31 julho 2008

1 a 0

Quase 27 mil torcedores, noite de festa, mais uma, e vitória na medida, um clássico 1 a 0 diante de um adversário sempre complicado. Tudo caminha bem e uma vitória sobre o Ipatinga, no domingo, é obrigatória se este time, quase imbatível em casa, quiser se diferenciar da multidão que briga para ficar no G4.

Em uma noite especial para o Madureira, é justo ressaltar o seu desempenho notável à frente do Palmeiras (186 vitórias em 300 jogos) e, especialmente, no Palestra (92 triunfos em 109 partidas).

O senão fica por conta do senhor Valdivia, que tomou mais um amarelo (ele sabe que não pode reclamar, não sabe?), fez birra ao ser substituído e ainda foi chorar no vestiário do adversário. Ah, ele quer carinho? E por que diabos não se porta como profissional?

***

*O título do post é uma homenagem ao mais belo placar do futebol. Nada como um bom, sofrido e essencial 1 a 0.

*Peço desculpas pelo post sucinto, mas o tempo está curto e esses jogos na madrugada global acabam com a noite de qualquer um.

29 julho 2008

E a culpa ainda é do torcedor?

Sob o risco de me tornar um chato, volto ao desagradável assunto BWA/venda de ingressos. Deixando como ressalva o fato de o Palmeiras ter também a sua parcela de culpa em muitas situações, reproduzo aqui os depoimentos de dois torcedores, amigos meus, conforme registrado nos comentários deste blog:

Rafael: "Comprei ingresso hj no ponto de venda embaixo do estádio das meninas... Cerca de 20 pessoas na minha frente (normalmente não levaria mais de 20 minutos)...porém levei 1h22min na fila e mais 4 minutos para comprar o ingresso..."

Luiz: "Bom pessoal, fiquei 1h30m na fila hoje. No Ibirapuera, com apenas 2 guichês funcionando."

Dá pra acreditar? O sujeito compromete a sua hora de almoço para conseguir um simples ingresso e, diante de uma fila relativamente pequena, demora quase uma hora e meia para alcançar seu objetivo.
Diante disso, qual é a providência?


Simples: proíbem a venda de ingressos entre 17h30 e 21h50 de amanhã, o único período que resta ao torcedor honesto e trabalhador para garantir seu lugar no estádio.

E o Palmeiras, teimoso, insiste em abrir a bilheteria apenas dois dias antes do jogo, o que transforma em epopéia algo que deveria transcorrer sem qualquer tipo de problema.

Mas, claro, tudo pode piorar. Porque aí surge o senhor Marco Polo Del Nero, inimigo número do futebol paulista, e coloca a culpa logo no torcedor, que, vejam só, “não prestou atenção”. Parece brincadeira, mas não é. Depois do alerta do amigo Rafael, vejam AQUI o link da desastrosa entrevista do presidente da FPF, que perdeu uma ótima oportunidade de calar a boca.

***

*Amanhã, 19h30, no lugar de sempre.

28 julho 2008

Proibir por proibir

Aconteceu ontem no Jd. Leonor (SPFW x Portuguesa) algo semelhante ao registrado no Palestra (Palmeiras x Santos) três dias antes: torcedores queriam ver o jogo, mas foram impedidos porque a bilheteria estava fechada. O motivo é o mesmo: resolveram (é, o sujeito fica indeterminado) proibir a venda de ingressos nas duas horas que antecedem os clássicos em SP.

Em que pese a discussão sobre o que é um clássico (a Portuguesa, cuja torcida ficou esmagada diante da maioria de flamenguistas na última quarta, no Canindé, não pode ter esse privilégio), o que deve ser questionado é o porquê da proibição. E isso adquire caráter de urgência se considerarmos que a BWA/Ingresso Fácil, que monopoliza a venda de ingressos nesta capital, tem caprichado nas seguidas demonstrações de incompetência.

Assim como nas recentes proibições da venda de bebidas alcoólicas e das barraquinhas, ninguém se preocupou em consultar o torcedor. Sequer foram investigar se correspondia à realidade a balela de que a venda de ingressos antes dos jogos é motivo de brigas. Simplesmente proibiram e ficou tudo por isso mesmo.

O senhor Wanderley Nogueira, repórter da moribunda Jovem Pan, foi um dos artífices desta medida recente. Não sei com que autoridade, pois ele não deve chegar perto de uma bilheteria ou de uma catraca há décadas, o que impede a comprovação de sua estúpida tese,
que vincula venda de ingressos e briga de torcedores.

É este o ponto: ninguém se preocupou em apurar nada. Ninguém. A proibição aconteceu sem qualquer explicação e quem paga a conta, como sempre, é o torcedor, que fica refém da BWA, dos horários vagabundos e do tratamento desumano que é concedido pelos clubes, justamente aqueles que têm rasgado
dinheiro ao esnobar seus próprios torcedores/consumidores.

***

Insisto: enquanto os clubes não colocarem um ponto final neste vagabundo horário de vendas (das 11h às 17h), o torcedor/trabalhador vai continuar deixando para comprar na hora do jogo. E se fecharem a bilheteria antes da partida, o sujeito simplesmente não vai conseguir entrar. E o prejuízo só aumenta. Simples assim.

27 julho 2008

De ótimo tamanho

Breves comentários sobre o empate no Sul:

1. Na soma de tudo, ficou de ótimo tamanho. Um ponto ganho, outros dois que o Grêmio deixa de somar e a sensação de que o time está encontrando o seu ritmo;

2. Antes que acusem o Marcos de falha no gol de empate dos caras, vale prestar atenção ao seguinte: durante todo o jogo, o nosso goleiro assumiu a condição quase de um zagueiro, com um posicionamento mais avançado nas cobranças de falta e escanteio para compensar a fragilidade defensiva dos senhores Jeci e Gladstone. E aí, depois de tantas bolas interceptadas, aconteceu aquele acidente de percurso.

3. Dentro do que era possível, atuação exemplar da dupla de ataque. Tanto que me pareceu estranha a troca do guerreiro Kléber pelo firuleiro Denílson.

4. Apesar do horário cretino, teremos casa cheia na próxima quarta, noite de um confronto decisivo contra o Flamengo. Para se ter idéia, restam pouquíssimos ingressos (menos de 10% do total) para o Setor Visa. Vamos fazer a nossa parte!

