

Foi por isso que o Palmeiras recebeu seu maior inimigo em um estádio pela metade. Foi tamanha a apatia que nem parecia um clássico.

A vítima maior foi o torcedor. Porque, além de ver o time ser roubado contra o seu inimigo, muitos foram impedidos de ir ao estádio.
É este aí o público de R$ 40 (ou pornográficos R$ 100 no Visa). E os responsáveis pelo assalto ao bolso do torcedor palmeirense são os mesmos que nada fazem depois de o Palmeiras ser roubado na sua casa ano após ano...

Chega! Eu já não agüento mais!

***

"OLÊ, OLÊ, OLÊ, KLÉBER, KLÉBER!"


Crédito: Fabio Menotti (assessoria de imprensa do Palmeiras)
Kléber, o Gladiador, aproveitou sua folga em SP para ir ao Palestra. Sim, o cara joga em outro clube, mas fez questão de ir ao estádio para acompanhar o time que escolheu para torcer. Gostaria de saber hoje, alguns meses e muitos gols depois, o que pensam os geniais executivos da Traffic, que o deixaram partir.

***

QUEM MENTIU?

Notícia de sexta-feira, 22.05.2009, às 20h27: "Palmeiras x São Paulo já tem 13 mil ingressos vendidos".

Tivemos 12.000 pagantes. Afinal, quem mentiu na sexta?

20 maio 2009

Madureira, a decadência em números

O Júnior, incansável e estatístico blogueiro do Aqui é Palestra, trata aqui de algo que aflige a muitos de nós, dos mais aos menos confiantes: o fator Luxemburgo. Recomendo primeiro a análise dele para então entrar nos números, com os quais eu também tenho bastante familiaridade.

Se a decadência do Madureira tem uma série de causas e conseqüências, é verdade também que muitas delas podem ser contestadas, caindo na vala comum das opiniões pessoais. Compete aos números a tarefa de referendar certas posições e argumentações.

Vamos lá:

Madureira no Palestra (1993-1994; 1995-1996; e 2002)
4 derrotas em 95 jogos (4.2%)

Madureira no Palestra (2008-2009)
6 derrotas em 42 jogos (14.2%)


P
ara não ficar apenas com a frieza dos números, podemos avaliar o alcance e o tamanho de cada uma das derrotas caseiras:

As quatro primeiras:


11.11.1993 Palmeiras 0 x 1 Santos/SP
Uma das duas únicas do BR-93. Gol de Guga, quinta à noite. 31.951 pagantes. Mais um acidente de percurso que qualquer outra coisa.

02.11.1994 Palmeiras 0 x 1 Guarani/SP
Com a classificação assegurada para a fase seguinte do BR-94, derrota para o Guarani, então o grande time daquele campeonato. Quarta à tarde, feriado. Gol de Amoroso. Sem conseqüências.

03.12.1995 Palmeiras 1 x 2 Portuguesa/SP
Com os dois times eliminados, o Palmeiras leva dois gols de Flávio, o Guarujá, e se despede do Brasileiro. Mas o pensamento já estava focado no grande time que viria em 1996.

19.06.1996 Palmeiras 1 x 2 Cruzeiro/MG
A única derrota traumática. E que trauma!


As seis (!) últimas:

04.09.2008 Palmeiras 0 x 3 Ixpót/PE
O Madureira de 1993/1994 jamais perderia um jogo assim...

22.10.2008 Palmeiras 0 x 1 Argentinos Jrs./ARG
Fomos roubados, é verdade. Mas o mais marcante foi a presença do Madureira nos estúdios da emissora câncer, no jogo de volta, enquanto o time reserva apanhava lá em BsAs. É sintomático.

09.11.2008 Palmeiras 0 x 1 Grêmio/RS
Na hora de decidir, o Madureira surtou. O time foi junto...

07.12.2008 Palmeiras 0 x 1 Botafogo/RJ
Perdemos para um time sem-salário. E a derrota, mais uma, nos atirou neste maldito grupo da morte na Libertadores.

03.03.2009 Palmeiras 1 x 3 Colo Colo/CHI
Madureira pode dividir a culpa com os oportunistas do Setor Visa.

18.04.2009 Palmeiras 1 x 2 Santos/SP
Só Diego Souza salva!


Como se vê, meus caros, o Madureira precisou de 11 jogos no segundo semestre do ano passado - ou dois meses - para igualar o número de derrotas que tinha sofrido em casa nos quase 100 duelos de suas passagens anteriores. Pior: o time perdeu as quatro vezes sem fazer gols. Isso basta como complemento à análise inicial.

Alguns poderão pensar que este não é o momento de apresentar tais números. Pois eu penso que não poderia haver melhor ocasião. Temos aí um clássico contra os bichas e um duelo decisivo contra a escola uruguaia, ambos na nossa casa.

E o homem do meio milhão de reais por mês pode então calar a minha boca e a de todos os que apontam a sua decadência.

***

Felipe Giocondo, outro dos bons amigos que eu fiz nos últimos meses, escreve pouco em seu blog, o sobre Porcos e Ratos. Mas o faz com enorme propriedade, como neste caso específico.

O fim está próximo

Não há estádio mais lindo no mundo:

Mas aí vem a Folha de S.Paulo de ontem, terça, e estampa em manchete: "Privado, Maracanã prevê gasto público". Somos então informados do seguinte: "Remodelação é estimada em R$ 430 mil pelo governo estadual, responsável perante a Fifa pela reforma do complexo para o Mundial"

É isso que os senhores leram: "remodelação". Pra quê? O que precisa ser reformado no Maracanã, que já consumiu R$ 300 milhões em, digamos, melhorias nos últimos 8 anos.

Deixo de lado até a questão do desperdício de dinheiro público (R$ 430 milhões???) para questionar às pessoas de bem que têm o costume de freqüentar o Mario Filho: o que cazzo precisa ser melhorado no Maracanã, que está tão impecável desde a última reforma?

Deve ser coisa de gente que não pisa no cimento da arquibancada.

E serve de alerta: a maldita Copa-2014 vem aí. Com ela, o fim fica cada vez mais próximo.

19 maio 2009

A resistência

Se não houver um Sálvio Spínola para expulsá-lo aos cinco minutos de jogo, Diego Souza enfim poderá enfrentar o time do Jd. Leonor. O que importa da decisão de ontem do TJD-SP é que a punição se deu por jogos, e não por dias. Sei que parece absurdo comemorar uma suspensão tão drástica - oito jogos é coisa demais! -, mas ao menos teremos o nosso camisa 7 contra os leonores e em toda a seqüência da Libertadores. Depois pensamos no resto.

