26 setembro 2007

A batalha por um ingresso

Pouco mais de 18 mil pessoas pagaram para ver a vitória do Palmeiras sobre o SCCP, no domingo. Se é quase nada diante do que representa o clássico, muito se deve à fase dos times e, em grande medida, à transmissão ao vivo da emissora-câncer. Também se fala por aí da suposta violência, mas o que ninguém leva em conta é o impacto da recente decisão de não mais vender ingressos em dias de clássicos.

Não poucos torcedores chegam de mãos abanando ao Jd. Leonor. Opções: 1. alimentar a máfia dos cambistas; 2. voltar para casa.


Restringir a venda de bilhetes no dia do jogo é uma solução que não se explica de modo algum, ao menos não nos moldes atuais.

Não à toa, foi tomada na base da pressão de parte da imprensa esportiva (justamente aquela que nunca chegou perto de uma bilheteria) e dos incompetentes do 2º BP Choque.

O argumento é: evitar tumultos e brigas no lado externo.

Rebater é fácil: não há sequer um registro de briga, tumulto ou confusão envolvendo torcedores que compravam ingresso pouco antes de qualquer jogo, clássico ou não. O que existe é incompetência dos clubes e das empresas responsáveis pela venda, as tais BWA e Ingresso Fácil, que merecem prêmios pela extrema incapacidade em executar o que delas se espera.

Confusões já foram vistas em grandes eventos, em finais de campeonato, e é sempre na venda antecipada. Culpa de quem deveria ser responsável pela organização e pela logística do negócio.

Organização? Logística? Planejamento?

Já que falta competência para tanto, é mais fácil botar a culpa no torcedor, que, como sempre, assume o prejuízo.

Se querem institucionalizar a venda antecipada de ingressos, que dêem ao torcedor condições para adquirir os tais bilhetes.

O que não se pode é esperar que o povo seja submetido ao burocrático horário de vendas, aos locais nada acessíveis, aos prazos exíguos, às informações desencontradas e, o pior de tudo, às filas ocasionadas pelo 'genial' sistema da Ingresso Fácil.

Com tudo isso jogando contra, é revoltante ouvir os que defendem a venda antecipada de ingressos como forma de combater a violência (que violência?) nos estádios.

Enquanto sobrarem incompetência e hipocrisia, vai faltar público.

***

Enquete:

O que é mais negócio para os cambistas?

1. Jogos Nestlé?

2. Clássicos sem ingresso na hora?

24 setembro 2007

Nem parecia clássico...

Foi tamanha a inoperância dos gambás ontem à tarde que a maioria verde nem se sentiu ameaçada. O Jd. Leonor assistiu a um clássico de um time só, de pressão única, de semi-massacre na etapa inicial. Ficou barato, e só foi assim pelo goleiro dos caras, que evitou gols e mais gols nossos ainda na primeira metade. O 1 a 0, placar mais bonito do futebol, foi pouco diante do que se viu em campo.

E a estranha ausência de 'medo' neste dérbi tem a ver também com o estranho conformismo do lado alvinegro da arquibancada. Não houve protesto, tampouco revolta, pela derrota. A torcida parecia reflexo do time. Ao final dos 90 minutos, a festa palestrina contrastava com um êxodo quase silencioso do outro lado. Quando não, era uma estranha celebração, quase uma tentativa de demonstrar apoio incondicional, pouco importando o que se passava no campo.

Postura nobre, é verdade, mas pouco condinzente com o momento.

De nossa parte, belo espetáculo com as faixas italianas no laranja, apesar do pequeno público presente (e aqui registrem-se a transmissão direta para SP e as bilheterias fechadas; volto a escrever sobre isso durante a semana).

Ao final, alegria e alívio pela terceira vitória seguida, mais uma sem sofrer gols. E a constatação de que não é o caso de evocar uma vitória épica. Faltou adversário para tanto.

***

CHUPA, VITOR!

