30 junho 2008

Pelo bem do Palestra


Nunca é tarde para declarar apoio. Em que pesem todos os meus receios, temores e restrições, não há muito o que pensar quando se sabe quem está do outro lado. Portanto, que o bem prevaleça.

Menos 10 minutos

Sem alarde e como quem não quer nada, o braço de TV paga da emissora câncer roubou mais 10 minutos do nosso domingo. Agora, vejam só, alguns jogos não começam mais no cretino horário das 18h10, mas sim às 18h20. É uma putaria enorme, que deixou a tabela ainda mais caótica. Pelo que eu vi, 18h20 (quem explica isso?) é o novo padrão das rodadas de sábado, enquanto os jogos de domingo se dividem entre 18h10 e 18h20. A mudança veio na surdina, sem barulho, sem qualquer explicação. E ficou por isso mesmo...

Na mesma linha de raciocínio, republico aqui o post de 21 de maio, pois chegamos agora à fase mais inspirada da nossa tabela no BR-08:

O que vem a seguir não deve ser interpretado como crítica, reclamação ou coisa que o valha. É apenas e tão somente informação seguida de constatação. São estes os jogos do Palmeiras entre a 9ª a 19ª rodadas do 1º turno do BR-2008:

06.07 dom. 16h Atlético/MG x Palmeiras – Mineirão
10.07 5ª f. 20h30 Palmeiras x Figueirense/SC – Palestra
13.07 dom. 16h Bambis/SP x Palmeiras – Jd. Leonor
16.07 4ª f. 21h45 Palmeiras x Fluminense/RJ – Palestra
20.07 dom. 16h Goiás/GO x Palmeiras – Serra Dourada
24.07 5ª f. 20h30 Palmeiras x Santos/SP - Palestra
27.07 dom. 16h Grêmio/RS x Palmeiras – Olímpico
30.07 4ª f. 21h45 Palmeiras x Flamengo/RJ – Palestra
03.08 dom. 16h Ipatinga/MG x Palmeiras – Ipatingão
07.08 5ª f. 20h30 Palmeiras x Vitória/BA – Palestra
10.08 dom. 16h Botafogo/RJ x Palmeiras – Engenhão

Temos 11 jogos, cinco em casa e seis fora.

Os cinco no Palestra acontecem no meio da semana à noite: dois na madrugada de quarta para quinta (21h45, com TV aberta para o Rio) e os outros três às 20h30 de quintas-feiras.

Aos finais de semana, o Palmeiras vai atuar apenas como visitante, sempre aos domingos às 16h, com TV aberta para SP.

Assim, o palestrino vai passar todo o primeiro turno sem poder ver seu time jogar em casa nos horários tradicionais do futebol: quarta às 20h30 e domingo às 16h.

Belo trabalho do senhor Virgílio Elísio, aquele que
acusa torcedores beberrões de afastarem do estádio famílias inocentes.

29 junho 2008

Kléber, o guerreiro


Abro hoje um precedente para falar não do time ou da torcida, mas de um jogador especifico. Fato é que Kléber foi hoje, como em tantas outras partidas no ano, um guerreiro que não foge do pau. É o suficiente para torná-lo notável e merecedor deste post.

Tomou porrada de todos os lados, foi para cima dos zagueiros, cavou a expulsão de um otário dos caras... e, sem ter feito nada de anormal, foi expulso pelo banana Beltrami, figura de notória incompetência.

Eu ando cansado do futebol praticado hoje em dia. Parece, como dito pelo Madureira, um jogo de ‘damas’. Sim, eu já disse isso também: o futebol virou, por obra de magistrados, de juízes bananas e de parte maléfica da imprensa, um esporte de maricas.

Foi a segunda expulsão de Kléber neste Brasileiro, novamente sem motivo aparente. Dessa vez, vejam só, nosso camisa 30 foi excluído depois de tomar uma belíssima cacetada de um beque qualquer do Náutico. Ca
be lembrar ainda que ele sofrera um carrinho violento pouco antes, que rendeu apenas amarelo para o adversário.

O mesmo Beltrami também fez o favor de tirar Valdívia do jogo em BH, ao aplicar um cartão amarelo depois de o nosso 10 ter levado uma cotovelada, mais uma. Parece mesmo um jogo feito para donzelas.

Nestes tempos em que o STJD é mais importante que qualquer clube
, é essencial ter no time um jogador como este Kléber. Ah, o cara é sangue ruim? Deve até ser. Mas não foge da porrada. Vai pra cima de quem for e encara a briga de frente, sem medo. Impõe respeito e não se deixa intimidar. De quebra, ainda sabe jogar bola.

Numa época de covardes, em que o tal Schmitt tem espaço para dizer tudo o que quer, um guerreiro como Kléber é um mal necessário. E parece sintomático que seja expulso assim sem qualquer motivo. Pobre futebol...

***

*Vitória na medida exata, suficiente para ratificar a ascensão e colocar o Palmeiras no G4. E boa a estréia de Gladstone.