E é o caso, uma vez mais, de reiterar o que este blog já disse repetidas vezes: enquanto houver um Diego Souza, o futebol vive. A resistência está na sua reação intempestiva - e, sobretudo, humana -, na capacidade de honrar a camisa alviverde, no sangue correndo nas veias. Diego Souza é a resistência. Diego Souza é o futebol em sua essência. E este blog agradece mais uma vez pela rasteira aplicada nos inimigos do futebol.

***

Se Diego Souza vai a campo, Pierre será o desfalque. Foi expulso antes de um jogo contra os leonores, como acontece sempre com algum jogador importante do nosso lado. Pierre, vejam os senhores, deixará de ir a campo contra as moças pela quarta vez nos últimos sete jogos. Mas deve ser, como tudo de que se acusa as moças leonores, apenas coincidência.

17 maio 2009

Desmoralização

Na Espanha, o Barcelona levou o título sem entrar em campo. Também ontem, a Internazionale ficou com o scudetto devido ao resultado de terceiros. É bizarro, para dizer o mínimo. E expõe a desmoralização deste tal sistema de pontos corridos, que ainda vai gerar uma situação parecida por aqui. Não sei vocês, mas eu ficaria constrangido se meu clube conquistasse um título sem entrar em campo. Mas sei lá, até que vem a calhar nesses tempos em que times se classificam sem jogar.

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Quanto ao resultado lá de Porto Alegre, não escondo que já esperava algo parecido. Porque o Inter, além de ser um dos únicos dois times que leva vantagem nos confrontos diretos contra o Palmeiras, manda seus jogos no Beira-Rio, um verdadeiro cemitério para as nossas pretensões de bom futebol.

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1... AND COUNTING...

Este blog propôs um Bolão do Brasileiro diferente antes de ter início o campeonato. A pergunta era simples: "Quantos pontos as moças leonores receberão de presente da benevolente arbitragem entre a 1ª e a 38ª rodada do Campeonato Brasileiro?"

Na primeira rodada, o Fluminense teve um gol anulado. Apesar de o atacante carioca estar em posição legal, o bandeira apontou impedimento. Ainda assim, as moças perderam: 1 a 0 no Maracanã.

Hoje, segunda rodada, veio o primeiro ponto. Etapa final, 44 minutos. André Lima, em posição irregular, empata um jogo que já estava perdido. Um ponto de presente para os leonores.

A imagem está abaixo. A palhaçada começou...

15 maio 2009

Jogo das Barricas, edição 2


É amanhã!

Confiram aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Aos amigos e conhecidos que quiserem participar: podem me ligar ou mandar e-mail. Ou façam isso diretamente para o Seo Croce, o nosso diplomata, ou para o Craudio, o japonês da Calabria.

14 maio 2009

Pra fechar

Prometo que este é o último post sobre a vitória de terça, e serve para que nenhum assunto mais fique pendente. Depois de hoje, o Ixpót volta a receber o desprezo que compete aos clubes insignificantes. O objetivo principal é ressaltar mais uma vez o papel maléfico da Rede Globo, por aqui conhecida como emissora câncer. Vejamos:

Fax 1, 09.05.2009


Eis aqui: "Este cambio obedece a razones de compromiso contraídos con la empresa que tiene los derechos de televisación de los juegos de nuestro torneo."

Fax 2, 09.05.2009


Pois é, meus caros, primeiro eles não se interessam, depois mudam de idéia e aí pensam que podem alterar o que querem a qualquer hora. Às vésperas de um jogo de decisivo, registre-se. E aí quem se fode são aqueles torcedores que se programaram a compraram passagem com antecedência. Nessa brincadeira de poucas horas e duas mudanças, houve quem ficasse com o prejuízo de R$ 200. Foi o caso de alguns amigos meus. E ficou por tudo isso mesmo...

Depois tem nego que acha ruim quando a gente dedica aos profissionais e palhaçadas da Rede Globo o tratamento que se destina aos inimigos. Quero só ver daqui pra frente.

Em compensação, registro aqui meu reconhecimento à Rádio Bandeirantes (840 AM e 90,9 FM). Além de ter a melhor equipe de jornalismo esportivo do país, a RB escalou sua equipe principal para cobrir todos os últimos jogos importantes do Palmeiras, em detrimento até do nosso rivale. E a recompensa veio com algumas das melhores narrações já feitas pelo monstruoso José Silvério.

***
*Nunca é tarde: obrigado a todos os amigos, manchas ou não, que representaram a torcida palestrina lá na Ilha do Retiro. Vocês tornaram mais fácil a tarefa de ficar aqui em SP, à distância. Depois de buscar no campo de batalha aquela grande vitória na fase de classificação, digo a vocês que foi sofrido demais acompanhar o jogo de terça à distância.

*O que mais dói: de todas as nove decisões nos pênaltis em Libertadores nos últimos 10 anos, esta foi a primeira que eu não pude acompanhar no estádio. Mas BsAs vem aí...

***

Ei, Beltrão, como vai a fuzarca?

Pernambuco reage

Do site NáuticoNet:


A arrogância dos torcedores/dirigentes do Ixpót não guarda enorme semelhança com a de um certo clube sem alma desta capital paulista?

Não é à toa. É o Franchising Leonor.

E a parte decente de Pernambuco, Estado tão cheio de história, reage também com o Blog do Santinha.

Por sinal: alguém por aí encontrou uma fuzarca perdida?

Homens e ratos

Entre os muitos assuntos pendentes com a classificação conquistada lá em Recife, este ocupa posição de destaque. Mesmo com tanta euforia, é necessário sintetizar o que opõe o grande Palmeiras e o seu insignificante e artificial inimigo paulistano.

Fato é que Palmeiras e SPFW estão na mesmíssima etapa da Copa Libertadores. A diferença está nas circunstâncias:

Para chegar lá, o Palmeiras entrou em campo 10 vezes.
Foi aos céus de Potosí, tropeçou no início da fase de grupos e foi buscar em Recife uma vitória que parecia impossível. Depois, aos pés da Cordilheira dos Andes e com um homem a menos, viu Cleiton Xavier acertar um chute improvável para, já nos minutos finais, assegurar uma classificação que valeu como um título. Por fim, em mais uma batalha sangrenta em Recife, o palmeirense consagrou mais uma vez o seu grande ídolo.