45 minutos da etapa final. Na base do desespero, os alvinegros partem em busca do empate. A bola é erguida na nossa área e sobra para Finazzi, o ogro, no bico da pequena área. Antes da finalização, ele desvia o olhar para o canto direito alto do setor laranja. Lá no alto, o assassino de duendes observa a movimentação de seu ídolo maior. Olhos vidrados, lágrimas quase rolando pela face.

O craque-ogro prepara a finalização. Em uma fração de segundos, fixa o olhar naquele cidadão que exterminara duendes, sapinhos e cogumelos na madrugada anterior. E manda o recado: "Esta é pra você, meu fã número um". Emoção na arquibancada. O matador implacável de criaturas míticas sente que se aproxima o momento da consagração. O resto é história...

21 setembro 2007

É domingo!

Domingo é o dia! O Clássico dos Clássicos não tem favorito, como sempre. É o tal respeito à tradição do dérbi, algo que deveria ser levado mais a sério por uns e outros. De toda forma, é de se esperar que transcorra em paz. É jogo pra 22 mil, se tanto, e a culpa maior é do câncer que vai transmiti-lo ao vivo para SP.

Vamos pra cima deles!

14h lá no alto (e não na praça, por motivos óbvios).

***

Detalhe: em caso de vitória, Fernando, o Galuppo, prometeu pagar todas as dívidas de pernil acumuladas ao longo de anos.

20 setembro 2007

A Arrancada Heróica



20 de setembro de 1942.

Pacaembu, São Paulo/SP.

Arrancada Heróica.

Se eu pudesse voltar no tempo uma única vez, seria este o dia.

Dia em que o Palmeiras nasceu campeão.

Dia em que os bambis fugiram.

Dia em que despontou o Campeão do Século XX.

***

Trata-se de um dos capítulos mais gloriosos do Palestra/ Palmeiras. E a história está nos links a seguir, por obra do amigo Márcio Trevisan:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

19 setembro 2007

Questão de respeito

Não sou daqueles palmeirenses que vibram a cada manchete ruim que vem do Parque São Jorge nos últimos tempos. Pelo menos não com estas envolvendo escutas telefônicas, lavagem de dinheiro e trambiqueiros de ordem diversa.

Contentar-se com tais notícias é blasfemar contra o próprio futebol.

Torce-se contra o time, dever de todo e qualquer torcedor.

Vibra-se com um gol, com uma eliminação, até com uma contusão.

Mas não contra o que representa a instituição SCCP.

Não contra a camisa ou contra a história.

Aprendi, desde moleque, a respeitar os rivais, este em especial.

Tanto quanto odiar.

Pois o ódio tem origens várias.

E pode, como neste caso, advir do respeito mútuo.

Palmeiras e SCCP são inimigos que amam se odiar.

Se fazem isso, é em sinal de respeito.

Respeito sempre necessário, mais um pouco em semana de clássico.

Lamento por aqueles que perdem o respeito por um rival digno.

É perder o respeito pelo próprio clube.

Palmeiras e SCCP são eternos.

E opostos, tão opostos, que se atraem.

O maior de todos os clássicos só o que é por este respeito.

Que seja assim no domingo, sem favoritos.

Azar dos alienados que, hoje, na exacerbação máxima da geração vitrine, ousam questionar a força por trás destas camisas.

Pagarão muito caro...

***

Ugo Giorgetti, palmeirense, sabe muito. Vale ler aqui.

18 setembro 2007

Papai STJD

"Ô, pai, aquele menino bobo me xingou".

Personagens:

Pai: STJD, figura onipresente no atual cenário do futebol brasileiro.

O ofendido: o tal Felisbino.

Vítima: o futebol, cada vez mais uma terra de fracotes.

Se o Campeonato Brasileiro de 2007 é aquele em que o tribunal mais foi acionado em toda a história, muito se deve ao time do Jd. Leonor, sempre disposto a criar factóides e agir nos bastidores.

Basta ver o número de manchetes na linha "Clube do Jd. Leonor envia protesto ao STJD..." ou "CJL exige punição..."

Típica atitude de criança mimada, que apanha na rua e corre para chorar com o pai.