*O público começa a voltar ao Palestra. Ainda não é o ideal, mas já foram 14 mil pagantes, para uma renda de quase R$ 400 mil. De toda forma, poderíamos ter 20 mil, com renda de R$ 450 mil, se os ingressos estivessem em um patamar honesto.

*No ano, são 11 jogos no Palestra, com 9 vitórias e 2 empates. Foram 24 gols a favor e apenas seis sofridos. É uma campanha notável, digna dos números gerais de Luxemburgo na nossa casa: 108 jogos, 89 vitórias, 14 empates e 5 derrotas.

27 junho 2008

Mais uma da emissora câncer

Tem o post do Engenhão, uma carta aos elitistas e outras tantas idéias pendentes. Falta tempo para escrever tudo que eu gostaria. Peço desculpas e indico aqui um post recente do Raphael Falavigna, lá no Cruz de Savóia. Por mais que seja pela apropriação do conteúdo alheio, eu não poderia deixar passar em branco o papelão da emissora câncer. Vamos ver se tudo volta ao normal nas próximas semanas.

***


Em complemento a tudo o que foi dito no post anterior - os comentários são até mais valiosos -, o palestrino Donny de Almeida, de Várzea Paulista/SP, manda a foto acima. Ótima colaboração, que bem poderia ser avaliada pelo sábio e bem informado Dr. Paulo Schmitt, o mesmo que mandou isso aqui na FSP de ontem:

"Vai ver o Roger inovou, inventou a pomba da paz com os dedos médios levantados. Só ele para entender o que era aquilo".

24 junho 2008

Não precisa mais procurar



Paulo Schmitt, procurador-geral do STJD, é um dos responsáveis por transformar o futebol brasileiro nesta palhaçada que aí está. Conivente com a síndrome leonor, de denunciar tudo e todos, Schmitt ataca mais uma vez, como aponta o Painel FC de hoje:

Voyeur. Paulo Schmitt, do STJD, procura imagens do gremista Roger comemorando gol com gestos obscenos para decidir se o denuncia.
Não precisa mais procurar. A imagem é esta que se vê aí no alto.

O que o doutor procurador-geral deveria fazer é entender que não se trata de um gesto obsceno, mas de um sinal de identificação com a torcida do Grêmio, o time que Roger defende no momento.

Antes de falar besteira e de procurar o que não existe, o doutor procurador-geral poderia se informar sobre a origem deste sinal, feito por torcidas de, entre outros, Palmeiras, Vasco, Atlético-MG e Grêmio. É uma oposição clara ao gesto de torcidas inimigas, casos de SPFW, Flamengo, Cruzeiro, Inter e outros menos cotados.

Não há obscenidade alguma, portanto. Há, isso sim, identificação (ou tentativa de) com a sua torcida. Se o jogador do Grêmio for a julgamento, o mesmo deve ocorrer com o mesmo deve ocorrer com todos os imbecis que comemoram seus gols com o sinal oposto a este.
***

O caso BWA

Devemos todos ficar atentos à mais recente denúncia contra a BWA, que botou em cana cinco suspeitos de falsificação de ingressos no Rio e no Paraná. Há ali evidências claras do esquema sujo desta empresa vagabunda. Mais do que isso, é preciso bater na tecla da incompetência que pauta todos os negócios dos irmãos Balsimelli. Mas isso ninguém parece disposto a fazer. Por isso, v
olto ao tema BWA em breve.

23 junho 2008

A vitória que faltava


Faltava uma vitória fora de casa, convincente como a de ontem, para que tivéssemos a certeza de que vamos brigar pelo título brasileiro deste ano. Se não foi brilhante, a equipe alviverde soube como chegar aos gols na hora certa, sem correr riscos e apenas explorando as falhas do Vasco.

E a comparação com os demais postulantes ao título é favorável. Enquanto Inter e Fluminense, este por um motivo bem maior, parecem não ter acordado, os demais não tiveram uma tabela como a nossa. Digo isso porque, entre os nove primeiros colocados, o Palmeiras é o único a ter três jogos em casa e quatro fora; todos os demais jogaram mais vezes como mandantes. E o Verdão já superou dois rivais diretos, Inter e Cruzeiro, nos duelos caseiros.

De resto, fica mais uma vez o agradecimento aos irmãos da FJV pela boa recepção em São Januário. Os pontos negativos são aqueles de sempre: Eurico insiste em não liberar meia-entrada para a torcida visitante e em divulgar o público pela metade.

***

*Martinez jogou ontem uma partida notável. E já vem sendo assim há algumas rodadas, o que me leva a mudar um pouco o meu pensamento sobre ele. Vamos ver até quando isso dura...

*Depois, com mais calma, tem o post sobre o Engenhão.