25 julho 2008

Vitória para embalar

Cena comum ontem à noite: torcedores na porta do Palestra dispostos a pagar R$ 30 por uma arquibancada ficaram de fora simplesmente porque alguém resolveu proibir a venda de ingressos antes do jogo. Além da insatisfação do torcedor, que bem pode ser um trabalhador impedido de garantir o seu lugar com antecedência, fica para o Palmeiras um prejuízo incalculável na arrecadação. E impressiona que mais de 21 mil pessoas tenham conseguido entrar no Palestra.

A maioria verde fez uma bela festa, com apoio incondicional ao time, do início ao fim. E o primeiro tempo foi um presente aos palestrinos, que vimos
oito gols (dois nossos foram anulados) e uma vitória que traz a força necessária para, quem sabe?, buscarmos um empate em Porto Alegre. Por sinal, se o time entrar em campo com o espírito de luta de ontem e se a zaga resolver não falhar tanto, dá para voltar do Sul com um bom resultado.

***

*Brincadeira de mau gosto o cartão dado ontem ao Valdivia. Brincadeira. E incomoda por ser o terceiro novamente. O lado bom? Ele volta ao time para o confronto decisivo contra o Flamengo, quarta que vem, na nossa casa. "Pula a fogueira..."

24 julho 2008

E o trabalhador, como fica?

Suponhamos que um trabalhador resolva ir ao Palestra Itália hoje à noite para assistir ao clássico entre Palmeiras e Santos. Tudo o que ele precisaria fazer para isso é desembolsar R$ 30 por um ingresso de arquibancada. Simples? Pois é, deveria ser. E seria, se tivéssemos um mínimo de respeito para com o público do futebol. Mas vejam só o que acontece com o trabalhador em questão:

O cara decide que quer ir ao jogo, mas descobre que os ingressos começam a ser vendidos apenas na terça-feira. A tabela já era conhecida há meses e o Palmeiras poderia muito bem fazer como seus rivais e abrir a bilheteria na semana anterior. Não é assim que acontece: a venda começa sempre dois dias antes, impedindo, por exemplo, que o sujeito vá comprar seu ingresso no sábado anterior. A culpa, por incrível que pareça, não é da BWA, mas do Palmeiras.

Para piorar, as vendas acontecem em um horário bem restrito – para não dizer ‘vagabundo’ –, das 11h às 17h, e em poucos locais. Das 11h às 17h? A questão é: que tipo de trabalhador consegue adquirir seu ingresso nesse horário? Ainda que resolva sacrificar o seu horário de almoço para ir a algum ponto de venda, o sujeito corre o risco de perder três horas na fila, graças ao ‘sistema’ da BWA.

Assim, restaria a opção de comprar o bilhete pouco antes do jogo. Acontece que algum imbecil resolveu que as vendas estão proibidas no estádio Palestra Itália a partir das 16h de hoje. Ou seja, o trabalhador é impedido de garantir seu lugar com antecedência porque não pode se sujeitar aos caprichos de uma incompetente BWA, mas também não pode comprar na hora porque simplesmente alguém resolveu proibir.

E nego ainda acha que eu reclamo demais...

***

Ainda sobre a BWA, eis o que traz a FSP de hoje:


1. Sobre o caos de ontem:

Uma falha de comunicação entre a BWA, empresa que controla o sistema de venda dos bilhetes, e a fornecedora de funcionários para a comercialização nos guichês do estádio tumultuou o processo.

"Temos três funcionários nossos que trabalham no Palmeiras. Decidimos contratar mais 11 de uma empresa terceirizada, que disse não ter recebido nosso documento [com a solicitação da mão-de-obra]", afirmou Bruno Balsimelli, um dos donos da BWA.

Balsimelli disse que os 11 funcionários só chegaram ao Palestra Itália às 12h40. Até então, apenas três guichês funcionavam.A venda dos ingressos, segundo ele, começou às 11h.


2. Notas do Painel FC:

Longa vida
Recentemente, a BWA socorreu Flamengo e Corinthians com adiantamentos feitos graças a renovações de contratos. Especialista na venda de bilhetes por meio da Ingresso Fácil, a empresa adiantou R$ 10 milhões ao time do Rio, agora preso a ela até 2014. A equipe pagará com descontos nas rendas dos jogos. Os juros, iguais aos dos corintianos, são de 30% ao ano. Para rescindir, o Fla tem de dar a sua média mensal de arrecadação até o fim do acordo. Os corintianos pegaram ao menos R$ 1,5 milhão e assinaram até 2011.

Carteirada. No contrato com o Flamengo, a BWA se protegeu contra a enxurrada de carteirinhas de estudantes. A taxa de serviço cobrada aumenta se pelo menos 40% das vendas for de meia-entrada.

De ponta a ponta. A BWA começa a entrar na região Norte. No Pará, Remo e Paysandu assinaram com ela por meio da Ingresso Fácil.

É com a gente!

São 11 desfalques e uma lista enorme de problemas extracampo. Mas algo me diz que teremos hoje à noite uma daquelas vitórias suadas, na base da superação, da raça e do apoio da torcida. Vale mais do que qualquer goleada. E bem poderia ser em uma noite chuvosa, daquelas que presenteiam o torcedor com um 1 a 0 com gol de carrinho, no final, com lama para todos os lados.

É importante que o torcedor vá ao Palestra pronto para incentivar o time do início ao fim. Se faltam tantos jogadores,
cabe ao palestrino fazer a parte dele. E é o que faremos, acredito, em grande número. Não há mais ingressos para o Setor Visa e a procura por arquibancada foi grande nos últimos dias. Será uma noite de superação.

Vamos incentivar! A vitória será nossa!

***

*19h30 no lugar de sempre.


*Como ficará o Palestra hoje sem o nosso speaker titular, em férias no RJ?

23 julho 2008

FORA BWA, parte 3

Depois dos capítulos 1 e 2, eis que temos AQUI mais motivos para detonar a incompetente BWA, empresa que felizmente deixará de fazer parte da vida dos palmeirenses a partir de 2009. Vejam vocês que o torcedor levou até três horas para garantir hoje, quarta-feira útil, um ingresso para o clássico de amanhã. Três horas! Um absurdo completo, uma represália ao já anunciado encerramento do contrato entre as partes, no final deste ano. Considerando a gravidade dos fatos, cabe até uma pergunta: não existe nenhuma cláusula que permita a rescisão em caso de descumprimento de acordo ou, pior, de má-fé, como acontece agora?