Muito estardalhaço por nada.

Isso para não falar em reclamações contra arbitragens, que já renderam 12 pontos, ou no constante jogo de cena para prejudicar rivais (campanha contra o Parque Antártica ou a simulação do eterno reserva, para ficar em dois exemplos).

Nestes tristes tempos em que ninguém mais segura o próprio B.O., a genética oportunista dos leonores dá o tom.

Quem perde é o futebol.

14 setembro 2007

14/09/1942: do Palestra ao Palmeiras



Palmeiras.

Tão grande que comemora aniversário duas vezes por ano.

14 de setembro de 1942.

De Società Sportiva Palestra Italia a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Parabéns!

Pacaembu x Interior

Amigos,

Ficaremos sem o Palestra Itália durante os três primeiros meses de 2008, período necessário para que o gramado, antigo e alvo de reclamações constantes, seja totalmente substituído.

Não entendo nada do assunto, mas o prazo de quatro meses me parece por demais extenso.

De toda forma, a informação está, com exclusividade, no site da Ponto Verde, dos amigos Márcio Trevisan, meu ex-chefe, e Maurício Rito:

AQUI.
Notícia nada boa, não por ela, mas por possíveis conseqüências.

A solução, meus caros, deveria ser simples: Pacaembu.

Assim foi por muitas e muitas décadas.

Nenhum time tem resultados tão bons no estádio municipal.

O problema todo é que covardes da nossa diretoria (incluindo o banana que ocupa o cargo de presidente) defendem a opção de mandar jogos no maldito interior.

Até quando teremos de conviver com essa pataquada?

Que justiça é esta?

O reserva do goleiro de hóquei fez o que fez e pegou um único jogo de suspensão. Por muito menos, Vampeta pegou a mesma pena. Por menos ainda, dois de nossos atletas - Edmundo, incluso - pegaram dois jogos.

Ou seja, o cara fez tudo o que fez, em uma descarada tentativa de prejudicar o Palmeiras, e (quase) nada acontece?


Enquanto isso, Valdívia, com dores nas costas, desfalca o Palmeiras mais uma vez - a quarta. O canalha que o contundiu sequer foi a julgamento. Está aí, como se nada tivesse acontecido.

E a Justiça Desportiva faz o que quer, como e quando bem entende. Prevalecem os interesses de bastidores.

Pouca diferença faz se o tal atorzinho leonor pegar um ou 20 jogos, pois ele é um come-dorme dos mais vagabundos, mas o fato é que a diretoria do Palmeiras age bem ao recorrer da decisão do STJD.

Pode não dar em nada, mas é essencial a manutenção deste clima beligerante contra o time do Jd. Leonor.


***

Sobre isso, mais aqui, aqui e aqui.

13 setembro 2007

Câncer incurável

Uma vez mais, o futebol brasileiro tem de conviver com uma partida de futebol começando depois das 22h. Parece não haver limites para esta corja.

Da FSP:

ENCOMENDA: TV PEDE, E JOGO COMEÇA ATRASADOA partida teve 20 minutos de atraso. Segundo cartolas corintianos, por um pedido da TV Globo, que transmitiu parte do primeiro tempo no intervalo de Brasil x México e parte do segundo após o jogo da seleção. O árbitro Heber Roberto Lopes disse ter sido orientado para entrar em campo às 21h55, mas não explicou o motivo. No site da Conmebol, o horário previsto para o duelo era 21h45.

***


E a falta de limites atinge também os aproveitadores do Jd. Leonor, que estão perdendo o controle. Vejam só que agora eles ousam decidir o que clubes rivais podem ou não fazer. No que depender desta corja - e da imprensa -, não demora muito para que Palmeiras, SCCP e Santos tenham de submeter suas decisões ao crivo dos dos modernos, organizados e revolucionários dirigentes do clube do Jd. Leonor...

Do Painel FC:

Duelo. O encontro entre Antoine Gebran, do Corinthians, e Marcelo Portugal Gouvêa, do São Paulo, teve uma discussão sobre o projeto de estádio corintiano. O são-paulino não gostou da iniciativa. E o corintiano ameaçou não jogar mais no Morumbi.

