26 dezembro 2007

O Palmeiras no BR/08

A CBF divulgou hoje a tabela do Campeonato Brasileiro/2008. Ainda não há definição sobre dias, horários e locais, mas as rodadas estão todas aí, com jogos aos sábados ou domingos e quartas ou quintas. Não há segredos, a não ser eventuais jogos às sextas (deve ter relação com as Eliminatórias). A tabela do Palmeiras segue abaixo.

As boas notícias:

1. Nossos quatro jogos no Rio serão no final de semana, um deles (contra o Flu) provavelmente no sábado. Já podemos programar as viagens desde agora;

2. O mesmo vale para o jogo em Floripa, talvez em um sábado;

3. Fechamos nossa campanha em casa novamente. Com gramado e técnico novos, a história deve ser diferente;

4. Procurei bastante, mas até agora não encontrei os dois clássicos contra o SCCP/SP. Dizem por aí que eles estréiam contra o CRB/AL;

5. Este é o último post do ano. Até 2008!


CAMPEONATO BRASILEIRO/2008

10.05/ 11.05 sáb./ dom. Coritiba/PR x Palmeiras – Couto Pereira
17.05/ 18.05 sáb./ dom. Palmeiras x Internacional/RS – Palestra
24.05/ 25.05 sáb./ dom. Portuguesa/SP x Palmeiras – Canindé
31.05/ 01.06 sáb./ dom. Palmeiras x Atlético/PR – Palestra
07.06/ 08.06 sáb./ dom. Sport Recife/PE x Palmeiras – Ilha do Retiro
13.06/ 14.06 6ª f./ sáb. Palmeiras x Cruzeiro/MG – Palestra
21.06/ 22.06 sáb./ dom. Vasco/RJ x Palmeiras – São Januário
28.06/ 29.06 sáb./ dom. Palmeiras x Náutico/PE – Palestra
05.07/ 06.07 sáb./ dom. Atlético/MG x Palmeiras – Mineirão
09.07/ 10.07 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Figueirense/SC – Palestra
12.07/ 13.07 sáb./ dom. Bambis/SP x Palmeiras – Jd. Leonor
16.07/ 17.07 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Fluminense/RJ – Palestra
19.07/ 20.07 sáb./ dom. Goiás/GO x Palmeiras – Serra Dourada
23.07/ 24.07 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Santos/SP - Palestra
26.07/ 27.07 sáb./ dom. Grêmio/RS x Palmeiras – Olímpico
30.07/ 31.07 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Flamengo/RJ – Palestra
02.08/ 03.08 sáb./ dom. Ipatinga/MG x Palmeiras – Ipatingão
06.08/ 07.08 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Vitória/BA – Palestra
09.08/ 10.08 sáb./ dom. Botafogo/RJ x Palmeiras – Engenhão

16.08/ 17.08 sáb./ dom. Palmeiras x Coritiba/PR – Palestra
20.08/ 21.08 4ª f./ 5ª f. Internacional/RS x Palmeiras – Beira-Rio
23.08/ 24.08 sáb./ dom. Palmeiras x Portuguesa/SP – Palestra
30.08/ 31.08 sáb./ dom. Atlético/PR x Palmeiras – Arena da Baixada
05.09/ 06.09 6ª f./ sáb. Palmeiras x Sport Recife/PE – Palestra
13.09/ 14.09 sáb./ dom. Cruzeiro/MG x Palmeiras – Mineirão
20.09/ 21.09 sáb./ dom. Palmeiras x Vasco/ RJ – Palestra
27.09/ 28.09 sáb./ dom. Náutico/PE x Palmeiras – Aflitos
03.10/ 04.10 sáb./ dom. Palmeiras x Atlético/MG – Palestra
10.10/ 11.10 6ª f./ sáb. Figueirense/SC x Palmeiras – Orlando Scarpelli
18.10/ 19.10 sáb./ dom. Palmeiras x Bambis/SP – Pacaembu?
24.10/ 25.10 6ª f./ sáb. Fluminense/RJ x Palmeiras – Maracanã
29.10/ 30.10 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Goiás/GO – Palestra
01.11/ 02.11 sáb./ dom. Santos/SP x Palmeiras – Vila Belmiro
08.11/ 09.11 sáb./ dom. Palmeiras x Grêmio/RS – Palestra
15.11/ 16.11 sáb./ dom. Flamengo/RJ x Palmeiras – Maracanã
22.11/ 23.11 sáb./ dom. Palmeiras x Ipatinga/MG – Palestra
29.11/ 30.11 sáb./ dom. Vitória/BA x Palmeiras – Barradão
06.12/ 07.12 sáb./ dom. Palmeiras x Botafogo/RJ - Palestra

20 dezembro 2007

As invencionices do sr. Del Nero

Del Nero, o filho, continua a sujar o nome do pai, o grande Del Nero, ídolo do Palestra na década de 40. Não contente com tudo o que já fez para prejudicar o Palmeiras, Marco Polo não mede esforços para manter a pose de grande inimigo do torcedor. A última invencionice veio nesta semana, com a divulgação da tabela completa, com dias e horários até a 16ª rodada, do Paulistão-2008.

Como se não bastassem as cretinices do Sportv e do PPV, temos agora uma miscelânea sem tamanho na grade de horários.

A falta de respeito para com o torcedor é tão acintosa que eu tomo a liberdade de simular a conversa entre Marco Polo Del Nero e um suposto responsável técnico da FPF. Seria o Virgílio Elisio de SP.

