30 março 2008

Está chegando a hora...


O mês de março trouxe para o palmeirense sete jogos, com sete vitórias, 18 gols a favor e cinco contra. Os números, no entanto, dizem menos do que os fatos: vitórias marcantes nos clássicos contra os dois maiores rivais (incluindo o 1-0 que deu início à série e uma goleada acachapante na sub-raça do Jd. Leonor), viradas empolgantes em seqüência e um 1-0 com gol aos 48 minutos do segundo tempo. Tudo isso para um público médio de quase 22 mil torcedores.

Embora nada esteja ganho, o palmeirense tem todo o direito de expressar a sensação que se fez comum mais uma vez na tarde de sábado, em um Palestra Itália cheio, como de costume: os bons tempos parecem estar de volta.

E agora, com a vaga assegurada, restam quatro jogos para transformar a impressão em realidade.

28 março 2008

OV contra o conflito de interesses

Temos aqui mais uma elogiável iniciativa da mídia palestrina. Aliás, interessa a torcedores de todos os clubes que não atuam nos bastidores sujos do futebol, pois vai contra a palhaçada em que se transformou o TJD-SP. Demorei a divulgar, mas chega agora o momento. Parabéns ao Rafael e ao Tiago pela atitude.

27 março 2008

CHUPA, LUSA!

Hoje, só o desabafo!

Noite heróica no Palestra. De uma daquelas vitórias que separam um grande, que não desiste de vencer até o último lance, de um pequeno, que se fecha para arrancar um empate inútil.

Parabéns aos 19 mil guerreiros que, em plena madrugada global, acreditamos em um gol que já parecia inatingível.


Chupa, Lusa! Aqui é PALMEIRAS!

26 março 2008

Ainda o SPFW

NômadeAinda contestada pelo São Paulo, a decisão do Palmeiras de mandar o clássico em Ribeirão Preto foi embalada por acordo com a Ingresso Fácil. Três dias antes do jogo, o clube recebeu cerca de R$ 400 mil da empresa, que cuida da venda de bilhetes. Ela ficou com a renda. E bancou as despesas no estádio, mas não os gastos com locomoção e estadia do time, que permaneceu horas num hotel. O negócio é parte de trato maior. A parceira já tinha 22% das rendas palmeirenses em casa por antecipar R$ 1,2 mi em 2007.FSP de hoje. Uma nota, dois comentários:

1. Quem são os leonores para contestar um mando nosso? Não contentes com todo o papelão após a goleada sofrida para o Palmeiras, os modernos e visionários dirigentes do Jd. Leonor continuam a criar polêmicas à toa. Leco, JJ e o anão-de-barbicha mostram-se mais e mais patéticos a cada nova declaração estapafúrdia. Ao tentarem desmerecer a vitória alviverde, apenas admitem o que todos sabemos: que a derrota doeu demais. E ainda vai doer, pois vamos nos encontrar mais adiante. Por ora, fiquem com a resposta de Luiz Gonzaga Belluzzo, nosso diretor de planejamento: "Isso tem fundo histórico. Eles sempre têm de ser os cavalheiros, e nós os cafajestes. Dói no fundo da alma perder para os italianinhos".

2. Sim, é notória a crise financeira que assolou o Palmeiras nos dois últimos anos. Disso resultam os adiantamentos de receita e tudo mais. Até entendo que isso tenha sido feito com a Pirelli, com a adidas, com a FPF e até com a emissora-câncer.
Mas não dá para aceitar um acordo desses com a Ingresso Fácil, uma empresa que estranhamente consegue crescer mesmo diante do histórico de total e completa inaptidão para gerenciar vendas de ingresso e acessos aos estádios.

24 março 2008

Del Nero e o futebol sem alma

Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, é provavelmente a figura mais combatida neste blog. Tanto que algum entre os leitores mais assíduos deste espaço pode ter lançado um "Porra, de novo isso!?" ao notar o nome dele no título acima.

Se foi esta a sua reação, eu compreendo. Mas advirto que as críticas, além de pertinentes, não terão fim. Posso até virar um chato, mas ao menos terei feito a minha parte para evitar que o futebol tenha o fim que essa gente procura.

Ainda há quem não entenda as minhas críticas ao processo de elitização que ganhou força de alguns anos para cá. Alguns até dizem ser justo o preço de R$ 30 (ou mesmo R$ 20) por uma arquibancada. Não percebem, pois, que o que se pretende fazer é eliminar do esporte exatamente quem o sustenta: o povo.

Há também - e estes são a maioria - quem fique a ver navios quando eu digo (e o japonês também) que a Copa de 2014 é a maior derrota já sofrida pelo futebol brasileiro.

E há até quem não veja a perseguição política - pois movida por interesses externos - que existe contra as torcidas organizadas.

Para todos, indico a leitura das primeiras notas do Painel FC de hoje. É uma oportunidade única de perceber o processo de elitização e higienização social em curso no futebol brasileiro. Depois disso, quem continuar a pensar que há exageros no meu discurso se enquadra em um dos perfis a seguir:

1. Não vai a estádios e não será afetado por isso;

2. Vai a estádios, mas na numerada, e despreza aquele povo mal educado, fanático e barulhento que infesta a arquibancada;

4. Tem um salário europeu neste país de Terceiro Mundo e entende que R$ 30 (ou R$ 50, que seja) faz pouca diferença no seu orçamento.

4. É um completo alienado.