12 setembro 2007

Olha só quem está falando...

Do Painel FC de hoje:

Dividida
"Acho fantasioso. Está parecendo uma tentativa de encontrar um meio para o poder público entrar nessa área".
Do assessor da presidência do São Paulo JOÃO PAULO DE JESUS LOPES, sobre o projeto de estádio corintiano para a Copa-2014

11 setembro 2007

13 jogos para definir 2008

Pouco interessa agora fazer comentários sobre os dois últimos jogos. Muito tempo se passou e, como eu estive no Rio durante o feriado e só cheguei ao Palestra a tempo de ver a vitória sobre o Goiás, é besteira tecer análises pormenorizadas sobre quinta e domingo.

Gostaria apenas de registrar nossa excursão pelo complexo do Alemão (até o Luydy sabe que era a única maneira de chegarmos a tempo no Maraca), o encontro com o amigo vascaíno Julio César (valeu pela presença em solo sagrado!) e a não tão desagradável experiência de assistir ao jogo das cadeiras azuis (pensei que seria pior).

De resto, os quatro pontos obtidos (e os dois arrancados do Bostafogo) nos credenciam a brigar de igual para igual pelas duas vagas restantes na Copa Libertadores/2008. De agora em diante, são 13 jogos para definir como será o próximo ano:

16.09 dom. 16h Atlético/PR x Palmeiras – Arena da Baixada
23.09 dom. 16h Palmeiras x SCCP/SP – Jd. Leonor
30.09 dom. 18h10 América/RN x Palmeiras – Machadão
03.10 qua. 19h30 Palmeiras x Náutico/PE – Palestra
06.10 sáb. 18h10 Palmeiras x Grêmio/RS – Palestra
14.10 dom. 16h Santos/SP x Palmeiras – Vila Belmiro
21.10 dom. 16h Palmeiras x Paraná/PR – Palestra
28.10 dom. 16h Vasco/RJ x Palmeiras – São Januário
31.10 qua. 20h30 Palmeiras x Juventude/RS – Palestra
04.11 dom. 15h Sport Recife/PE x Palmeiras – Ilha do Retiro
11.11 dom. 15h Palmeiras x Fluminense/RJ – Palestra
25.11 dom. 15h Internacional/RS x Palmeiras – Beira-Rio
02.12 dom. 15h Palmeiras x Atlético/MG - Palestra

Considerando possíveis derrotas para Santos, Vasco e Internacional (até pelo histórico) - e talvez mais uma (Sport ou Brisa) -, o segredo é deixar de lado os empates bobos (em casa e fora). A definição virá na capacidade de marcar três pontos (caso do Santos, com uma campanha 13-3-9. Bizarro, mas eficiente).

Até concordo que é legal ter o equilíbrio de uma campanha 11-7-7, mas é exatamente por causa destes empates que não conseguimos abrir vantagem alguma.

Como a tabela que temos pela frente é bastante favorável, não vejo exagero em sonhar com mais oito vitórias (SCCP, América/RN, Náutico, Grêmio, Paraná, Juventude, Fluminense e Galo, por exemplo). O que vier além disso é lucro, e dá até para considerar um provável tropeço; sete vitórias podem ser o suficiente.

A considerar o prognóstico 7-3-3 nos jogos restantes, fecharíamos o ano com um bom 18-10-10.

Pelas minhas contas, 64 pontos é o que basta para chegarmos lá.

Isso leva a crer que os jogos contra Santos e Vasco (confrontos diretos, fora) e contra a Brisa agora (pela afirmação e porque já passou da hora de marcarmos gols lá) são fundamentais.

De resto, é bom ressaltar que não podemos contar com o saldo de gols. A Libertadores/2008 depende dos pontos que ganharmos.

Vamos que dá, Palmeiras!

***

Pra fechar:

1. É impressionante! Bastam duas atuações boas para o azar logo tirar Edmundo de combate. A sorte continua do lado errado da história. Fica a torcida para ele voltar antes do dia 23.