Cenário: após tomar conhecimento da tabela preliminar, o presidente chama o responsável técnico em sua espaçosa sala no opulento prédio da Federação Paulista de Futebol. O objetivo é claro: sugerir alterações de acordo com seus interesses.

Esparramado em sua confortável poltrona acolchoada, Del Nero (DN) dá início à conversa com o responsável técnico (RT):

DN: Meu caro, gostaria de propor algumas mudanças...

RT: De que ordem?

DN: Especialmente de horário.

RT: Vamos lá...

DN: Sinto que devemos caprichar um pouco mais. A tabela está boa, mas muito careta, com horários convencionais. Desse jeito, meu caro, você acaba facilitando a vida do torcedor.

RT: Mas... mas não é esse o objetivo?

DN: Entenda que lugar de torcedor é no sofá, e não na arquibancada. Com jogos no domingo às 16h e na quarta às 20h30, você dá motivos para o sujeito sair da sua casa e seguir para o estádio. Isso não está certo. Devemos incentivar a venda dos pacotes de pay-per-view. Precisamos facilitar a vida de quem fica em casa...

RT: Ok. E como fazemos isso?

DN: Bom, o segredo é dificultar ao máximo a vida dos times grandes, que naturalmente levam mais torcida aqui na capital.

RT: ...

DN: Por exemplo, o São Paulo joga no Morumbi. É complicado chegar lá no final de tarde durante a semana, certo?

RT: Aham.

DN: Então é simples: vamos marcar alguns jogos deles para 19h30 no Morumbi. Quero ver o povo se aventurar até lá nesse horário...

RT: Isso é fácil. E os demais?

DN: No caso do Corinthians, a situação se inverte. Como o Pacaembu é bem localizado e tem Metrô, vamos marcar as partidas para depois da novela da Globo. Aí o cara tem que trabalhar cedo no dia seguinte e acaba desistindo...

RT: Bem pensado, presidente.

DN: Hum, se temos partidas às 19h30 e às 21h50, bem que poderíamos colocar um jogo às 17h30. Aí a TV pode transmitir seis horas seguidas de futebol... é bom para quem fica em casa.

RT: Mas... durante a semana, presidente?

DN: E por que não?

RT: As pessoas trabalham nesse horário...

DN: Hum, tem gente que não perde essa mania.

RT: ...

DN: Ok. Vamos pensar em outra coisa. Que tal falarmos do Palmeiras?

RT: Ah, você sempre dá um jeito de complicar mais a vida deles...

DN: Então, estava pensando aqui...

RT: ...

DN: Ahhh! Já sei! Você sabe que o Palmeiras vai fazer os quatro primeiros jogos em Barueri?

RT: Sim, porque o Parque Antár...

DN: Exato! E são três no meio de semana.

RT: E chegar em Barueri, com o trânsito de Alphaville, não é fácil.

DN: Pois é, então a estréia será às 19h30, um bom horário.

RT: Que maldade...

DN: E o segundo jogo será às 21h50. Lá não tem ônibus nem Metrô. Quero ver quem consegue chegar e depois voltar...

RT: Ok, presidente. Vou fazer as mudanças.

DN: Calma. Tem mais. Está vendo este jogo contra o Ituano, na quarta, dia 30 de janeiro?

RT: Sim.

DN: Vamos marcar para 17h30.

RT: 17h30 em Barueri? Numa quarta-feira?

DN: Exatamente. Não é perfeito para deixar o povo longe do estádio?

RT: É...

DN: E o melhor de tudo é que ainda conseguimos fazer uma rodada tripla para a TV: 17h30, 19h30 e 21h50.

RT: Tudo bem. Mas, presidente, o Palmeiras vai jogar três jogos em Barueri durante a semana e nenhum deles será no horário tradicional, das 20h30? Não vai ficar suspeito?

DN: Ah, já pensei nisso. O horário das 20h30 não será esquecido. Tem ainda um Palmeiras x Mirassol na quarta rodada, viu aqui?

RT: Mas é um sábado!

DN: Então, sábado, 20h30, em Barueri. Não é genial?

RT: Desculpe dizer isso, presidente, mas as pessoas têm razão: o senhor odeia mesmo o seu time.

DN: Intrigas da oposição, meu caro. O problema todo é que a torcida do Palmeiras é muito teimosa. Precisamos de um esforço maior para afastá-los...

RT: Bom, o senhor manda.

DN: Aproveite e coloque mais alguns jogos do Palmeiras no sábado às 20h30. Gosto muito dessa idéia.

RT: Farei isso, presidente. E em relação aos clássicos da capital? Devemos criar horários novos?

DN: Bem que eu gostaria, mas a Globo quer transmitir ao vivo para SP. No fundo, é até mais fácil para as pessoas ficarem em casa...

RT: Não deixa de ser...


DN: Por enquanto, é isso. Depois pensamos em outras coisas.

RT: OK. Vou fazer as alterações.

DN: Ah, mais uma coisa...

RT: Diga.

DN: Pegue alguns jogos isolados aos domingos e reinvente aquele horário das 11h...

RT: 11h da manhã?

DN: É, jogos do Sertãozinho lá no interior, do Juventus, do Paulista de Jundiaí, coisas assim...

RT: Mas por quê?

DN: Só pra inovar, mas sem comprometer.

RT: Que maldade, presidente!