Mais uma reflexão

Entendam, por favor: o objetivo do post, uma vez mais, é levantar um tema para reflexão, sem críticas e sem necessariamente emitir a minha opinião sobre o assunto. O que temos abaixo é mais uma entre as tantas imagens de divulgação da Arena Palestra Itália:



Tudo muito bom, tudo muito bonito. A pergunta, simples e direta, é: entre as muitas famílias felizes no nosso futuro novo estádio, vocês conseguem identificar algum cidadão vestindo a camisa do Palmeiras?

O julgamento do Kléber

Kléber deve ser julgado pelo STJD já na sessão da próxima segunda-feira. E deve pegar um gancho bastante severo, pois há pelo menos dois agravantes consideráveis:

1. Três expulsões em nove jogos? Por mais que as duas anteriores tenham sido absolutamente injustas, que tipo de tribunal deixaria de considerar o histórico recente do atleta?

2. Se a diretoria do Palmeiras já puniu o seu próprio atacante - e a situação foi toda mal conduzida, como analisa o OV -, por que os auditores não fariam o mesmo?

Fato é que devemos perder o nosso camisa 30 por algumas rodadas, incluindo aí o decisivo embate com o Flamengo. E é exatamente por isso que eu, que tanto defendo o Kléber, me sinto à vontade para afirmar que ele pisou na bola. Não só pela expulsão e pelos efeitos imediatos, mas por dar motivo a todos aqueles que o criticam.

22 julho 2008

Cornetas: relativização necessária

Convencionou-se chamar de corneteiro aquele sujeito que fica na numerada e passa o jogo a xingar o técnico e os jogadores. É um tipo de torcedor (?) que só atrapalha, e Luiz Felipe Scolari foi sábio ao inventar o apelido Turma do Amendoim, lá pelos idos de 1999/2000. Dizia Felipão que o povo da numerada coberta passava o jogo comendo amendoim e xingando. O nome ganhou força, mas com conotação pejorativa: 'amendoim' passou a ser uma designação comum a todos aqueles que criticam o time na hora errada. Desde então, a situação até que melhorou, em parte porque esse tipo de torcedor (?) passou a ser visto com desconfiança e até de maneira pouco amigável pelo resto da torcida.

Feito o intróito, sinto-me na obrigação de relativizar o uso que se faz hoje da palavra corneteiro. Fato é que me incomoda bastante a postura de uma parte da torcida (isso inclui amigos meus) que parece querer blindar os atletas, um em especial, como se eles estivessem imunes a críticas. E aí basta um comentário menos elogioso para que você logo seja chamado de corneteiro.

Eu vejo de outra forma: uma das funções do torcedor é apoiar o time, e isso deve acontecer durante os 90 minutos. Depois disso, no entanto, a cobrança pode - e deve - existir. E é natural que seja feita pelo torcedor, que tem o direito de
fiscalizar e exigir que os jogadores façam o melhor pelo time. Há casos e casos, e é sempre preciso ter um pouco de precaução, mas não se pode execrar um torcedor apenas porque ele tem um perfil, digamos, mais questionador.

A situação é bem simples: jogador de futebol não adora dizer que é profissional? Ok, tudo certo. Já que é assim, deve ser tratado como profissional. Sim, tem direito a ouvir propostas de outros clubes e até de buscar novas oportunidades quando julgar conveniente. Nada a contestar. Mas a recíproca também é verdadeira. Se você, na condição de profissional, é cobrado pelo seu chefe quando seu rendimento cai, é justo que o mesmo aconteça com o jogador de futebol. Aos direitos adquiridos correspondem também os deveres pertinentes.

Estou cansado de patrulha. Estou cansado de ver nego passar a mão na cabeça de jogador. Estou cansado de jogador pedir para ser tratado como profissional, mas só na hora de buscar um contrato melhor. E estou cansado de qualquer um ser chamado de corneteiro apenas e tão somente por fazer críticas que me parecem necessárias.

O Palmeiras está acima de qualquer um!

21 julho 2008

Problemas sem solução

Contusões em série, jogadores negociados, contratações indevidas, defesa esfacelada e até uma ação na Justiça de um clube qualquer lá de Alagoas. Os problemas se multiplicam em doses intermináveis, mas o que mais preocupa é que Luxemburgo parece não ter mais a mesma capacidade de superar as dificuldades de uma longa caminhada.

Mesmo com a soma de todas as adversidades, perder para o Goiás, um time sem peso, sem brilho e sem torcida, é inadmissível. Não é coisa de quem pretende ser campeão. Os cinco pontos que nos separam do líder estão até de bom tamanho, pois este Palmeiras parece time pequeno quando joga fora de casa.


Para complicar, ainda vem o senhor Kléber e arruma uma expulsão idiota, que certamente vai render punição no tribunal. Assim, além de não jogar o clássico da próxima quinta-feira
, ele deve ficar fora do duelo contra o Flamengo, no próximo dia 30, e talvez de outros mais.

Por sinal, eu gostaria de perguntar à nossa diretoria:
os R$ 30 cobrados pela arquibancada do Palestra se justificam com a contratação da dupla de zaga atual?

17 julho 2008

Barril de pólvora?

Às vésperas do Palmeiras 2 x 0 SPFW de abril, na semifinal do Paulista, o diário oficial bambi fez escândalo ao saber, vejam só, que havia caçambas de entulho nas ruas próximas ao Palestra Itália. Chamou o nosso estádio de barril de pólvora e gastou oito páginas para fazer alertas como este aqui:


Ok, isso já foi rebatido aqui e assim:

Observe, caro palestrino, que há (ou havia) perigosas caçambas de entulho nas proximidades do nosso estádio. Sim, paus e pedras podem servir como armas, mas o que impressiona é que, segundo dá a entender o jornaleco, as tais caçambas parecem existir apenas naquela região da cidade e não perto das mansões e prédios de alto padrão do Jd. Leonor. Assim, os trambolhos espalhados pelas ruas transversais e paralelas à Giovanni Gronchi não são caçambas. Só parecem. O mesmo vale para os objetos que poderiam ser confundidos com paus e pedras. Mais uma coisa: os muitos terrenos baldios próximos ao Jd. Leonor também são uma miragem. Assim como as praças cheias de mato e entulho (uma delas fica na parte de trás do clube). É tudo fruto da nossa imaginação fértil.

Três meses depois, tivemos de voltar ao Jd. Leonor. E eis então que a avenida Giovanni Gronchi, que circunda parte do estádio, não fica apenas nas caçambas de entulho. Domingo agora, antes do clássico contra a sub-raça, havia enormes buracos na calçada, deixando pedras expostas e até um cavalete de madeira, jogado no chão. Estava tudo lá, para quem quisesse pegar. E não na semana anterior, mas pouco antes do duelo entre os dois times.