19 junho 2008

Rumo a Londres

Não sei quanto cobraram por um ingresso de arquibancada no Mineirão, mas vejo que a renda chegou a absurdos R$ 6.605.255,00 para um público de apenas 52.527 pagantes. Começo por dizer que é lamentável falar em "Mineirão lotado" com um público que é metade do que o estádio recebeu ainda no início da década. Ainda pior do que isso é a constatação de que o ticket médio chegou na partida de ontem a inacreditáveis R$ 125,74.

Não, não era uma peça de teatro que acaba de chegar da Broadway. Também não era um show do U2. Nem mesmo uma apresentação do Circo de Soleil (é assim que escreve essa merda?). Era, acreditem, um jogo da seleção brasileira, aquela que, de uns tempos para cá, resolveu fazer de Londres a sua casa.

Ao que parece, Ricardo Teixeira e os pilantras que o bajulam se deixaram contaminar
pelos preços cobrados no Emirates Stadium. Só não percebem que as condições oferecidas no Brasil passam bem longe do que acontece em Londres ou em outros cantos da Europa.

Por aqui, o torcedor é obrigado a enfrentar o cretino horário das 22h (obrigado, Galvão!), sem transporte, sem estacionamento, sem alimentação, sem segurança, sem conforto, sem limpeza. Alguns, vejam só, não conseguem nem mesmo ter visão do campo de jogo.


Para complicar, ainda fecharam a geral, a título de atender aos padrões de viadagem mundial estabelecidos pela dona Fifa. E os torcedores, sem exceção, são agora impedidos de tomar cerveja.

O que resta?

Ah, diz a FSP que a ADEMG (a SUDERJ de MG) pagou R$ 1,1 milhão pelo aluguel de dois telões de 78m². E aí eu pergunto: de que servem os telões, se a qualidade é ruim e se eles apenas reproduzem o que se pode ver no campo de jogo? De que valem os telões a não ser encarecer o preço do ingresso e impedir a presença de torcedores que poderiam ficar na região que eles ocupam?

R$ 125,74 de preço médio? Com tudo isso acima citado?

Quer saber? É melhor mandar os próximos jogos em Londres mesmo. O público de lá é certamente mais qualificado e não se comportaria como os mal-educados e selvagens de ontem...

***

Um detalhe: eu não torço pelo Brasil desde 1998. Portanto, quero que se foda a seleção. Minha preocupação diz respeito ao torcedor, sempre.

***

Do Painel FC de hoje, com os meus comentários:

Lá e cá. O Palmeiras contratou consultor jurídico para assegurar aos conselheiros que a parceria com a WTorre para a reforma de seu estádio não colocará o patrimônio do clube em risco. Já o opositor Roberto Frizzo faz campanha contra inclusão de cláusula de confidencialidade no acordo.

Não que eu goste do Frizzo ou da oposição de agora, mas me parece evidente que não deve haver cláusula de confidencialidade no acordo com a WTorre. Sim, o Palmeiras é uma entidade privada, mas de interesse público. E temos direito a saber o que será feito do nosso patrimônio. Transparência, por favor!

Ah, e paguem os salários atrasados. Que o dinheiro gasto com o ingresso mais caro do Brasil seja bem investido...


GG. O São Paulo dará uma camiseta para Adriano em seu adeus, no sábado. A idéia é que o mimo simbolize sua passagem como um "case" de recuperação de atletas.


'Case'? Bom, parece que o Perrone recebeu a notinha diretamente do Casares, o mau-caráter dos bichinhos de pelúcia. Mas faltou informar o seguinte: Carlos Alberto e Fábio Santos, o Vida Loka, também receberão seus 'mimos'?

18 junho 2008

There can only be one


Sei que este é um blog que só fala de futebol - ou de Palmeiras, como queiram. Mas é também o único espaço que eu tenho e é impossível ficar indiferente à conquista do Boston Celtics, 22 anos depois.

Do primeiro, ainda contra os Hawks, ao último jogo dos playoffs, ficou claro que não tinha para ninguém. E tudo ficou mais especial por ser contra o LA Lakers, um revival da maior rivalidade da NBA. Só o que não dava para imaginar era uma vitória tão contundente como a de ontem (131 a 92!).

O Celtics faz história, com o 17º título da NBA. E eu realmente não poderia deixar passar em branco por aqui.

Notícias, números, fotos, vídeos e toda a história aqui.


17 junho 2008

Para cumprir tabela

Falta tempo para escrever por aqui, mas não vou deixar passar em branco um vacilo, mais um, da Folha de hoje. Erro típico de quem, como eu agora, só precisa preencher espaço. Acontece que eu não sou pago para escrever neste blog e não tenho nenhum compromisso com milhares de leitores. Ainda assim, procuro não escrever besteiras.

Vamos à matéria da FSP:

Time, 100% em casa, quer ser visitante como no Estadual
DA REPORTAGEM LOCAL

Imbatível, até agora, quando joga no Parque Antarctica pelo Brasileiro, o Palmeiras quer melhorar sua performance atuando longe dele.

O time venceu os três duelos caseiros que teve no torneio -Inter (2 a 1), Atlético-PR (1 a 0) e Cruzeiro (5 a 2).