Quanto vale o show?
Marco Polo Del Nero costura com cartolas paulistas política de aumentos substanciais nos preços dos ingressos nos próximos anos. Seu discurso é que os valores são bem inferiores aos praticados em outros países. Assegura que preço mais alto não afugenta o público, principalmente se houver conforto. Para convencê-los, cita que em 15 rodadas o Sertãozinho teve média de público de 7.300, cobrando pelo bilhete, em média, R$ 23. E o Guarani, com preço médio de R$ 8,55, é visto por apenas 2.273 pessoas, em média.

Padrão
O presidente da FPF pega carona na Copa de 2014 para emplacar seu plano de ingressos mais caros. Diz que as arenas do Estado terão de acompanhar o nível Fifa. Serão mais confortáveis e justificarão preços mais altos.

União
O Ministério do Esporte também defende aumento nos ingressos. Orlando Silva Jr. diz que as rendas têm de estar entre as principais fontes de receita dos clubes.

Elite

Del Nero insinua que ingressos mais caros podem resolver o problema da violência nos estádios. Declara que o bilhete na Inglaterra hoje custa dez vezes mais do que no auge dos problemas causados pelos hooligans.

23 março 2008

Pra que isso tudo?


A PM de Jundiaí encarou o Paulista 0 x 2 Palmeiras de ontem como se fosse uma guerra. A foto acima mostra o efetivo deslocado para a divisa entre as duas torcidas, espaço em que havia ainda um alambrado de altura considerável.

A preocupação, como dito antes do jogo, era desnecessária.

Do lado de fora, torcedores dos dois clubes conviviam sem qualquer sinal de animosidade. Afinal, a história não registra rivalidade latente entre as duas agremiações.

Eu até entenderia o reforço na segurança se fosse um duelo contra a Ponte Preta, mas nunca contra o Paulista. O time da casa tinha não mais do que quatro mil torcedores (de 12 mil) no estádio e a prevalência das famílias era visível, como se pode notar pelo grupo de cidadãos logo acima do batalhão de coxinhas armados.

Era tamanha a tranqüilidade que não vimos problemas em deixar o carro de um lado do estádio Jayme Cintra e caminhar até o outro. Sem qualquer incidente, como é comum em Jundiaí.

Por sua parte, a imprensa parecia estar muito mais preocupada com a situação da Mancha do que muitos dos PMs locais.

Enquanto os fotógrafos caçavam torcedores com camisas ou bonés da MV na arquibancada – algo que não exigiu muito esforço –, os policiais pareciam não dar a mínima importância para o fato de terem sido enganados na revista – se é que foram...

E aí os jornalistas, pobre coitados, mostram surpresa com o fato de a Mancha ter feito a sua parte mesmo sem permissão da FPF. Porra, mas não foi assim durante longos oito anos? Qual é a notícia?

Dentro de campo, 30 minutos de um futebol consistente bastaram para que o Palmeiras trouxesse de Jundiaí a sua sexta vitória consecutiva, cinco pelo Paulistão.

Com grandes atuações de Marcos, Alex Mineiro e Valdívia, vieram mais três pontos decisivos para uma classificação que pode se confirmar já nos próximos dois jogos no Palestra, quarta e domingo, com expectativa de casa cheia.

21 março 2008

A arapuca do Del Nero II

Vejam o que traz o Painel FC de hoje:


Sem fim

As confusões no último Palmeiras x São Paulo renderam divergência até para clássicos futuros. Os são-paulinos acreditam que a FPF tem dose de culpa na briga entre as duas torcidas. Isso porque cedeu aos pedidos dos palmeirenses, mandantes do clássico, e levou o jogo para Ribeirão Preto. O argumento é que a PM na cidade e o estádio Santa Cruz não estavam preparados para um duelo de risco. Vão usar essa tese da próxima vez que a federação falar em tirar um jogo do Morumbi. Avaliam que foi puro capricho do rival.
Bola de cristalNa semana que antecedeu o clássico, o são-paulino Marco Aurélio Cunha disse ao palmeirense Toninho Cecílio que o único problema de jogar em Ribeirão seria a dificuldade em evitar conflitos entre as torcidas.


"Puro capricho"???

"Tirar um jogo do Jd. Leonor"???

Mas, afinal, o mando não era nosso?

Pois é, amigos, as coisas foram bem encomendadas.

E transcendem a suspeita levantada no post A arapuca do Del Nero. Mais do que simplesmente excluir a nossa torcida organizada dos jogos deste Paulistão, o objetivo é este acima, bem explícito.

20 março 2008

Carta aberta ao TJD - FPF

Manifesto da mídia palestrina:

Carta aberta ao TJD - FPF

Prezados auditores, relatores e procuradores do TJD, presidente e diretores da Federação Paulista de Futebol, e membros da comissão de arbitragem de SP.

Nos últimos anos o Palmeiras foi um dos times com maior número de jogadores/técnicos envolvidos em casos de julgamento na justiça esportiva. Foram casos “denunciados” por imagens de transmissões de TV, pela mídia esportiva e por rivais.


Para citar apenas o caso mais recente, nosso treinador, Vanderlei Luxemburgo, teve de dar explicações por supostamente desrespeitar a chefia da arbitragem paulista. Tais declarações custaram ao técnico uma salgada multa de R$ 50 mil.