Parece que ninguém do diário oficial bambi se preocupou em investigar as condições do campo leonor. Já que é assim, seguem aqui duas imagens. Ruins, é fato, pois amadoras, mas bastante mais comprometedoras do que as divulgadas pelo diário oficial dos caras:



***

Para os que vêem exagero nos nossos ataques à mídia bambi, eis AQUI um bom comparativo feito pelo OV.

A 'artimanha' da vez

Nada de gás no vestiário, grama encharcada só onde fica o goleiro adversário ou dança da chuva para chamar uma nova tempestade. Para vencer - e bem - o Fluminense na madrugada de ontem, a artimanha palestrina foi bem mais simples: jogar bola. O Palmeiras tanto jogou, em especial na etapa final, que o 3 a 1 ficou barato para o time do senhor Caio Barbosa, o repórter que escreve merda, mas não responde às mensagens que lhe são direcionadas.

Se eu evito por aqui fazer análises individuais, é justo agora enaltecer as atuações de Leandro, Sandro Silva e do guerreiro Kléber, que jogaram muito ontem. E cabe também um elogio ao árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden, que simplesmente deixou o jogo correr, sem viadagens e sem dar muita atenção aos Dagobertos da vida.

Merece destaque também, como de costume, a torcida. Fomos 13.568 pagantes em uma madrugada fria (21h51...) com ingresso a extorsivos R$ 30. A diretoria até se esforça para afugentar o público, mas o palmeirense gosta demais de ir ao estádio. Assim, aos poucos, a média começa a voltar ao normal. No caso específico de ontem, vale o registro para
o apoio incondicional ao time.

Ao final, os 3 a 1 refletem mais do que a superioridade de um time sobre o outro. Refletem também o tamanho de um e de outro clube. São 50 vitórias nossas contra 23 dos caras, incluindo aí uma série de 12 jogos sem derrota (nove vitórias e três empates).

16 julho 2008

Já passou do limite!

Caio Barbosa é o nome do cidadão. O figura trabalha na redação carioca do GloboEsporte.com e teve coragem de vincular seu nome a uma matéria que ultrapassa os limites do absurdo, mesmo em um jornalismo esportivo combalido e desacreditado como o nosso. Vejamos, na íntegra, a que ponto chega a imaginação doentia do infeliz jornalista:


Flu garante estar pronto para as artimanhas extracampo do Palmeiras
Fabinho e Fernando Henrique dizem que jogo se ganha no campo

Os jogadores do Fluminense
garantiram que o time está preparado para enfrentar não apenas os atletas do Palmeiras, mas as artimanhas extracampo que vêm fazendo parte da rotina quando se trata de jogo no Palestra Itália. Na semifinal do Paulistão, contra o São Paulo, os jogadores do Tricolor tiveram de voltar a campo no intervalo da partida, pois o vestiário estava impregnado de gás de pimenta. Outra estratégia do adversário é molhar o gramado pouco antes da partida, para prejudicar, especialmente, o goleiro visitante.

- A gente sabe que lá rolam essas coisas, mas estamos preparados. No último jogo, caiu um temporal e não tivemos problemas – lembra Fernando Henrique, que foi o melhor jogador em campo no último jogo entre os clubes, apesar de o Flu ter perdido por 1 a 0.

O volante Fabinho, que não foi bem naquela partida, concorda com o goleiro e diz que estas artimanhas não têm efeito prático.

- A meu ver, molhar campo não ganha jogo. Encaro como uma mania deles. E também não acho que o negócio do gás tenha sido determinante para a vitória no Paulista. Acho que ganha uma partida quem estiver mais determinado, mais concentrado, e não quem usa estes artifícios – diz Fabinho.

E para o Soldado tricolor, o que não vai faltar em campo é determinação.

- Todo mundo viu como é bom chegar a uma final de Libertadores. Agora, queremos chegar de novo, mas para ganhar. Então, temos de nos recuperar no Brasileiro e isso significa, também, passar pelo Palmeiras – completa.


Ainda vivos? Pois vamos destrinchar o que existe no texto acima, de uma precariedade que somente o tal Caio Barbosa - quem seria este coitado? - pode explicar. Ou nem ele.

Para começar, o sujeito parece não se constranger ao citar "as artimanhas extracampo que vêm fazendo parte da rotina quando se trata de jogo no Palestra Itália". Impressionante! Aí, claro, menciona o tal episódio do gás, já dissecado à exaustão por aqui.

Se ficasse por isso só, talvez sua matéria doentia não fizesse lógica, pois haveria um único artifício maligno. Para justificar o uso do plural, no entanto, o pobre jornalista vem falar em mais uma temível estratégia palestrina, a de molhar o gramado antes da partida para, vejam só, prejudicar o goleiro visitante.

Ora, ora, quer dizer então que a diretoria do Palmeiras manda molhar o gramado de um único lado, já sabendo que o time será vitorioso no sorteio do lado do campo e que o goleiro adversário terá contra si um gramado encharcado. Engenhoso, não?

Até seria, mas o que o energúmeno não leva em conta é que a tática de molhar o gramado era usual até o ano passado, antes da reforma. E não tinha o objetivo de prejudicar o goleiro adversário - até porque é impossível prever onde ele vai ficar -, mas sim de compensar as deficiências do antigo piso, que não permitia que a bola corresse de maneira adequada. Era, portanto, uma 'artimanha' (se é que o termo se aplica) em benefício do espetáculo - e dos dois times.

Fabinho, o Soldado tricolor - como define o repórter em questão -, nada disse de mais problemático. Mas aí vem Fernando Henrique, o goleiro dos caras, e lança o seguinte: "A gente sabe que lá rolam essas coisas, mas estamos preparados. No último jogo, caiu um temporal e não tivemos problemas".

Vejam só, meus caros, que o Palmeiras tem o poder até mesmo de fazer cair a tempestade do último jogo entre os dois clubes. Dá pra acreditar nisso?

Só sei que as coisas ultrapassaram o limite do aceitável. Das duas, uma: ou o Palmeiras toma medidas legais, que incluem processar imbecis como este Caio Barbosa, ou adota uma postura ditatorial, à Eurico Miranda, que inclui proibir a entrada no clube e no estádio de energúmenos que envergonham o jornalismo esportivo deste país.

