28 fevereiro 2007

O que o clássico não faz...

Amoroso, atacante dos caras, lança: "Nunca perdi para o Palmeiras"

Detalhe: em mais de 15 anos de carreira, foram três jogos.

Frase inofensiva, quase pueril.

Mas a imprensa crava: "Amoroso chama o Palmeiras de freguês"

Três jogos. Duas vitórias (ambas por 1 a 0) e um empate em três gols.

Dá-lhe imprensa esportiva!


***

Como não tenho orkut, deixo aqui registrado:

PARABÉNS, LUIGI!

27 fevereiro 2007

Paulistão-2007: o que é pior?

Como a metade inicial da fase classificatória ficou para trás, já é possível colocar em debate tudo o que existe de ruim em mais este torneio com a chancela Marco Polo Del Nero. Como eu não consigo escolher apenas um, deixo a questão para vocês: o que é pior?

a. O preço dos ingressos
Já virou rotina, infelizmente...

b. O desrespeito (da FPF) ao Hino Nacional
Quanto preciosismo para nada. Pobre hino...

c. Aquela bizarra família que enche o saco a cada jogo
Quem foi o idiota que inventou aquilo lá?

d. O malfadado cadastramento das torcidas organizadas
De 2ª a 6ª, das 12h às 18h?

e. Os mascotes dos clubes, um circo de horrores
O do Santos, coitado, não consegue nem andar pelo gramado...

25 fevereiro 2007

Pra lavar a alma

E foi em dose dupla: pela vitória finalmente obtida naquele maldito estádio e pela tempestade que lavou a alma de todos que lá estivemos. Literalmente. Uma chuva comparável àquela, memorável, do Palmeiras 3 x 1 SCCP pelo BR-98. Depois de hoje à tarde, aposto que tem nego aí com a mão ainda em estado de decomposição.

Vamos com força contra a gambazada!

***

Por falar nos caras, um breve comentário:

Palmeiras 1 x 1 Bragantino, Pacaembu, 10/02/2007.
Um atleta do time de Bragança, já com amarelo, faz uma falta para amarelo. E eis que o árbitro decide advertir um outro jogador deles, e não o que fez a falta. E tudo segue...

SCCP 1 x 1 Rio Branco, Pacaembu, 24/02/2007.

Um jogador do Tigre, sem advertência anterior, faz falta para amarelo. Eis que o juiz tem a bela idéia de punir um outro atleta, que nada fez, mas que já tinha o amarelo. 1 + 1 = 2. E tudo segue...

Domingo o bicho vai pegar!!!

***

Grade 2007: ranking parcial


Atendendo a pedidos – e como chegamos à 10ª rodada do Paulistão –, publico aqui a classificação atualizada dos jogos em 2007:

1. Rodrigo: 7/7; 100%; 3 = 10
2. Guto: 7/7; 100%; 2 = 9
3. Luigi: 7/7; 100%; 1 = 8
4. Vitor: 7/7; 100%; 1 = 8
5. Diego: 6/7; 85.7%; 1 = 7
6. Luiz: 6/7; 85.7%; 1 = 7
7. Marcel: 6/7; 85.7%; 1 = 7
8. Zoinho: 5/7; 71.4%; 2 = 7
9. Mauricio: 6/7; 85.7%; 0 = 6
10. Giovanni: 4/7; 57.1%; 1 = 5
11. Serginho: 4/7; 57.1%; 0 = 4
12. Ricardo: 0/7; 0%; 2 = 2

*Vale lembrar que, por motivos óbvios, jogos em São Caetano (e Santo André, Barueri ou qualquer outra cidade da Grande SP) entram na lista como se fossem em casa.

23 fevereiro 2007

Cinema pré-Oscar

A barra lateral apresenta os melhores filmes que eu vi no cinema em 2007, e isso, em grande medida, basta para emitir minha opinião sobre o Oscar deste próximo domingo. Há ainda os que foram lançados em 2006 e que, por isso, encontram-se na lista que vem logo abaixo. De qualquer maneira, faço aqui breves considerações.

De cara, digo que The Departed (na lista de 2006) é, de longe, o meu preferido para levar o prêmio principal da noite. Mas não me surpreenderia se este ficasse com Babel ou Letters from Iwo Jima - não vejo injustiça se for o segundo. Com o cenário tão aberto, há quem aponte até o alternativo - sob o ponto de vista das engrenagens industriais de Hollywood - Little Miss Sunshine como provável azarão. Eu bem que gostaria.