***

O resultado da conversa é este:

17.01 5ª f. 19h30 Palmeiras x Sertãozinho – Arena Barueri
20.01 dom. 16h Santos x Palmeiras - Vila Belmiro
23.01 4ª f. 19h30 Marília x Palmeiras - Bento de Abreu
26.01 sáb. 20h30 Palmeiras x Mirassol - Arena Barueri
30.01 4ª f. 17h30 Palmeiras x Ituano - Arena Barueri
02.02 sáb. 18h10 Noroeste x Palmeiras - Alfredo de Castilho
06.02 4ª f. 21h50 Palmeiras x Guaratinguetá - Arena Barueri
09.02 sáb. 20h30 Palmeiras x Guarani - Palestra
16.02 sáb. 18h10 Juventus x Palmeiras - Pacaembu
20.02 4ª f. 21h50 Rio Claro x Palmeiras - Augusto Schimdt Filho
23.02 sáb. 20h30 Palmeiras x Rio Preto - Palestra
02.03 dom. 16h SCCP x Palmeiras - Jd. Leonor
09.03 dom. 16h Bragantino x Palmeiras - Marcelo Stéfani
12.03 4ª f. 21h50 Palmeiras x Ponte Preta - Palestra
16.03 dom. 16h Palmeiras x SPFC - a definir
23.03 dom. 16h10 Paulista x Palmeiras - Jaime Cintra
26.03 4ª f. 20h30 Palmeiras x Portuguesa - Palestra*
30.03 dom. 16h Palmeiras x São Caetano - Palestra*
06.04 dom. 16h Grêmio Barueri x Palmeiras - Arena Barueri

Semifinal: 13.04 dom.* e 20.04 dom.*

Final: 27.04 dom.* e 04.05 dom.*

*Ainda sem definição.

Futuro cada vez mais promissor

Na seqüência de boas notícias para a nação palestrina, temos hoje o anúncio do novo patrocinador, a Fiat. Além de rendimentos na casa dos R$ 20 milhões anuais (tudo fica mais claro aqui), poderemos ter, para alegria de Luydy, o piemontês, a visita da Juventus de Torino por aqui.

19 dezembro 2007

Edmundo, ídolo eterno



Ao longo de toda a vida útil de um torcedor de futebol, poucos são os ídolos de verdade. Dá para contar nos dedos. Os meus são cinco. Pode até ser que outros mais apareçam, mas não parece ser fácil. Edmundo é um deles, já há longos 14 anos. Ídolo eterno, como todos os demais.

É de se lamentar, portanto, que deixe o Palmeiras por conta de uma "filosofia de trabalho".

O genial Edmundo, de 223 jogos, 99 gols e seis títulos com a camisa alviverde, bem deveria encerrar a carreira no Palestra Itália. É pena, mas não será assim.

Por sinal, incomoda saber que alguns torcedores, que disseram besteiras enormes ao longo do ano, eram contra a sua permanência. A ingratidão é um defeito dos mais graves...

Resta guardar na memória cada uma das boas lembranças. Da primeira passagem, pelos meus 12 ou 13 anos, quando ainda não podia ir a todos os jogos em qualquer lugar. E desta segunda passagem, quando tive o privilégio de comemorar no estádio quase todos os 35 gols do Animal.

35 gols em 2 anos!

Não é pouca coisa, ainda mais considerando o cenário que tínhamos.

Como não tenho agora a inspiração necessária para escrever tudo o que gostaria, deixo isso para o amigo Márcio Trevisan, que já o fez, de maneira competente e emotiva, no site da Ponto Verde:


Deus o abençoe por toda a alegria que nos proporcionou, Edmundo.

A confirmação da saída do atacante do Palmeiras, dada ontem à noite pelo vice-presidente de futebol do Verdão, Gilberto Cipullo, não surpreendeu a ninguém. Afinal, já eram muito fortes os boatos dando conta de que o craque não teria renovado seu vínculo, que terminará no próximo dia 31. Porém, a todos nós, que tivemos a sorte de vê-lo em campo com a nossa camisa, fica impossível disfarçar a tristeza e a sensação de orfandade a que fomos relegados.

Este jornalista, claro, respeita a decisão da diretoria e sabe que seria mesmo impossível a permanência do jogador devido à contratação do técnico Wanderley Luxemburgo, que ao que tudo indica será anunciado ainda hoje ou, no máximo, amanhã. Afinal, o atacante move contra o treinador um processo na Justiça Comum no qual o acusa de não ter pago uma antiga dívida que, hoje, superaria a casa dos R$ 600 mil.

O que fica um pouco complicado de entender é o motivo alegado pelo dirigente do Verdão. "Reconheço a importância que o Edmundo teve para o Palmeiras e, claro, não discuto a qualidade técnica que ele ainda possui. Só que à filosofia de trabalho que iremos implantar a partir de 2008 ele não mais se encaixa", disse Cipullo.

Pois bem: dizem que os números não mentem. Então, vamos a eles.

Desde que retornou ao Palmeiras, em janeiro de 2006, Edmundo esteve presente em 89 das 127 partidas que o time disputou - ou exatos 70% dos jogos, porcentagem no mínimo considerável levando-se em conta de que se trata de um atleta com mais de 35 anos. Além disso, com ele em campo o time venceu 40 destas 89 partidas, ou aproximadamente 45% (outro dado inegavelmente positivo).