Respeitando a punição aplicada a Luxemburgo, pedimos agora ao tribunal e à F.P.F. que se utilizem dos mesmos critérios, e que seja levado a julgamento o superintendente de futebol do São Paulo Futebol Clube, Marco Aurélio Cunha. Afinal, este, ao ver seu time goleado pelo Palmeiras no último domingo, deu declarações tão ou mais polêmicas que as de Luxemburgo.

Dentre outras coisas, Cunha declarou que seu time é alvo de um “complô” da arbitragem para prejudicar o São Paulo Futebol Clube. O dirigente são-paulino ainda desmereceu o campeonato paulista, afirmando que o seu clube tem objetivos maiores na temporada.

Sendo assim, nós, Palmeirenses que compomos a Mídia Palestrina, pedimos que o tribunal seja imparcial e julgue também o sr. Marco Aurélio Cunha.

Se o nosso treinador foi multado por ter dado declarações contextualmente semelhantes, é de se esperar que, no mínimo, as declarações de Cunha sejam examinadas pelo pessoal competente do tribunal, e que ele seja chamado a apresentar provas do suposto “complô”. Tal acusação, gravíssima, coloca sob suspeita o campeonato paulista de 2008, a integridade da Federação Paulista de Futebol e a atuação da comissão de arbitragem do Estado de São Paulo.

Esperamos sua resposta frente à opinião pública e perante todas as torcidas, palmeirenses inclusos, o mais rápido possível.

Atenciosamente,
Palmeiras Todo Dia - www.palmeirastododia.com
Mondo Palmeiras -
www.mondopalmeiras.net
Observatório Verde -
www.observatorioverde.net
Só Palmeiras -
www.sopalmeiras.com
Parmerista -
www.parmerista.com.br
Terceira Via Verdao -
http://terceiraviaverdao.blogspot.com
Planeta Palmeiras - http://planetapalmeiras.blogspot.com/
Forza Palestra - http://forzapalestra.blogspot.com/

A arapuca do Del Nero

O Painel FC de hoje traz:

No bolso
Marco Polo Del Nero orientou ontem o departamento jurídico da federação paulista a acionar torcidas organizadas na Justiça por prejuízos causados ao futebol do Estado nos últimos cinco anos. Apesar da complexidade do tema, o cartola crê ser possível produzir provas. É nisso que os advogados irão trabalhar a partir de agora. "Essas torcidas provocaram danos materiais. Muita gente deixou de ir aos estádios, com medo. Tivemos até danos morais", disse o dirigente. A estratégia é quebrar as torcidas com indenizações.


E ele conseguiu o que queria...


O esforço desmedido para levar para o interior o Clássico do Ódio rendeu a Marco Polo Del Nero mais do que o esperado. De uma só vez, sem muita repercussão, duas torcidas organizadas estão banidas dos estádios de SP. Não contente, o inimigo número um do torcedor paulistano ainda quer arrancar dinheiro de quem já é tão vilipendiado por seu comportamento elitista e reacionário.

É claro que a confusão entre Mancha e TTI não poderia passar impune. Houve quase uma batalha entre linhas de frente das organizadas, mais grave até do que noticiou a imprensa, sem muita culpa desta vez, a não ser por todo o histórico de mau jornalismo praticado ao longo das últimas duas décadas.

O que fica sem explicação, em um amplo terreno para as manobras obscuras do presidente da FPF, é o que levou ao quase confronto entre as torcidas dentro do estádio Santa Cruz.

A começar pela enorme resistência em fazer o jogo na nossa casa, o Palestra Itália, um estádio em que o trabalho da PM seria facilitado por uma série de fatores.

E aí temos a postura do bando de moleques alienados, que pareciam encomendados para provocar aquilo tudo. Não posso acusar, mas foi a impressão que eu tive no momento em que 'elas' chegaram ao campo, já com o jogo em andamento. Muito, muito estranho.

Não mais estranho do que esta informação, que ficou escondida em um canto de página da FSP de ontem:

Às 19h da sexta que antecedeu a partida, a PM tentou cancelar o jogo - todos os ingressos tinham sido vendidos. "Ficamos em uma situação delicada. Por um lado, o risco de autorizar a partida. Por outro, a reação de quase 30 mil pessoas insatisfeitas com o cancelamento do jogo", afirmou Sebastião Sérgio da Silveira, promotor da Cidadania de Ribeirão Preto, que disse ter recebido aval do major Salvador Loureiro Júnior para autorizar o jogo.


Como é que é?

Os coxinhas queriam cancelar o jogo dois dias antes?

Por que motivo?

Ninguém explica, mas, em se tratando de PM, tal decisão só se justifica se houver a constatação de que o campo não oferecia segurança para o clássico. Seria o tal "risco de autorizar a partida"?

Como a opinião pública está toda contra nós, Del Nero e sua corja poderão fazer o que bem quiserem.
Aliás, já fizeram.

Armaram a cilada.

E nós caímos.

É hora de voltar aos anos de clandestinidade.

De ser caçado por usar um boné proibido.


Pensando bem, eu tenho até saudade desse tempo em que não tínhamos acordo com essa gente. E, vejam só, não mais seremos obrigados a freqüentar a jaula que construíram para nós...

18 março 2008

O estelionato bambi


Não mais do que quatro anos de relativa supremacia bastaram para que a geração vitrine do Jd. Leonor fosse tomada por uma soberba ainda maior do que aquela que contaminou a geração aborto dos anos 90. Mais do que antes, a sub-raça de agora julga-se superior, como se todos os outros times fossem coadjuvantes na missão bambi de conquistar, sem esforço, tudo o que for possível.
Por tudo, entenda-se isso mesmo: vitórias, títulos, jogadores, dinheiro, espaço na mídia e, claro, torcedores (ou melhor, consumidores).