Já que citei um dos filmes de Clint Eastwood sobre a batalha de Iwo Jima, ressalto que a iniciativa de encarar este conflito sob dois pontos de vista diferentes já é digna de aplausos. E os dois filmes são ótimos - o 'japonês', bem melhor, já um clássico do gênero. A estatueta de melhor diretor, no entanto, tem de ficar com Scorsese. Por justiça - com atraso, mas justiça - e por reconhecimento. É o que se espera.

Acredito ainda que o pouco badalado El Laberinto del Fauno deve levar pelo menos dois Oscar, um deles por melhor longa-metragem estrangeiro, e é justo que isso aconteça. Babel foi uma decepção, o oposto de The Queen. Por falar neste, Helen Mirren sozinha levaria o filme nas costas, mas ele não é só isso; é mais relevante do que pregam algumas análises superficiais.

Ainda na categoria dos intérpretes, Forest Whitaker fica com o dele, mas Leonardo DiCaprio (excepcional em The Departed e em Blood Diamond) já merece um também. De resto, Eddie Murphy e Rinko Kikuchi são minhas apostas entre os coadjuvantes.

E há Borat, que merece um post só pra ele. Vi o filme há duas semanas, em uma pré-estréia, e já pensei algumas vezes em escrever sobre. Faltou inspiração, mas fica aqui a recomendação: assistam!

Como já escrevi demais, deixo aqui as minhas preferências em todas as outras categorias. Eu disse 'preferências' e não 'palpites'. Gostaria de escrever sobre as duas, mas falta tempo. Vamos lá:

Roteiro original: Letters from Iwo Jima (mas como foram esquecer Stranger than Fiction?)

Roteiro adaptado: Children of Men

Filme estrangeiro: El Laberinto del Fauno

Animação: Cars

Fotografia: Black Dahlia

Edição: United 93

Direção de arte: El Laberinto del Fauno

Figurino: Dreamgirls

Maquiagem: El Laberinto del Fauno

Efeitos visuais: Pirates of the Caribbean - The Dead Man´s Chest

Som: Flags of our Fathers

Edição de som: Flags of our Fathers

21 fevereiro 2007

De brincadeira em brincadeira...

Marcos diz estar cansado de assumir os erros da defesa. Meio sem querer, acusa seus defensores de terem falhado no gol único do Rio Claro, no sábado. Ok, eu até concordo que os 35 zagueiros e 39 volantes do sr. Caio Júnior teriam a obrigação de afastar a bola cruzada pouco à frente da pequena área. Mas a questão que se coloca é: o que deu origem ao escanteio?

Vejamos: bola recuada para o nosso camisa 1. Duas opções: bicão pra frente ou dominar e sair jogando com o defensor mais próximo. Marcos fica com a terceira. Mesmo sem qualquer habilidade com os pés, decide fazer graça. A idéia era fazer embaixadinhas? Não sei, mas fato é que a bola, erguida com os pés, chocou-se contra o seu peito (ou seria queixo?) e foi para a linha de fundo.

Lance bizarro, patético, grotesco. Mas absolvido por todos que estávamos no estádio.

Deste escanteio nasceu um segundo, pelo mesmo lado. E aí o gol.

Daí a culpar Marcos por mais este empate cretino vai uma longa distância, mas não se pode negar que sua brincadeira teve influência direta nestes dois pontos jogados no lixo. Especialmente porque é inevitável o link com todas as demais firulas que têm impedido o Palmeiras de efetivamente seguir o "caminho certo" apregoado por muita gente (eu, inclusive, tempos atrás).

Firulas, firulas e mais firulas.

Não apenas do tal de Caio, mas também do chileno, dos atacantes todos - sem exceção - e mesmo de quem não deveria estar no ataque, mas está. Brincadeira demais. Gols perdidos em profusão. E classificação ameaçada, por um triz.

Resta agora ganhar os próximos três jogos, complicadíssimos, para sonhar com alguma coisa.

Logo de cara, o Azulinho no ABC. Jogo feio, sempre, e derrota, quase sempre. Difícil fugir disso quando se entra em campo com um retrospecto 1-2-7 naquele estádio.

Depois o clássico contra os gambás e o Noroeste, em casa.

Nove pontos nestes três jogos?

Levando em conta tudo o que vi nas 10 primeiros apresentações da temporada, é improvável. Eu não acredito.

O tal "caminho certo" fica para a Copa do Brasil. Ou nem isso...