***

*Quarta-feira, 21h50, frio, time em má fase. Se a nossa diretoria tivesse uma visão um pouco menos tacanha, teríamos algum tipo de promoção (ingressos a R$ 20?) e um público um pouco maior no Palestra. Mas não é o que eles querem...

*19h40 no lugar de sempre. Vamos acabar com os merdas do Fluzinho. É noite de jogar bola! É noite de Palmeiras!

15 julho 2008

No vazio do Jd. Leonor

Não é de hoje que estão proibidas as barraquinhas de lanches no Palestra e no Pacaembu. Já reclamei do assunto e ninguém até hoje conseguiu me responder às duas perguntas seguintes: “O que motivou a proibição?” e “Você, torcedor, foi consultado a respeito?”. Por mais que a medida tenha causado transtornos na nossa casa, nada se compara ao problema que é ficar sem as opções ‘ambulantes’ no antro que os bambis alienados ousam chamar de estádio.

No último domingo, dia de clássico, tivemos de ir até lá pela primeira vez desde que a proibição do Kassab foi ampliada também para o estádio da zona sul. E aí encontramos o ambiente que as moças julgam adequado a receber uma Copa do Mundo, com total ausência de estabelecimentos comerciais em um raio de dois quilômetros.

Não há padarias, bares ou lanchonetes. Nem mesmo uma loja de conveniência. Assim, sem as barraquinhas vetadas pelo Kassab, o cidadão que vai à casa dos leonores fica sem opção para se alimentar. Ou, vá lá, para beber sua cerveja e encontrar os amigos. Não só acabaram com qualquer espaço de convivência – pois até expulsos da praça nós fomos anteontem –, como também obrigam o torcedor a passar fome se ele não tiver almoçado em casa.

Ao enfrentar tal situação, é inevitável relembrar uma reportagem safada do diário oficial bambi, publicada às vésperas do Palmeiras 2 x 0 SPFW deste ano. Se você não se recorda, confira aqui.

Vejam que curioso: a mídia bambi entende que é ruim ter dois (grandes) shoppings como vizinhos, porque, entre outras coisas, eles oferecem estacionamento por R$ 5. Só falta agora tecer elogios aos buracos que se disfarçam de estacionamentos na Giovanni Gronchi. No domingo, vejam só, os caras cobravam R$ 40 por carro! R$ 40!

Pior do que isso, no entanto, foi ouvir a entrevista do tal Jesus Lopes à rádio Bandeirantes, pouco antes do clássico. Ao ser questionado sobre o assunto, ele encerrou assim a conversa: “O SPFW está viabilizando o espaço para estacionamento e podemos garantir que não haverá qualquer verba pública na melhoria do nosso estádio”. Pois é, como se fosse possível dar ainda mais prejuízo aos cofres públicos..
.

***

Perguntas sem resposta

Por que cazzo os políticos simplesmente proíbem as coisas sem antes avaliarem os benefícios (ou prejuízos) para a população?

Por que os torcedores nunca foram questionados?

Afinal, quem ganha com a proibição das barraquinhas?

Alguém se sentia incomodado por elas?

Por que o torcedor não pode mais comer antes ou depois do jogo?

Por que não podemos mais ter direito a um espaço de convivência?

Por que os ambulantes não podem ganhar dinheiro honestamente?

Por que ninguém dedica o mesmo esforço à tarefa de prender cambistas e flanelinhas vagabundos?

Por que as forças policiais adoram reprimir toda e qualquer ação de convivência entre as pessoas?


Por que tanta gente quer destruir o prazer de ir ao estádio?

14 julho 2008

Vitórias parciais

Foram julgados hoje, no TJD da FPF, os dois recursos às punições impostas ao Palmeiras no último Campeonato Paulista (perda de dois mandos pelo caso do gás e de um mando pelos atos terroristas da PM na final). E o departamento jurídico do Verdão conseguiu duas vitórias, reduzindo uma pena e eliminando a outra. Assim, faremos apenas um jogo fora de nossos domínios - contra os três originais.

O que temos, no entanto, são conquistas parciais, pois incapazes de reduzir todo o prejuízo causado ao Palmeiras. E não me refiro ao simples fato de jogarmos ainda uma partida longe do Palestra, mas sim à certeza de que os verdadeiros culpados (a diretoria bambi, que articulou a farsa do gás, e a Polícia Militar, que armou dois espetáculos de selvageria em uma única tarde) sequer foram a julgamento.

A alegria da imprensa

Sim, o SPFW foi melhor, poderia ter aberto uma vantagem enorme no primeiro tempo e, ao final, mereceu a vitória por 2 a 1. Nada a contestar, e é tudo parte do futebol. Ganha-se aqui, perde-se lá e temos ainda o jogo de volta, na nossa casa, em outubro. O que incomoda é a alegria da imprensa, sempre ela, a proclamar agora que houve vingança pelo caso do gás.

Vingança? Só mesmo às moças do Jd. Leonor é permitido sabotar a casa do rival e depois ainda buscar uma vingança. Não é de se surpreender quando se conhece a imprensa esportiva que temos por aqui. Uma passada de olho na capa de hoje do diário oficial bambi é a comprovação disso tudo.

Quanto ao nosso time - e aqui reside a preocupação -
, muita gente errou ontem. A começar pelo técnico. Eu posso não entender tanto de futebol quanto ele, mas já comentava com os moleques, a caminho do Jd. Leonor, que não poderíamos entrar com Léo Lima e Martinez. Menos de 10 minutos de jogo bastaram para que a minha teoria se mostrasse acertada. Sem marcação, tudo estourou na dupla de zaga, desentrosada, insegura e talvez ruim mesmo.

Se somarmos a isso a apatia de Valdivia, as falhas individuais (em especial do Leandro e dos dois zagueiros) e a contusão de Martinez no momento em que mais merecíamos o empate, o resultado não poderia ser outro. Três pontos a menos, uma distância enorme a nos separar do Flamengo e uma dúvida cada vez maior: será que vai?

***

*Os leonores tinham o estádio todo à disposição, mas não encheram nem os dois setores habituais. Dos 22 mil pagantes, talvez 13 fossem bambis e 9 mil, palmeirenses. Muito pouco para quem, em sinal de represália, resolveu colocar a torcida adversária apenas no amarelo.

*Faltou gente até para levantar o bandeirão. Mas, ao menos desta vez, eles conseguiram não errar o lado.

*Não contentes em copiar músicas de muitas torcidas rivais, os alienados inventaram de levar ao estádio as mesmas faixas que a Mancha costuma erguer na arquibancada desde o início dos anos 90. Conseguiram errar na combinação das cores e depois deixar as faixas estiradas na arquibancada, pois faltou disposição para deixá-las no alto.