Em contrapartida, ainda não conseguiu somar três pontos como forasteiro. Perdeu para Coritiba e Sport, ambas as ocasiões por 2 a 0, e empatou em 1 a 1 com a Portuguesa, no Pacaembu.

Na quinta colocação da tabela, com dez pontos, o Palmeiras tentará quebrar essa escrita no próximo domingo, quando pega o Vasco no Rio.

"O Palmeiras tem um grupo de jogadores experientes. Tenho certeza de que em algum momento vamos ter sucesso fora de casa. No Paulista também foi assim", lembrou o atacante Kléber.

Justamente no torneio em que foi campeão, o Palmeiras foi até melhor visitante que anfitrião. Venceu sete vezes dentro e fora de casa e teve o mesmo número de empates (dois). No Parque Antarctica, porém, a equipe perdeu três vezes, contra as duas derrotas sofridas longe dele.


Bom, a matéria é preguiçosa por definição, pois repete o que o Lance! já havia dado ontem. E o L!, é bom dizer, só apelou para isso porque o time estava de folga desde quinta à noite.

De toda forma, são incômodas as matérias do tipo "aproveitamento de 100% após três jogos" ou "invencibilidade após cinco rodadas".

Ok, a FSP não mandou nenhum repórter ao treino de reapresentação do Palmeiras. Preguiça ou falta de equipe, tanto faz. Fato é que o encarregado de preencher a pequena retranca da página E2 quis avançar em um material requentado da internet e fez besteira.

Vejamos o último parágrafo:

Justamente no torneio em que foi campeão, o Palmeiras foi até melhor visitante que anfitrião. Venceu sete vezes dentro e fora de casa e teve o mesmo número de empates (dois). No Parque Antarctica, porém, a equipe perdeu três vezes, contra as duas derrotas sofridas longe dele.

Problemas:

1. Sete vitórias em casa e outras sete fora? Mas onde foi parar a última, se foram 15 no total (23-15-4-4)?

2. Ah, já achei. Para a FSP, uma das vitórias virou derrota. Foram quatro, mas a matéria aponta cinco, três em casa e duas fora.

3. Diz o nosso amigo jornalista que fomos batidos três vezes no Palestra. Mas como poderia se a campanha no nosso estádio em 2008 registra um 10-8-2-0? E como poderia se o Palmeiras, sob o comando de Luxemburgo, nunca perdeu um jogo de Campeonato Paulista no Palestra Itália?

4. Pois bem, vamos identificar as quatro - e não cinco - derrotas no Paulistão: 1 x 2 SPFW, no Jd. Leonor; 0 x 3 Guaratinguetá, com nosso mando, mas em SJRP; 0 x 1 Noroeste, em Bauru; e 0 x 1 Ituano, mando alviverde, mas em Piracicaba. Ah, então não tivemos nenhuma derrota em casa, certo? E foram duas com o nosso mando, mas no interior, pois o Palestra estava ainda em reforma.

Fica evidente, portanto, a preguiça da FSP. Mas é também impressionante que o sujeito consiga errar tanto em um espaço tão pequeno e com tão poucos números...

É o que dá abrir um espaço assim só para cumprir a tabela. Seria melhor não escrever nada...

13 junho 2008

O público de R$ 30

"Caros" diretores da S.E. Palmeiras,

Tivemos 6.272 pagantes em um Palmeiras x Cruzeiro. Foram oito torcedores a mais do que no jogo anterior, o 1 x 0 contra a Brisa/PR. Descontada a evasão de renda, foi parecido também o borderô de
Portuguesa 1 x 1 Palmeiras, no Pacaembu. E pouco antes, no reencontro com a torcida após o título paulista, ficamos na casa dos 10 mil contra o Internacional/RS.

Jogos complicados e provavelmente decisivos. Mereciam mais gente.

Não sei se vocês já tomaram consciência, mas é este o público de R$ 30. É este o torcedor qualificado que vocês querem. E, a bem da verdade, a tal platéia selecionada nem deu as caras. Ontem, a exemplo do que acontecera contra a Brisa/PR, tudo o que tínhamos era uma grande concentração no setor da Mancha, e quase mais nada.

Somos, sinto dizer, os mesmos de antes. Somos os vândalos, marginais e arruaceiros, aquele povo que vocês querem ver longe dos estádios. Somos – também – aquele povo feio que vem de Metrô, e que insiste em superar qualquer desafio para ver o time em campo.

Acontece, "caros" diretores, que é esta a gente que ama o Palmeiras e o futebol. É este o público que estará sempre presente, ainda que em doses homeopáticas se for mantido o preço de R$ 30.

O público qualificado tem mais o que fazer. São Paulo, como se sabe, é uma cidade com atrações aos montes, um pouco mais à noite e em pleno Dia dos Namorados. E o público qualificado não gosta muito de tomar chuva ou de chegar em casa tarde da noite. Tampouco de ir ao estádio no domingo às 18h10 para colocar a bunda no cimento molhado e passar frio.