15 fevereiro 2007

"La Doce es Harvard"

Saiu ontem no Olé:

Colegio de animales
Los barras encontraron otro nicho: enseñan sus métodos violentos a los ultras de México y Colombia, y cobran en dólares. El tema está en la mira de los gobiernos.


En México están alarmados. La centenaria y famosa convivencia pacífica entre hinchas de distintos clubes se terminó. Y la escalada de violencia llegó a tal punto que la Federación Mexicana de Fútbol decidió tomar medidas urgentes, entre ellas la clausura de estadios y un registro de hinchas violentos. "Se busca que el fútbol vuelva a ser familiar, como hasta hace poco tiempo", declaró el secretario de la FMF, Decio de María.

En Colombia están alarmados. Las peleas entre las barras cobraron en los dos últimos años una violencia y una inteligencia organizativa inusual. Lo que eran pequeñas riñas pasaron a ser guerras generalizadas dentro y fuera de los estadios, con emboscadas en las carreteras que unen Cali con Medellín.

En Argentina están alarmados, pero no sorprendidos. Según informes que manejan en Seguridad en Espectáculos Futbolísticos y en la Policía Federal, nuestros barras encontraron un nuevo nicho para hacer negocios con la violencia: exportar sus métodos a Latinoamérica. Así, asesoraron y armaron barras de equipos de México y Colombia, tanto en la faz organizativa como en la musical. Les enseñaron cómo recaudar fondos producto de la extorsión a las dirigencias y los planteles, cómo obtener ganancias de las reventas de entradas y la forma de cobrar peaje a los vendedores informales de merchandising. Y la maestría en barrabrava no sale gratis: se cobra en dólares.

"El año pasado hubo un congreso sobre violencia en el fútbol en Pachuca y otro en Cali. Ahí fue cuando nos enteramos de la problemática y la gente de seguridad de esos países nos pusieron al tanto de lo que estaba ocurriendo", le confirmó a Olé un hombre del Gobierno. "Nos mostraron fotos de un partido en Colombia donde mezclados con las barras había argentinos con camisetas de Chacarita, Boca y River dándoles órdenes y explicándoles logística de cancha".

El aumento de los índices de violencia en ambos países demuestra que los alumnos aprobaron la materia. El año pasado, Di Zeo había admitido que asesoraban a ultras del exterior. "La Doce, para los barras de todo el mundo, es Harvard. Vienen acá a aprender", afirmó mientras mostraba a cámara al supuesto jefe de una barra española.

Los estudiantes más aventajados resultaron ser los de Pumas, Tigres y América en México, y los equipos de Cali en Colombia. De hecho, el jefe de Pumas, apodado Nariz, estuvo dos veces en Buenos Aires parando en el hotel Intercontinental y aprendiendo in situ con la gente de Boca. Una vez hecho el intercambio en presencia, el asesoramiento continúa vía Internet, donde hasta les mandan canciones de cancha en formato mp3 con la música que se escucha aquí, pero con letras adaptadas para cada realidad. Eso provocó un problema adicional. Cuando los Auténticos Decadentes tocaron en Monterrey, los hinchas de los Rayados cantaban con letra de cancha y los de Tigres, también. Se agarraron y el recital se suspendió. Bizarro, ¿no? Sí, pero real.

Carta aberta de amor

Grandes textos merecem reprodução em larga escala. Sobre futebol, então, mais ainda. É algo que independe de paixão clubística. Vamos então com mais um, brilhante, do Torero, na FSP de hoje:

Carta aberta de amor despudorado

Por que você não volta para mim? Por que você não volta para nós? Eu sei que você está infeliz nesta sua nova vida. Volta. Eu vou lhe receber de braços abertos.

Sim, você me abandonou, me trocou por outro mais rico, mais bonito, mas eu não tenho mágoa. O verdadeiro amor perdoa. O verdadeiro amor não tem orgulho. O verdadeiro amor não tem honra, decência nem pudor. O verdadeiro amor se ajoelha, agarra joelhos, chora e implora. Eu não quero dignidade, só quero você de volta. Só quero que você me faça chorar de vez em quando. De alegria ou de tristeza, tanto faz, desde que você esteja aqui.

O que adianta você ficar aí na sua mansão, com seu carro importado, se você está triste? O que adianta ficar longe de mim se você não faz o que gosta, se não faz mais o que eu gostaria que você fizesse? Deixa de bobagem e volta para casa.