Planejamento, inovação e marketing: com base em discursos adaptados do mundo corporativo, é assim que os bambis vendem a idéia de um clube diferenciado no cenário brasileiro. A receita de sucesso do Jd. Leonor permite cooptar gente sem alma para um mundo do faz-de-conta, em que é possível acumular vitórias sem esforço, sem sacrifício, sem sofrimento.

Por trás dessa trinca, temos o aliciamento de criancinhas para compor uma massa consumidora, as manobras de bastidores para tomar atletas de clubes rivais e até mesmo a lucrativa estratégia (igualmente corporativa) de lucrar com a exploração do meio ambiente.

Para um bambi desta nova geração, não existe sofrimento. Afinal, foi isso o que venderam os arrojados dirigentes do Jd. Leonor, com seus bichinhos de pelúcia, excursões de aliciamento e promessa sem fim.

Duvidam? Pois eu pergunto: o amigo palmeirense, corintiano ou santista conhece algum bambi que não tenha desprezo pelo rótulo de "sofredor", normalmente aplicado ao torcedor de futebol neste país?

"Torcer para o SPFC é uma grande moleza". Lembram disso?

Milton Neves inventou os adesivos dos clubes lá no começo dos anos 90 sem saber que esta frase se tornaria uma estratégia de marketing inconsciente para o clube do Jd. Leonor.

A bem da verdade, a história deles foi construída assim, com o dinheiro da elite paulistana, com o tenebroso Jogo da Barrica e com o estádio erguido às custas do povo.
Não há dificuldades na trajetória bambi. Tampouco episódios de superação, viradas históricas, vitórias para lavar a alma.

Um bambi vira bambi (ressalto que torcedores de outras agremiações nascem com essa característica, e não mudam de idéia no meio do caminho) não por uma identidade familiar ou por aquelas situações todas que moldaram a minha ou a sua decisão.

Um bambi, ao menos este da geração atual, vira bambi porque acredita na promessa de estar "comprando" uma grife vencedora, uma marca que transmite um ideal de vitória garantida, sem a necessidade de sofrer ou de lutar por ela.

Não é preciso fidelidade ou amor à camisa para ser um bambi. Não é preciso empurrar o time nos bons e nos maus momentos. Basta consumir o produto, gerar lucro e aparecer na hora da decisão.

O bambi exerce o seu papel de consumidor. Paga pelo produto, mas apenas se for bom, e usufrui dele enquanto parecer conveniente. Exigente, reclama até do que não deve.

Ah, o produto não é bom? Deixe estar; logo virá a nova coleção, com as últimas tendências da moda. É o momento de descartar o velho e comprar o novo, como em toda relação comercial.

Simples, fácil e indolor. Sob o ponto de vista marqueteiro, não há produto melhor para oferecer a uma geração de jovens alienados.

Sofredor?

Ah, isso é pra palmeirense, corintiano, santista...

Não para um bambi, pois a ele é concedido o direito de ser feliz sem transpirar. A vitória é sinônimo de planejamento.

Quando ela não vem, culpa-se o juiz, o bandeira, o gramado.

O adversário não pode ter sido melhor, pois isso é impossível.

Fala-se até em complô, como se alguém estivesse disposto a quebrar esta bem-sucedida fórmula empresarial, escancarando o estelionato por trás da promessa de felicidade sem esforço.

O anão de barbicha, pobre coitado, é vítima e artífice da arrogância sem propósito que tomou conta da sub-raça.

Comprou e agora ajuda a vender uma ilusão.

Desconhecem os marqueteiros do Jd. Leonor que o futebol, como tudo na vida, é cíclico. À fase das cinco participações seguidas em Libertadores pode se seguir uma não tão produtiva, como aquela anterior, que inclui nove anos de ausência.

Todos sabemos como se comportou a escória entre 1995 e 2004.

Logo, o estelionato atual virá à tona.

E aí, como se comportará a iludida geração vitrine?

***

Recomendo o post do Cesarotti, que, sem saber, me inspirou a escrever o texto acima.

17 março 2008

CHUPA, BICHARADA!




O bando de alienados inconseqüentes chegou ao estádio Santa Cruz já com alguns minutos de jogo. Ao contrário da massa palmeirense, maioria absoluta, os moleques não vieram para ver o clássico, mas para provocar. Talvez para tentar aprender como se faz um espetáculo, os líderes da facção bambi passaram em pé os 90 minutos, na parte baixa da arquibancada, a olhar para a Mancha.

Tanto provocaram que tiveram o revide. Coube à Mancha derrubar o portão que separava as duas torcidas. Os provocadores bambis nada fizeram, a não ser olhar e ficar no seguro da PM.

Se fossem tão machos quanto falavam, teriam partido para o confronto iminente. Ficaram estáticos. Provocaram e nada mais.

Pudera: não se pode esperar muita coisa de uma escória que leva a campo uma mascote com saia e pijama, tudo ao mesmo tempo.

Os alienados só devem ter reparado que o Palmeiras chegou à virada no segundo tempo pela festa da torcida adversária. Afinal, passaram o jogo todo a olhar para o nosso lado, sem cantar um único grito de apoio ao próprio time. Era só a exacerbação idiota de um bando acéfalo. Do lado alviverde, com exceção do revide inicial, houve apoio incondicional e incessante ao time.