2. Curitiba, domingo. Quem fecha?

3. Rio, 28/10 (contra o Vasco). Quem vai?

06 setembro 2007

Dossiê bambi

Logo mais, ao raiar do Sol, sigo para o Rio. O Palmeiras pega o Botafogo, à noite, no sagrado Maracanã - que nos traz sorte. Aproveito para passar o feriado na Cidade (sempre) Maravilhosa. No sábado, estarei em São Januário, apoiando o Vasco contra o imundo time do Jd. Leonor. Volto no domingo logo cedo, pois o Palmeiras joga aqui à noite.
Até lá, deixo este blog na companhia de um precioso link do blog Parmerista, que traz a relação de todos os roubos que conduziram o SPFC à condição atual neste Campeonato Brasileiro. Se são nove pontos pelas minhas contas - pois procurei excluir os menos contundentes -, temos aqui 11, todos acompanhados de vídeos que valem mais do que todas as palavras.

Confiram AQUI.

05 setembro 2007

A última da arbitragem

Embora com enorme atraso, é bom perceber que nossa diretoria se manifestou e agiu contra as arbitragens. Ainda que tardio, é um começo. O sujeito que atende pelo nome de Wilson de Souza Mendonça ainda se sentiu no direito de escrever suas cretinices na súmula, mas isso pouco importa.

É de se esperar apenas que este cidadão nunca mais coloque os pés na nossa casa - como prometido pelo Toninho - e, mais ainda, que nunca mais apite um jogo nosso.

As justificativas são muitas, e são bem maiores do que o simples erro (?) do último domingo.

É a última vez que escrevo sobre isso. 

Depois do desmatamento

FSP, ontem, coluna do Daniel Castro:

BOLA MURCHA 1
Uma ala da Globo já defende que a emissora repense os altos investimentos que faz no futebol. Alguns executivos acham até que a rede deve abrir mão do Campeonato Brasileiro, caso o torneio passe a custar quase R$ 500 milhões por ano, devido ao assédio da Record.

BOLA MURCHA 2
O que mais desanima os antifutebol da Globo é a queda de audiência. No começo desta década, os jogos dos domingos beiravam os 30 pontos. Agora, dificilmente passam dos 20. Avalia-se que isso se deve à falta de credibilidade e à fuga de craques para a Europa.

A emissora câncer do futebol brasileiro tanto desmatou o esporte que agora cogita abandoná-lo. Anos e anos de atitude predatória foram suficientes para diminuir a audiência, mas não para que seus executivos reconhecessem a parcela de culpa que compete à emissora. E ainda vêm falar em "altos investimentos"? É muita cara-de-pau.

Se realmente forem ficar de fora, é uma vitória para o futebol!

Aliás, deixo aqui uma rápida pesquisa:

Na sua opinião, qual invenção mais contribuiu para o desmatamento?

a. sábado, 21h45
b. sábado/domingo, 18h10
c. o (recente) fim do horário de sábado, 16h
d. quarta-feira, 21h45 (e já chegou até 22h)
e. domingo, 11h

03 setembro 2007

Ataque e defesa

Vejam que curioso:

1. A melhor defesa do campeonato contou com a ajuda da arbitragem para não sofrer ao menos um gol do Palmeiras. Aliás, o gol aconteceu, mas foi covardemente anulado. E agora o mau-caráter tem a cara-de-pau de comemorar um recorde que só existe graças a um terrível erro (?) de arbitragem.


2. O melhor ataque do campeonato só prevaleceu depois da palhaçada - mais uma - do pobre diabo Mendonça. Antes do roubo, o Palmeiras já tinha colocado uma bola na trave e poderia até mesmo reclamar de um pênalti. Poderia, vejam só, não fosse a nova regra do futebol, que proíbe pênaltis a favor do Palmeiras.
Depois disso, da bola na trave e da expulsão, aconteceu o que se viu...

Assim fica fácil...