No que diz respeito a gols, Edmundo marcou exatos 35 deles nesta sua volta ao Palestra Itália. Pode até parecer pouco, talvez de fato o seja, mas vale lembrar que em ambas as temporadas ele terminou como principal artilheiro do time (19 gols em 2006 e 16 em 2007) e que nenhum outro jogador sequer chegou nem perto desta marca: Paulo Baier fez 14, Enílton e Marcinho marcaram 13 cada, Washington anotou 12 vezes, Caio balançou as redes em 10 oportunidades. E estes foram os melhores...

Mas é claro que há o outro lado destes números. Se no ano passado Edmundo terminou como o segundo atleta que mais vezes jogou, com 55 atuações, neste as várias contusões e o longo tempo que teve de ficar de fora o relegaram apenas à 9ª colocação (34 jogos). Para piorar, o erro que cometeu na disputa de pênaltis com o Ipatinga/MG - bateu pra fora o penal que classificaria a equipe à Terceira Fase do torneio - gerou inúmeras críticas por parte daqueles que já não mais o queriam entre nós. Isso sem falar, claro, nos altos salários que recebia e, também, em algumas declarações infelizes que seu gênio ainda levemente intempestivo o fez dar.

Porém, no fundo mais nada disso interessa. E nem mesmo lembrar que, ao todo, ele vestiu nossa camisa 223 vezes, faturou cinco títulos importantes (dois Paulistas, dois Brasileiros e um Rio-São Paulo) e fez 99 gols, quantidade que o coloca entre os 19 atletas que mais vezes marcaram em toda a história do nosso clube. Mas o fato é que, a partir de hoje, Edmundo está autorizado a procurar outro clube ou, então, a encerrar sua carreira, como chegou a pensar seriamente neste ano.

Muito obrigado por tudo, fera. Para nós, os palmeirenses, fica apenas a enorme saudade. Já para ti fica a certeza de que, para nós, serás sempre o nosso único e inesquecível "Animal".


Deixo também o meu agradecimento.

E aos ingratos que pediram a sua saída, logo virá a saudade das invertidas de jogo, dos lançamentos no meio da zaga, dos passes precisos, dos toques mágicos, dos tantos e tantos gols.

E, acima de tudo, de ter um ídolo dentro de campo.

Obrigado, Edmundo!

18 dezembro 2007

A volta do Madureira

Sete anos sem títulos fazem qualquer ser humano engolir o orgulho. Depois de um inexperiente Caio Jr. jogar no lixo três conquistas factíveis em 2007, é bom contar com um Luxemburgo no comando. Ok, o cara é mau-caráter. Mas é tão competente quanto canalha. E, se for para nos levar de volta ao caminho das vitórias, não vejo nenhum problema em esquecer 2002...

***

Luxa no Palestra (93 e 94; 95 e 96; 2002): 97;80-12-5

17 dezembro 2007

Filhotes de Laudo e Adhemar

A genética oportunista sempre dá as caras.

A notícia é: "São Paulo recebe verba equivalente à metade da do COB"

O lide é: "O São Paulo conseguiu do Ministério dos Esportes, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, uma verba para três obras no Centro de Treinamento de Cotia equivalente a mais de 50% do que foi destinado ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para o Projeto Pequim. Para a preparação brasileira à Olimpíada de 2008 o valor é de R$ 26.988.196,95, e a verba do clube paulista é de R$ 13.868.493,51."

Segue a pouca vergonha: "Enquanto o dinheiro destinado ao COB para o Projeto Pequim, que visa preparar as delegações brasileiras para a Olimpíada, será dividido entre 27 modalidades, o São Paulo Futebol Clube tem apenas três destinos para o investimento. Todos eles no Centro de Formação de Atletas Laudo Natel, em Cotia."

Laudo Natel?

Ah, o nome é bem apropriado.

Décadas depois, a escória não muda de tática.

Mas, porra, quase R$ 14 milhões de uma só vez?

Adhemar de Barros e Laudo Natel devem estar orgulhosos...

História? Pra quê?

O tal Casares foi ontem ao programa esportivo de um canal concorrente (lembro que o cara acumula cargos no Jd. Leonor e em uma importante emissora de TV paulistana) e disparou asneiras, uma atrás da outra. Depois de pregar suas idéias marqueteiras e mostrar bichinhos de pelúcia bambis, foi confrontado a respeito do tal projeto de conversão bambi. Saiu-se com mais um daqueles discursos vazios, de falar não em história ou tradição, mas sim em marca, valor de mercado e que tais. Chegou a usar explicitamente o termo "grife" para referir-se ao clube que defende. E deixou bem claro que não medirá esforços para cooptar mais alienados. Para ele, o que não importa não é o coração, mas o bolso. Coisa das mais baixas, que combina bem com o fato de o dia 16 de dezembro ter passado em brancas nuvens para esta escória que desconhece a própria história.

14 dezembro 2007

E o Ibirapuera?

Ainda sobre o caso Barueri:

Ao que parece, o Pacaembu estará em reformas durante a troca do gramado do Palestra. Seria uma opção a menos para a nossa casa provisória. Haveria ainda o Canindé, sabe-se lá em que condições, mas a questão que eu levanto aqui diz respeito ao estádio do Ibirapuera.

Sim, é até surpresa para alguns, mas existe um estádio do Ibirapuera. Fica bem ao lado do ginásio, com acesso principal pela rua Abílio Soares. Já foi utilizado em jogos da Copa SP de Futebol Júnior e de categorias inferiores, e recebeu até mesmo jogos menores de SCCP e SPFC lá pela metade da década de 90. Mas foi só.