O 4 a 1 veio com naturalidade, na hora certa, permitindo até que vivêssemos os momentos de apreensão tão necessários a um clássico.

Veio com naturalidade, diga-se, porque temos, pela primeira vez em muitos anos, um time superior ao dos bichas, e também porque a sorte resolveu que é chegado o momento de não mais ser uma exclusividade do Jd. Leonor.

A tarde chuvosa, o campo enlameado e a encharcada massa palestrina (é o terceiro jogo seguido sob chuva) construíram o cenário perfeito para mais esta virada alviverde, a terceira seguida.

Três penalidades, três gols.

E o pênalti permite vibrar duas vezes, uma na marcação e outra no gol. Melhor ainda quando se observa, ao longe, o narigudo mau-caráter se adiantar e cair todas as vezes para o lado errado.

Vitória para lavar a alma, ainda que ela já estivesse lavada pelas horas debaixo da chuva forte. Goleada revigorante, justa e necessária.

E assim, com um 4 a 1 inapelável, caiu um tabu pequeno diante dos 27 anos que esta escória ficou sem nos derrotar em jogos do Brasileirão.

A festa que começou nas arquibancadas do Santa Cruz percorreu as ruas da cidade e todos os 300 e poucos quilômetros até a capital paulista. Nem pareceu que estávamos todos encharcados. Tampouco que a viagem demorou longas cinco horas.

Vamos comemorar! É só o começo!

***

Está satisfeito, Del Nero?

O senhor Marco Polo del Nero deve creditar a alguns poucos policiais, ao advento do spray de pimenta e ao coronel Marinho o fato de não ter ocorrido um confronto sem precedentes no estádio Santa Cruz.

Ficou evidente, uma vez mais, que nenhum campo do interior é seguro como seria o Palestra Itália, capaz de receber os mesmos 28,5 mil torcedores que pagamos ingresso ontem.

Das catracas da BWA que pararam de funcionar (quanta incompetência desses caras!) ao portão que cedeu com facilidade, passando ainda pela confusão na entrada da torcida, tudo se mostra inadequado para a cancha de Ribeirão receber um clássico deste porte.

Coube aos homens da PM e ao hoje comandante da arbitragem, que, à beira do fosso, atuou como apazigüador do conflito, impedir a batalha entre as torcidas.

Mas é bom dizer: a tragédia só seria possível pela teimosia de um cidadão que adora atrapalhar a vida do time para o qual diz torcer.

14 março 2008

Boicote ao torcedor

Em mais um dos meus incansáveis protestos contra a elitização do futebol, em 22 de fevereiro, pedi aos palmeirenses que guardassem o nome do senhor Francisco Busico, um dos responsáveis por pagarmos R$ 30 pela arquibancada.

Só não imaginava que o nome deste cidadão pudesse voltar à tona assim tão cedo, desta vez ligado à incompetência da diretoria alviverde na venda de ingressos para o clássico do próximo domingo.

A situação é ainda pior do que a apresentada no post anterior (logo abaixo). Além de relatar o caos no estádio Santa Cruz, a FSP de hoje traz informações que chegam a ser inacreditáveis.

Vejamos:

O Palmeiras, mandante do confronto, ajudou a ampliar a confusão, mas na capital. Inicialmente, o clube disse que só seriam vendidos ingressos no estádio do jogo. E que a diretoria tentaria, junto à Prefeitura de Ribeirão Preto, disponibilizar outros postos de venda. Ontem, porém, a Folha ouviu do diretor-tesoureiro do clube, Francisco Busico, que, pela manhã, o ginásio do Ibirapuera comercializou entradas para o clássico. "Desde hoje [ontem] cedo estava vendendo no Ibirapuera. Como não houve procura, a BWA nos solicitou o envio de cerca de 2.000 ingressos de arquibancada para Ribeirão Preto", revelou Busico. Ao ser informado de que o clube não havia avisado sobre a venda no Ibirapuera, o diretor disse que não sabia o porquê. Questionado por que o clube alviverde não pediu à BWA que comercializasse ingressos em outros pontos da capital, como no Parque Antarctica, casa do Palmeiras, Busico afirmou que quem decide os pontos-de-venda é a própria empresa.

Repararam no nome da figura?

Sim, é o mesmo Busico da arquibancada a R$ 30.

Além da ganância que já conhecíamos, ele apresenta agora mais duas de suas características: incompetência e cara-de-pau.

Porra, como é que podem ter colocado ingressos à venda apenas no Ibirapuera - e não no Parque - sem avisar ninguém? Eu mesmo passei duas vezes pela porta do ginásio ontem, mas nem parei porque foi dito e repetido que os bilhetes estariam à venda apenas em Ribeirão!

Por sinal, foi esta a resposta (mau educada) que receberam todos os teimosos torcedores que ligaram para o Palmeiras ou foram pessoalmente ao Palestra.

E como ele pode falar em falta de procura?

Gente atrás de ingresso aqui em SP é o que não falta e, devido à inaptidão do sr. Busico, iremos todos ao interior sem ingresso. Confusão à vista, com o patrocínio do senhor Marco Polo Del Nero.

O que de pior pode ser extraído do nosso diretor é o fato de que a BWA, empresa com largo histórico de incompetência, tem autonomia para determinar onde e quando serão vendidos os bilhetes.