*Sobre as barraquinhas do lado externo, agora proibidas, mas não por culpa do SPFW, eu escrevo até amanhã. Há muito a dizer.

12 julho 2008

É GUERRA!


A inspiração de sempre!

Como eu já disse, faço questão de ser tratado como inimigo naquele antro que 'elas' chamam de estádio. Como inimigo, pois é isso que sempre seremos. E é isso que nos fortalece.

***

*13h30 na praça, lá embaixo.

*Faz-se necessário mais um link para o Cruz de Savóia. Vejam só como a imprensa bambi, novamente por intermédio do diário oficial, tenta transmitir os ideais leonores. Parabéns, Raphael!

11 julho 2008

De olho no apito

A dois dias do Clássico do Ódio, os leonores mandam recadinhos via imprensa. O diário oficial bambi, por exemplo, prega a insatisfação dos oportunistas de plantão, inconformados por não terem em 2008 a arbitragem benevolente dos anos anteriores. De toda a baboseira (que inclui um ameaçador "Diretoria atenta!"), destaco uma frase do anão-de-jardim, agora candidato a vereador:

"Estamos sentindo que as coisas estão mais difíceis para o nosso time este ano".

Pois é, eles acusaram o golpe de não terem desta vez a mesma ajuda que os homens de preto deram no último ano. Por sinal, como muitos por aí têm a memória curta, sinto-me na obrigação de lembrar que a bicharada recebeu 12 pontos de presente durante a edição do BR-2007. Como se preza a um bom planejamento, os 'erros' vieram todos no primeiro turno, de modo a não despertar suspeitas em quem só resolve acordar no final do campeonato.


Sem os pontos que vieram de presente em 2007, tudo fica mais difícil, claro. Aí o anão-de-jardim chora, o diário oficial bambi faz pressão e os bastidores ficam agitados. Um gol de mão, como aquele do último jogo no Jd. Leonor, viria bem a calhar, não?

Será que vai?

O Figueirense é uma daquelas pragas que aparecem de tempos em tempos na vida do Palmeiras. Prefiro acreditar nisso e na completa ruindade dos dois laterais reservas a imaginar que esse time pode não engrenar. No caso dos catarinenses, é preocupante que eles tenham vindo ao Palestra cinco vezes na era dos pontos corridos e levado para Florianópolis quatro empates (com o de ontem) e apenas uma derrota (a de 2007). Pior ainda: não dá para se satisfazer com o gol único do Alex Mineiro se o time de SC havia levado 17 gols em seus quatro jogos anteriores na condição de visitante (5 da Lusa, 5 do Flamengo, 4 do Vitória e 3 do Cruzeiro). É preocupante, para dizer o mínimo. E aí fica a dúvida: será que vai?

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Quase 20 mil pagantes com ingresso a R$ 30? O palmeirense gosta tanto de ver seu time que vai acabar validando os aumentos desonestos instituídos pela diretoria.

10 julho 2008

Quando não é a BWA...

Matéria do Lancenet fala em venda antecipada de seis mil ingressos para o jogo de hoje à noite, no Palestra, contra o Figueirense. O que a reportagem não diz, ao menos não com ênfase, é que o Palmeiras insiste na teimosia de colocar os bilhetes à venda apenas nos dias que antecedem o jogo.

Dessa vez foi até pior: vejam vocês que foram vendidos seis mil até ontem, mas que este foi também o único dia com bilheterias abertas
. Sim, a diretoria tem conhecimento da tabela há mais de dois meses, mas só libera a venda na véspera. É inexplicável.

E aí eu pergunto: como ousam cobrar planejamento do torcedor se não nos é permitido o direito de comprar o ingresso com antecedência?

Infelizmente, devemos ter mais confusão entre 19h e 21h de hoje, com filas imensas, gente entrando durante o jogo, crianças chorando, o escambau. E a culpa não é só da BWA...

09 julho 2008

O oportunismo bambi

Já escrevi muito aqui sobre a genética oportunista da sub-raça alienada. Falei também sobre a geração vitrine e outro tanto sobre o estelionato bambi. De resto, há material de sobra neste blog, com links diversos, para que você entenda com quem estamos lidando.

Mas nem preciso escrever agora. A própria escória se encarrega de mostrar o que é. Peço desculpas por publicar a imagem abaixo, de indisfarçável apelação, mas ela é necessária:

A tentativa de se opor à torcida do SCCP acaba por ilustrar aquilo tudo que se convencionou dizer sobre os bambis: que somem nas horas difíceis, que só vão na boa, que gostam de futebol apenas quando chega a final etc. Não que seja um fato novo, mas é curioso notar como eles assumem esta faceta oportunista sem qualquer receio.
Para os bambis alienados, não é a torcida que leva o time, mas o time que leva a torcida. Portanto, ver o time na Série B (ou em um momento difícil) significa ser abandonado. E, se o clube fez isso, por que eles deveriam apoiar? Foi o que fizeram na segunda divisão do Paulista de 1991. E é o que fazem a cada crise.

Este é o oportunismo bambi, que consegue atrair os fracos que se dizem 'torcedores' apenas para comemorar vitórias e depois sumir. Ao menor sinal de dificuldade, os ratos fogem.

Sei que a imagem acima é ofensiva. Mas eu não poderia ignorar. Também não poderia adulterar a imagem, porque o essencial é que a mensagem bambi seja transmitida tal qual desejam os leonores.
A geração vitrine dos nossos dias caiu no estelionato dos velhacos diretores bambis. É o preço que se paga por ter nascido sem alma.

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Li por aí que eles prepararam o Jd. Leonor para que sejamos bem recebidos no domingo. Eu não quero nada disso. Faço questão de ser tratado como inimigo.

08 julho 2008

Dossiê bambi

Domingo está por vir. E nunca é demais lembrar com quem estamos lidando, certo? O episódio do gás, tão citado por aqui, não será esquecido, mesmo que a análise do nosso recurso seja adiada indefinidas vezes e agora "sine die". Para começar bem o aquecimento para o clássico diante da sub-raça alienada, temos no Cruz de Savóia um pouco da suja biografia de nosso mais detestável inimigo.

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*Ingressos à venda. R$ 30. Só arquibancada amarela. Façamos a nossa parte. Um dos nossos vale por 10 dos alienados bambis.