Hoje em dia, o estádio Ícaro de Castro Mello está relegado a competições e treinos de atlestimo, além de atividades menos cotadas.

Não sei se existe algum veto da Prefeitura ou mesmo dos responsáveis pelo Complexo Constâncio Vaz Guimarães, mas o fato é que o Ibirapuera, com capacidade para cerca de 15 mil torcedores e localização única, bem poderia ser utilizado para partidas menores, caso destas que abrem a nossa caminhada no Paulistão.

Aí eu deixo a pergunta: ninguém pensou nisso ou existe alguma deliberação em contrário?

No primeiro caso, a falta de visão é dos nossos dirigentes.

No segundo, a falta de visão é de seus mantenedores.

Seja como for, é lamentável que o Ibirapuera seja apenas e tão somente um estádio de atletismo. Seria uma ótima opção para a nossa sede provisória - e mesmo para jogos pequenos.

13 dezembro 2007

10 anos depois...

Com a divulgação da tabela completa da Copa do Brasil (os jogos da primeira fase e o diagrama das fases seguintes), já podemos ter uma idéia dos desafios da Copa do Brasil/2008, 10 anos depois do nosso título. Considerando a projeção de vitórias dos grandes contra os pequenos, eis os possíveis adversários:

1ª fase (27/02 e 05/03)
CENE-MS

2ª fase (19/03, 02/04 e 09/04)
Remo-PA ou Central-PE

Oitavas-de-final (16/04, 23/04 e 30/04)
Sport-PE ou Brasiliense-DF

Quartas-de-final (07/05 e 14/05)
Internacional-RS

Semifinal (21/05 e 28/05)
Vasco-RJ ou Brisa-PR

Final (04/06 e 11/06)
Atlético-MG, Botafogo-RJ, Grêmio-RS ou SCCP-SP

Destino provisório: Barueri

A diretoria do Palmeiras confirma a Arena Barueri, estádio da Prefeitura local, como a casa do Verdão entre janeiro e o começo de fevereiro de 2008. Neste período, serão quatro jogos com mando nosso (16/01 x Sertãozinho; 27/01 x Mirassol; 30/01 x Ituano; e 06/02 x Guaratinguetá).

Já era sabido que a troca do gramado nos obrigaria a jogar fora do Palestra neste início de temporada. Até aí ok. O que eu gostaria de entender é porque a diretoria atual do Palmeiras trata o Pacaembu com tamanho descaso.

Vejamos: o estádio municipal é a praça esportiva mais querida pelos paulistanos. Oferece a melhor visibilidade, tem o acesso mais privilegiado (bem perto da nossa casa, com duas linhas de Metrô, ônibus, grandes avenidas, trem etc.) e é o mais confortável de todos. Para completar, nenhum outro time foi tão bem-sucedido por lá quanto o Palestra/Palmeiras, em especial entre os anos 40 e 70.

A decisão lógica, portanto, seria mandar os jogos por lá. Se isso não aconteceu, só existe uma justificativa plausível: o Pacaembu pode também estar em obras até o início de fevereiro.

Se não for essa a resposta, fica constatado o desapego dessa atual diretoria, que preferiu levar quatro jogos nossos para a periférica Barueri, cidade sustentada por condomínios de luxo e sem qualquer opção de transporte público.

A pergunta é: como chegar a Barueri, um destino sem ônibus, sem Metrô, com uma estrada pedagiada e sufocada pelo brutal trânsito dos Civics e Corollas que vêm e voltam para Alphaville todo dia? E o estádio ainda fica numa tremenda bocada, lá pelo km 32 da Castello.

Pra piorar, três dos quatro jogos acontecem no meio de semana, provavelmente às 20h30 de quartas ou quintas-feiras. Provavelmente, vejam bem. Não duvido nada que a FPF resolva praticar uma atrocidade sem limite: jogo em Barueri numa quarta às 19h30.

Como chegar lá nessas condições?

E quem paga minha gasolina, o pedágio e o estacionamento?

Obrigado por mais este presente, diretoria!

***

*Fotos da Arena Barueri aqui.


*A questão pertinente é: será que pretendem fazer de Barueri a nossa casa pelos próximos dois anos, durante a reforma do Palestra?

12 dezembro 2007

A Arena Palestra



Agora parece ser definitiva a parceria com a WTorre, que prevê transformar o estádio Palestra Itália em uma moderna arena multiuso nos próximos dois anos. Sobre este tema, gostaria de fazer breves considerações:

1. Já que a remodelação do nosso estádio parece inevitável, que seja agora, de modo pioneiro e com suporte integral da iniciativa privada;

2. É de se esperar que se pense no torcedor comum, aquele que enche o Palestra Itália de modo incondicional. Portanto, é bom planejar espaços populares, sem cadeiras, com preços menos ofensivos. Só assim para o torcedor de arquibancada continuar fazendo sua parte;

3. Mesmo em praças desenvolvidas da Europa (tomo a Itália como grande exemplo), os torcedores organizados têm seu espaço preservado, as curvas, com valores acessíveis. Fica em 14 euros, por exemplo, a entrada para uma das curvas do Stadio Olimpico. É possível, portanto, modernizar sem elitizar;

4. É bastante discutível a proposta de construir um shopping dentro da arena. Além de não haver espaço hábil, a não ser nas dependências sociais, ainda é bom levar em conta que já existem dois enormes centros de compra nas cercanias do estádio: o popular West Plaza, em breve Pátio West Plaza, e o elitizado Bourbon Pompéia, com inauguração prevista para o primeiro semestre do próximo ano. Dá até para pensar em eventuais parcerias com esses caras, inclusive para estacionamento e praça de alimentação;

5. Falar em Copa-2014 é besteira. Basta levar em conta o relacionamento espúrio entre CBF e dirigentes do Jd. Leonor;

6. Certas características do estádio devem ser mantidas. A começar pelo Jardim Suspenso;

7. O nome é ARENA PALESTRA! Nada de Arena Santander ou aberrações do tipo! Espero poder levar meus filhos para ver o Palmeiras na Arena Palestra, sem atentados à nossa história!