O público qualificado, isto é certo, vai dar as caras nas rodadas finais, desde que o time tenha chances de brigar pelo título. Porque então tudo muda de figura, e o que era um simples jogo de futebol ganha um caráter de espetáculo, de atração, de evento midiático. É o que deseja o tal público qualificado.

Até lá, “caros” diretores, temos mais 32 longas e extenuantes rodadas. E, sinto dizer, vocês terão de agüentar a horda de sempre, que se vê obrigada a pagar R$ 30 para sustentar a ganância de alguns poucos.

Vocês conseguiram reduzir a nossa média de público de 20 mil para 7 mil em muito pouco tempo. Reverter isso não é nada complicado; basta querer. No entanto, se insistirem no erro, terão de conviver com o estádio vazio, a um ticket médio de R$ 30.


***

PALMEIRAS 5 x 2 CRUZEIRO

Sim, o time jogou bola. E venceu com sobras, ainda que a arbitragem mostrasse disposição em contrário.

Se no domingo foi a vez do pobre diabo pernambucano, aquele mesmo de sempre, decretar a vitória dos bambis mineiros sobre o Vasco, ontem veio o paranaense Heber Roberto Lopes e inventou um pênalti que poderia ter colocado tudo a perder.

Por sorte, Valdívia descolou uma penalidade a favor e deixou os caras com um a menos. Foi o bastante para o sempre complicado
Cruzeiro virar presa fácil. O 5 a 2 ficou até barato, pois, além dos muitos gols perdidos, o árbitro deixou de marcar um pênalti sobre Alex Mineiro, já aos 40 e poucos minutos.

Ao final, valem os três pontos, a reabilitação, a terceira vitória em casa (todas contra rivais duros) e a esperança de que o time de ontem não volte a atuar como o bando do último domingo.

***

QUESTÃO DE CARÁTER

Os três goleiros dos grandes da capital tiveram falhas recentes. Vejamos como se comportou cada um deles:

1. O mau-caráter que veste a camisa 1 dos bambis explica o gol de Dodô no Fluminense 3 x 1 SPFW do Maracanã:

“Eu esperava um chute forte, mas o Dodô errou. É mais fácil defender quando o atacante acerta”.

2. Felipe, que jogou no lixo o respeito que alcançou em 2007, explica o segundo gol do Ixpot na derrota do SCCP em Recife:

“Ninguém é treinador de goleiros para dizer que aquilo foi uma falha. Ninguém se preocupa com o jogador que estava na minha frente no lance. Se ele tivesse cabeceado, teria sido mais fácil para mim”.

3. Marcos, o santo do Palestra Itália, após ver a bola passar por entre os seus braços na vitória sobre o Cruzeiro:

"Foi falha, frango, peru. Mas ainda bem que falhei quando podia."

Temos aí: 1. um símbolo da sub-raça alienada; 2. um cara que poderia ser ídolo de uma nação, mas, mercenário, não fez por merecer a confiança nele depositada; e 3. um ídolo eterno da nação palestrina, que tem seu nome cantado mesmo após uma falha gritante.

Nada mais a dizer.

***

Eu não resisto a mudar um pouco de assunto: grande vitória dos Celtics ontem, praticamente fechando a série contra o Lakers. Cheguei do Palestra quase no final do segundo quarto e a desvantagem era superior a 20 pontos. Veio a virada, de campeão, de um time muito mais coeso. Acho até que o Lakers vence o jogo 5 na Califórnia. Mas aí, em Boston, tudo acaba na próxima terça-feira.

12 junho 2008

É hora de jogar bola


12 de junho de 1993.

Lá se vão 15 anos.

Que a foto acima sirva de inspiração para o bando atual jogar bola. Já passou da hora. E por ser contra os bambis mineiros, que também brigam pelo título, só a vitória interessa.

***

19h40 na Caraibas.

10 junho 2008

O ingresso mais caro do Brasil

O Ademir, do blog homônimo, teve todo o trabalho, e o que eu faço aqui é apenas reproduzir a tabela com o ticket médio de cada um dos 20 clubes da Série A nas quatro primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. O que se vê beira o absurdo completo:

A mente doentia dos nossos dirigentes bem poderia ser confrontada com os dados acima. E por mais que os números tornem desnecessária qualquer análise, eu não resisto: excetuando-se a Portuguesa, que teve os números inflacionados por um jogo justamente contra o Palmeiras, a R$ 30, o ticket médio do Verdão é quase o dobro do Grêmio, o clube que vem logo atrás no ranking.

Quinta tem jogo. E a diretoria insiste nos R$ 30. É um belo presente para os 15 anos do 12 de junho de 1993...

***

*Ademir, deixa comigo: se você não se importar, faço questão de dar seqüência ao levantamento daqui por diante, rodada após rodada.

***


E O IXPÓT?

Dizem por aí que tem jornalista do PE praticando - e aprimorando - o discurso xenófobo que nasceu com os dirigentes do pequeno clube pernambucano. O cara propõe até medidas separatistas. Não vi, só ouvi, mas prefiro nem tomar conhecimento.