10 decisões, alguns heróis, vitórias que ficam para toda a vida.

A bicharada? Bom... as moças foram a campo seis vezes. Isso, 6 jogos, quatro a menos que o Palmeiras. Sem emoção, sem tensão, sem vibração, sem alma. Tudo muito calmo, muito artificial, muito, digamos, bambi.

Na hora do mata-mata, os leonores simplesmente não foram a campo. Fizeram o jogo sujo nos bastidores e avançaram por decreto.
É o oportunismo que vem bem a calhar para esta geração vitrine.

A diferença é esta: o palmeirense quer ir pra guerra e quer vencer dentro de campo para se orgulhar não da conquista em si, mas do que fez para chegar lá. O bambi, por sua vez, é um oportunista, e quer a vitória apenas para ostentação fútil.


Deixo-os com Seo Croce, com o post cujo título eu repito acima:



HOMENS E RATOS

Queria entrar neste assunto desde o gol de Cleiton Xavier, contra o Colo Colo, mas não tive tempo. Então Marcos, o monstro, fez o que fez contra o ixpót lá na Ilha dos Refugos, dando-me uma nova chance de falar sobre o tema (no dia exato em que os covardes ganharam oficialmente uma vaga, sem entrarem em campo).

Acordamos hoje com a sensação de imortalidade transbordando pelos poros. Pois nada neste mundo nos fará apagar da memória a atuação do arqueiro Verde na noite de ontem. Assim como ninguém nessa vida nos fará esquecer, um dia, o gol de Cleiton Xavier no Chile. Tanto hoje, como no dia após o gol de Xavier, sentimos a glória de um campeão eterno no ar que respiramos, e sorrimos um sorriso sublime novamente.

O feito heróico do meia contra o Colo Colo, em Santiago, e a valentia de Marcos contra aquele sub-time genérico são a mais doce tradução do termo ‘Palestrinidade’…

Encontrei hoje um amigo bambi, que tratou logo de me dizer, ao ver meu rosto radiante:
“Coitados, vocês ainda não ganharam o campeonato”.

Eu respondi:
- E vocês nem jogaram, seus bostas. Fugindo de campo, vão comemorar o que? Vão se lembrar de quem, vão bater no peito com que propriedade? Vai mostrar qual herói pro teu filho, para que um dia ele tenha orgulho de ser são paulino?

É isso que certas platéias não entendem: o conceito de ser um torcedor. Conceito esse que só um time repleto de história e paixão, como meu Palestra, pode ensinar para as crianças.

Só um time com esse espírito e esse gigantismo leva seu torcedor ao estádio, aos bares, às praças.
Só quem torce para um time assim o leva para sua rua, sua casa, sua cama.

Só uma camisa com esse peso forma e revela heróis imortais que sentem orgulho - não por terem fugido de campo, como alguns outros, mas por terem pelejado em cada batalha, vencida ou não; por terem transudado cada gota de superação que nos faz acreditar que é possível ir adiante; nossos jogadores, como nós, aprendem a se orgulhar de cada partida ganha honestamente – contra tudo e contra todos.

E isso vale mais que qualquer título de araque (comprado na bacia das almas ou na neve de Tóquio) poderia valer para um simpatizante fútil e descartável nesse mundo do calcio.

Avanti Palestra! Cent’anni Xavier, Cent’anni São Marcos!

13 maio 2009

De 1999 a 2009

Efeito colateral da minha loucura e da obsessão por números e datas, este blog foi o primeiro a apontar as coincidências entre a caminhada para o título de 1999 e a arrancada deste 2009 em curso. O post original está aqui e eu acrescento agora as atualizações devidas:

Quis o Ixpót - não sem razão - que o jogo decisivo acontecesse mesmo no dia 12 de maio. Mal sabiam os irresponsáveis dirigentes do clube nordestino que estariam ratificando mais uma das coincidências antecipadas por esta página.

12 de maio de 2009. Exatos 10 anos da noite em que São Marcos executou seus primeiros milagres em cobranças de pênalti.

Quis o destino, associado às muitas decisões equivocadas do Madureira, que a decisão de ontem seguisse pelo mesmo caminho.

Depois de vencer com autoridade na ida (2 a 0 lá atrás e 1 a 0 agora), o Palmeiras foi acuado na volta. Jogou mal, não teve iniciativa, foi, sejamos francos, um time covarde. Tal qual em 1999, perdeu o segundo jogo pelo mesmo placar que aplicara na ida.

E a bola na trave do Ixpót, aos 47' do segundo tempo, foi o exato contraponto ao lance final de Diego Souza no Palestra, que também parou na trave, mas no canto oposto.

Tinha mesmo de acontecer daquele jeito. Marcos tinha de pegar quase tudo para que uma bola passasse, já nos minutos finais. Porque então viria a grande consagração. Não que ele precisasse disso, mas foi simbólico, uma vez mais: foi como se o pequeno clube que ousou desafiar o grande tivesse de parar nas mãos de um gigante.

Hoje, depois de mais uma noite heróica nesta Libertadores que já é eterna na memória do palmeirense, é difícil conter a euforia. Busca-se coincidências em tudo, mais até do que as que se apresentam. Exemplo: depois de passarmos pelo SCCP em 1999, tivemos pela frente o River Plate/ARG. 10 anos depois, vamos pegar outro grande sul-americano, o Nacional/URU, que, vejam o absurdo do raciocínio de torcedor, eliminou o mesmo River na fase de grupos.

É, isso ultrapassa um pouco o limite, mas torcedor se apega a todo tipo de absurdos. E eu, como sabido, tenha essa fixação doentia por números, estatísticas, histórias, datas etc.

Deixando isso tudo de lado, é hora de comemorar. Podemos até perder esse título - a concorrência é forte e o Madureira não me inspira a menor confiança -, mas o palmeirense já tem mais algumas noites heróicas para guardar na memória.

***

Ainda hoje tem mais. Porque tem gente por aí que ainda precisa enfiar a porra da fuzarca (que cazzo seria isso?) no meio do cu!

Até 2059?

Libertadores, ano 50. O Ixpót, pobre e pequeno Ixpót, disputa o torneio continental pela segunda vez. E, fato inédito, avança aos mata-matas. Lembro-me de ter perguntado a torcedores recifenses na véspera do jogo de ida, no hotel em que estavam concentrados os nossos 'co-irmãos': "Qual é sensação de disputar um mata-mata de Libertadores pela primeira vez?". Fiquei sem resposta; os sujeitos pensaram tratar-se de provocação. Longe disso; era mesmo curiosidade, pois o palmeirense já se acostumou tanto a isso que fica difícil se lembrar da primeira vez. Lá se vão 48 anos.