E daí que eu não sou rico? Aqui tem mar, aí não tem. Aqui você é amado, aí não é. Aqui eu e todos ficamos à sua volta, aí nem ligam para você.

É melhor o meu copo de requeijão do que as taças de cristais daí. É melhor o meu fusca do que o Mercedes dele. É melhor o nosso sambinha em caixa de fósforo do que qualquer dessas sinfônicas que tem por essas bandas. Eu sei que você seria mais feliz do meu lado, do nosso lado. Deixa de bobagem e volta para cá.

Nas fotos que saem nos jornais, eu não vejo mais você sorrindo. E você sabia rir tão bem... Lembra de quantas risadas você dava aqui? Aposto que lembra. E também por se lembrar delas é que você é infeliz aí.

Fala a verdade: você já teve momentos felizes aí como teve aqui? Fala! Diz para mim! Aposto que não. E a gente ainda pode ter muitos momentos como os que já tivemos. Muitos! Mas aí, com esse outro... Duvido! Aí vai ser só cenho franzido e siso. Aqui é só gargalhada e riso.

Pense bem: para que perder a sua juventude longe de mim? E depois eu vou lembrar de quê? Você vai se lembrar de quê? Eu sonhava com uma velhice em que nós dois lembraríamos os momentos maravilhosos que passamos juntos. Mas agora não teremos mais esses momentos. Você está jogando fora nosso futuro. Volta, antes que seja tarde.

Muita gente cochicha em seu ouvido que o certo é ficar longe de mim, porque eu sou pobre e moro numa cidadezinha à beira-mar. Mas essa gente não vai lembrar de você para sempre. Eu vou.

Deixa de ser bobo e volta, Róbson. Volta a ser Robinho.

Deixe esse Real Madrid e venha para o Santos, para os santistas, para os brasileiros. Sim, eu sei, você vai ter que se contentar com um salário menor, mas dá para viver com R$ 500 mil (eu imagino). É claro que nas europas você ganha mais que o dobro, mas e daí? Você nunca vai conseguir gastar tudo mesmo.

Lembra da torcida gritando seu nome quando você ainda estava no vestiário? Eu sei que lembra. Quando eu o entrevistei na Copa, seus olhos brilharam quando você me contou isso. Lembra dos dribles em cima do Rogério? Das vitórias sobre o Corinthians?

Aqui você foi campeão, foi levantado nos ombros da torcida, enrolou-se na bandeira do time, foi um deus. Aí, foi reserva. Um deus não pode se sentar no banco de reserva, mesmo que ele seja coberto com couro de antílope e forrado com penas de ganso.

O seu lugar é correndo pelo gramado.

Você vai ter mais uns dez anos de carreira. E vai lembrar desses dez anos por toda a vida. E lembrarão, ou esquecerão, de você por conta destes dez anos. É a sua eternidade que está em jogo. Você foi para Madri porque queria ser o melhor do mundo. Aqui o pessoal já acha você o melhor do universo. Volta Róbson, volta a ser Robinho!

14 fevereiro 2007

1 a 0. E só

Vencer o Operário/MT hoje à noite com uma vantagem igual ou superior a dois gols significa eliminar o jogo de volta, aqui. Seria bom para descansar nossos exauridos atletas, recuperar aqueles que estão com contusão muscular, ganhar uma semana de folga e evitar desgastes. Mas o que precisa ser levado em conta é que fomos punidos, no final de 2006, com a perda de um mando de campo, e a 'dívida' tem de ser paga exatamente no primeiro jogo oficial organizado pela CBF, ou seja, a nossa estréia em casa pela Copa do Brasil. Eu penso que é melhor jogarmos sem torcida contra o tal Operário e matar de vez essa punição. Até porque o adversário seguinte virá do confronto entre Vitória/BA e Ipatinga/MG. Bem mais complicado. E aí, meus caros, jogar com os portões fechados pode não ser boa idéia.

13 fevereiro 2007

A falta do que fazer

O que tem de nego aí sem ter o que fazer neste início de ano não é brincadeira. Como se não bastasse o Del Nero inventar uma merda a cada dia, ainda temos de agüentar uma safra de desocupados que não pára de crescer.

Primeiro, foi o promotor que apareceu do esgoto na semana passada sugerindo que o Parque Antártica fosse vetado para os clássicos estaduais. Depois foi a vez de os guardinhas desocupados da PM chegarem ao cúmulo de propor a interdição do Palestra - sem motivo! E agora, por falar em estádio, vem um vereadorzinho de merda e apresenta um projeto de lei para derrubar o tobogã do Pacaembu.