E não preciso perder meu tempo para mostrar como é insignificante este clube do Nordeste. Basta ver as notícias sobre a vergonhosa atitude de não liberar ingressos para a torcida visitante na final de amanhã. Sim, é uma final. Mas o Ispór age bem de acordo com o seu tamanho, como dito no post abaixo.

09 junho 2008

Sobre gigantes e anões

Dentro de poucos dias, o Ixpót volta a ser o que é. Com o fim da Copa do Brasil, o clube pernambucano deixa de figurar nas manchetes de jornal, como um finalista ocasional, e volta a ser o nada habitual.

Não pretendo me estender muito no assunto, até porque é inadmissível a postura dos jogadores que defenderam ontem as cores do alviverde. Mas eu falo aqui de CLUBES e não de TIMES.

Times, como o do Palmeiras ontem e também no 1 x 4 anterior, são capazes dos piores vexames. Não é por eles a nossa devoção, mas pelo clube, pela história, pela camisa, pela tradição.

Um clube como o Palmeiras, gigante, não pode entrar em discussão com um Ixpót, insignificante por natureza. Não há espaço para comparações entre um e outro.

É emblemático, portanto, que um dirigentezinho safado do Ispór esteja ocupando espaço na mídia nas últimas semanas com declarações que buscam confrontar os grandes clubes do país.

Foi assim com Palmeiras, Internacional, Vasco e SCCP.

O cara não descansa. Passa os dias a cutucar os grandes, como se preza a um clube pequeno que, de uma hora para a outra, se vê em condições de enfrentar os gigantes do país. É o único jeito de aparecer.

Com um discurso xenófobo (ah, se fosse o contrário...), tudo o que o pobre dirigente faz é destilar o seu ódio contra o povo do Sul e do Sudeste. Paulistas, cariocas, gaúchos, pouco importa. O que vale é proferir suas idiossincrasias e manter o nome em evidência.

Falta pouco, e logo esse cretino volta a ocupar a posição de insignificância que convém ao seu clube-anão.

É pena que os jogadores que compõem este time do Palmeiras não tiveram a decência de fazer com o Ixpót aquilo que compete a um gigante contra um anão: pisar e esmagar.

***

E os políticos pernambucanos também
entram na guerra. Por ocasião da intedição do estádio dos Aflitos - um absurdo, diga-se -, deputados e senadores do PE disparam coisas como isto aqui: "O que ocorreu no estádio dos Aflitos, ao contrário do que faz sugerir o absurdo preconceito contra o Nordeste, não se compara, por exemplo, ao que ocorreu na semifinal do Paulista entre Palmeiras e São Paulo, quando soltaram gás no vestiário".

A frase, do senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), é recheada do ressentimento já apontado pelo Raphael Falavigna. Não, eu não vou entrar no mérito da discussão sobre o caso do gás. Se você tiver interesse e paciência, basta procurar o assunto nesta mesma página, lá pra baixo. O que pesa aqui é este desagradável preconceito às avessas. De novo: e se fosse o contrário?

***

E mais uma coisa: chega dessa maldita camisa amarela!

É VERDE, PORRA!

06 junho 2008

8 anos


Clint Eastwood, ator símbolo dos faroestes modernos, é também um diretor aclamado no mundo todo. No ano passado, lançou dois filmes sobre uma mesma batalha da Segunda Guerra Mundial, cada qual com um ponto de vista diferente. São eles Flags of our Fathers, que expõe o lado americano, e Letters from Iwo Jima, que fica com o japonês.

São obras que só aconteceram porque dispostas a entender a história por trás de uma foto, no caso esta que vocês vêem abaixo:


Por trás da mitologia criada pela propaganda de guerra, Eastwood quis entender o que de fato aconteceu no momento em que soldados americanos hastearam a bandeira no alto do monte Suribachi.

O futebol, como a vida e a arte, tem também as suas batalhas.

E algumas, como aquela de 6 de junho de oito anos atrás, no inóspito campo do Jd. Leonor, geram imagens inspiradas, como a que abre o post. Ali, Euller comemora o primeiro dos três gols alviverdes na épica vitória sobre o nosso maior rival.

A classificação para a final da Copa Libertadores/2000 tem significado especial para qualquer palestrino. Um roteirista, por melhor que fosse, talvez fosse ridicularizado por criar uma história semelhante
. A começar pelo fato de a decisão ter acontecido na noite de uma terça-feira e não na tradicional quarta.

Ainda que não tenha sido coroado com um título, o 6 de junho de 2000
forjou heróis que só se fazem conhecer nas maiores batalhas.

Vejamos: um time bastante inferior teria de reverter, em 90 minutos, a vantagem construída por seu rival no jogo de ida (3 a 4). Para complicar, após abrir o placar (com Euller, que comemora na foto lá do alto), o Palmeiras toma dois gols e fica em desvantagem também no jogo. E, como dito, era um time inferior.