06 julho 2008

Mais um ponto

Se eu já lamentei aqui muitos empates que significaram a perda de dois pontos, hoje é dia de festejar uma igualdade que acrescenta um ponto na nossa caminhada rumo ao título. Cinco desfalques, futebol inexistente durante a maior parte do jogo e pênalti defendido pelo Marcos: com isso tudo contra, o gol de Diego Souza veio em ótima hora. Ficar fora do G4 por uma rodada é circunstancial, questão de saldo de gols. E é bom notar que não tivemos ainda nenhuma moleza e que todos os nossos concorrentes diretos fizeram cinco jogos em casa e quatro fora, ao contrário da nossa campanha.

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*Marcos teve uma atuação monstruosa, digna de qualquer uma daquelas que o consagraram entre 1999 e 2002.

*Sim, tem jogo na quinta contra o Figueirense. Mas os ingressos também estão à venda para o clássico de domingo, contra a sub-raça. Ficaremos apenas na arquibancada amarela (sete mil ingressos), pois ‘elas’ já dão como certo o clássico do returno no Palestra.

*No Mineirão, 31.570 pessoas proporcionaram uma renda de R$ 302.186,00 (média de R$ 9,57). Por aqui, no domingo passado, 14.186 pagaram para uma arrecadação de R$ 383.332,50 (média de R$ 27,02). R$ 27,02 x R$ 9,57!!! É a diferença entre uma diretoria que só quer dinheiro e a outra que deseja o torcedor por perto. Deu para entender, JK? Ou você vai precisar de um gráfico?

05 julho 2008

FORA BWA, parte 2

Dando seqüência à batalha contra os incompetentes irmãos Balsimelli, temos aqui uma imagem, guardada desde a primeira partida semifinal do Paulistão, que detona qualquer discurso tecnocrata. Já que eles dizem que o ingresso é impresso na hora, tornando possível identificar local e data da compra, como é que explicariam a foto abaixo?

O ingresso é do nosso amigo Zoinho, e foi comprado no Ibirapuera, certamente dentro do horário vagabundo de vendas. Assim sendo, reproduzo aqui o comentário que ele fez no dia:

"Nunca tinha me atentado a isso, mais hj por acaso li meu ingresso e esta lá. Compra efetuada em: 23/03/2000 hora: 07:48:13.

Quer dizer que comprei o ingresso com 8 anos antecipado, e as 08h00 da manha, se os vagabundo começam a trampar as 11h00??"


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1. Parece que a BWA já aprontou mais palhaçada na venda de ingressos para o clássico contra os leonores, né?

2. Tem um post imperdível no Forza Palestra do Ademir.

04 julho 2008

Migalhas lusitanas

O que eu escrevi em 25 de maio:

“6.428 pagantes? Porra, esses caras só podem estar de brincadeira. Ou umas 4 mil pessoas entraram sem pagar ou eles decidiram institucionalizar a evasão de renda no Pacaembu. Fato é que havia no mínimo 10 mil pessoas, com tobogã quase cheio (de 80% a 85% do total) e cadeiras laranjas com 60% da capacidade. Falar em 6 mil pagantes é querer fazer o torcedor de palhaço - mais uma vez!”

Do Painel FC da última segunda-feira, 30 de junho:

Calculadora
No início do Brasileiro, quem foi ao Pacaembu ver Portuguesa x Palmeiras saiu desconfiado de que havia mais do que os 6.428 pagantes anunciados. E havia. Recontagem feita pela FPF e pela Lusa aumentou em 2.000 o número de torcedores. O clube do Canindé assumiu o erro e pagou impostos e taxas referentes aos tíquetes não computados. O caso chamou a atenção da Justiça do Trabalho, já que há penhoras em partidas da Portuguesa por dívidas trabalhistas. A diretoria diz que naquela partida nada foi penhorado.

Eu já deveria ter me acostumado ao país em que vivemos, mas a suposta confissão de culpa não esconde o muito que ainda existe de errado nessa história toda. Vejamos:

1. “Recontagem”? Como diabos isso pode acontecer? Quer dizer que vagabundo resolve admitir o erro (ok, não vou acusar) um mês depois e fica tudo por isso mesmo?

2. Fui conferir a súmula corrigida no site da CBF. Cabe a comparação: o borderô original falava em 6.428 pagantes e renda de R$ 163.630,00. Teríamos, então, um ticket médio de R$ 25,45. A versão ‘atualizada’ apresenta 8.428 torcedores para uma arrecadação de R$ 192.630,00, com preço médio de R$ 22,85. Mas a conta não bate: foram acrescidos 2 mil torcedores e R$ 29 mil. É um custo médio de R$ 14,50. Como poderia se o bilhete mais barato era R$ 30 (ou R$ 15 para estudante)? Notem que tais números são impossíveis mesmo se todos os 2 mil 'descobertos tardiamente' fossem estudantes.

3. São migalhas, mas é uma questão de honra: o Palmeiras deve correr atrás, mesmo porque foi feito um acordo com a Portuguesa para dividir igualmente a renda dos dois jogos no Pacaembu.

01 julho 2008

FORA BWA, parte 1

Se você freqüenta estádios aqui em São Paulo, deve saber o que é a BWA. E deve também ter a pior impressão possível sobre a empresa dos irmãos Balsimelli, que, ironicamente, mantém negócios com os grandes clubes paulistanos sob a marca Ingresso Fácil.

Fácil?! Parece piada...

Já estou há tempos para iniciar a série FORA BWA, e penso que este é um bom momento. A idéia é reunir informações, denúncias e depoimentos que atestem a inaptidão dos caras. E não devemos ficar apenas na incapacidade de exercer a sua atividade; a idoneidade da BWA também está em jogo.

Recentemente, a Polícia Civil desvendou um esquema de falsificação de ingressos no Rio e em Curitiba. A BWA se eximiu de qualquer responsabilidade, mas o secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, foi contundente: "As investigações foram concluídas. Está claro que a empresa está envolvida no caso".

O mesmo acontece agora, quando a empresa se vê em maus lençóis depois das confusões ocorridas na venda de bilhetes para a final da Copa Libertadores da América.

Duas coisas me incomodam mais: 1. que a imprensa, mesmo a sua parcela mais combativa, não tenha ainda colocado o dedo na ferida, mostrando que os problemas na venda de ingressos têm origem na completa inaptidão da BWA; 2. que os maiores clubes do país mantenham negócios com esta corja.