***

Por sinal, é bom notar que:

1a. No Mineirão, o Palmeiras foi roubado contra o Cruzeiro.
1b. No Mineirão, os bambis foram ajudados contra o Cruzeiro.

2a. Em Curitiba, o Palmeiras foi roubado diante do Paraná.
2b. Em Curitiba, os bambis foram ajudados contra o Paraná.

3a. Em SP, o Palmeiras foi roubado diante do Inter.
3b. Em SP, os bambis foram ajudados diante do Inter.

Isso tudo sem falar no roubo do confronto direto.

Assim fica ainda mais fácil liderar, não?

***

Muito em breve, mais vídeos com erros da arbitragem (sempre contra o Palmeiras e a favor do SPFC) e um post com a classificação do BR-2007 sem estes erros.

02 setembro 2007

A arbitragem é também o melhor ataque

“Erros de arbitragem acontecem contra todos os times”.

É esta a frase-clichê utilizada como desculpa pelos torcedores de times que estão acostumados à benevolência de juízes e bandeirinhas.

Não é o caso do Palmeiras, roubado pela 9ª vez em 23 jogos.

Dirão os amigos do apito: “É um número alto, mas o Palmeiras deve ter sido favorecido em algumas outras partidas, não?

A resposta é NÃO!

Lá se vão 23 jogos, nove dos quais com a influência da arbitragem. E o Palmeiras, único time sem ter sequer um pênalti marcado a seu favor, ostenta também a marca de nenhum erro de arbitragem (decisivo) que o tenha beneficiado.

Na dúvida – ou mesmo na ausência dela –, basta apitar contra nós.

Foi assim na quarta-feira. E hoje também.

Parece forçado colocar sobre um único lance a culpa por um 0-5, mas é fato que o jogo seguia equilibrado até que o elemento resolvesse expulsar o nosso principal marcador em um lance que nem falta foi.

A expulsão desmontou o time. Veio um gol na seqüência, por onde deveria estar o Pierre, e deu no que deu...

Sabe-se lá como seria o jogo sem isso.

Aos 20 e poucos minutos, o elemento acabou com este jogo. E já nos complicou para o seguinte, coincidência ou não contra o Botafogo/RJ.

O mais chocante é que o sujeito que armou um contra-ataque e nos roubou contra os bambis na Libertadores/2006 estava afastado da Série A. E voltou na rodada passada para apitar Figueirense x Palmeiras. Uma semana depois, o nosso jogo de novo?

Não pode ser coincidência.

É imperativo que a nossa diretoria tome alguma providência.

Este infeliz não pode nunca mais apitar um jogo nosso.

A bem da verdade, já deveria estar morto depois do que fez.

Aliás, eu defendo alguma atitude drástica:

1. Abandonar o campeonato (idéia do Luiz)?;

2. Deixar a torcida invadir o gramado do Palestra ao menor sinal de má intenção? Perderíamos alguns mandos de campo, é fato, mas eu duvido que alguém voltaria a nos roubar em casa;

3. Não entrar em campo no próximo jogo, em protesto contra a arbitragem? Fosse qual fosse a conseqüência, ao menos não ficaremos calados diante da contradição entre um time ganhar nove pontos da arbitragem enquanto o outro é prejudicado em nove jogos.

Só não pode ficar desse jeito.


***

A lista completa dos jogos em que fomos prejudicados:

12ª rodada: Palmeiras 2 x 2 Santos/SPO segundo gol do Santos nasceu de uma falta inexistente.


13ª rodada: Paraná/PR 1 x 0 PalmeirasValdivia, em posição legal - menos para o bandeira -, empata o jogo.

14ª rodada: Palmeiras 3 x 2 Vasco/RJ
Dois gols anulados, um deles absolutamente legítimo.

15ª rodada: Juventude/RS 1 x 1 PalmeirasPênalti não marcado a nosso favor.

16ª rodada: Palmeiras 1 x 2 Sport Recife/PE
Pênalti inventado a favor dos caras.

17ª rodada: Fluminense/RJ 0 x 1 Palmeiras
Falta fora da área vira pênalti, não convertido, para os cariocas.