Aos simpatizantes do Ixpót, resta o consolo: acidentes acontecem de tempos em tempos e aquela horrível camisa cor de diarréia pode novamente ser vista pelos gramados sul-americanos, de Caracas a Montevideo, passando, quem sabe, por um Defensores del Chaco ou um Atanasio Girardot. É difícil, mas acidentes acontecem de tempos em tempos. E nada proíbe que os 'co-irmãos' recifenses voltem a sentir o sabor de chegar aos mata-matas. Talvez daqui a 50 anos, por que não? Acontece que mesmo lá, num longínquo 2059, sempre haverá um Palmeiras (ou algum outro grande sul-americano) para colocar as coisas em ordem. Não custa lembrar:

Existem os pequenos. E existem os grandes.

***

Dando início à série histórica, lembro que o Ixpót participou ontem da sua primeira disputa por pênaltis em uma competição sul-americana. Seja bem-vindo. Para o Palmeiras, no entanto, foi a 9ª disputa dos últimos 10 anos - exatamente ontem. Em todas, o alviverde teve Marcos no gol. Ora com a camisa 1, ora com a camisa 12, mas sempre São Marcos. Em nove disputas decisivas, o nosso santo pegou 10 pênaltis. E garantiu a vaga (ou o título) em sete oportunidades. Perdemos duas vezes, apenas para o Boca.

Abaixo, todos os confrontos:

05.05.1999 Palmeiras 2 x 0 SCCP/SP
12.05.1999 SCCP/SP 2 (2) x 0 (4) Palmeiras

02.06.1999 Deportivo Cali/COL 1 x 0 Palmeiras
16.06.1999 Palmeiras 2 (4) x 1 (3) Deportivo Cali/COL

04.05.2000 Peñarol/URU 2 x 0 Palmeiras
11.05.2000 Palmeiras 3 (3) x 1 (2) Peñarol/URU

30.05.2000 SCCP/SP 4 x 3 Palmeiras
06.06.2000 Palmeiras 3 (5) x 2 (4) SCCP/SP

14.06.2000 Boca Jrs./ARG 2 x 2 Palmeiras
21.06.2000 Palmeiras 0 (2) x 0 (4) Boca Jrs./ARG

09.05.2001 São Caetano/SP 1 x 0 Palmeiras
16.05.2001 Palmeiras 1 (5) x 0 (3) São Caetano/SP

23.05.2001 Palmeiras 3 x 3 Cruzeiro/MG
30.05.2001 Cruzeiro 2 (3) x 2 (4) Palmeiras

06.06.2001 Boca Jrs./ARG 2 x 2 Palmeiras
13.06.2001 Palmeiras 2 (3) x 2 (4) Boca Jrs./ARG

05.05.2009 Palmeiras 1 x 0 Ixpót/PE
12.05.2009 Ixpót/PE 1 (1) x 0 (3) Palmeiras

São Marcos!


Enquanto os comedores de calango têm Beltrão, nós temos um santo no gol. E mais do que isso. Nós temos história, tradição, camisa, torcida. E alma. Nós somos Palmeiras. Nós somos grandes.
E os grandes sempre passam por cima dos pequenos.

11 maio 2009

Um mês com Arruda

Escrevi aqui (e em muitas outras ocasiões) sobre Arruda, aquele que sonha ser Perrone. Tenho o costume de contestar sua coluna na FSP não poucas vezes, e isso não se dá por síndrome de perseguição ou por qualquer desavença pessoal, mas porque o colunista abusa do direito (?) de atacar o Palmeiras. Não à toa, o tal Painel FC é por aqui conhecido como Painel Leonor. Mas era preciso que uma figura como André Falavigna, o redivivo, se prestasse ao trabalho de ficar um mês analisando todas as notas de Arruda sobre o Palmeiras. 30 dias e 68 referências depois, eis o resultado.

É brilhante, tanto quanto a capacidade de oratória e dissertação deste grande Falavigna, mais um representante do clã de que se orgulham ruas, vielas e becos sombrios do decadente Cambuci.

Bairrismos à parte, cabe observar as réplicas do titular do Blog do Meu Saco. Não contente em fazer o levantamento numérico, ele se aventurou a rebater cada uma das notas do colunista, apontando problemas, deficiências e, o mais importante, intenções. Elas ficam bem claras, tanto quanto o lado que o jornalista se propõe a defender.

Está aqui, uma vez mais.

Por favor, não deixem de ler. E passem adiante.

10 maio 2009

O povo dá o recado

O time reserva foi a campo e a cabeça do torcedor palmeirense já está em Recife, no jogo que acontece na próxima terça-feira (não, na quarta! Não de novo, na terça! Que várzea...). Era de se esperar, portanto, um público não muito grande no Palestra para a estréia alviverde no Brasileiro. Assim seria se tivéssemos a arquibancada a R$ 40, como propõe a diretoria alviverde. Mas houve bom senso e os ingressos de arquibancada saíram por aceitáveis R$ 20. O povo respondeu: 19.105 pagantes na noite de sábado, com arquibancada cheia e muitos lugares vazios nos setores, digamos, menos populares.

É o recado do povo: se o torcedor palestrino for tratado com respeito e consideração, a casa estará sempre cheia, com apoio incondicional e boas rendas. Porque a massa (e o Palmeiras, com seus 15 milhões de torcedores, é um clube de massa!) ganha salário mínimo, vive na periferia das grandes cidades e não pode ser excluída de um esporte que é popular por definição.


Sei que estou devendo uma análise mais detalhada sobre isso, mas este é o momento de ao menos registrar a decisão acertada da diretoria. Chega de elitismo! O futebol é do povo!

***

PALMEIRAS 2 x 1 CORITIBA
Bastaram meio tempo e três titulares para chegarmos à vitória. Novamente foi premiado o time que jogou futebol, diante de um adversário que nada fez. De resto, é necessário mais uma vez discutir a participação do árbitro, que ontem entrou em campo bastante mal intencionado. É discutível o pênalti marcado para o Coritiba (o absurdo é que tenha sido marcado contra para um pequeno que visita um grande) e, dizem, houve ainda dois ou três possíveis pênaltis que deixaram de ser marcados a nossa favor. Já tá cansando isso...

***

VIVA O MÉXICO!