Como é que é? A BWA manda no Palmeiras?

Está demonstrado, uma vez mais, que esta diretoria atual da S.E. Palmeiras promove um boicote sem precedentes contra o seu torcedor.

Para azar deles, nossa teimosia será mais forte!

13 março 2008

Tudo errado

E o clima já esquentou em Ribeirão Preto. Não necessariamente por algum confronto de torcidas, mas pela total incompetência de quem teria de responder pela organização do clássico, no caso as diretorias da S.E. Palmeiras e do Botafogo local.

A sucessão de erros, no entanto, tem origem na figura patética do senhor Marco Polo Del Nero, o grande responsável por não deixar este duelo acontecer no local correto, o estádio Palestra Itália, a casa do clube mandante, com capacidade para 30 mil pessoas.

Na cabeça doentia do presidente da FPF, os riscos são menores no estádio Santa Cruz, pronto para receber não as 50 mil pessoas de outrora, mas 28,5 mil. As duas torcidas que amam se odiar terão 660 km de estrada para protagonizar suas batalhas campais.

O 2º Batalhão de Choque da PM, por sinal, demonstra ser desprovido de inteligência. Afinal,
controlar toda essa imensidão de estradas parece ser uma tarefa bem mais complicada do que escoltar dois mil bambis rumo ao seguro, central e bem dividido campo do Palmeiras.

Tudo errado.

Para complicar, a diretoria alviverde boicota o seu torcedor de verdade, aquele que acompanha o time em todos os momentos, ao não destinar parte da carga de 14 mil bilhetes para a nossa casa.

O mínimo que deveriam fazer era vender quatro ou cinco mil entradas por aqui, até em sinal de respeito para com o público de sempre.


Digo mais: considerando todo o prejuízo que este circo itinerante pelo interior deixou em nossos bolsos (dos 16 primeiros jogos, serão apenas 3 em casa), era dever desta diretoria ajudar o torcedor com a viagem para Ribeirão.

Mas não; preferiram vender ingressos só no interior.

Acorda, diretoria!
Não é um jogo de festa! É guerra!

As coisas como elas são

Marília, Ituano, Ponte Preta (e seus 108 anos sem título), Noroeste, Bragantino, Barueri. Essas trolhas todas tiveram, ao menos por uma rodada, a oportunidade de freqüentar o G4 do Paulistão-2008. Houve momentos até em que todas as quatro posições foram ocupadas por pequenos clubes do interior.

Eis que a 14ª jornada surgiu para colocar tudo em ordem, do jeito que as coisas são. Tendo o Guaratinguetá como intruso - e ele deve até se manter, a julgar pelo que já foi acumulado -, os três grandes, com vitórias na noite de quarta, chegaram ao lugar que lhes é de direito.

Do lado do Palmeiras, cabe destacar a noite inspirada de Wanderley Luxemburgo, que, ao ver malograr a sua opção inicial, soube mexer no time e modificar um jogo que poderia se complicar ainda mais.

Com dois belos gols da dupla de ataque, debaixo de chuva e com a força da torcida, veio mais uma vitória maiúscula, virada clássica, dessas que moldam um time campeão.

Ao time campineiro, cabe cumprir o destino reservado pela história: largar bem e terminar no limbo.


Com Valdívia e Diego Souza de volta, que venham os leonores!

Domingo é dia de guerra!

Rumo a Ribeirão!


***

Público de cinema
Os bambis iniciaram a noite de quarta-feira à frente do Palmeiras na classificação. E ainda estão. Jogaram no ruim horário das 19h30, mas escaparam de algo pior, o das 21h50, que ficou com o Verdão.


Os bambis têm o privilégio de pagar R$ 20 por uma arquibancada, enquanto a diretoria alviverde boicota a sua torcida com ingressos a abusivos R$ 30.

Isso posto, temos que:

5.906 bambis foram ao Jd. Leonor e proporcionaram a renda de R$ 97.005,00 (ticket médio de R$ 16,42).

13.396 palestrinos (com chuva) fomos ao Palestra Itália, gerando uma arrecadação de R$ 357.887,50 (ticket médio de R$ 26,71).

A massa alienada do Jd. Leonor comprova a sua vocação de público de cinema: se o filme é bom (ou se assim lhe parece), o sujeito vai. Se não é, ele simplesmente fica em casa.


O time é um produto e nada mais. Importa o resultado. Pensamento típico desta gentalha.

***

E a drenagem?

Eu não entendo nada de grama - tanto é que a minha está morrendo -, mas há quem entenda e seja bem pago para isso. É o caso da tal empresa que demorou quase três meses para entregar o novo gramado do Palestra Itália. Depois de tanto tempo, o mínimo que se pode esperar é que o sistema de drenagem funcione de maneira adequada diante de uma garoa que só foi virar chuva nos minutos seguintes ao jogo. Como todos vimos, não funcionou, e isso logo no primeiro tempo, sem que sequer estivéssemos encharcados na arquibancada.
Lamentável...

10 março 2008

Aqui é time grande, porra!



Um inoperante torcedor de sofá jamais conseguirá compreender o significado de ir ao estádio e levar seu time à vitória em um duelo menor. Ao se contentar com a imagem pasteurizada da TV, suas mil opções de câmeras e seus comentaristas ignóbeis, o sofá deixa de conhecer toda a essência do futebol.

Essência que reside não em uma partida final, com seu potencial alienante de aglutinar gente de toda espécie, mas sim em um Bragantino x Palmeiras como o de ontem.