Isso, é claro, para não falar do tal major que segue o mesmo caminho de dois de seus antecessores. A incompetência é a mesma, mas a capacidade de criar factóides é o que mais impressiona. Daqui a pouco vai baixar o espírito do Rego e ele vai querer proibir mascotes com "cara de mau", citações políticas e frases em Italiano. Só falta isso...

Quem é vagabundo?

Não vi as tais imagens - os jornais de hoje falam sobre o fato -, motivo pelo qual apenas reproduzo, na íntegra, sem alterações e com a minha concordância, o protesto abaixo, extraído do fórum da Mancha:

No programa Domingo espetacular, mostrou uma gravação feita por um cinegrafista amador, na Pça. Charles Miller, antes do jogo do Palmeiras, onde 8 soldados da Guarda Civil abordaram 2 torcedores do Palmeiras. Os agentes, deram vários tapas na cara dos dois (que aparentavam seres menores de idade), borrachada, fizeram gestos ameaçando atirar nos palmeirenses, fizeram os dois engulirem papeis que eles acharam na carteira dos dois, e para terminar mais uma brilhante ação das "otoridades" eles ROUBARAM, isso mesmo ROUBARAM, o ingresso dos dois Palmeirenses!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Porque será que não passou nada disso em nenhum programa esportivo???????? Porque o Flávio Prado não aparece agora para chamar a Guarda Civil de um bando de Vagabundos!!!!!!! Porque o prefeito, que se diz tão indignado com algumas coisas, não aparece para chamar os guardas de VAGABUNDOS!!!! E o Promotor, será que agora ele vai pedir a extinção da guarda civil??????? Que aliás a única coisa que eles fazem é bater em camêlo, que está trabalhando para sustentar a família honestamente!!!!!!!! E o Major Botelho, que se preocupa tanto com o hino nacional, vai tomar quais medidas agora?????????? E o pior é que no fim da reportagem, o reporter entrvistou o comandante da Guarada civil, para que ele analisasse as imagens, e ele na maior cara de pau do mundo, disse que dos 8 que abordaram os palmeirenses apenas dois agrediram os palemeirenses os outros 6 "APENAS" estavam olhando!!!!!!!!!!!! E que os soldados já foram tirados da ruas e vão fazer serviços internos!!!!!!!! O comandante deveria prender os 8 VAGABUNDOS da guarda civil, por roubo!!!!!!!! Pois nas imagens mostra claramente eles ROUBANDO, e o pior usando a lei e o Estado para fazerem isso!!!!!!! Esse é o nosso Brasil, e ainda querem que se respeite o hino nacional!!!!!!!!!

12 fevereiro 2007

Os filhos da puta

Vocês bem sabem o que penso dos árbitros de futebol, certo? Pois falemos sobre aquele atende pelo nome de Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, que já sinaliza, desde o início de sua maldita carreira, ser daqueles que mais merecem a nossa indignação.

Logo de cara, seguindo o exemplo dado há 10 anos pelo PCO, resolveu aprontar. Parece, de fato, ser uma boa maneira de aparecer e ganhar espaço. E ele exagerou.

Não apenas pelo pênalti claríssimo e contundente que deixou de apitar aos 42 minutos do segundo tempo, mas também por um outro, mais discreto - mas pênalti -, ainda na etapa inicial. Aquele sobre Paulo Baier, por sinal, foi escandaloso. Como é que pode não ter visto o lance, a 3 ou 4 metros de distância, se eu vi, lá do outro lado, a pelo menos 120 metros?

E houve, é claro, o mau-caratismo em dose dupla no último lance da etapa inicial.

Primeiro, ao deixar de mostrar o cartão amarelo - que seria o segundo - para o camisa 3 caipira em falta próxima ao bico direito da grande área. Questão de interpretação, dirão os menos informados. Não, não, não. A advertência aconteceu. Mas o sujeito escolheu o 5, que estava por perto, e não o autor da infração. Lamentável.

Segundo, por não permitir que fosse cobrada a falta, dando por encerrado o jogo - algo que repetiria ao término da segunda etapa, em um escanteio. Ou seja: o esquema é fazer falta e parar a jogada; o infrator será beneficiado.

Este Rodrigo é o maior culpado.