Sobre a palhaçada a que foram submetidos os times mexicanos, deixo-os com a análise do grande amigo e palestrino Felipe Giocondo. De modo mais direto, o que importa para nós, palmeirenses, é debater as conseqüências disso tudo para o alviverde. Alguns pontos:

1. Nem um torneio de várzea permitiria que uma partida mudasse de dia e horário duas vezes em tão pouco tempo e às vésperas do jogo;

2. A diretoria do Ixpót, descontada a síndrome de time pequeno, agiu com a firmeza que se espera dos dirigentes de qualquer clube.


3. Em compensação, eu quero ver quem vai bancar o prejuízo de muitos amigos meus que tiveram de trocar as passagens aéreas duas vezes em questão de poucas horas, perdendo até R$ 200 nessa brincadeira idiota. O dinheiro vai pro lixo?

09 maio 2009

Bolão do Brasileiro

Uma sexta-feira como essa me faz questionar todo o meu esforço doentio pelo futebol. Não deveria ser assim - e de nada vai adiantar a reflexão -, mas um dia assim representa mais um golpe duríssimo contra o futebol. Impressiona como os inimigos do esporte têm conseguido vencer batalha atrás de batalha.

Mas não me surpreende nada que vem da sub-raça. Afinal, essa gente transmite a sua genética suja de geração em geração. Faliram e foram reerguidos, para então tentarem tomar a casa de quem os havia resgatado da miséria. Depois roubaram a casa de um clube mais fraco, não sem antes serem batidos dentro de campo e fugirem da batalha.
Aí ganharam terreno público e ergueram um estádio com o dinheiro do povo. É a base sórdida para a situação atual.

Já há cinco de décadas, os leonores vivem às custas de manipulação midiática, manobras de bastidores e aliciamento de menores para o cultivo de consumidores alienados. O episódio de agora, culminando com a exclusão dos mexicanos, é só mais um a ocupar lugar de destaque na extensa galeria de sujeiras do Jd. Leonor.

Eu bem queria fazer uma análise detalhada, mas não tenho estômago ainda para prosseguir. O golpe foi duro, e eu preciso de tempo para absorver tudo. A começar pela nossa estréia no BR-09, que vai representar o meu 600º jogo dentro de um estádio de futebol (e o 136º de invencibilidade na Grande SP). Prefiro ficar com isso, que tem um significado enorme para mim.

Ao mesmo tempo, sinto-me obrigado a abrir um Bolão diferenciado.

Vejam os senhores que os bichas ganharam 12 pontos da arbitragem no BR-07 e outros 14 pontos no BR-08. Com base nisso e na sujeira a cada dia maior, a pergunta deste blog é:

Quantos pontos as moças leonores receberão de presente da benevolente arbitragem entre a 1ª e a 38ª rodada do Campeonato Brasileiro que tem início hoje?

O vencedor será conhecido no início de dezembro, na última rodada. Como prêmio, vai poder beber às minhas custas antes de todos os jogos do Palmeiras em casa no ano de 2010.

***

Detalhes importantes:

1. A apuração seguirá o modelo dos dossiês anteriores, com vídeos comprovando as falcatruas rodada após rodada.

2. Será considerado vencedor aquele cujo palpite mais se aproximar do total de pontos "tungados" pelo time do Jd. Leonor.

3. Por "beber às minhas custas", entenda-se tomar algumas Brahmas antes de cada jogo, sem efeito cumulativo (no caso de o sujeito não aparecer em algum jogo) e, por favor, sem exageros.

4. Para efeito de desempate, é permitido detalhar de que maneira as bichas serão agraciadas pela arbitragem. Por exemplo: 12 pontos, sendo 5 decorrentes de gols marcados em posição ilegal, 3 em gols anulados do adversário, 2 em adiantadas do goleiro de hóquei e mais 2 em pênaltis inventados para a escória bambi. É o meu palpite.

***

Links relevantes sobre a palhaçada leonor:

Tua gripe suína tá guardada, Madame! (Cruz de Savóia)

Urgente! Canalhas! (Aqui é Palestra)

Vergonha (Parmerista!)

08 maio 2009

Quando não há notícias...

Do primeiro post de ontem: "Clubes menos expressivos têm de apelar a fanfarrões para aparecer. Um vai de anão, o outro, de Beltrão."

Do segundo post de ontem: "Aliás, vocês perceberam que as moças estão bem silenciosas?"

O silêncio tem uma explicação: são tão insípidas as meninas leonores que não há noticiário possível neste período sem jogos, a não ser o inventado. Se não há notícia, a imprensa esportiva dá um jeito de manipular um pouco mais a opinião pública. Vejam os senhores que até (?) a emissora câncer vai na onda. O conteúdo do vídeo abaixo foi exibido em rede nacional, no Bom Dia Brasil de ontem:

VÍDEO


O que temos é uma tentativa descarada de mitificar o SPFW como um "clube diferenciado e de vanguarda, com seus dirigentes arrojados, pioneiros e visionários". Guardem bem o trecho entre aspas: está no manual de quase todas as redações do país.

Na absurda matéria do Bom Dia Brasil, os senhores vão encontrar frases como "Isso é estrutura", "O clube investe nas pessoas" (jargão corporativo por excelência) e "É uma lição simples da economia são-paulina". A falta de notícias é tão preocupante que chegamos a este ponto: "Até cabeleireiro eles têm. Os pés são instrumentos de trabalho e devem ser muito bem cuidados, com podólogos.". Sim, cabeleireiro (homem costuma ir ao barbeiro, não?) e podólogo. Com direito ao seguinte comentário: "... lixinha automática para deixar muita madame com inveja".

Tudo para chegarmos à conclusão final: "É um exemplo a ser seguido".

A matéria da TV procriou e gerou isto aqui:
"Tricolor também prepara o visual para estreia no Campeonato Brasileiro".

Sim, as moças preparam o visual!

Bom fim de semana a todos. Amanhã começa o Brasileiro e eu recomendo o editorial do Seo Croce.

07 maio 2009

Franchising Leonor

Arruda, o ex-interino, sonha ser Perrone. Aí abusa dos métodos desenvolvidos por seu antecessor, que estabeleceu o Painel FC da Folha como um espaço sempre aberto para defender os interesses bambis. Mas Arruda não sabe ser discreto e imprime um tom a cada dia mais descarado para o Painel Leonor. A edição de hoje é uma boa amostra daquilo que alguns têm chamado de Franchising Leonor (li em algum lugar, mas não consigo lembrar a fonte).