8. Pergunta sem resposta: onde iremos jogar durante a reforma?



As imagens são do TVV.

11 dezembro 2007

A grama do Palestra



A pedido do Galuppo, abrimos um espaço publicitário para divulgar a campanha "Orgulho de ser Palmeirense". Se você ainda não comprou o seu kit, ainda dá tempo.

Site oficial da campanha:
www.gramadopalestra.com.br

Outras opções:
www.palmeiras.com.br e www.pontoverde.com.br.

***

P.S.: Galuppo, o banner não abre aqui. Você tem o html?

10 dezembro 2007

O marketing purpurina

Temos aqui mais uma análise que dá continuidade ao que eu já havia escrito neste outro texto.

Escreve Luciano Pasqualini, em texto extraído do Parmerista!:

O marketing purpurina
por Luciano Pasqualini

Sim, o São Paulo F.C. vive um bom momento e possui uma boa administração, mas como sabemos a mídia exagera nesta "rasgação de seda". A última cena é a do "batismo tricolor" evocando o "vira-casaca" de torcedores rivais, que a mídia divulga como se fosse uma cartada magistral de marketing, sem qualquer avaliação mais crítica. Ainda bem que a mídia está mudando de mãos, e hoje o torcedor se informa mais pelos blogs e e-mails que por jornais. Vamos aos fatos:

O Fracasso
O SPFC criou este projeto em 26/08/2006 [a data lembra algo ?]. O projeto informa [ainda hoje] que o batismo é realizado aos sábados, com no máximo 20 crianças. Pois bem, em 70 semanas desde seu lançamento, 60 delas não houve a cerimônica por falta de quórum ... e houveram apenas 10 cerimônias, uma delas num brinde aos associados, ou seja, menos de 200 Pais sãopaulinos se dispuseram a pagar os R$ 120,00 propostos pelo Marketing tricolor.

O Tiro no Pé
Para salvar o projeto, o diretor de marketing veio com esta bravata, de que se um torcedor assinar um documento dizendo que era torcedor rival e virou sãopaulino, poderá fazer o batizado de graça, ou seja, receberá o kit composto por uma camisa + 2 fotos + 1 DVD do batismo + 1 botom + 1 vaso com grama do morumbi [outro fracasso, com os restos distribuídos neste pacote].

Resultado previsível
Torcedores sãopaulinos que não tinham recursos para participar, ou achavam caro demais, poderão assinar este documento [é prometido o sigilo das informações], e assim receberá de graça o kit. Em semanas vão divulgar grande procura [ponto positivo], mas não terão nenhum resultado prático de conversão [ponto negativo], terão prejuízo com todo mundo querendo kit de graça [ponto negativo] e vão acabar de enterrar o projeto [ponto negativo].

Virou uma vez...
Ainda que tivesse algum sucesso [o que não acredito], quem vira-casaca uma vez, vira novamente no futuro, ou seja, estariam montando uma base de torcedores fiéis ao momento.

Ética e Caráter
O clube ajuda a vender e incentivar um conceito de ética e caráter que o define, ou seja, se o momento for ruim, "abandone o barco". Esta é a mensagem subliminar da ação proposta pela sua direção de marketing, totalmente deturpada para a formação de caráter e moral de seus seguidores.

Simpatizantes
O clube amplia a fama de torcida que só aparece na boa. Se nos anos 40 a torcida sãopaulina lotava o Pacaembu, nos anos 60 o público sumiu !! Quando disputou a segunda divisão do Paulista de 1991, o Morumbi ficou às moscas ... Esta diferença entre eles e as torcidas do Corinthians e Palmeiras, que se aproximam ainda mais do clube nos momentos ruins, se tornam ainda mais apaixonadas, o marketing deles que trabalha com números, não consegue entender ... ou melhor, entende mas não consegue reverter. Palestrino e corinthiano é formado em casa, na paixão dos Pais, como identificação familiar de gerações. Resta a alternativa de cooptar os que querem sair do armário.

Vergonha da Segundona ou de ser Bambi?
Um dos motes da campanha é a declaração do diretor de marketing, Julio Casares, de que a criança é politicamente incorreta, se sente vulnerável com o time indo mal nas tabelas [segunda divisão no caso do Corinthians], e então prefere associar sua imagem com o vencedor. Há uma verdade nisso, que talvez explique a dificuldade deles em ir além deste ponto, afinal que criança aceita ser chamada de bambi o tempo todo. Tem que ter certa afinidade pra não se sentir ofendida, envergonhada, e resolver mudar de clube...