Mas há outros, alguns em dose bem moderada - e até perdoável:

1. A trave - maldita seja, de novo!;

2. O goleiro dos caras, o mesmo que arrancou o empate em 1 a 1 no Parque pelo Paulista-2006;

3. O nosso centro-avante, que passou 90 minutos sem dar sequer um chute a gol. E olha que não foram poucas as tentativas do time;

4. O outro atacante, camisa 30, que, mole e desligado, deixou de marcar o gol da vitória aos 48 minutos do segundo tempo;

5. O nosso zagueiro, que cometeu um pênalti infantil;

6. O nosso técnico, que errou de novo;

7. O volante que chegou ontem e, equívocos do treinador à parte, acha que pode reclamar daquele jeito;

8. Os corneteiros babacas, que voltaram a aprontar.

Mas o que deve ser exaltado é o espírito de luta da equipe, que pressionou e buscou o gol do início ao fim. São péssimos os fundamentos - ninguém sabe chutar, porra! -, mas a vontade justificou os aplausos ao final de 90 minutos de gols perdidos.

O problema é que partimos agora para quatro decisões na seqüência. E só a vontade não será suficiente...

***

O Pacaembu
Breve registro: é sempre bom voltar ao Pacaembu, o melhor e mais bonito estádio desta cidade. Continuo a defender a idéia de que o Palmeiras deve jogar mais vezes por lá. As lembranças são as melhores possíveis.

***

E a piada do Maníaco, hein?

08 fevereiro 2007

A paciência acabou!

Certas desculpas são difíceis de aceitar. Esta do cansaço é uma, talvez a principal. Já encheu o saco. Como encheu o saco ter paciência. Os posts anteriores podem comprovar a minha disposição em aceitar que a equipe vai evoluir, que estamos no caminho certo etc. e tal.

Até ontem. Minha paciência acabou. Cansei de esperar. Não que eu vá virar corneteiro agora - isso nunca! -, mas é fato que não tenho mais a boa vontade com algumas figuras aí. Como pode vagabundo com bafo de calango vir reclamar de cansaço em uma temporada que mal começou? Como podem tomar gol de um atacante que já era veterano quando vestiu a nossa camisa, lá pelos idos de 93/94?

Eu é que já estou cansado.

Cansado de ver que nenhum sujeito de verde tem a capacidade de enfiar a porra da bola pra dentro do gol. Cansado de ver a bola se chocar contra a trave. Cansado de ver as falhas da defesa. Cansado de ver aquele pedreiro da camisa 4 insistir nas cobranças de falta de longe. Cansado por ver que não conseguimos trazer nem mesmo um Aloisio da vida ou um chutador-de-bunda-de-vaca qualquer que saiba simplesmente empurrar a bola pra dentro do gol.


Cansado de sofrer por este time.

Cansaço, meus caros, é o que se sente no dia seguinte a uma viagem frustrante como a de ontem. Cansaço por trabalhar o dia inteiro e depois enfrentar chuva e trânsito para pegar a estrada rumo ao interior. Cansaço por enfrentar uma chuva torrencial, que não permite enxergar 10 metros à frente. Cansaço por assistir a um jogo pavoroso como o de ontem - tomando água na cabeça.

Cansaço é tudo o que resta de uma noite passada à base de bolinho-de-carne-com-ovo-verde e Guaraná Schin. É o que se pode extrair de uma viagem em que nosso carro foi parar dentro de um quase rio. É o que se leva de uma noite em que tivemos de entrar no maldito córrego e enfrentar a correnteza para desatolar o pobre Celta - debaixo de mais chuva, é bom que se diga.

Isto é cansaço.

Minha paciência acabou.

***

O 23Do nada, aparece uma cara no time. Camisa 23. Lá do alambrado em que ficamos no primeiro tempo, a pergunta é quase unânime: "Quem é o 23?". Não demora muito e ela tem de ser reformulada: "Quem era o 23?". Sim, o 23 entrou, fez duas faltas, foi expulso e enterrou o time. E logo descobrimos que o 23 era um cretino que já deveria estar enterrado, parte de um passado nada feliz. Mas ele voltou. E enterrou de vez o time. Pergunto, já sabendo quem era o 23: "Por que foram trazer de volta este sujeito?"
Os 3.877

Ao post "O amor de cada torcida", cabe acrescentar que os leonores foram representados ontem por 3.877 testemunhas.