Hoje, são muitos os franqueados em destaque. Comecemos pelo promotor Paulo Castilho:

Torto. Cartolas palmeirenses disseram ontem que a entrada da Mancha Alviverde no Palestra Itália foi liberada porque membros da organizada que haviam ingerido bebida alcoólica ameaçavam fazer quebra-quebra na porta do estádio. Ninguém, contudo, assumiu quem deu a ordem para a torcida entrar.
Arruda apela para o expediente que acoberta muitas das mentiras que infestam as colunas de nossos jornais: a fonte oculta. "Cartolas palmeirenses disseram...". Porra, que cartolas? É fácil inventar qualquer coisa e colocar na boca de uma fonte oculta, né? A verdade é que a Mancha entrou apenas pela metade: sem faixas e sem camisetas, apenas com a bateria. Confesso não ter entendido a situação, mas não houve qualquer pressão, tampouco pessoas embriagadas. Torcedor organizado não bebe antes do jogo, e por um motivo bem simples: bêbado apanha.

Vítima? Paulo Castilho, que proibiu a entrada da Mancha nos estádios, era o único que poderia autorizar a torcida. Porém, dizem palmeirenses, não foi localizado. O promotor, que ontem criticou a presença da organizada, diz ter tido seu celular furtado em uma lanchonete do estádio.
Não bastasse perseguir a nossa torcida, atacar o nosso estádio, espezinhar a nossa vida, eis que agora o promotor resolve nos chamar de ladrões. Quer dizer então que o sujeito diz ter sido furtado dentro do nosso clube e vai ficar tudo por isso mesmo? Aliás, os senhores conseguem perceber a mensagem implícita na notinha do Arruda? Tem toda uma lógica aí...

Seguimos com o Franchising Leonor e seu mais voluntarioso franqueado. Na Dividida, espaço para Beltrão, o palhaço insistente:

DIVIDIDA"Belluzzo mostra discriminação a Pernambuco ao dizer que quer segurança reforçada. Não foi aqui que tivemos problemas com gás"Do vice de futebol do Sport, GUILHERME BELTRÃO, sobre o presidente palmeirense pedir segurança na partida de volta, no Recife
Porra, o que o filho da puta poderia esperar depois de tantas ameaças? Notem que não é casual o exemplo utilizado na frase. Nem da parte dele, nem do colunista.

Por fim, e tudo na mesma coluna, chegamos ao Santos, cujos dirigentes atuais têm se esmerado para fazer o papel de capangas leonores. Aqui:

Resquício. O vice do Santos Norberto Moreira da Silva criticou publicamente o Pacaembu em seminário da CBF. Falou que o estádio não tem condição de receber jogos, pois a diretoria visitante é achincalhada por ter de passar no meio dos corintianos.
É muita cara-de-pau do sujeito. Duas breves contestações:

1. Se o Pacaembu não tem condições de receber jogos, por que então a porra do Santos tem insistido tanto em mandar alguns de seus jogos aqui na capital paulista?

2. Como pode reclamar de um outro estádio logo o clube que recebe seus adversários naquele amontoado de laje da Baixada?

E assim segue o Franchising Leonor. Aliás, vocês perceberam que as moças estão bem silenciosas?

***

Este post não encerra o duelo com o promotor.
É só o começo...

***

Ele voltou. Em grande estilo.

Um pouco de muita coisa

Clubes menos expressivos têm de apelar a fanfarrões para aparecer. Um vai de anão, o outro, de Beltrão. A merda é a mesma e, como eu já li por aí, a coisa funciona quase como se fosse franchising. Clubes como o Palmeiras, no entanto, tem um noticiário que parece não acabar mais (para o bem, para o mal e para o que é pura má intenção). Em meio a isso tudo, devo admitir que este blog não tem dado conta do volume de informações que merecem espaço aqui. O jeito é despejar tudo em notas:

ELITIZAÇÃO
Falta ainda escrever sobre o encontro na casa do professor Belluzzo, e eu fiquei devendo aqui toda uma análise do tema "Elitização no futebol". Peço um pouco mais de tempo aos amigos, até porque o assunto não corre o risco de ficar ultrapassado.

PROMOÇÃO
Ingressos a R$ 20 para a estréia no BR-09. Sobrou sensatez, mas é bom avisar que o plano é retomar o preço pornográfico de R$ 40 para os duelos seguintes, da 3ª à 37ª rodada.

A DESPEDIDA DO SPEAKERNo último ano, Fernando Galuppo, o maior palestrino que eu conheço, foi a voz do Palestra. "Samsung, adidas e Suvinil informam...".
A despedida veio no último jogo, diante do Ixpót, pois agora o meu grande amigo assume novas e boas funções. Faço questão de registrar o fato aqui e desejar a ele boa sorte na caminhada profissional. O lado positivo disso tudo? É sempre bom ter na arquibancada um palestrino como ele, andando de um lado pra cá com seu antiquado radinho de pilha. Valeu, moleque!

NOSSO AMIGO, O PROMOTORTODAS as torcidas se envolveram em brigas recentemente. Algumas foram arranjadas, outras tiveram a PM como protagonista, mas nenhuma organizada deixou de participar de um ou outro incidente aqui e ali. Todas, menos uma, continuam indo aos estádios. Porque o nosso amigo promotor, que atende pelo nome de Paulo Castilho, adora encher o saco da Mancha Verde. E fez tudo de caso pensado, logo em jogo importante pela Libertadores. Com base no quê? Em provas colhidas no orkut. No orkut? Ah tá...

NOSSO AMIGO, O PROMOTOR (2)Este cara já deu sucessivas provas de sua atuação orquestrada contra uma única torcida. Consegue superar até o seu mestre, o hoje deputado Fernando Capez. Este blog voltará ao tema muito em breve, a depender do jogo do próximo sábado.

DÉRBI EM MIAMI?Parece não existir limite para a criatividade dos nossos marqueteiros. Agora surge esse papinho de Palmeiras x SCCP em Miami. É falta de respeito, para dizer o mínimo. Vamos aguardar, porque eu ainda espero que seja apenas mais um factóide dessa gente que não tem o que fazer. Quanto à possibilidade também embrionária de um clássico no Maracanã, vejo com bons olhos pelo lado pessoal (seria mais um fim de semana no Rio, e o Maraca tem o direito de receber este jogo), mas também não faz o menor sentido.