Mas não desiste quem tem um general como Felipão. A virada veio na metade final do segundo tempo. Alex, o 10, o marechal, empata. A torcida verde, minoria, passa a incentivar ainda mais do que antes. Parecia tão impossível que valia a pena acreditar. Nem que fosse só pela raça, pela mística, pelo amor à camisa.

E eis que surgiu Galeano, guerreiro renegado que se tornou herói imortal. Bastou um toque na bola para que a história consagrasse o apenas esforçado soldado da camisa 25.

Como no ano anterior, a batalha seguiu para a mesma disputa por pênaltis. E o Palmeiras tinha São Marcos, mais um herói imortal.

O resto é história. Que bem poderia virar filme.

Já tem até cartaz pronto.

***

A emoção era tão grande que nem todos os lances ficam claros para mim, ao menos não com a visão da arquibancada. Lembro bem de, ao final dos 90 minutos, sair do meio da Mancha e seguir para o acesso da arquibancada. Lá, embaixo de tudo, encontrei o nosso amigo Galuppo, hoje promovido a locutor das multidões. Não havia muito o que falar. Era só aquele abraço e o "Vamos que é nóis!" para mais uma inesquecível decisão por pênaltis.

04 junho 2008

O futebol no Projac

Há quem não entenda minhas incansáveis críticas àquela que chamo de emissora câncer do futebol. Pensam tratar-se de exagero - mais um dos tantos que eu pratico - e até defendem que os executivos globais podem fazer o que bem entendem com os jogos porque, afinal, estão pagando para isso. É a lógica do sujeito que se sente no direito de maltratar o garçom do restaurante só porque vai pagar a conta.

Assim, horários como o das 22h de quarta passam a ser normais.

Mas vejam o que traz o Painel FC de hoje:


Anônimo. O Clube dos 13 pediu que a Globo retire do contrato do Brasileiro, a partir de 2009, a exigência de numeração fixa e nome nas camisas. Atletas saem, e os uniformes encalham nas lojas.

Famosos. A emissora topa o fim do número fixo, mas quer a manutenção dos nomes. As letras podem ser colocadas a cada partida.

Pode ser ignorância minha, mas eu não imaginava que as coisas pudessem chegar a esse nível. Porra, os caras têm, por contrato, autonomia para interferir em discussões técnicas? O que mais será que existe neste acordo secreto entre Globo e C13?

Sei que essa coisa de numeração e nome na camisa é besteira, mas o que incomoda é notar que o futebol é apenas mais um entre os tantos produtos televisivos sob o guarda-chuva global.

Isso explica os horários cretinos, os atrasos para o último beijo da novela e até uma final de Brasileiro (1998) que teve seu horário definido praticamente no mesmo dia porque o pessoal do Jd. Botânico precisava passar a porra de um programa da Xuxa.

O futebol é um produto pequeno para a Globo. Menor que jornais, novelas, Faustões, filmes e o escambu. É só uma atração a mais na grade de programação, motivo pelo qual deixou de ser transmitido lá no MT (leiam a notícia aqui e depois voltem).

Portanto, não se assustem se um dia tivermos de ir ao estádios às 22h50 de uma quarta-feira. Vale tudo pela novela.

Não duvido muito que um dia construam um estádio dentro do Projac para que os jogos aconteçam lá, com maior qualidade técnica e espaço de sobra para instalação de câmeras revolucionárias.

03 junho 2008

E essa agora?

Eu às vezes me questiono sobre a validade de perder meu tempo para escrever aqui. Porque depois de tudo o que foi dito sobre a ação truculenta da PM na final do Paulistão, ainda vem um tribunal de merda, com seus auditores bambis, e resolve punir o Palmeiras com mais uma perda de mando. Sabe, esses magistrados já estão tirando grande parte do prazer de acompanhar o futebol neste país...

02 junho 2008

Vai pimenta aí?

Longe de mim correr atrás de argumentos em defesa da PM na confusão dos Aflitos. Vi tudo meio de relance, uma vez só. Pareceu-me uma ação bastante exagerada por parte do policiamento - o que não deixa de ser rotineiro. Mas é também verdade que o jogador do Botafogo merecia tomar umas porradas por tudo o que fez. Vejamos o que diz o meu amigo Craudio, o siciliano:

Imagine que você está em sua casa e entra um imbecil descontrolado, chuta a garrafa de cerveja na sua cara, te xinga e manda dedo pra você - acredito ainda que ele deva ter desfiado todo seu preconceito contra os nordestinos, já que se trata de um ariano puro... Tem mais é que apanhar mesmo. E apanhou pouco.

Peço ao amigo palmeirense que se submeta ao velho exercício de se imaginar no lugar do outro. Sugiro que volte a 2003, ano em que um tal Nunes, do Santo André júnior, resolveu fazer palhaçada na nossa frente, depois de converter o pênaltis que tirou de nós o título da Copa SP daquele ano.