06 fevereiro 2007

Brigas, mentiras e conseqüências

Da Itália vem o exemplo que tem tudo para conquistar a simpatia daquelas figurinhas já tão conhecidas do torcedor paulistano: a proibição da venda de ingressos para as torcidas visitantes em jogos do Campeonato Italiano. A medida, em resposta aos incidentes da última sexta (Catania-Palermo, o clássico da Sicília, esta sim uma briga de verdade), foi adotada anteriormente na Argentina (por ocasião de uma decisão Boca-River) e é tida por Capez, Del Nero e corja limitada como solução para acabar com a suposta violência nos estádios de SP.

Fato é que briga de verdade foi esta da Sicília (onde mais?) e tudo o que puder ser feito pelas autoridades merece respaldo. Menos, é claro, restringir a liberdade de um tifoso acompanhar seu time onde e quando ele estiver. É, a meu ver, uma medida ditatorial, típica de quem não consegue resolver um problema e simplesmente decide revogar as liberdades constitucionais dos cidadãos. Tudo errado.

Meu temor é que isso ganhe força por aqui.

E é emblemático que, no mesmo final de semana em que a Bota ficou sem o calcio, emissoras de TV filhas da puta (aquelas duas!) tenham exibido à exaustão imagens da "selvageria entre palmeirenses e santistas" antes e depois do clássico de domingo.

Por partes:

O ANTES

Sequer passei perto da Padre Thomaz antes do jogo, mas não preciso disso para concluir, só pelas imagens e pelo que ouvi de uns e outros, que foi uma briga bastante light, apenas com mesas e cadeiras voando e uma ou outra pancada. Nada que fosse capaz de fazer correr os cretinos jornalistas que por ali estavam, feito urubus, na expectativa de presenciarem um confronto mais sério. Repito: foi uma briga leve, quase recreativa. E por que ela aconteceu? Simples: por incompetência dos policiais, incapazes que foram de fazer um simples cordão de isolamento nos poucos acessos ao setor da torcida visitante.

O DEPOIS
A emissora da Barra Funda (localização providencial, não?) exibiu, com sensacionalismo e em tom de revolta, imagens exclusivas (de novo?) de uma suposta briga entre palmeirenses e santistas nas imediações do viaduto Antártica. Pergunto: que briga? Pois é possível extrair muita coisa daquelas imagens todas, menos um confronto entre torcedores. O que temos ali:

1. dois ônibus, aparentemente de santistas, parados no ponto mais alto da via elevada;

2. vidros no asfalto, provavelmente por conta de alguma pedra atirada por palmeirenses que por ali passaram;

3. quatro ou cinco viaturas da PM (vocês sabem, eles adoram aparecer em bando quando não há perigo iminente);

4. alguns policiais, totalmente despreparados para a função, a atirar bombas de efeito moral e a disparar tiros de, espero eu, balas de borracha. No que atiram? Apresento algumas hipóteses:

4a. em ratos que passavam pelos trilhos do Metrô, abaixo do viaduto;

4b. nos trens, quase uma competição de tiro-ao-alvo-em-movimento;

4c. em mendigos que dormiam nos becos da Barra Funda;

4d. em torcedores que caminhavam em direção ao Metrô.

São alternativas plausíveis, e talvez uma quinta possa ser:

4e. atirar nos supostos brigões.

Mas aí eu levanto alguns questionamentos:

Se os palmeirenses brigões estavam embaixo do viaduto (possivelmente na av. Auro Soares de Moura Andrade), com quem estavam a brigar os santistas dos ônibus? Ou teriam estes supostos arruaçeiros pulado do viaduto? Ou teriam a capacidade de atirar pedras para cima do viaduto (15 metros pelo menos) e ainda acertar o ônibus?

Afinal, em quem atiravam os policiais?

Por que tantas balas e bombas em vão?

Que briga é essa em que não há duas partes?


Aos que não viram o tal vídeo, recomendo que o façam (sem os comentários subseqüentes de jornalistas sujos, por favor). Assistam. Para que tenham mais uma demonstração de como é despreparada a nossa PM. Ou, o que seria pior, de como eles gostam de aparecer diante das câmeras. Porque nada justifica a quantidade de explosões daqueles poucos segundos. Nada, nada, nada!

O pior, amigos, é que já tem vagabundo aí querendo aparecer às nossas custas. Como um promotorzinho de merda que busca agora o seu espaço sugerindo que clássicos não mais poderão ser disputados no Palestra devido à violência do último domingo.


Violência? De quem?

Que interesses estão em jogo?

A conferir.