18ª rodada
: Palmeiras 1 x 1 Internacional/RS
Logo de cara, pênalti não marcado. Por sorte, o gol veio na seqüência. Aos 44 do segundo tempo, no entanto, outro pênalti. E mais um roubo.


22ª rodada: Palmeiras 0 x 1 Bambis/SPO auge.

23ª rodada: Cruzeiro/MG 5 x 0 PalmeirasPierre nem faz falta e é expulso. 20 minutos de jogo. O time desaba.

01 setembro 2007

O Palestra e a segurança

O Clássico do Ódio aconteceu no Palestra Itália, como tinha de ser.

E nada de errado ocorreu, como já era sabido por todos.

Ou melhor, por quase todos. Menos por quem não queria saber.

Se foi assim, sem incidentes, em 2005 e 2006, em Libertadores, por que não seria agora, em uma simples rodada de Brasileiro?

Estádio mais seguro desta metrópole caótica, o Palestra foi vítima de uma perseguição sem precedentes nas últimas semanas.

Já havia falado sobre o assunto aqui, aqui, aqui e aqui.

Deixando de lado a ladainha leonor, típica desta corja que se arrasta pelos bastidores sórdidos do futebol, coloco em debate a postura da imprensa, que se prestou a um papel deprimente, e, o pior, da corporação que deveria se responsabilizar pela segurança do torcedor.

O clima de guerra criado antes do clássico atende apenas aos interesses do nosso inimigo. E é espantoso – ou não? – que a imprensa tenha mergulhado de cabeça, sem pensar, neste mar de lama.

Atiçada pelo próprio major do 2º BP Choque, que lançou bravatas despropositais muito antes, a mídia se lançou em uma cruzada contra o Palestra Itália.

De repente, parecíamos estar de volta a 1942.

Sem o mínimo de apuração, princípio básico do jornalismo, os veículos de comunicação encamparam o discurso sensacionalista da insegurança e do caos. A troco de nada. Sem questionamentos, criou-se um cenário caótico, em que parecia factível imaginar pessoas sendo executadas no meio da rua, em bairro nobre da zona oeste.

Ninguém foi investigar o histórico de brigas e/ou incidentes ocorridos dentro ou fora do Palestra. Tampouco houve quem se dignasse a fazer comparações com outras praças esportivas desta capital.

Estranho, não?

Nem tanto; se fossem atrás, a matéria cairia.

Pois não encontrariam nada que depusesse contra o Palestra.

Nada, absolutamente nada!

E não se trata de preguiça; foi pura má vontade.

Vou me ater a um único exemplo, a Folha de S. Paulo.

Abre do caderno de Esportes na quarta:
"Riscos do clássico vão da tabela às arquibancadas"

Até aí, tudo no embalo da cruzada anti-Palestra.


Na sub, o papelão da 2º BP Choque:
"PM recomenda 'disfarçe' e torce por frio e chuva"
Comprovação clara da incompetência da autoridade policial, ainda mais evidente com aquela aberração que é o isolamento entre as torcidas.
O problema maior, no entanto, era o abre da segunda página.
Manchete: "Estádio não tem padrão da Fifa para segurança".
Tendenciosa, a matéria deixou duas perguntas sem resposta:
1. Que estádio brasileiro atende a este tal padrão?
2. O que tem a ver a Fifa (e a Copa do Mundo, gancho da reportagem) com o clássico daquela noite?

Em linhas gerais, o papel dos demais veículos de imprensa não foi muito diferente do observado na FSP.

Sensacionalismo barato e ausência de apuração deram o tom.

Pior que isso, só mesmo o 2º BP Choque.

Para azar deles todos, PM, MP, FPF e mídia, não houve um genocídio nas imediações do Palestra Itália. As pessoas foram, viram o jogo e voltaram para suas casas.

Houve quem torcesse pela violência.

Até campanha fizeram.

A verdade e os fatos prevalecem.

Sigamos, pois, contra tudo e contra todos.

Melhor que seja assim.