Jogo de superação, de público reduzido (R$ 32 de ticket médio?) e de participação incisiva do torcedor palmeirense, que pôs os caipiras de Bragança em seu devido lugar: o de admiradores de um time pequeno.

Do início aterrador, com 0 a 2 no placar e um homem a menos, ao 5 a 2 final, muito pouco fica na memória do torcedor de sofá. Talvez o orgulho momentâneo por uma reação comovente. Algo que passa em dois ou três dias, até a próxima transmissão ao vivo.

Bem diferente do que é vivido na decadente e decrépita cancha de Bragança Paulista, a mesma que, sabe-se lá como, já abrigou uma final de Campeonato Paulista.

Mais do que apenas cantar músicas de apoio e buscar na garganta a força para uma virada heróica, o que vale é ter o poder de colocar em seu devido lugar personagens que passam batidos para o sofá.

Como Nunes, o medíocre centroavante do time interiorano. Para quem não se lembra, foi este o energúmeno que promoveu uma quase tragédia no Pacaembu na final da Copa SP de Futebol Júnior de 2003. Cinco anos depois, pouco mudou. Do Santo André ao Bragantino, a evolução é desprezível. Pior: a cabeça ficou ainda mais fraca.

Restou pouco da provocação sem propósito após o segundo gol. O inconseqüente camisa 9 de Bragança saiu de campo sob ira da torcida alviverde, revitalizada após cinco gols em seqüência.

Para os que ficamos atrás do gol, grudados ao muro e ao alambrado do Marcelo Stéfani, o inimigo principal era o menos provável: o gandula. Não apenas um, por sinal, mas três, todos os que tiveram de fazer rodízio por ali depois de não agüentarem a saraivada de ofensas, impropérios e ameaças.

Com justiça, diga-se, pois gandula caipira de time pequeno deveria mais é ficar quieto e não querer provocar ninguém, menos ainda a enfurecida massa palestrina.

Para o sujeito que prefere não se arriscar a pegar a estrada e pagar R$ 40 para ficar de pé ao lado de um banheiro químico, é difícil compreender a sensação de quem acredita ter levado o time à vitória só pela pressão sobre os gandulas, figuras quase insignificantes para o que se passa dentro de campo.

De fato, é.

A minha imagem desta virada épica em Bragança nunca será nítida e cristalina, como a da TV. Será, pelo contrário, entrecortada por elementos vários: o muro alto, o alambrado, a grua da Globo e o seu operador, os intermináveis segundos entre o percurso da bola do peito à ponta do pé do Valdívia, o revezamento de gandulas, os policiais que tiveram de conter a nossa ira, as placas de publicidade, a garoa...

Nada confortável, admito. Mas quem precisa de conforto quando se pode sair pulando feito louco após um gol que, devido às placas de publicidade à frente, só se soube gol pela experiência de tantos anos de estádio? Quem precisa de TV quando se vive o êxtase de uma virada improvável? Quem precisa de sofá quando escalar um alambrado enferrujado serve para ilustrar a certeza de ter transpirado tanto quanto os que estavam dentro de campo?

Chupa, Bragantino!

Aqui é time grande!

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Pobre Bragantino

Pobre do time que vive sob os caprichos da família Chedid. De um Nabi que já se foi, mas que continua a ostentar seu nome por todas as partes (“Nabi é Braga”, “Eternamente Nabi” etc.). Ou de um Marquinho Chedid que circulava ontem pelas cercanias do estádio ou pela numerada do Marcelo Stéfani a ordenar a funcionários terceirizados que reduzissem a inevitável desordem bragantina.

Tudo isso por R$ 40 a arquibancada, preço burro, responsável pelo público de apenas 6.617 pagantes. Mais burro que o preço, só mesmo a divisão entre as torcidas. Afinal, se os R$ 40 tinham o objetivo de aproveitar o grande número de palmeirenses na região, por que destinar à nossa torcida apenas um setor da arquibancada?

Para finalizar, deixo aqui uma pergunta: como pode o Canindé estar interditado e o Marcelo Stéfani não?

06 março 2008

Por que tanta ganância?

A inflação acumulada (IPCA) desde o início do Plano Real, em 1994, chega perto de 220%, aponta matéria recente da Folha Online. Em uma analogia, reconheço, das mais simplórias, seria possível calcular o preço atualizado dos ingressos de arquibancada com base no valor cobrado à época. Acrescendo 220% aos R$ 6 de então, chegaríamos, pois, a algo em torno de R$ 19,20. Na pior das hipóteses, os tais R$ 20 exigidos pela corja do Del Nero.

É bem menos do que os R$ 30 que ousa pedir a diretoria do Palmeiras em tempos de vacas-magras. Por sinal, é curioso notar que se investe hoje em um time capenga o equivalente a cinco apresentações daqueles anos gloriosos, em que ganhávamos tudo e mais um pouco.

E eu termino a argumentação com a notícia de que torcedores de nosso maior rival podem hoje, neste dispendioso 2008, pagar os mesmos R$ 30, mas para ver três jogos do Paulistão. É uma promoção atípica, mas reveladora do quanto é injustificável a ganância da diretoria alviverde.

Ah, e os caras ainda têm de pagar aluguel...