No caminho certo

Três jogos sem vitória (dois deles em casa) e um empate cedido após vantagem de dois gols em um clássico são fatores que certamente poderiam trazer preocupação para qualquer torcida. Eu não vejo assim. Gostei (de novo) da postura do time contra o Santos. E, embora a trave tenha aprontado das suas novamente, a bola entrou. Uma, duas, três vezes. Falta, é claro, corrigir muita coisa, desde a pontaria dos atacantes até o posicionamento da zaga nas bolas paradas e na formação da barreira. O problema maior, no entanto, é psicológico e precisa ser corrigido com bastante urgência. De resto, as coisas vão melhorar com o tempo. O trabalho está sendo bem feito e o caminho que temos pela frente é bastante promissor. Já para este ano...

***

Adeus, grade!

Fomos pegos de surpresa. Deixamos a nossa grade para uma outra, atrás do gol e com visão bastante inferior. Logo de cara, já senti falta de poder observar cada detalhe do jogo, com ângulo privilegiado para os dois gols, para os bancos de reserva e para todo o resto. E, o que é pior, todo o espaço central da arquibancada fica agora destinado ao povão corneteiro. Mais do que nós, quem perde é o Palmeiras.

A grade vai fazer falta...

***

*E agora, corneteiros, vão falar o que do Edmundo?


*Amanhã, Itu, 21h45. Quem vai? Avisa ae!

02 fevereiro 2007

O amor de cada torcida

Aos que ainda não leram, recomendo, antes de qualquer coisa, a leitura do post Amor de Vitrine.

Na seqüência, devo dizer que este início de ano - como o de qualquer outro, salvo exceções - não traz grandes atrativos para o torcedor ir ao estádio. Nada de contratações bombásticas, times dos sonhos ou grandes expectativas. Tudo muito normal. Sendo assim, o que motiva o torcedor a deixar a sua casa e ir ao campo de futebol?

Eu vejo uma única resposta: rever o seu time depois das férias.

E só.

Estes primeiros jogos do Paulistão refletem basicamente a vontade que cada torcedor tem de ver, acompanhar e torcer pelo seu clube seja lá quais forem as condições.

Ou seja: é quase uma pré-temporada, sem os atrativos que tornam fácil a tarefa de ir ao estádio. Vai agora quem ama e não quem é torcedor de modinha. Estamos ainda fora da temporada, do momento da decisão, dos jogos empolgantes. O público pagante de agora reflete, em grande medida, o amor de uma torcida por seu time.

É fácil aparecer na hora da decisão pagando de fanático. Fácil demais. Mas q
uem ama vai sempre, desde o começo. O resto é amor de vitrine, oportunismo barato.

Sem mais, deixo-os na companhia dos números:

Campeonato Paulista/2007

Jogos em casa do Trio de Ferro

SCCP (arquibancada a R$ 15)
17.01 SCCP 3 x 1 Ponte Preta - 24.114
24.01 Juventus 1 x 4 SCCP - 14.572
27.01 SCCP 1 x 2 Ituano - 23.735
31.01 SCCP 0 x 1 São Caetano - 11.540
TOTAL: 73.961 pagantes em 4 jogos = 18.490

Palmeiras (arquibancada a R$ 20)
18.01 Palmeiras 4 x 2 Paulista - 14.352
25.01 Palmeiras 1 x 0 Santo André - 22.100
28.01 Palmeiras 1 x 1 Barueri - 15.952
TOTAL: 52.404 pagantes em 3 jogos = 17.468

SPFC (arquibancada a R$ 15)
21.01 SPFC 1 x 0 Ituano - 10.298
01.02 SPFC 1 x 1 Santo André - 9.527
TOTAL: 19.825 em 2 jogos = 9.912

01 fevereiro 2007

A pergunta que nunca cala

Sempre que eu entro naquele estádio ridículo, fico a procurar uma resposta para esta pergunta:

Para que serve um clube cujo maior feito em 106 anos de história é exatamente ter completado 106 anos sem ganhar um título sequer?

Edmundo, com uma perna só

O post já vem, logo no título, com uma resposta à seguinte pergunta, endereçada aos corneteiros de plantão: vocês realmente preferem o Osmar (ou o Cristiano) ao Edmundo? Pois foi pela encheção de saco de uns e outros que aconteceu a substituição tão catastrófica para o time. Deu merda logo de cara.

De toda forma, o segundo tempo mostrou a realidade: perdemos para um time cretino, que soube aproveitar duas falhas defensivas nossas. E só. Eu encaro como um terrível acidente de percurso, e digo que vamos ganhar do Santos no domingo.


E parem de cornetar!