06 maio 2009

Metade já foi



Metade já foi. Venceu quem jogou futebol. Gols foram perdidos, um pênalti deixou de ser marcado e as traves voltaram a não ajudar; mas o gol enfim saiu e, com ele, a vitória sofrida. É verdade que o resultado poderia ter sido bem melhor, mas o 1 a 0 deixa o Palmeiras em boas condições para decidir a vaga em solo inimigo. E agora os caras terão de jogar futebol...

Ainda mais importante no jogo desta noite foi perceber na torcida o mesmo espírito de Libertadores que nos empurrou até as decisões de três anos seguidos, entre 1999 e 2001. E é isso que dá a certeza de que o time entrou no ritmo esperado e que temos totais condições de buscar mais um bom resultado lá em Recife.

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EVASÃO
23.991 pagantes? Vem cá, eu não sou de reclamar disso, mas tem gente perdendo a vergonha na cara. Por que o público divulgado em todos os últimos três jogos ficou bem abaixo do presente?

PAPELÃO
E não é que os amarelinhos da TJS fugiram do estádio antes do apito final? Tudo aquilo foi medo, é?

O NOSSO AMIGO
O promotor voltou a aprontar. Merece um post depois.

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ATÉ A PRÓXIMA!
A notícia está aqui. O que vale é esta declaração, mais uma, do fanfarrão vice-presidente do Ixpót Recife:

“Correu tudo bem. Fomos muito bem recebidos pelo Palmeiras e não ocorreu nada com a torcida local até o momento. Teve só alguns rapazes que foram ao bar do nosso hotel para beber cerveja de dez reais e ficar provocando, mas já estamos acostumados com isso”
Bom saber que nosso objetivo foi cumprido. Incomodamos e isso já justifica as horas de diversão no hotel do Ixpót. A título de precisão jornalística, é justo fazer algumas pequenas ressalvas:

1. Não provocamos ninguém. Fomos apenas passar uma noite agradável no bar do hotel. O único contato verbal que tivemos foi com um pequeno grupo de torcedores recifenses, que certamente poderão confirmar o bom tratamento por nós dispensado. Faltou apenas eles responderem à pergunta que eu fiz: "Qual é a sensação de disputar um mata-mata de Libertadores pela primeira vez?"

2. Talvez não faça diferença, mas é necessário esclarecer: a cerveja não custava R$ 10. Era quase isso. A Bohemia sai por R$ 8,25 (já com 10% de serviço) e a Brahma, por R$ 7,15 (idem). Long neck, que fique claro. Foi a cerveja mais cara que eu já tomei na vida. Mas valeu; incomodamos. Obrigado e parabéns a todos nós.

3. Se a nossa presença incomodou tanto assim, por que aquele risinho irônico ao passar pela gente?

04 maio 2009

10 anos depois...

1999. 5 de maio. Libertadores, jogo de ida das quartas.
Palmeiras 2 x 0 SCCP/SP.

2009. 5 de maio. Libertadores, jogo de ida das oitavas.
Palmeiras x Ixpót Recife/PE.

10 anos se passaram.

Marcos, o santo, surgiu naquela noite fria de 5 de maio de 1999. Pegou tudo contra o nosso maior rival e garantiu a vantagem no jogo de ida. Lá se vai uma década.

Marcos, então camisa 12, é o único que continua no time até hoje. E veste novamente a 12. Passados 10 anos, pegamos agora o Ixpót, clube que enfrentamos também na fase inicial desta Libertadores.

10 anos antes, o adversário foi o SCCP, já pelas quartas. O mesmo SCCP fora o nosso adversário na fase inicial daquela competição (1 a 0 com mando nosso e 1 a 2 'fora'). Também devido à trajetória irregular, mandamos o primeiro jogo para decidir tudo como visitantes.

A exemplo de 1999, a campanha na primeira fase de 2009 nos rendeu 10 pontos: 6 jogos, 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas.

Também como uma década atrás, o jogo de volta está marcado para uma semana depois, igualmente em um 12 de maio.

São muitas as coincidências a nosso favor, e é justo contar com elas agora. Porque é noite de Palmeiras em casa cheia. É noite de time grande.
É noite de Libertadores. É noite felipônica. É noite de fazermos a nossa parte e de cantarmos sem parar durante duas horas para empurrar o Palmeiras a mais uma vitória.

É noite de jogar (e torcer) "com a alma e o coração"!


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O assunto de momento, todos sabemos, é o novo aumento no preço dos ingressos, agora na casa dos R$ 50. Este blog tem a arquibancada como razão de existir e isso basta para que os senhores imaginem qual é a minha opinião sobre o tema. Sei que alguns esperavam que eu me posicionasse imediatamente contra o aumento, mas eu preferi aguardar um pouco mais porque temos amanhã uma batalha de vida ou morte contra o Ixpót, e é preciso concentração máxima.

De mais a mais, já foram muitas as polêmicas, e eu prefiro deixar passar a emoção do jogo de amanhã para consolidar todos os meus argumentos em um único texto.
Ainda sobre este assunto, um grupo de blogueiros tivemos ontem uma conversa das mais interessantes e abertas com o professor Belluzzo, que nos recebeu em sua casa. Os argumentos para justificar o aumento foram colocados e, por mais que eu discorde, o essencial é uma concentração absoluta no duelo de amanhã. Passado isso e qualquer que seja o resultado, volto ao assunto, então de maneira mais analítica e, de minha parte, definitiva.
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De resto, pequenos comentários se fazem necessários:

PARABÉNS?Demorou 109 anos, mas enfim a Ponte Preta chegou ao seu primeiro título. Ou quase isso, sejamos francos. De minha parte, continuarei a me referir aos campineiros como o "clube dos 109 anos sem título". Agora nem é preciso mais atualizar.

BRINCADEIRA DE MAU GOSTO
Vou aguardar o desfecho de toda essa palhaçada, mas é de se esperar, por uma questão de decência, que os leonores não façam os dois jogos da próxima fase em casa. Até para o oportunismo dessa gente deve haver limites.

02 maio 2009

Aos guerreiros de Santiago


Quando jornalista esportivo se põe a falar sobre torcidas organizadas, é de se esperar críticas as mais duras - e descabidas - possíveis. Não à toa, elas quase sempre descambam para o desrespeito, que é a maneira que essa gente encontra para disfarçar o desconhecimento de causa. É gente que não vai a estádios e, como tal, não sabe quem são seus freqüentadores.