Julio Cesar Casares
Endeusado por muitos jornalistas, o que poucos sabem sobre o diretor de marketing do SPFC, é que ele é empregador de muitos jornalistas, já foi de outros tantos, e deve ter uma fila de curriculuns ajoelhados pedindo uma oportunidade.
Em 1992, aos 30 anos, ele trabalhava no SBT e se candidatou à vice-prefeito na chapa do chefe, Silvio Santos, pelo PFL [atual DEM], numa aventura que durou alguns dias ... Ficou no SBT até 2004, dizendo que chegariam ao primeiro lugar em alguns anos [como diz hoje no SPFC]. Fracassou, e teria sido demitido em maio de 2004. O SBT quase faliu e hoje luta para se recuperar financeiramente.
De lá foi para a TV Record, na função de Diretor de Planejamento Estratégico, onde hoje divide as funções com o marketing do SPFC.

07 dezembro 2007

Sobre as copas sul-americanas

1. A Copa Sul-americana é tão desprezível que o seu mais recente campeão é o obscuro Arsenal de Sarandi, da Argentina. Seria uma espécie de São Caetano de lá. O problema maior nem é esse, mas sim o fato de a final ter uma divulgação inferior até à do título do Juventus na Copa FPF.

2. Com base nisso, alguém aí realmente acredita que o Palmeiras "se classificou para a Copa Sul-americana"?

3. Não aceito essas incorporações de nomes de empresas ao dos torneios: é Copa Sul-americana e não Copa Nissan Sul-americana. Até porque isso pode mudar a qualquer momento. É o caso da Copa Libertadores da América, que trocou a Toyota pelo Santander. Sim, agora a Conmebol fala em Copa Santander Libertadores.

06 dezembro 2007

Obrigado e boa sorte

Como dito no post anterior, antes de qualquer definição oficial, Caio Jr. é bom sujeito, trabalhador, honesto e tudo mais. Mas não mais seria possível a sua continuidade no cargo. A torcida (organizada) fez a parte que lhe cabia, com a pressão que deve ser exercida sobre um profissional que fracassou – de maneira vergonhosa, diga-se – nas três decisões que enfrentou. Cabe à diretoria decidir quem vem para o seu lugar; que ao menos seja alguém que dê ao time um mínimo de força dentro da nossa casa.

Caio Jr. sai pela porta da frente, numa boa, sem ressentimentos. E pode voltar dia desses, mais maduro, mais técnico, mais à altura do cargo. Por enquanto, que tenha boa sorte para onde for.

Chega de insistir

Caio Jr. é um sujeito muito bem intencionado, honesto e esforçado. Pode vir a ser um bom técnico, muito bom até. Mas não é hoje. Ainda mais notáveis que a dedicação para fazer um bom trabalho são os maus resultados colhidos neste ano. Tomo emprestado um post do Terceira Via Verdão para acrescentar números substanciais ao debate:



Além de toda a análise feita pelo Vicente Criscio, acrescento uma constatação minha: em 28 jogos no Palestra Itália, Caio Jr. perdeu mais vezes (7) do que Luxemburgo (5) em 97. Uma derrota a cada quatro jogos? Só 50% de vitórias em casa?

Pra que insistir no erro?

FORA CAIO JR.!

05 dezembro 2007

A hora da vingança

Personalidades mais reacionárias da parcela gambá (hoje minoria) da imprensa vieram com o seguinte argumento nas horas seguintes ao rebaixamento do SCCP: "Palmeirense não pode comemorar nada hoje; tem mais é que lamentar a derrota do seu time". Chegaram ao ponto de criticar o carnaval que viveu a rua Turiassu após as 18h20. Como se os nossos rivais não tivessem feito coisa parecida em 2002, né?

Fato é que o palmeirense tem todo o direito (não seria dever?) de tripudiar sobre o seu mais tradicional adversário. Não se trata apenas de uma tiração de sarro babaca entre torcedores otários, mas sim de uma vingança pelo ocorrido nos últimos cinco anos.

Notem que não foi por um único ano, o da Série B, mas por cinco. "Segunda Divisão é coisa do Palmeiras"? E agora, como fica isso? Não é justo, cinco anos depois, ensaiar um "Vamos festejar! Segunda Divisão é coisa de gambá!"?

Justo, muito justo. Por tudo o que sofremos.

Agora - e ainda custa acreditar que eles realmente caíram - chegou a hora de eles enfrentarem todo esse martírio. A divulgação da tabela da Série B, a estréia, a sensação de não pertencer àquele lugar, as batalhas, vitórias e derrotas, o retorno da Série A...

Um roteiro pelo qual já passamos e que muito nos ensinou. É de se esperar que nossos rivais aprendam alguma coisa. Que ao menos tragam de lá um pouco mais de humildade.

"Time grande não cai?" Ah, cai. Como caíram Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo...

... e agora eles.

Temos muito a comemorar.

Mas só nós.

Bambis e lambaris deveriam mais é calar a boca, pois seus times de merda fizeram todo o esforço possível e impossível para salvar os caras. O do Santos chegou a ser comovente, seja pelos pontos entregues ao SCCP ou por TODOS os pontos roubados dos times que estavam na briga direta. Dos bambis, então, melhor nem falar.

Já o Palmeiras fez a sua parte com louvor. Dois jogos, duas vitórias, nenhum gol sofrido. E derrotas para Goiás e Paraná.

Cinco anos depois, temos todo o direito de festejar!