Sei que a relevância deste blog é bastante reduzida, mas farei o que for possível para que um dia o Palmeiras faça como o Botafogo de Bebeto de Freitas, que rescindiu contrato com a BWA e seguiu para a TicketMaster (não que seja uma maravilha, mas...). O exemplo deveria ser seguido por todos os outros clubes grandes.


O espaço aqui está aberto para todos os que puderem ajudar nesta batalha. Começamos com o relato do Teo, palestrino de arquibancada. Ele fala sobre os fatos ocorridos no último domingo, apenas mais uma entre as tantas demonstrações de incompetência da BWA:


BWA & SEP: um casamento maldito

É repetitivo e a repetição chega a ser irritante. Há muito tempo, muita gente fala nisso. Acontece que que ontem, passou de qualquer limite aceitável. Estádio com capacidade oficial para cerca de 25 mil pessoas (já vi jogo no Palestra com 39 mil pessoas, e não tinha a arquibancada nova e nem aquela emenda com a numerada descoberta - ok, até aqui, coisas da PM) e uma tarde/noite com público pagante de 15 mil. Preço do ingresso: R$ 30,00, o mais caro do Brasil.

Diante desse cenário, gostaria de saber se alguém responsável pelo setor de arrecadação já tem em mãos um relatório/dossiê sobre a operação da venda de ingressos de SE Palmeiras x EC Náutico Capibaribe? Quem do Palmeiras pode cobrar isso da BWA, já que lá no clube a única coisa que dizem é: "quem vende os ingressos é a BWA"?

Pois bem, nesse relatório deveria constar, obrigatoriamente:
1) Qual horário as bilheterias abriram;
2) Quantos guichês operaram;
3) Se os ingressos eram impressos na hora, ou se havia uma carga pré-impressa;
4) Qual o tempo médio de venda de cada bilhete;

Agora pensando macro e falando sobre o contrato entre as partes, surgem outras dúvidas:
1) Qual a duração?
2) Qual o valor da multa de rescisão?
3) Pode ser rescindido unilateralmente pelo Palmeiras, em função da péssima qualidade dos serviços prestados?
4) O Palmeiras deve algum valor à BWA em função de adiantamento de receita feito pela empresa?

Bem, talvez eu não tenha direito a esses questionamentos, muito menos a ter acesso a essas informações. Coisa pra gente grande (né, Sr. Ebem)? Então, como um singelo associado do clube (cerca de 04 anos) e um humilde torcedor (entre 700 a 800 jogos no cimento da arquibancada, pagando TODOS os ingressos), fica o meu desabafo diante de uma cena que de tão freqüente e corriqueira passou a ser tolerada e encarada como...normal. Refiro-me ao caótico movimento para a venda de ingressos no Estádio Palestra Itália, em todos os jogos do Palmeiras, independentemente do público apresentado. Não, não vou falar aqui de finais de campeonato, esses jogos são fora da curva.

Parece-me que a TV Gazeta apurou que, nesse domingo, o último torcedor conseguiu entrar no estádio aos 31mins do segundo tempo. Que tenha sido um pouco antes. Era de comover a fila de palmeirenses (inúmeras crianças) na porta do Palestra às 18hs. E também a de associados (cerca de 40, eu fotografei), dentro do Clube, onde havia um único guichê. Ah, e ninguém sabia onde o sócio-torcedor do Onda Verde poderia adquirir o seu ingresso com a exclusividade prometida na venda do programa.

Querem mais?

- Às 16h30, a bilheteria de associados não tinha ingresso disponível para entrar pela Turiassu (detalhe, pra quem não conhece: o guichê fica a 10 metros da entrada, mas eles acham bacana que você compre e vá até a Av. Francisco Matarazzo).
- Às 18h30, não tinha ingresso de estudante na bilheteria de associados. Fui orientado a aguardar. Ué, já tinha 10 minutos de jogo.
- Às 18h20 fecharam o acesso dos associados ao Estádio. Comprei o ingresso e precisei sair do Clube pra entrar (ó raios, será que o trrator está no gramado?)

Chega, né? Não dá vontade de desistir? Mas fica a esperança de dias melhores, pois o torcedor palmeirense merece muito, mas muito mais respeito e também porque ainda tem gente lá dentro em que dá pra se acreditar.

Teo (Marco Bressan)

O novo Palestra

Deixo para depois meus comentários e opiniões sobre a Arena. Por enquanto e para avaliação de todos, fiquemos com a bela cobertura do TVV e com o hotsite oficial. De todo modo, é impossível ficar indiferente ao vídeo de apresentação do projeto:

Uma nova era para o Vasco

Sim, eu já defendi Eurico Miranda. Não vejo as coisas com a cabeça doentia de um Juca Kfouri, por exemplo. Entendo que Eurico já fez muita coisa boa pelo Vasco e que muitos de seus atos devem ser relativizados. Ponto. Isso é passado.

Acontece que Eurico se deixou entorpecer pelo poder. Virou um ditador da pior espécie. E, problema maior, é o principal responsável por contaminar a imagem do histórico Club de Regatas Vasco da Gama. Sua saída era necessária, e não é de agora.

Roberto Dinamite assume hoje o cargo de presidente do Vasco. É de se esperar que conduza o clube da Cruz de Malta ao caminho das vitórias e da legalidade. De imediato, sua posse permite uma higienização moral mais do que necessária.

Poderia eu aqui escrever um enorme texto para explicar minha posição. Mas Eurico, com uma única frase, fala por mim. Vejamos, em um breve parágrafo de matéria da FSP, como ele se dirigiu ao maior ídolo e maior artilheiro da história do Vasco:

Ontem, o ex-presidente chegou a hostilizar o seu opositor durante o pleito. "Quem é você?", gritou, repetidas vezes, Miranda, ao ser questionado por Dinamite em meio a uma discussão antes da votação.

Passar bem, Eurico!


***

Pois é, o blog é dedicado ao Palmeiras. Mas sou Vasco no Rio, e entendo que os grandes clubes não podem nunca sucumbir à vontade de pessoas ou grupos políticos. Portanto, o que acontece em São Januário deve ser enaltecido.

***

E
JK, destemperado, consegue bater no Madureira até mesmo quando fala do título da Espanha na Eurocopa:

A festa espanhola ontem, em Viena, revelou, ainda, como é possível ser campeão sem ter medo e como são misteriosas as idiossincrasias dos técnicos de futebol: Luis Aragonés barrou o ídolo Raúl, mas se deu bem com Marcos Senna, que foi mandado embora do Corinthians por Vanderlei Luxemburgo.


Desnecessário...