É gente que costuma apelar para argumentos inconsistentes e sem comprovação teórica ou prática. Exemplos: "Esses aí (com o foco da imagem nos organizados) não são torcedores de verdade"; "Esses aí só vão ao estádio pra brigar"; "Esses aí nem assistem ao jogo, ficam só pensando em briga"; "Esses aí vivem às custas do time".

E dá-lhe discurso vazio, normalmente seguido por alguma referência ao tal "torcedor comum", essa figura abstrata que a imprensa criou sem explicar do que se trata. Mas é um tal de dizer que esse é o torcedor que importa, e que os organizados servem apenas para promover episódios de violência. Desconsidera-se assim o nosso apoio incondicional e toda a festa que toma conta da arquibancada.

Quem diz isso não pisa na arquibancada há anos. E é de se espantar que a fragilidade do discurso contamine uns e outros, destes que até vão a campo, mas se dizem contra as torcidas organizadas.

Pois vejam que hoje eu passei no Palestra no final da tarde. Ao sair, encontrei amigos meus que acabavam de chegar do Chile após uma longa viagem de ônibus. Do Chile, vejam vocês! Era o ônibus da Mancha Verde, tantas vezes detonada por esses vagabundos comentaristas de estúdio.

O jogo terminou na quarta-feira e os caras chegaram a SP apenas no sábado. Isso não se deu por algum imprevisto; já era algo sabido e algumas poucas dezenas de torcedores se mostraram dispostos a encarar quase uma semana de estrada apenas e tão somente para apoiar o Palmeiras durante duas horas decisivas, as mesmas que hoje permitem a todo o restante da torcida sonhar com o título.

Os guerreiros chegaram à capital paulista exaustos, é evidente. Foram quase 70 horas de viagem (só a volta), e tudo o que eles queriam era comer alguma coisa, tomar um banho e dormir. Mas eu posso garantir, por experiência própria, que todo o sacrifício para passar uma semana longe de casa é coisa pequena diante do orgulho eterno dos que foram até lá para trazer a classificação.

Este blog faz questão de homenagear cada um desses guerreiros, muitos dos quais são meus amigos de arquibancada. A reverência se estende também aos que foram ao Chile de avião, mas é preciso dedicar uma atenção especial aos que chegaram ao Pacífico cruzando todo o continente por terra. Vocês são guerreiros demais!

Depois de todo esse esforço, eu não sei mais o que precisa ser dito a um imbecil como, sei lá, o tal Flavio Prado para demonstrar amor a um clube de futebol. Em verdade, nem adiantaria dizer mais nada, pois os nossos comentaristas e jornalistas de estúdio desaprenderam o que significa o futebol. E tudo o que nós, torcedores organizados, devemos fazer é sentir um enorme desprezo a cada vez que imbecis como ele abrem a boca para falar de nós.

AQUI É MANCHA!

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*Sobre a vantagem de decidir fora de casa, o Júnior já matou a questão - e ainda traz números que comprovam porque os malditos gols qualificados favorecem o mandante do primeiro jogo. Em linhas gerais, eu resumiria assim: quando você decide fora, o seu gol passa a valer mais logo no duelo final.

01 maio 2009

Pelo bem do futebol


Observem Pierre, o guerreiro, que festeja o gol mesmo sem pé esquerdo

Eis que teremos o Ixpót novamente no nosso caminho, agora no mata-mata e com duelo final na Ilha do Retiro. Por fatores vários, que serão detalhados mais adiante, decidir fora de casa pode representar uma enorme vantagem. E, o mais importante, caberá ao Palmeiras a tarefa de livrar a Copa Libertadores deste pequeno e inconveniente intruso.

Só não venham me falar, como já ouço por aí, em “rivalidade”. Não, meus caros, rivalidade é algo possível apenas entre dois grandes. Estamos agora diante da oportunidade que precisávamos para colocar as coisas no lugar de uma vez por todas. É pra arrancar a cabeça.

O Palmeiras, ao contrário do seu adversário, vive o clima de mata-mata desde a fase preliminar, com dois jogos contra o Potosí, um deles na altitude desumana dos céus bolivianos. Depois, vieram a batalha contra o próprio Ixpót em Recife, dois jogos decisivos no Palestra e mais o heróico triunfo em Santiago.

Por sinal, ainda em sinal de reverência à épica vitória conquistada aos pés da Cordilheira, publico mais uma foto que, a exemplo da que abre o post, foi retiradas da galeria do Terra Chile e descoberta graças ao Júnior, do Aqui é Palestra:



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Sob o risco de me tornar repetitivo, sinto-me obrigado a apelar a mais um texto brilhante do Cruz de Savóia, desta vez de um colaborador, o gremista Nei Duclós. É tão bom que precisa entrar aqui na íntegra:

"Foi assim

Não havia ângulo, não havia mais tempo, não havia paciência do treinador, não havia companheiros para receber a bola, sumiram as chances de classificação; não havia fôlego, a sorte tinha ido embora, o futebol acabado, o sonho desfeito e tudo o que era contra exultava de satisfação: trinta chilenos por metro quadrado da defesa, as ameaças de uma pandemia, a volta para casa sem glória, o vislumbre de um início de 2009 sem motivos para tirar um toco dos torcedores adversários.

Então Cleiton Xavier, que não tinha para onde ir, tanto é que fez um drible paralelo, como se zanzasse sem direção, que sabia que tudo tinha ido para o saco, que a vida não vale a pena, que o amor é impossível, que a guerra estava perdida, então, como dizia, Cleiton Xavier limpou o terreno, varreu o chão batido, espanou os insetos e transferiu para uma parte misteriosa do pé o encargo de dar aquilo que em Uruguaiana chamamos de um tremendo bostaço, mas com a manha, a graça, a lógica algorítimica de outro tipo de chute, o chedinho (quando a bola pega na veia).

Foi assim, com um bostaço que evoluiu para um chedinho, que o biroço encontrou o caminho, sufocou o gogó da ema, raspou na orelha da girafa e se aninhou no peito do torcedor, o último reduto da fé deste mundo sem lei.

São assim os grandes momentos do esporte. É quando o sonho cumpre seu destino e podemos enfim ir dormir e pensar numa sacanagem qualquer, pois a vida está ganha."

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Este comentário ficaria melhor no twitter, mas não custa replicar aqui: Porra, o único time que conseguiu decidir final de Libertadores em campo neutro e não na casa do rival teve direito neste 2009 a gol de bunda e vai agora, em conseqüência da tal gripe suína, pegar o seu adversário mexicano em Bogotá (!)...