***

*Minha alegria é muito mais pelo que sofremos (e pelo que eles fizeram) do que pelo fato em si. É claramente uma vingança. O que incomoda um pouco é a permanência destas merdas como o Goiás na Série A. Pois eu duvido que algum palmeirense não pegue a tabela do Campeonato Brasileiro, lá pela metade de janeiro, e não procure logo de cara as datas dos dois jogos entre Palmeiras e SCCP. Desta vez não será possível; no lugar dos caras estará o Goiás.

*De resto, Paraná e Juventude já vão tarde.

04 dezembro 2007

E a mística do Palestra?

Com a vaga perdida, cogitei atualizar a relação de todos os pontos que nos foram roubados pela arbitragem neste BR-07. Pensei também em falar sobre as artimanhas do STJD ou sobre quaisquer outros fatores que possam explicar mais este fracasso. Faltou coragem pra isso. Pois nada justifica as tantas derrotas em casa, mais ainda uma como a de domingo, vexatória como todas as demais nestes anos 00.

Difícil encontrar a origem de tudo. Bem poderia ser a histórica virada sofrida diante do Vasco, na final da Mercosul-2000. Não sei; poderíamos até retornar um pouco, na eliminação da JH (dois jogos no PA contra um incipiente São Caetano). Ou a 1999, também final de Mercosul, diante de um frágil Flamengo. Ou a 1998, quando Müller e Marcelo Ramos, já nos descontos, acabaram com a mística da nossa casa. Ou, por fim, à mais surpreendente de todas, quando entregamos para os bambis mineiros uma Copa do Brasil que já era nossa.

Seja como for, depois vieram ASA, Santo André, Vitória, Ipatinga, Flamengo, Boca, bambis, Guaratinguetá, Guarani, Atlético-MG...

A mística acabou. O Palmeiras não sabe mais fazer valer o seu mando de campo. A força da torcida e do estádio se perderam diante de um 'fantasma' que a imprensa só pode alimentar com ajuda do próprio Verdão. E como ele se esforça para ajudar...

Por obra do destino, todas as decisões acontecem em casa.

De nada vale.

Jogo após jogo, ano após ano, o medo prevalece.

Os fracassos se sucedem, um após o outro.

É de se esperar que a maldição se perca na
história, junto com o gramado que se vai, tantos e tantos anos depois.

***

FORA CAIO JR.

Não dá mais! O cara teve a capacidade de perder cinco jogos em casa em uma única edição do BR. Cinco! E ganhou quatro míseros pontos nos 18 últimos em disputa. Provou ser um técnico que fraqueja na hora de decidir. Que o digam Guaratinguetá e Ipatinga, lá no primeiro semestre. E o Galo agora. Fato é que ainda se deu ao direito de fazer merda na jornada final, com uma inexplicável mudança, que se revelou equivocada desde os primeiros minutos. E aí o estrago estava feito.

Três eliminações vexatórias em um ano? É o suficiente...

Ok, aí vão perguntar: e quem vem agora?

Sei lá. Foda-se. Tem um monte de nego por aí sem emprego. Só não dá para continuar com um cara que faz tanta besteira e que demonstrou ser um fraco na hora de decidir...

03 dezembro 2007

Que papelão, Galo!

Mais um vexame no Palestra. Não há novidade. Este post serve falar sobre outro papelão, o do Galo, que bateu um Palmeiras que não foi a campo ontem. Talvez contagiado pelo clima da arquibancada, mais preocupada com Goiânia e Porto Alegre do que com o próprio Parque Antártica - e eu havia feito esse alerta.

Fato é que não houve tática, não houve técnica, nem qualquer sinal de organização. Caio Jr. errou desde o início e o time, reflexo dos erros de seu comandante e da própria torcida, viveu uma tarde cinzenta em meio ao sol escaldante, quase um simulacro das tantas noites de derrota nestes anos 00.

Papelão maior, no entanto, fez o Galo mineiro.

Não que deveriam entregar o jogo, pois isso não é coisa das mais simples, mas os caras tinham ao menos a obrigação de não jogar tudo o que jogaram. Sem muita explicação, a Ponte Preta de Minas (de quem é o crédito?) simplesmente fez a sua melhor partida no BR-2007.

E de que serviu isso tudo? Simples: apenas e tão somente para classificar o seu grande inimigo, o Cruzeiro, para a Copa Libertadores da América do ano seguinte.

Difícil acreditar que um time possa fazer tanta força para classificar justamente o seu maior rival. Mas o Galo fez. Jogou como nunca. Venceu como quis. E a torcida, presente em muito bom número, comemorou como se a conquista fosse de seu próprio time. Que nada! Era justamente do inimigo.

Logo a torcida do Galo, a quem sempre respeitei.

Comemoraram a vitória do inimigo? Deve ser por isso que têm apenas um título expressivo em 99 anos de vida.

***

*Detalhe: o texto acima é um desabafo, e nada mais. Eu jamais me propus a fazer análises frias por aqui. É tudo pelo ópica do torcedor, e eu duvido, por exemplo, que algum palmeirense pudesse aceitar uma vitória do Palmeiras para classificar logo os gambás ou os bambis. Jamais; é questão de dignidade. Certos estão os argentinos do Gimnasia de La Plata, que exigiram a derrota de seu time para prejudicar o rival Estudiantes. O Galo fica ainda um pouco menor depois da tarde de ontem...

*E mais: o desabafo seria quase o mesmo ainda que não fosse nossa a vaga perdida ontem. Pois o que está em jogo não é a nossa classificação, mas sim a rivalidade entre Galo e bambis mineiros.

*Sobre mais este fracasso em casa,
escrevo amanhã.