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Ainda na mesma temática, devo dizer que me animei ao receber ontem o release da assessoria de imprensa, de que o Palmeiras lançaria uma pacote especial de ingressos para toda a temporada. Parecia que finalmente o nosso clube teria se dado conta de que há torcedores (como eu e muitos dos freqüentadores do blog) que vão a TODOS os jogos e que se disporiam a comprar um carnê para garantir os ingressos que, de outro modo, teriam de ser comprados na bilheteria, um a cada duelo, com igual número de filas, horas de trabalho - e almoço - perdidas etc.

Veio hoje a tal coletiva de apresentação do projeto e, com ela, a decepção: o tal pacote revolucionário fica restrito a míseros 500 lugares do elitista Setor Visa. E o torcedor da arquibancada, aquele que efetivamente apóia o time em todos os momentos, terá de seguir o seu martírio de correr atrás dos ingressos dezenas de vezes por ano.

04 março 2008

O Clássico do Ódio em Ribeirão

Breves considerações sobre o duelo do dia 16:

1. A diretoria do Palmeiras merece créditos por não ter se omitido desta vez. Pode ser condenada por todos os outros jogos disputados longe de SP, mas não por este próximo, exatamente o mais importante. Se
não podemos mandar o clássico em nossa casa, não será por omissão, mas sim pela intransigência quase desonesta do senhor Marco Polo Del Nero e de seus asseclas;

2. Diante da eterna má vontade contra o Palestra Itália (resquícios de 1942?), lutar contra a inversão de mando que só beneficiaria a escória constitui uma enorme vitória;

3. Levando em conta o fato acima e a interminável reforma do Pacaembu, parecia não haver outra solução a não ser levar o Clássico do Ódio para o interior;

4. Ribeirão Preto é longe (e a viagem é cara), mas poderia ser pior. Imaginem só se se tivéssemos de voltar a Rio Preto mais uma vez;

5. O único erro que pode agora ser imputado à nossa diretoria é o de ter assinado este regulamento atual, que cede à FPF os mandos de clássicos e deixa o Santos com toda a vantagem do mundo. Seria digno rever este artigo para os próximos anos;

6. Não teremos direito a concretizar o mando de campo em nenhum dos três clássicos que disputamos nesta fase classificatória;

7. Podem escrever aí: na semana anterior ao clássico, teremos de conviver com as canalhas declarações bambis, na linha "seria melhor se o jogo acontecesse no nosso estádio";

8. Peço desculpas pela contundência da afirmação, mas ela é incontestável: todo e qualquer incidente envolvendo torcedores rivais nos longos 330 km de estrada entre o Palestra Itália e o estádio Santa Cruz, em Ribeirão, no próximo dia 16, podem ser colocados na conta do senhor Marco Polo Del Nero, presidente da FPF e inimigo íntimo do clube para o qual diz torcer.

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No dia em que deveria acontecer o julgamento do Luxa, a FSP me sai com a reportagem "Tribunal "frouxo" definirá punição a Luxemburgo". Porra, frouxo? É ou não é uma tentativa de complicar a nossa vida?

03 março 2008

0 x 1: VENDETTA!



Em apenas um tempo de jogo, Valdívia sofreu um pênalti, não assinalado, e foi impedido de prosseguir em direção ao gol por conta de um erro do auxiliar de arbitragem. Como eu não poderia ter certeza de nada disso lá de onde eu estava - a uns 150 metros de distância -, nem vou tocar muito no assunto.

Melhor falar sobre o gol que foi para a súmula, garantindo a 119ª vitória sobre os gambás, a quarta seguida, todas sem sofrer gol.

O toque preciso de Valdívia, no limite do tempo e do espaço físico, manteve o Palmeiras na briga pela classificação e ostentou no placar o mais bonito de todos os placares: 1 a 0. Melhor ainda: 0 a 1.

Vitória emblemática na tarde em que o Jd. Leonor viu Palmeiras e SCCP jogarem para o maior público do Clássico neste século XXI.

As quase 50 mil pessoas, por sinal, evidenciam a má vontade de parte da imprensa, em especial de um jornaleco que tem ações de marketing em conjunto com o clube alvinegro, para com a torcida do Palmeiras.

Pois foi dito, durante toda a semana, que os corintianos dariam um "show nas bilheterias". Que estava consumada uma goleada, que haveria absoluta maioria alvinegra, que a torcida palmeirense não daria as caras naquele que pode ser o único Clássico do ano.

Claro, a venda de ingressos era notícia, mas não se pode ignorar o histórico comportamento palestrino de deixar para resolver tudo em cima da hora. Vale para a compra do bilhete e para a entrada no estádio.

E, por mais que parte da imprensa tentasse desmotivar os torcedores de última hora - ou seja, quase todos -, fizemos a nossa parte.

Ao final de tudo, o que se viu foi um cenário bem diferente do que fora apresentado pelo jornaleco: dos 49 quase mil pagantes, ao menos 22 mil eram palmeirenses. A maioria alvinegra, 27 mil, não era assim tão esmagadora. No setor das arquibancadas centrais, por exemplo, havia até mais gente de verde; a vantagem alvinegra vinha atrás do gol e, claro, nas numeradas, em especial na cadeira superior laranja.

Tivemos algo como 55% de um lado e 45% do outro. Bastante aceitável se considerarmos que a torcida deles é claramente maior e que o momento não era assim tão favorável para o nosso lado.

E assim, cinco anos depois, tivemos a nossa vendetta:

"VAMOS FESTEJAR!
SEGUNDA DIVISÃO É COISA DE GAMBÁ!"

CHUPA!

119!