Se quiser, pode voltar ainda a 2000, quando Pena, um atacante que poderia ter sido razoável se tivesse cérebro, resolveu atirar no chão a camisa do Palmeiras, clube que ele defendia, após ser substituído contra o Inter/RS (1 a 4).

Qual foi a sua reação na época?

Eu digo qual foi a minha em ambos os casos:


1. Fui um dos muitos palmeirenses a derrubar a grade próxima ao portão principal do Pacaembu, na tentativa de acabar com aquele imbecil que hoje pasta por campos bragantinos.

2. Como todo o restante da Mancha, passei alguns minutos xingando o ignóbil camisa 9, e depois fui expulso do estádio por querer invadir o vestiário.

Assim, de forma exagerada, a PM do Recife fez o que gostariam de ter feito os torcedores do time da casa. Portanto, se fosse no Palestra e se tivéssemos sido nós os desrespeitados, seria diferente a visão dos fatos. Por tudo o que defende este blog, tenho a dizer que é justo que a vontade do torcedor tenha prevalecido.

Mas era outro o assunto do post. A ele:

Vocês notaram que a PM, e não só a daqui, tem agora um fetiche por essa porra de gás de pimenta? Em todo lugar tem isso agora. Na venda de ingressos para a final, na arquibancada do Palestra, na Turiassu, na praça em frente ao tobogã do Pacaembu, até dentro do campo.

Nos estádios paulistas, o pessoal do Choque perdeu a noção de tudo. Ao menor sinal de confusão, tome gás de pimenta na cara de quem estiver pela frente. E aí, além do alvo, sofre todo tipo de gente inocente, pois o gás não poupa ninguém.

Domingo retrasado, na praça que fica próxima à entrada do tobogã, tivemos um bom exemplo. Para prender um torcedor - não sei o motivo -, não tiveram sequer a dignidade de chegar pela frente. Vieram por trás e, com o sujeito desatento, enfiaram o gás na cara dele. Sobrou para todo mundo, até para uma criança.

Arde que é uma beleza.


Parece faltar criatividade aos homens da lei. Ou combatividade mesmo. Se antes era tudo na base do cassetete, agora é só pimenta, que virou arma de fracos, de uma autoridade que não sabe mais se impor, a não ser pelo uso da força desmedida e mal calculada.

Bons tempos aqueles do "Tira a farda e sai na mão..."

***

E mais um detalhe: se os caras fazem aquilo com jogadores de futebol, dentro do campo e com TV aberta, o que não fazem com nós, torcedores organizados?

Que esporte é este?

Não foram poucas as vezes em que escrevi aqui sobre a palhaçada que está tomando conta do futebol. Como se não bastasse a interferência maléfica do STJD, temos por aí uma série de árbitros que pensam estar dirigindo um jogo de vôlei e não de futebol. É o caso do juiz de ontem, o senhor Giuliano Bozzano, que consegue ser ainda pior que o pai, o banana Dalmo Bozzano.

Embaixo do placar, passamos quase que o jogo todo a discutir marcações equivocadas deste cidadão. Ao que parece, ele não admite contato físico no futebol, tal qual nas brincadeiras de Educação Física que prescindem da disputa de bola. E isso vale para os dois lados, o que começa a irritar depois da quarta ou quinta marcação.

E ontem, admito, o sr. Bozzano acabou com a minha paciência ao expulsar o Kléber. Claro, já estávamos irritados pela seqüência de gols perdidos e pelos erros anteriores da arbitragem, mas o que ele fez já nos minutos finais foi digno de estragar a noite.

Primeiro, lembro que ele aplicara um cartão amarelo no nosso camisa 30 ainda no primeiro tempo, também em uma disputa de bola normal. E aí, aos 89', em um lance em que o nosso atacante levava vantagem, foi ultrapassado e deu um carrinho (NA BOLA) para ganhar a jogada, vem o tal Bozzano e aplica um vermelho, direto, como que se desprezando o amarelo anterior.

De resto, no vazio e frio Palestra, vitória magra e apagada sobre a Brisa/PR. Mas o importante é que vieram os três pontos.

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O PÚBLICO

Dá para entender a presença de apenas 6.264 pagantes na noite fria e chuvosa deste domingo. Afinal, é burrice querer cobrar R$ 30, mais ainda em uma situação dessas, sendo que o torcedor ainda nem recebeu o seu salário. Entenda, diretoria de merda: R$ 30 é caro! É absurdo! É abusivo! É criminoso!

Foi o menor público do ano, e outros assim podem se repetir enquanto o torcedor não for tratado com o devido respeito.

E é bom dizer que simples imagens bastariam para evidenciar a evasão de renda ocorrida no último domingo, no Pacaembu. Levando em conta os números, tivemos um público ontem quase igual ao de uma semana atrás, na arena municipal.

E aí eu pergunto aos presentes aos dois jogos: tinha ontem o mesmo tanto gente que no domingo passado, com tobogã cheio e cadeira laranja com 60% da lotação?